Leitura em Dois Anos

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15.Se um irmão ou uma irmã estiverem carecidos de roupa e necessitados do alimento cotidiano,
16.e qualquer dentre vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, sem, contudo, lhes dar o necessário para o corpo, qual é o proveito disso?
17.Assim, também a fé, se não tiver obras, por si só está morta.
18.Mas alguém dirá: Tu tens fé, e eu tenho obras; mostra-me essa tua fé sem as obras, e eu, com as obras, te mostrarei a minha fé.
19.Crês, tu, que Deus é um só? Fazes bem. Até os demônios crêem e tremem.
20.Queres, pois, ficar certo, ó homem insensato, de que a fé sem as obras é inoperante?
21.Não foi por obras que Abraão, o nosso pai, foi justificado, quando ofereceu sobre o altar o próprio filho, Isaque?
22.Vês como a fé operava juntamente com as suas obras; com efeito, foi pelas obras que a fé se consumou,
23.e se cumpriu a Escritura, a qual diz: Ora, Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça; e: Foi chamado amigo de Deus.
24.Verificais que uma pessoa é justificada por obras e não por fé somente.
25.De igual modo, não foi também justificada por obras a meretriz Raabe, quando acolheu os emissários e os fez partir por outro caminho?
26.Porque, assim como o corpo sem espírito é morto, assim também a fé sem obras é morta.
Os pecados da língua e o dever de refreá-la
1.Meus irmãos, não vos torneis, muitos de vós, mestres, sabendo que havemos de receber maior juízo.
2.Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça no falar, é perfeito varão, capaz de refrear também todo o corpo.
3.Ora, se pomos freio na boca dos cavalos, para nos obedecerem, também lhes dirigimos o corpo inteiro.
4.Observai, igualmente, os navios que, sendo tão grandes e batidos de rijos ventos, por um pequeníssimo leme são dirigidos para onde queira o impulso do timoneiro.
5.Assim, também a língua, pequeno órgão, se gaba de grandes coisas. Vede como uma fagulha põe em brasas tão grande selva!
6.Ora, a língua é fogo; é mundo de iniqüidade; a língua está situada entre os membros de nosso corpo, e contamina o corpo inteiro, e não só põe em chamas toda a carreira da existência humana, como também é posta ela mesma em chamas pelo inferno.
7.Pois toda espécie de feras, de aves, de répteis e de seres marinhos se doma e tem sido domada pelo gênero humano;
8.a língua, porém, nenhum dos homens é capaz de domar; é mal incontido, carregado de veneno mortífero.
9.Com ela, bendizemos ao Senhor e Pai; também, com ela, amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus.
10.De uma só boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não é conveniente que estas coisas sejam assim.
11.Acaso, pode a fonte jorrar do mesmo lugar o que é doce e o que é amargoso?
12.Acaso, meus irmãos, pode a figueira produzir azeitonas ou a videira, figos? Tampouco fonte de água salgada pode dar água doce.
A sabedoria lá do alto
13.Quem entre vós é sábio e inteligente? Mostre em mansidão de sabedoria, mediante condigno proceder, as suas obras.
14.Se, pelo contrário, tendes em vosso coração inveja amargurada e sentimento faccioso, nem vos glorieis disso, nem mintais contra a verdade.
15.Esta não é a sabedoria que desce lá do alto; antes, é terrena, animal e demoníaca.
16.Pois, onde há inveja e sentimento faccioso, aí há confusão e toda espécie de coisas ruins.
17.A sabedoria, porém, lá do alto é, primeiramente, pura; depois, pacífica, indulgente, tratável, plena de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento.
18.Ora, é em paz que se semeia o fruto da justiça, para os que promovem a paz.
A origem das contendas
1.De onde procedem guerras e contendas que há entre vós? De onde, senão dos prazeres que militam na vossa carne?
2.Cobiçais e nada tendes; matais, e invejais, e nada podeis obter; viveis a lutar e a fazer guerras. Nada tendes, porque não pedis;
3.pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres.
4.Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.
5.Ou supondes que em vão afirma a Escritura: É com ciúme que por nós anseia o Espírito, que ele fez habitar em nós?
6.Antes, ele dá maior graça; pelo que diz: Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.
7.Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.
8.Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós outros. Purificai as mãos, pecadores; e vós que sois de ânimo dobre, limpai o coração.
9.Afligi-vos, lamentai e chorai. Converta-se o vosso riso em pranto, e a vossa alegria, em tristeza.
10.Humilhai-vos na presença do Senhor, e ele vos exaltará.
A maledicência é condenada
11.Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Aquele que fala mal do irmão ou julga a seu irmão fala mal da lei e julga a lei; ora, se julgas a lei, não és observador da lei, mas juiz.
12.Um só é Legislador e Juiz, aquele que pode salvar e fazer perecer; tu, porém, quem és, que julgas o próximo?
A falibilidade dos projetos humanos
13.Atendei, agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e negociaremos, e teremos lucros.
14.Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa.
15.Em vez disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo.
16.Agora, entretanto, vos jactais das vossas arrogantes pretensões. Toda jactância semelhante a essa é maligna.
17.Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando.
Deus condena as riquezas mal adquiridas e mal empregadas
1.Atendei, agora, ricos, chorai lamentando, por causa das vossas desventuras, que vos sobrevirão.
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
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