Leitura em Dois Anos

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51.E subiu para o barco para estar com eles, e o vento cessou. Ficaram entre si atônitos,
52.porque não haviam compreendido o milagre dos pães; antes, o seu coração estava endurecido.
Jesus em Genesaré
53.Estando já no outro lado, chegaram a terra, em Genesaré, onde aportaram.
54.Saindo eles do barco, logo o povo reconheceu Jesus;
55.e, percorrendo toda aquela região, traziam em leitos os enfermos, para onde ouviam que ele estava.
56.Onde quer que ele entrasse nas aldeias, cidades ou campos, punham os enfermos nas praças, rogando-lhe que os deixasse tocar ao menos na orla da sua veste; e quantos a tocavam saíam curados.
Jesus e a tradição dos anciãos. O que contamina o homem
1.Ora, reuniram-se a Jesus os fariseus e alguns escribas, vindos de Jerusalém.
2.E, vendo que alguns dos discípulos dele comiam pão com as mãos impuras, isto é, por lavar
3.( pois os fariseus e todos os judeus, observando a tradição dos anciãos, não comem sem lavar cuidadosamente as mãos;
4.quando voltam da praça, não comem sem se aspergirem; e há muitas outras coisas que receberam para observar, como a lavagem de copos, jarros e vasos de metal e camas ),
5.interpelaram-no os fariseus e os escribas: Por que não andam os teus discípulos de conformidade com a tradição dos anciãos, mas comem com as mãos por lavar?
6.Respondeu-lhes: Bem profetizou Isaías a respeito de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.
7.E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens.
8.Negligenciando o mandamento de Deus, guardais a tradição dos homens.
9.E disse-lhes ainda: Jeitosamente rejeitais o preceito de Deus para guardardes a vossa própria tradição.
10.Pois Moisés disse: Honra a teu pai e a tua mãe; e: Quem maldisser a seu pai ou a sua mãe seja punido de morte.
11.Vós, porém, dizeis: Se um homem disser a seu pai ou a sua mãe: Aquilo que poderias aproveitar de mim é Corbã, isto é, oferta para o Senhor,
12.então, o dispensais de fazer qualquer coisa em favor de seu pai ou de sua mãe,
13.invalidando a palavra de Deus pela vossa própria tradição, que vós mesmos transmitistes; e fazeis muitas outras coisas semelhantes.
14.Convocando ele, de novo, a multidão, disse-lhes: Ouvi-me, todos, e entendei.
15.Nada há fora do homem que, entrando nele, o possa contaminar; mas o que sai do homem é o que o contamina.
16.Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça.
17.Quando entrou em casa, deixando a multidão, os seus discípulos o interrogaram acerca da parábola.
18.Então, lhes disse: Assim vós também não entendeis? Não compreendeis que tudo o que de fora entra no homem não o pode contaminar,
19.porque não lhe entra no coração, mas no ventre, e sai para lugar escuso? E, assim, considerou ele puros todos os alimentos.
20.E dizia: O que sai do homem, isso é o que o contamina.
21.Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios,
22.a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura.
23.Ora, todos estes males vêm de dentro e contaminam o homem.
A mulher siro-fenícia
24.Levantando-se, partiu dali para as terras de Tiro e Sidom. Tendo entrado numa casa, queria que ninguém o soubesse; no entanto, não pôde ocultar-se,
25.porque uma mulher, cuja filhinha estava possessa de espírito imundo, tendo ouvido a respeito dele, veio e prostrou-se-lhe aos pés.
26.Esta mulher era grega, de origem siro-fenícia, e rogava-lhe que expelisse de sua filha o demônio.
27.Mas Jesus lhe disse: Deixa primeiro que se fartem os filhos, porque não é bom tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos.
28.Ela, porém, lhe respondeu: Sim, Senhor; mas os cachorrinhos, debaixo da mesa, comem das migalhas das crianças.
29.Então, lhe disse: Por causa desta palavra, podes ir; o demônio já saiu de tua filha.
30.Voltando ela para casa, achou a menina sobre a cama, pois o demônio a deixara.
A cura de um surdo e gago
31.De novo, se retirou das terras de Tiro e foi por Sidom até ao mar da Galiléia, através do território de Decápolis.
32.Então, lhe trouxeram um surdo e gago e lhe suplicaram que impusesse as mãos sobre ele.
33.Jesus, tirando-o da multidão, à parte, pôs-lhe os dedos nos ouvidos e lhe tocou a língua com saliva;
34.depois, erguendo os olhos ao céu, suspirou e disse: Efatá!, que quer dizer: Abre-te!
35.Abriram-se-lhe os ouvidos, e logo se lhe soltou o empecilho da língua, e falava desembaraçadamente.
36.Mas lhes ordenou que a ninguém o dissessem; contudo, quanto mais recomendava, tanto mais eles o divulgavam.
37.Maravilhavam-se sobremaneira, dizendo: Tudo ele tem feito esplendidamente bem; não somente faz ouvir os surdos, como falar os mudos.
A segunda multiplicação de pães e peixes
1.Naqueles dias, quando outra vez se reuniu grande multidão, e não tendo eles o que comer, chamou Jesus os discípulos e lhes disse:
2.Tenho compaixão desta gente, porque há três dias que permanecem comigo e não têm o que comer.
3.Se eu os despedir para suas casas, em jejum, desfalecerão pelo caminho; e alguns deles vieram de longe.
4.Mas os seus discípulos lhe responderam: Donde poderá alguém fartá-los de pão neste deserto?
5.E Jesus lhes perguntou: Quantos pães tendes? Responderam eles: Sete.
6.Ordenou ao povo que se assentasse no chão. E, tomando os sete pães, partiu-os, após ter dado graças, e os deu a seus discípulos, para que estes os distribuíssem, repartindo entre o povo.
7.Tinham também alguns peixinhos; e, abençoando-os, mandou que estes igualmente fossem distribuídos.
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
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