8.Quem formou este desígnio contra Tiro, a cidade distribuidora de coroas, cujos mercadores são príncipes e cujos negociantes são os mais nobres da terra?
9.O SENHOR dos Exércitos formou este desígnio para denegrir a soberba de toda beleza e envilecer os mais nobres da terra.
10.Percorre livremente como o Nilo a tua terra, ó filha de Társis; já não há quem te restrinja.
11.O SENHOR estendeu a mão sobre o mar e turbou os reinos; deu ordens contra Canaã, para que se destruíssem as suas fortalezas.
12.E disse: Nunca mais exultarás, ó oprimida virgem filha de Sidom; levanta-te, passa a Chipre, mas ainda ali não terás descanso.
13.Eis a terra dos caldeus, povo que até há pouco não era povo e que a Assíria destinara para os sátiros do deserto; povo que levantou suas torres, e arrasou os palácios de Tiro, e os converteu em ruínas.
14.Uivai, navios de Társis, porque é destruída a que era a vossa fortaleza!
15.Naquele dia, Tiro será posta em esquecimento por setenta anos, segundo os dias de um rei; mas no fim dos setenta anos dar-se-á com Tiro o que consta na canção da meretriz:
16.Toma a harpa, rodeia a cidade, ó meretriz, entregue ao esquecimento; canta bem, toca, multiplica as tuas canções, para que se recordem de ti.
17.Findos os setenta anos, o SENHOR atentará para Tiro, e ela tornará ao salário da sua impureza e se prostituirá com todos os reinos da terra.
18.O ganho e o salário de sua impureza serão dedicados ao SENHOR; não serão entesourados, nem guardados, mas o seu ganho será para os que habitam perante o SENHOR, para que tenham comida em abundância e vestes finas.
1.Eis que o SENHOR vai devastar e desolar a terra, vai transtornar a sua superfície e lhe dispersar os moradores.
2.O que suceder ao povo sucederá ao sacerdote; ao servo, como ao seu senhor; à serva, como à sua dona; ao comprador, como ao vendedor; ao que empresta, como ao que toma emprestado; ao credor, como ao devedor.
3.A terra será de todo devastada e totalmente saqueada, porque o SENHOR é quem proferiu esta palavra.
4.A terra pranteia e se murcha; o mundo enfraquece e se murcha; enlanguescem os mais altos do povo da terra.
5.Na verdade, a terra está contaminada por causa dos seus moradores, porquanto transgridem as leis, violam os estatutos e quebram a aliança eterna.
6.Por isso, a maldição consome a terra, e os que habitam nela se tornam culpados; por isso, serão queimados os moradores da terra, e poucos homens restarão.
7.Pranteia o vinho, enlanguesce a vide, e gemem todos os que estavam de coração alegre.
8.Cessou o folguedo dos tamboris, acabou o ruído dos que exultam, e descansou a alegria da harpa.
9.Já não se bebe vinho entre canções; a bebida forte é amarga para os que a bebem.
10.Demolida está a cidade caótica, todas as casas estão fechadas, ninguém já pode entrar.
11.Gritam por vinho nas ruas, fez-se noite para toda alegria, foi banido da terra o prazer.
12.Na cidade, reina a desolação, e a porta está reduzida a ruínas.
13.Porque será na terra, no meio destes povos, como o varejar da oliveira e como o rebuscar, quando está acabada a vindima.
A alegria dos justos
14.Eles levantam a voz e cantam com alegria; por causa da glória do SENHOR, exultam desde o mar.
15.Por isso, glorificai ao SENHOR no Oriente e, nas terras do mar, ao nome do SENHOR, Deus de Israel.
16.Dos confins da terra ouvimos cantar: Glória ao Justo! Mas eu digo: definho, definho, ai de mim! Os pérfidos tratam perfidamente; sim, os pérfidos tratam mui perfidamente.
A ruína dos transgressores
17.Terror, cova e laço vêm sobre ti, ó morador da terra.
18.E será que aquele que fugir da voz do terror cairá na cova, e, se sair da cova, o laço o prenderá; porque as represas do alto se abrem, e tremem os fundamentos da terra.
19.A terra será de todo quebrantada, ela totalmente se romperá, a terra violentamente se moverá.
20.A terra cambaleará como um bêbado e balanceará como rede de dormir; a sua transgressão pesa sobre ela, ela cairá e jamais se levantará.
21.Naquele dia, o SENHOR castigará, no céu, as hostes celestes, e os reis da terra, na terra.
22.Serão ajuntados como presos em masmorra, e encerrados num cárcere, e castigados depois de muitos dias.
23.A lua se envergonhará, e o sol se confundirá quando o SENHOR dos Exércitos reinar no monte Sião e em Jerusalém; perante os seus anciãos haverá glória.
Cântico de louvor pela misericórdia divina
1.Ó SENHOR, tu és o meu Deus; exaltar-te-ei a ti e louvarei o teu nome, porque tens feito maravilhas e tens executado os teus conselhos antigos, fiéis e verdadeiros.
2.Porque da cidade fizeste um montão de pedras e da cidade forte, uma ruína; a fortaleza dos estranhos já não é cidade e jamais será reedificada.
3.Pelo que povos fortes te glorificarão, e a cidade das nações opressoras te temerá.
4.Porque foste a fortaleza do pobre e a fortaleza do necessitado na sua angústia; refúgio contra a tempestade e sombra contra o calor; porque dos tiranos o bufo é como a tempestade contra o muro,
5.como o calor em lugar seco. Tu abaterás o ímpeto dos estranhos; como se abranda o calor pela sombra da espessa nuvem, assim o hino triunfal dos tiranos será aniquilado.
6.O SENHOR dos Exércitos dará neste monte a todos os povos um banquete de coisas gordurosas, uma festa com vinhos velhos, pratos gordurosos com tutanos e vinhos velhos bem clarificados.
7.Destruirá neste monte a coberta que envolve todos os povos e o véu que está posto sobre todas as nações.
8.Tragará a morte para sempre, e, assim, enxugará o SENHOR Deus as lágrimas de todos os rostos, e tirará de toda a terra o opróbrio do seu povo, porque o SENHOR falou.
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
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