Leitura em Dois Anos

616 / 720
18.Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la. Este mandato recebi de meu Pai.
Nova dissensão entre os judeus
19.Por causa dessas palavras, rompeu nova dissensão entre os judeus.
20.Muitos deles diziam: Ele tem demônio e enlouqueceu; por que o ouvis?
21.Outros diziam: Este modo de falar não é de endemoninhado; pode, porventura, um demônio abrir os olhos aos cegos?
A Festa da Dedicação. Jesus é interrogado
22.Celebrava-se em Jerusalém a Festa da Dedicação. Era inverno.
23.Jesus passeava no templo, no Pórtico de Salomão.
24.Rodearam-no, pois, os judeus e o interpelaram: Até quando nos deixarás a mente em suspenso? Se tu és o Cristo, dize-o francamente.
25.Respondeu-lhes Jesus: Já vo-lo disse, e não credes. As obras que eu faço em nome de meu Pai testificam a meu respeito.
26.Mas vós não credes, porque não sois das minhas ovelhas.
27.As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem.
28.Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão.
29.Aquilo que meu Pai me deu é maior do que tudo; e da mão do Pai ninguém pode arrebatar.
30.Eu e o Pai somos um.
31.Novamente, pegaram os judeus em pedras para lhe atirar.
32.Disse-lhes Jesus: Tenho-vos mostrado muitas obras boas da parte do Pai; por qual delas me apedrejais?
33.Responderam-lhe os judeus: Não é por obra boa que te apedrejamos, e sim por causa da blasfêmia, pois, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo.
34.Replicou-lhes Jesus: Não está escrito na vossa lei: Eu disse: sois deuses?
35.Se ele chamou deuses àqueles a quem foi dirigida a palavra de Deus, e a Escritura não pode falhar,
36.então, daquele a quem o Pai santificou e enviou ao mundo, dizeis: Tu blasfemas; porque declarei: sou Filho de Deus?
37.Se não faço as obras de meu Pai, não me acrediteis;
38.mas, se faço, e não me credes, crede nas obras; para que possais saber e compreender que o Pai está em mim, e eu estou no Pai.
39.Nesse ponto, procuravam, outra vez, prendê-lo; mas ele se livrou das suas mãos.
40.Novamente, se retirou para além do Jordão, para o lugar onde João batizava no princípio; e ali permaneceu.
41.E iam muitos ter com ele e diziam: Realmente, João não fez nenhum sinal, porém tudo quanto disse a respeito deste era verdade.
42.E muitos ali creram nele.
A ressurreição de Lázaro
1.Estava enfermo Lázaro, de Betânia, da aldeia de Maria e de sua irmã Marta.
2.Esta Maria, cujo irmão Lázaro estava enfermo, era a mesma que ungiu com bálsamo o Senhor e lhe enxugou os pés com os seus cabelos.
3.Mandaram, pois, as irmãs de Lázaro dizer a Jesus: Senhor, está enfermo aquele a quem amas.
4.Ao receber a notícia, disse Jesus: Esta enfermidade não é para morte, e sim para a glória de Deus, a fim de que o Filho de Deus seja por ela glorificado.
5.Ora, amava Jesus a Marta, e a sua irmã, e a Lázaro.
6.Quando, pois, soube que Lázaro estava doente, ainda se demorou dois dias no lugar onde estava.
7.Depois, disse aos seus discípulos: Vamos outra vez para a Judéia.
8.Disseram-lhe os discípulos: Mestre, ainda agora os judeus procuravam apedrejar-te, e voltas para lá?
9.Respondeu Jesus: Não são doze as horas do dia? Se alguém andar de dia, não tropeça, porque vê a luz deste mundo;
10.mas, se andar de noite, tropeça, porque nele não há luz.
11.Isto dizia e depois lhes acrescentou: Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo.
12.Disseram-lhe, pois, os discípulos: Senhor, se dorme, estará salvo.
13.Jesus, porém, falara com respeito à morte de Lázaro; mas eles supunham que tivesse falado do repouso do sono.
14.Então, Jesus lhes disse claramente: Lázaro morreu;
15.e por vossa causa me alegro de que lá não estivesse, para que possais crer; mas vamos ter com ele.
16.Então, Tomé, chamado Dídimo, disse aos condiscípulos: Vamos também nós para morrermos com ele.
17.Chegando Jesus, encontrou Lázaro já sepultado, havia quatro dias.
18.Ora, Betânia estava cerca de quinze estádios perto de Jerusalém.
19.Muitos dentre os judeus tinham vindo ter com Marta e Maria, para as consolar a respeito de seu irmão.
20.Marta, quando soube que vinha Jesus, saiu ao seu encontro; Maria, porém, ficou sentada em casa.
21.Disse, pois, Marta a Jesus: Senhor, se estiveras aqui, não teria morrido meu irmão.
22.Mas também sei que, mesmo agora, tudo quanto pedires a Deus, Deus to concederá.
23.Declarou-lhe Jesus: Teu irmão há de ressurgir.
24.Eu sei, replicou Marta, que ele há de ressurgir na ressurreição, no último dia.
25.Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá;
26.e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente. Crês isto?
27.Sim, Senhor, respondeu ela, eu tenho crido que tu és o Cristo, o Filho de Deus que devia vir ao mundo.
28.Tendo dito isto, retirou-se e chamou Maria, sua irmã, e lhe disse em particular: O Mestre chegou e te chama.
29.Ela, ouvindo isto, levantou-se depressa e foi ter com ele,
30.pois Jesus ainda não tinha entrado na aldeia, mas permanecia onde Marta se avistara com ele.
31.Os judeus que estavam com Maria em casa e a consolavam, vendo-a levantar-se depressa e sair, seguiram-na, supondo que ela ia ao túmulo para chorar.
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
Sociedade Bíblica do Brasil.
Todos os direitos reservados.
Saiba mais sobre a Sociedade Bíblica do Brasil em sbb.org.br.
A Sociedade Bíblica do Brasil trabalha para que a Bíblia esteja, efetivamente, ao alcance de todos e seja lida por todos.
A SBB é uma entidade sem fins lucrativos, dedicada a promover o desenvolvimento integral do ser humano.
Você também pode ajudar a causa da Bíblia!