Leitura em Dois Anos

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10.Há, sem dúvida, muitos tipos de vozes no mundo; nenhum deles, contudo, sem sentido.
11.Se eu, pois, ignorar a significação da voz, serei estrangeiro para aquele que fala; e ele, estrangeiro para mim.
12.Assim, também vós, visto que desejais dons espirituais, procurai progredir, para a edificação da igreja.
13.Pelo que, o que fala em outra língua deve orar para que a possa interpretar.
14.Porque, se eu orar em outra língua, o meu espírito ora de fato, mas a minha mente fica infrutífera.
15.Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com a mente; cantarei com o espírito, mas também cantarei com a mente.
16.E, se tu bendisseres apenas em espírito, como dirá o indouto o amém depois da tua ação de graças? Visto que não entende o que dizes;
17.porque tu, de fato, dás bem as graças, mas o outro não é edificado.
18.Dou graças a Deus, porque falo em outras línguas mais do que todos vós.
19.Contudo, prefiro falar na igreja cinco palavras com o meu entendimento, para instruir outros, a falar dez mil palavras em outra língua.
Os dons em face dos visitantes na igreja
20.Irmãos, não sejais meninos no juízo; na malícia, sim, sede crianças; quanto ao juízo, sede homens amadurecidos.
21.Na lei está escrito: Falarei a este povo por homens de outras línguas e por lábios de outros povos, e nem assim me ouvirão, diz o Senhor.
22.De sorte que as línguas constituem um sinal não para os crentes, mas para os incrédulos; mas a profecia não é para os incrédulos, e sim para os que crêem.
23.Se, pois, toda a igreja se reunir no mesmo lugar, e todos se puserem a falar em outras línguas, no caso de entrarem indoutos ou incrédulos, não dirão, porventura, que estais loucos?
24.Porém, se todos profetizarem, e entrar algum incrédulo ou indouto, é ele por todos convencido e por todos julgado;
25.tornam-se-lhe manifestos os segredos do coração, e, assim, prostrando-se com a face em terra, adorará a Deus, testemunhando que Deus está, de fato, no meio de vós.
A necessidade de ordem no culto
26.Que fazer, pois, irmãos? Quando vos reunis, um tem salmo, outro, doutrina, este traz revelação, aquele, outra língua, e ainda outro, interpretação. Seja tudo feito para edificação.
27.No caso de alguém falar em outra língua, que não sejam mais do que dois ou quando muito três, e isto sucessivamente, e haja quem interprete.
28.Mas, não havendo intérprete, fique calado na igreja, falando consigo mesmo e com Deus.
29.Tratando-se de profetas, falem apenas dois ou três, e os outros julguem.
30.Se, porém, vier revelação a outrem que esteja assentado, cale-se o primeiro.
31.Porque todos podereis profetizar, um após outro, para todos aprenderem e serem consolados.
32.Os espíritos dos profetas estão sujeitos aos próprios profetas;
33.porque Deus não é de confusão, e sim de paz. Como em todas as igrejas dos santos,
34.conservem-se as mulheres caladas nas igrejas, porque não lhes é permitido falar; mas estejam submissas como também a lei o determina.
35.Se, porém, querem aprender alguma coisa, interroguem, em casa, a seu próprio marido; porque para a mulher é vergonhoso falar na igreja.
36.Porventura, a palavra de Deus se originou no meio de vós ou veio ela exclusivamente para vós outros?
37.Se alguém se considera profeta ou espiritual, reconheça ser mandamento do Senhor o que vos escrevo.
38.E, se alguém o ignorar, será ignorado.
39.Portanto, meus irmãos, procurai com zelo o dom de profetizar e não proibais o falar em outras línguas.
40.Tudo, porém, seja feito com decência e ordem.
A ressurreição de Cristo, penhor da nossa ressurreição
1.Irmãos, venho lembrar-vos o evangelho que vos anunciei, o qual recebestes e no qual ainda perseverais;
2.por ele também sois salvos, se retiverdes a palavra tal como vo-la preguei, a menos que tenhais crido em vão.
3.Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras,
4.e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.
5.E apareceu a Cefas e, depois, aos doze.
6.Depois, foi visto por mais de quinhentos irmãos de uma só vez, dos quais a maioria sobrevive até agora; porém alguns já dormem.
7.Depois, foi visto por Tiago, mais tarde, por todos os apóstolos
8.e, afinal, depois de todos, foi visto também por mim, como por um nascido fora de tempo.
9.Porque eu sou o menor dos apóstolos, que mesmo não sou digno de ser chamado apóstolo, pois persegui a igreja de Deus.
10.Mas, pela graça de Deus, sou o que sou; e a sua graça, que me foi concedida, não se tornou vã; antes, trabalhei muito mais do que todos eles; todavia, não eu, mas a graça de Deus comigo.
11.Portanto, seja eu ou sejam eles, assim pregamos e assim crestes.
12.Ora, se é corrente pregar-se que Cristo ressuscitou dentre os mortos, como, pois, afirmam alguns dentre vós que não há ressurreição de mortos?
13.E, se não há ressurreição de mortos, então, Cristo não ressuscitou.
14.E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã, a vossa fé;
15.e somos tidos por falsas testemunhas de Deus, porque temos asseverado contra Deus que ele ressuscitou a Cristo, ao qual ele não ressuscitou, se é certo que os mortos não ressuscitam.
16.Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou.
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
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