Leitura em Dois Anos

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A purificação do templo
15.E foram para Jerusalém. Entrando ele no templo, passou a expulsar os que ali vendiam e compravam; derribou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas.
16.Não permitia que alguém conduzisse qualquer utensílio pelo templo;
17.também os ensinava e dizia: Não está escrito: A minha casa será chamada casa de oração para todas as nações? Vós, porém, a tendes transformado em covil de salteadores.
18.E os principais sacerdotes e escribas ouviam estas coisas e procuravam um modo de lhe tirar a vida; pois o temiam, porque toda a multidão se maravilhava de sua doutrina.
19.Em vindo a tarde, saíram da cidade.
O poder da fé
20.E, passando eles pela manhã, viram que a figueira secara desde a raiz.
21.Então, Pedro, lembrando-se, falou: Mestre, eis que a figueira que amaldiçoaste secou.
22.Ao que Jesus lhes disse: Tende fé em Deus;
23.porque em verdade vos afirmo que, se alguém disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar no seu coração, mas crer que se fará o que diz, assim será com ele.
24.Por isso, vos digo que tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco.
25.E, quando estiverdes orando, se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai, para que vosso Pai celestial vos perdoe as vossas ofensas.
26.Mas, se não perdoardes, também vosso Pai celestial não vos perdoará as vossas ofensas.
A autoridade de Jesus e o batismo de João
27.Então, regressaram para Jerusalém. E, andando ele pelo templo, vieram ao seu encontro os principais sacerdotes, os escribas e os anciãos
28.e lhe perguntaram: Com que autoridade fazes estas coisas? Ou quem te deu tal autoridade para as fazeres?
29.Jesus lhes respondeu: Eu vos farei uma pergunta; respondei-me, e eu vos direi com que autoridade faço estas coisas.
30.O batismo de João era do céu ou dos homens? Respondei!
31.E eles discorriam entre si: Se dissermos: Do céu, dirá: Então, por que não acreditastes nele?
32.Se, porém, dissermos: dos homens, é de temer o povo. Porque todos consideravam a João como profeta.
33.Então, responderam a Jesus: Não sabemos. E Jesus, por sua vez, lhes disse: Nem eu tampouco vos digo com que autoridade faço estas coisas.
A parábola dos lavradores maus
1.Depois, entrou Jesus a falar-lhes por parábola: Um homem plantou uma vinha, cercou-a de uma sebe, construiu um lagar, edificou uma torre, arrendou-a a uns lavradores e ausentou-se do país.
2.No tempo da colheita, enviou um servo aos lavradores para que recebesse deles dos frutos da vinha;
3.eles, porém, o agarraram, espancaram e o despacharam vazio.
4.De novo, lhes enviou outro servo, e eles o esbordoaram na cabeça e o insultaram.
5.Ainda outro lhes mandou, e a este mataram. Muitos outros lhes enviou, dos quais espancaram uns e mataram outros.
6.Restava-lhe ainda um, seu filho amado; a este lhes enviou, por fim, dizendo: Respeitarão a meu filho.
7.Mas os tais lavradores disseram entre si: Este é o herdeiro; ora, vamos, matemo-lo, e a herança será nossa.
8.E, agarrando-o, mataram-no e o atiraram para fora da vinha.
9.Que fará, pois, o dono da vinha? Virá, exterminará aqueles lavradores e passará a vinha a outros.
10.Ainda não lestes esta Escritura: A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular;
11.isto procede do Senhor, e é maravilhoso aos nossos olhos?
12.E procuravam prendê-lo, mas temiam o povo; porque compreenderam que contra eles proferira esta parábola. Então, desistindo, retiraram-se.
A questão do tributo
13.E enviaram-lhe alguns dos fariseus e dos herodianos, para que o apanhassem em alguma palavra.
14.Chegando, disseram-lhe: Mestre, sabemos que és verdadeiro e não te importas com quem quer que seja, porque não olhas a aparência dos homens; antes, segundo a verdade, ensinas o caminho de Deus; é lícito pagar tributo a César ou não? Devemos ou não devemos pagar?
15.Mas Jesus, percebendo-lhes a hipocrisia, respondeu: Por que me experimentais? Trazei-me um denário para que eu o veja.
16.E eles lho trouxeram. Perguntou-lhes: De quem é esta efígie e inscrição? Responderam: De César.
17.Disse-lhes, então, Jesus: Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. E muito se admiraram dele.
Os saduceus e a ressurreição
18.Então, os saduceus, que dizem não haver ressurreição, aproximaram-se dele e lhe perguntaram, dizendo:
19.Mestre, Moisés nos deixou escrito que, se morrer o irmão de alguém e deixar mulher sem filhos, seu irmão a tome como esposa e suscite descendência a seu irmão.
20.Ora, havia sete irmãos; o primeiro casou e morreu sem deixar descendência;
21.o segundo desposou a viúva e morreu, também sem deixar descendência; e o terceiro, da mesma forma.
22.E, assim, os sete não deixaram descendência. Por fim, depois de todos, morreu também a mulher.
23.Na ressurreição, quando eles ressuscitarem, de qual deles será ela a esposa? Porque os sete a desposaram.
24.Respondeu-lhes Jesus: Não provém o vosso erro de não conhecerdes as Escrituras, nem o poder de Deus?
25.Pois, quando ressuscitarem de entre os mortos, nem casarão, nem se darão em casamento; porém, são como os anjos nos céus.
26.Quanto à ressurreição dos mortos, não tendes lido no Livro de Moisés, no trecho referente à sarça, como Deus lhe falou: Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó?
27.Ora, ele não é Deus de mortos, e sim de vivos. Laborais em grande erro.
O grande mandamento
28.Chegando um dos escribas, tendo ouvido a discussão entre eles, vendo como Jesus lhes houvera respondido bem, perguntou-lhe: Qual é o principal de todos os mandamentos?
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
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