26.E, assim, todo o Israel será salvo, como está escrito: Virá de Sião o Libertador e ele apartará de Jacó as impiedades.
27.Esta é a minha aliança com eles, quando eu tirar os seus pecados.
28.Quanto ao evangelho, são eles inimigos por vossa causa; quanto, porém, à eleição, amados por causa dos patriarcas;
29.porque os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis.
30.Porque assim como vós também, outrora, fostes desobedientes a Deus, mas, agora, alcançastes misericórdia, à vista da desobediência deles,
31.assim também estes, agora, foram desobedientes, para que, igualmente, eles alcancem misericórdia, à vista da que vos foi concedida.
32.Porque Deus a todos encerrou na desobediência, a fim de usar de misericórdia para com todos.
A maravilhosa sabedoria dos desígnios divinos
33.Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos!
34.Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro?
35.Ou quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído?
36.Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!
A nova vida
1.Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.
2.E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.
O devido uso de dons espirituais
3.Porque, pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um.
4.Porque assim como num só corpo temos muitos membros, mas nem todos os membros têm a mesma função,
5.assim também nós, conquanto muitos, somos um só corpo em Cristo e membros uns dos outros,
6.tendo, porém, diferentes dons segundo a graça que nos foi dada: se profecia, seja segundo a proporção da fé;
7.se ministério, dediquemo-nos ao ministério; ou o que ensina esmere-se no fazê-lo;
8.ou o que exorta faça-o com dedicação; o que contribui, com liberalidade; o que preside, com diligência; quem exerce misericórdia, com alegria.
As virtudes recomendadas
9.O amor seja sem hipocrisia. Detestai o mal, apegando-vos ao bem.
10.Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.
11.No zelo, não sejais remissos; sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor;
12.regozijai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, na oração, perseverantes;
13.compartilhai as necessidades dos santos; praticai a hospitalidade;
14.abençoai os que vos perseguem, abençoai e não amaldiçoeis.
15.Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram.
16.Tende o mesmo sentimento uns para com os outros; em lugar de serdes orgulhosos, condescendei com o que é humilde; não sejais sábios aos vossos próprios olhos.
17.Não torneis a ninguém mal por mal; esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens;
18.se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens;
19.não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira; porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor.
20.Pelo contrário, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça.
21.Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.
Da obediência às autoridades
1.Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas.
2.De modo que aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação.
3.Porque os magistrados não são para temor, quando se faz o bem, e sim quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem e terás louvor dela,
4.visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal.
5.É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência.
6.Por esse motivo, também pagais tributos, porque são ministros de Deus, atendendo, constantemente, a este serviço.
7.Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra.
O amor ao próximo é o cumprimento da lei
8.A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros; pois quem ama o próximo tem cumprido a lei.
9.Pois isto: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não cobiçarás, e, se há qualquer outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
10.O amor não pratica o mal contra o próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor.
O dia está próximo
11.E digo isto a vós outros que conheceis o tempo: já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos.
12.Vai alta a noite, e vem chegando o dia. Deixemos, pois, as obras das trevas e revistamo-nos das armas da luz.
13.Andemos dignamente, como em pleno dia, não em orgias e bebedices, não em impudicícias e dissoluções, não em contendas e ciúmes;
14.mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e nada disponhais para a carne no tocante às suas concupiscências.
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
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