Leitura em Dois Anos

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30.E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou.
As provas e a certeza do amor de Deus
31.Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?
32.Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?
33.Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica.
34.Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós.
35.Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?
36.Como está escrito: Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro.
37.Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou.
38.Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes,
39.nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.
Paulo e a incredulidade dos judeus
1.Digo a verdade em Cristo, não minto, testemunhando comigo, no Espírito Santo, a minha própria consciência:
2.tenho grande tristeza e incessante dor no coração;
3.porque eu mesmo desejaria ser anátema, separado de Cristo, por amor de meus irmãos, meus compatriotas, segundo a carne.
4.São israelitas. Pertence-lhes a adoção e também a glória, as alianças, a legislação, o culto e as promessas;
5.deles são os patriarcas, e também deles descende o Cristo, segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito para todo o sempre. Amém!
A rejeição de Israel não é incompatível com as promessas de Deus
6.E não pensemos que a palavra de Deus haja falhado, porque nem todos os de Israel são, de fato, israelitas;
7.nem por serem descendentes de Abraão são todos seus filhos; mas: Em Isaque será chamada a tua descendência.
8.Isto é, estes filhos de Deus não são propriamente os da carne, mas devem ser considerados como descendência os filhos da promessa.
9.Porque a palavra da promessa é esta: Por esse tempo, virei, e Sara terá um filho.
10.E não ela somente, mas também Rebeca, ao conceber de um só, Isaque, nosso pai.
11.E ainda não eram os gêmeos nascidos, nem tinham praticado o bem ou o mal ( para que o propósito de Deus, quanto à eleição, prevalecesse, não por obras, mas por aquele que chama ),
12.já fora dito a ela: O mais velho será servo do mais moço.
13.Como está escrito: Amei Jacó, porém me aborreci de Esaú.
A rejeição de Israel não é incompatível com a justiça de Deus
14.Que diremos, pois? Há injustiça da parte de Deus? De modo nenhum!
15.Pois ele diz a Moisés: Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão.
16.Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia.
17.Porque a Escritura diz a Faraó: Para isto mesmo te levantei, para mostrar em ti o meu poder e para que o meu nome seja anunciado por toda a terra.
18.Logo, tem ele misericórdia de quem quer e também endurece a quem lhe apraz.
A soberania de Deus
19.Tu, porém, me dirás: De que se queixa ele ainda? Pois quem jamais resistiu à sua vontade?
20.Quem és tu, ó homem, para discutires com Deus?! Porventura, pode o objeto perguntar a quem o fez: Por que me fizeste assim?
21.Ou não tem o oleiro direito sobre a massa, para do mesmo barro fazer um vaso para honra e outro, para desonra?
22.Que diremos, pois, se Deus, querendo mostrar a sua ira e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita longanimidade os vasos de ira, preparados para a perdição,
23.a fim de que também desse a conhecer as riquezas da sua glória em vasos de misericórdia, que para glória preparou de antemão,
24.os quais somos nós, a quem também chamou, não só dentre os judeus, mas também dentre os gentios?
25.Assim como também diz em Oséias: Chamarei povo meu ao que não era meu povo; e amada, à que não era amada;
26.e no lugar em que se lhes disse: Vós não sois meu povo, ali mesmo serão chamados filhos do Deus vivo.
27.Mas, relativamente a Israel, dele clama Isaías: Ainda que o número dos filhos de Israel seja como a areia do mar, o remanescente é que será salvo.
28.Porque o Senhor cumprirá a sua palavra sobre a terra, cabalmente e em breve;
29.como Isaías já disse: Se o Senhor dos Exércitos não nos tivesse deixado descendência, ter-nos-íamos tornado como Sodoma e semelhantes a Gomorra.
Israel é responsável pela sua rejeição
30.Que diremos, pois? Que os gentios, que não buscavam a justificação, vieram a alcançá-la, todavia, a que decorre da fé;
31.e Israel, que buscava a lei de justiça, não chegou a atingir essa lei.
32.Por quê? Porque não decorreu da fé, e sim como que das obras. Tropeçaram na pedra de tropeço,
33.como está escrito: Eis que ponho em Sião uma pedra de tropeço e rocha de escândalo, e aquele que nela crê não será confundido.
Os judeus rejeitam a justiça de Deus
1.Irmãos, a boa vontade do meu coração e a minha súplica a Deus a favor deles são para que sejam salvos.
2.Porque lhes dou testemunho de que eles têm zelo por Deus, porém não com entendimento.
3.Porquanto, desconhecendo a justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria, não se sujeitaram à que vem de Deus.
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
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