Leitura em Dois Anos

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43.Respondeu-lhes Jesus: Não murmureis entre vós.
44.Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia.
45.Está escrito nos profetas: E serão todos ensinados por Deus. Portanto, todo aquele que da parte do Pai tem ouvido e aprendido, esse vem a mim.
46.Não que alguém tenha visto o Pai, salvo aquele que vem de Deus; este o tem visto.
47.Em verdade, em verdade vos digo: quem crê em mim tem a vida eterna.
48.Eu sou o pão da vida.
49.Vossos pais comeram o maná no deserto e morreram.
50.Este é o pão que desce do céu, para que todo o que dele comer não pereça.
51.Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém dele comer, viverá eternamente; e o pão que eu darei pela vida do mundo é a minha carne.
52.Disputavam, pois, os judeus entre si, dizendo: Como pode este dar-nos a comer a sua própria carne?
53.Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tendes vida em vós mesmos.
54.Quem comer a minha carne e beber o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia.
55.Pois a minha carne é verdadeira comida, e o meu sangue é verdadeira bebida.
56.Quem comer a minha carne e beber o meu sangue permanece em mim, e eu, nele.
57.Assim como o Pai, que vive, me enviou, e igualmente eu vivo pelo Pai, também quem de mim se alimenta por mim viverá.
58.Este é o pão que desceu do céu, em nada semelhante àquele que os vossos pais comeram e, contudo, morreram; quem comer este pão viverá eternamente.
59.Estas coisas disse Jesus, quando ensinava na sinagoga de Cafarnaum.
Os discípulos escandalizados
60.Muitos dos seus discípulos, tendo ouvido tais palavras, disseram: Duro é este discurso; quem o pode ouvir?
61.Mas Jesus, sabendo por si mesmo que eles murmuravam a respeito de suas palavras, interpelou-os: Isto vos escandaliza?
62.Que será, pois, se virdes o Filho do Homem subir para o lugar onde primeiro estava?
63.O espírito é o que vivifica; a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida.
64.Contudo, há descrentes entre vós. Pois Jesus sabia, desde o princípio, quais eram os que não criam e quem o havia de trair.
65.E prosseguiu: Por causa disto, é que vos tenho dito: ninguém poderá vir a mim, se, pelo Pai, não lhe for concedido.
Muitos discípulos se retiram
66.À vista disso, muitos dos seus discípulos o abandonaram e já não andavam com ele.
67.Então, perguntou Jesus aos doze: Porventura, quereis também vós outros retirar-vos?
68.Respondeu-lhe Simão Pedro: Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna;
69.e nós temos crido e conhecido que tu és o Santo de Deus.
70.Replicou-lhes Jesus: Não vos escolhi eu em número de doze? Contudo, um de vós é diabo.
71.Referia-se ele a Judas, filho de Simão Iscariotes; porque era quem estava para traí-lo, sendo um dos doze.
A incredulidade dos irmãos de Jesus
1.Passadas estas coisas, Jesus andava pela Galiléia, porque não desejava percorrer a Judéia, visto que os judeus procuravam matá-lo.
2.Ora, a festa dos judeus, chamada de Festa dos Tabernáculos, estava próxima.
3.Dirigiram-se, pois, a ele os seus irmãos e lhe disseram: Deixa este lugar e vai para a Judéia, para que também os teus discípulos vejam as obras que fazes.
4.Porque ninguém há que procure ser conhecido em público e, contudo, realize os seus feitos em oculto. Se fazes estas coisas, manifesta-te ao mundo.
5.Pois nem mesmo os seus irmãos criam nele.
6.Disse-lhes, pois, Jesus: O meu tempo ainda não chegou, mas o vosso sempre está presente.
7.Não pode o mundo odiar-vos, mas a mim me odeia, porque eu dou testemunho a seu respeito de que as suas obras são más.
8.Subi vós outros à festa; eu, por enquanto, não subo, porque o meu tempo ainda não está cumprido.
9.Disse-lhes Jesus estas coisas e continuou na Galiléia.
Jesus na Festa dos Tabernáculos
10.Mas, depois que seus irmãos subiram para a festa, então, subiu ele também, não publicamente, mas em oculto.
11.Ora, os judeus o procuravam na festa e perguntavam: Onde estará ele?
12.E havia grande murmuração a seu respeito entre as multidões. Uns diziam: Ele é bom. E outros: Não, antes, engana o povo.
13.Entretanto, ninguém falava dele abertamente, por ter medo dos judeus.
A controvérsia entre Jesus e os judeus
14.Corria já em meio a festa, e Jesus subiu ao templo e ensinava.
15.Então, os judeus se maravilhavam e diziam: Como sabe este letras, sem ter estudado?
16.Respondeu-lhes Jesus: O meu ensino não é meu, e sim daquele que me enviou.
17.Se alguém quiser fazer a vontade dele, conhecerá a respeito da doutrina, se ela é de Deus ou se eu falo por mim mesmo.
18.Quem fala por si mesmo está procurando a sua própria glória; mas o que procura a glória de quem o enviou, esse é verdadeiro, e nele não há injustiça.
19.Não vos deu Moisés a lei? Contudo, ninguém dentre vós a observa. Por que procurais matar-me?
20.Respondeu a multidão: Tens demônio. Quem é que procura matar-te?
21.Replicou-lhes Jesus: Um só feito realizei, e todos vos admirais.
22.Pelo motivo de que Moisés vos deu a circuncisão ( se bem que ela não vem dele, mas dos patriarcas ), no sábado circuncidais um homem.
23.E, se o homem pode ser circuncidado em dia de sábado, para que a lei de Moisés não seja violada, por que vos indignais contra mim, pelo fato de eu ter curado, num sábado, ao todo, um homem?
24.Não julgueis segundo a aparência, e sim pela reta justiça.
Os guardas mandados para prender Jesus
25.Diziam alguns de Jerusalém: Não é este aquele a quem procuram matar?
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
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