Leitura em Dois Anos

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6.porque as águas de Ninrim desaparecem; seca-se o pasto, acaba-se a erva, e já não há verdura alguma,
7.pelo que o que pouparam, o que ganharam e depositaram eles mesmos levam para além das torrentes dos salgueiros;
8.porque o pranto rodeia os limites de Moabe; até Eglaim chega o seu clamor, e ainda até Beer-Elim, o seu lamento;
9.porque as águas de Dimom estão cheias de sangue; pois ainda acrescentarei a Dimom: leões contra aqueles que escaparem de Moabe e contra os restantes da terra.
1.Enviai cordeiros ao dominador da terra, desde Sela, pelo deserto, até ao monte da filha de Sião.
2.Como pássaro espantado, lançado fora do ninho, assim são as filhas de Moabe nos vaus do Arnom, que dizem:
3.Dá conselhos, executa o juízo e faze a tua sombra no pino do meio-dia como a noite; esconde os desterrados e não descubras os fugitivos.
4.Habitem entre ti os desterrados de Moabe, serve-lhes de esconderijo contra o destruidor. Quando o homem violento tiver fim, a destruição for desfeita e o opressor deixar a terra,
5.então, um trono se firmará em benignidade, e sobre ele no tabernáculo de Davi se assentará com fidelidade um que julgue, busque o juízo e não tarde em fazer justiça.
6.Temos ouvido da soberba de Moabe, soberbo em extremo; da sua arrogância, do seu orgulho e do seu furor; a sua jactância é vã.
7.Portanto, uivará Moabe, cada um por Moabe; gemereis profundamente abatidos pelas pastas de uvas de Quir-Haresete.
8.Porque os campos de Hesbom estão murchos; os senhores das nações talaram os melhores ramos da vinha de Sibma, que se estenderam até Jazer e se perderam no deserto, sarmentos que se estenderam e passaram além do mar.
9.Pelo que prantearei, com o pranto de Jazer, a vinha de Sibma; regar-te-ei com as minhas lágrimas, ó Hesbom, ó Eleale; pois, sobre os teus frutos de verão e sobre a tua vindima, caiu já dos inimigos o eia, como o de pisadores.
10.Fugiu a alegria e o regozijo do pomar; nas vinhas já não se canta, nem há júbilo algum; já não se pisarão as uvas nos lagares. Eu fiz cessar o eia dos pisadores.
11.Pelo que por Moabe vibra como harpa o meu íntimo, e o meu coração, por Quir-Heres.
12.Ver-se-á como Moabe se cansa nos altos, como entra no santuário a orar e nada alcança.
13.Esta é a palavra que o SENHOR há muito pronunciou contra Moabe.
14.Agora, porém, o SENHOR fala e diz: Dentro de três anos, tais como os de jornaleiros, será envilecida a glória de Moabe, com toda a sua grande multidão; e o restante será pouco, pequeno e débil.
Profecia contra Damasco e Efraim
1.Sentença contra Damasco. Eis que Damasco deixará de ser cidade e será um montão de ruínas.
2.As cidades de Aroer serão abandonadas; hão de ser para os rebanhos, que aí se deitarão sem haver quem os espante.
3.A fortaleza de Efraim desaparecerá, como também o reino de Damasco e o restante da Síria; serão como a glória dos filhos de Israel, diz o SENHOR dos Exércitos.
4.Naquele dia, a glória de Jacó será apoucada, e a gordura da sua carne desaparecerá.
5.Será, quando o segador ajunta a cana do trigo e com o braço sega as espigas, como quem colhe espigas, como quem colhe espigas no vale dos Refains.
6.Mas ainda ficarão alguns rabiscos, como no sacudir da oliveira; duas ou três azeitonas na ponta do ramo mais alto, e quatro ou cinco nos ramos mais exteriores de uma árvore frutífera, diz o SENHOR, Deus de Israel.
7.Naquele dia, olhará o homem para o seu Criador, e os seus olhos atentarão para o Santo de Israel.
8.E não olhará para os altares, obra das suas mãos, nem atentará para o que fizeram seus dedos, nem para os postes-ídolos, nem para os altares do incenso.
9.Naquele dia, serão as suas cidades fortes como os lugares abandonados no bosque ou sobre o cimo das montanhas, os quais outrora foram abandonados ante os filhos de Israel, e haverá assolação;
10.porquanto te esqueceste do Deus da tua salvação e não te lembraste da Rocha da tua fortaleza. Ainda que faças plantações formosas e plantes mudas de fora,
11.e, no dia em que as plantares, as fizeres crescer, e na manhã seguinte as fizeres florescer, ainda assim a colheita voará no dia da tribulação e das dores incuráveis.
12.Ai do bramido dos grandes povos que bramam como bramam os mares, e do rugido das nações que rugem como rugem as impetuosas águas!
13.Rugirão as nações, como rugem as muitas águas, mas Deus as repreenderá, e fugirão para longe; serão afugentadas como a palha dos montes diante do vento e como pó levado pelo tufão.
14.Ao anoitecer, eis que há pavor, e, antes que amanheça o dia, já não existem. Este é o quinhão daqueles que nos despojam e a sorte daqueles que nos saqueiam.
Profecia contra a Etiópia
1.Ai da terra onde há o roçar de muitas asas de insetos, que está além dos rios da Etiópia;
2.que envia embaixadores por mar em navios de papiro sobre as águas, dizendo: Ide, mensageiros velozes, a uma nação de homens altos e de pele brunida, a um povo terrível, de perto e de longe; a uma nação poderosa e esmagadora, cuja terra os rios dividem.
3.Vós, todos os habitantes do mundo, e vós, os moradores da terra, quando se arvorar a bandeira nos montes, olhai; e, quando se tocar a trombeta, escutai.
4.Porque assim me disse o SENHOR: Olhando da minha morada, estarei calmo como o ardor quieto do sol resplandecente, como a nuvem do orvalho no calor da sega.
5.Porque antes da vindima, caída já a flor, e quando as uvas amadurecem, então, podará os sarmentos com a foice e cortará os ramos que se estendem.
6.Serão deixados juntos às aves dos montes e aos animais da terra; sobre eles veranearão as aves de rapina, e todos os animais da terra passarão o inverno sobre eles.
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
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