28.Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei.
29.É, porventura, Deus somente dos judeus? Não o é também dos gentios? Sim, também dos gentios,
30.visto que Deus é um só, o qual justificará, por fé, o circunciso e, mediante a fé, o incircunciso.
31.Anulamos, pois, a lei pela fé? Não, de maneira nenhuma! Antes, confirmamos a lei.
Abraão justificado pela fé
1.Que, pois, diremos ter alcançado Abraão, nosso pai segundo a carne?
2.Porque, se Abraão foi justificado por obras, tem de que se gloriar, porém não diante de Deus.
3.Pois que diz a Escritura? Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça.
4.Ora, ao que trabalha, o salário não é considerado como favor, e sim como dívida.
5.Mas, ao que não trabalha, porém crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é atribuída como justiça.
6.E é assim também que Davi declara ser bem-aventurado o homem a quem Deus atribui justiça, independentemente de obras:
7.Bem-aventurados aqueles cujas iniqüidades são perdoadas, e cujos pecados são cobertos;
8.bem-aventurado o homem a quem o Senhor jamais imputará pecado.
9.Vem, pois, esta bem-aventurança exclusivamente sobre os circuncisos ou também sobre os incircuncisos? Visto que dizemos: a fé foi imputada a Abraão para justiça.
10.Como, pois, lhe foi atribuída? Estando ele já circuncidado ou ainda incircunciso? Não no regime da circuncisão, e sim quando incircunciso.
11.E recebeu o sinal da circuncisão como selo da justiça da fé que teve quando ainda incircunciso; para vir a ser o pai de todos os que crêem, embora não circuncidados, a fim de que lhes fosse imputada a justiça,
12.e pai da circuncisão, isto é, daqueles que não são apenas circuncisos, mas também andam nas pisadas da fé que teve Abraão, nosso pai, antes de ser circuncidado.
13.Não foi por intermédio da lei que a Abraão ou a sua descendência coube a promessa de ser herdeiro do mundo, e sim mediante a justiça da fé.
14.Pois, se os da lei é que são os herdeiros, anula-se a fé e cancela-se a promessa,
15.porque a lei suscita a ira; mas onde não há lei, também não há transgressão.
16.Essa é a razão por que provém da fé, para que seja segundo a graça, a fim de que seja firme a promessa para toda a descendência, não somente ao que está no regime da lei, mas também ao que é da fé que teve Abraão ( porque Abraão é pai de todos nós,
17.como está escrito: Por pai de muitas nações te constituí. ), perante aquele no qual creu, o Deus que vivifica os mortos e chama à existência as coisas que não existem.
18.Abraão, esperando contra a esperança, creu, para vir a ser pai de muitas nações, segundo lhe fora dito: Assim será a tua descendência.
19.E, sem enfraquecer na fé, embora levasse em conta o seu próprio corpo amortecido, sendo já de cem anos, e a idade avançada de Sara,
20.não duvidou, por incredulidade, da promessa de Deus; mas, pela fé, se fortaleceu, dando glória a Deus,
21.estando plenamente convicto de que ele era poderoso para cumprir o que prometera.
22.Pelo que isso lhe foi também imputado para justiça.
23.E não somente por causa dele está escrito que lhe foi levado em conta,
24.mas também por nossa causa, posto que a nós igualmente nos será imputado, a saber, a nós que cremos naquele que ressuscitou dentre os mortos a Jesus, nosso Senhor,
25.o qual foi entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitou por causa da nossa justificação.
A justificação pela fé e paz com Deus
1.Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo;
2.por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus.
3.E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança;
4.e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança.
5.Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado.
6.Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios.
7.Dificilmente, alguém morreria por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém se anime a morrer.
8.Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.
9.Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira.
10.Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida;
11.e não apenas isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, por intermédio de quem recebemos, agora, a reconciliação.
Adão e Cristo
12.Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.
13.Porque até ao regime da lei havia pecado no mundo, mas o pecado não é levado em conta quando não há lei.
14.Entretanto, reinou a morte desde Adão até Moisés, mesmo sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão, o qual prefigurava aquele que havia de vir.
15.Todavia, não é assim o dom gratuito como a ofensa; porque, se, pela ofensa de um só, morreram muitos, muito mais a graça de Deus e o dom pela graça de um só homem, Jesus Cristo, foram abundantes sobre muitos.
16.O dom, entretanto, não é como no caso em que somente um pecou; porque o julgamento derivou de uma só ofensa, para a condenação; mas a graça transcorre de muitas ofensas, para a justificação.
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
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