Leitura em Dois Anos

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4.Leva-me após ti, apressemo-nos. O rei me introduziu nas suas recâmaras. Em ti nos regozijaremos e nos alegraremos; do teu amor nos lembraremos, mais do que do vinho; não é sem razão que te amam.
5.Eu estou morena e formosa, ó filhas de Jerusalém, como as tendas de Quedar, como as cortinas de Salomão.
6.Não olheis para o eu estar morena, porque o sol me queimou. Os filhos de minha mãe se indignaram contra mim e me puseram por guarda de vinhas; a vinha, porém, que me pertence, não a guardei.
7.Dize-me, ó amado de minha alma: onde apascentas o teu rebanho, onde o fazes repousar pelo meio-dia, para que não ande eu vagando junto ao rebanho dos teus companheiros?
8.Se tu não o sabes, ó mais formosa entre as mulheres, sai-te pelas pisadas dos rebanhos e apascenta os teus cabritos junto às tendas dos pastores.
9.Às éguas dos carros de Faraó te comparo, ó querida minha.
10.Formosas são as tuas faces entre os teus enfeites, o teu pescoço, com os colares.
11.Enfeites de ouro te faremos, com incrustações de prata.
12.Enquanto o rei está assentado à sua mesa, o meu nardo exala o seu perfume.
13.O meu amado é para mim um saquitel de mirra, posto entre os meus seios.
14.Como um racimo de flores de hena nas vinhas de En-Gedi, é para mim o meu amado.
15.Eis que és formosa, ó querida minha, eis que és formosa; os teus olhos são como os das pombas.
16.Como és formoso, amado meu, como és amável! O nosso leito é de viçosas folhas,
17.as traves da nossa casa são de cedro, e os seus caibros, de cipreste.
1.Eu sou a rosa de Sarom, o lírio dos vales.
2.Qual o lírio entre os espinhos, tal é a minha querida entre as donzelas.
3.Qual a macieira entre as árvores do bosque, tal é o meu amado entre os jovens; desejo muito a sua sombra e debaixo dela me assento, e o seu fruto é doce ao meu paladar.
4.Leva-me à sala do banquete, e o seu estandarte sobre mim é o amor.
5.Sustentai-me com passas, confortai-me com maçãs, pois desfaleço de amor.
6.A sua mão esquerda esteja debaixo da minha cabeça, e a direita me abrace.
7.Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, pelas gazelas e cervas do campo, que não acordeis, nem desperteis o amor, até que este o queira.
Segundo cântico
8.Ouço a voz do meu amado; ei-lo aí galgando os montes, pulando sobre os outeiros.
9.O meu amado é semelhante ao gamo ou ao filho da gazela; eis que está detrás da nossa parede, olhando pelas janelas, espreitando pelas grades.
10.O meu amado fala e me diz: Levanta-te, querida minha, formosa minha, e vem.
11.Porque eis que passou o inverno, cessou a chuva e se foi;
12.aparecem as flores na terra, chegou o tempo de cantarem as aves, e a voz da rola ouve-se em nossa terra.
13.A figueira começou a dar seus figos, e as vides em flor exalam o seu aroma; levanta-te, querida minha, formosa minha, e vem.
14.Pomba minha, que andas pelas fendas dos penhascos, no esconderijo das rochas escarpadas, mostra-me o rosto, faze-me ouvir a tua voz, porque a tua voz é doce, e o teu rosto, amável.
15.Apanhai-me as raposas, as raposinhas, que devastam os vinhedos, porque as nossas vinhas estão em flor.
16.O meu amado é meu, e eu sou dele; ele apascenta o seu rebanho entre os lírios.
17.Antes que refresque o dia e fujam as sombras, volta, amado meu; faze-te semelhante ao gamo ou ao filho das gazelas sobre os montes escabrosos.
1.De noite, no meu leito, busquei o amado de minha alma, busquei-o e não o achei.
2.Levantar-me-ei, pois, e rodearei a cidade, pelas ruas e pelas praças; buscarei o amado da minha alma. Busquei-o e não o achei.
3.Encontraram-me os guardas, que rondavam pela cidade. Então, lhes perguntei: vistes o amado da minha alma?
4.Mal os deixei, encontrei logo o amado da minha alma; agarrei-me a ele e não o deixei ir embora, até que o fiz entrar em casa de minha mãe e na recâmara daquela que me concebeu.
5.Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, pelas gazelas e cervas do campo, que não acordeis, nem desperteis o amor, até que este o queira.
Terceiro cântico
6.Que é isso que sobe do deserto, como colunas de fumaça, perfumado de mirra, e de incenso, e de toda sorte de pós aromáticos do mercador?
7.É a liteira de Salomão; sessenta valentes estão ao redor dela, dos valentes de Israel.
8.Todos sabem manejar a espada e são destros na guerra; cada um leva a espada à cinta, por causa dos temores noturnos.
9.O rei Salomão fez para si um palanquim de madeira do Líbano.
10.Fez-lhe as colunas de prata, a espalda de ouro, o assento de púrpura, e tudo interiormente ornado com amor pelas filhas de Jerusalém.
11.Saí, ó filhas de Sião, e contemplai ao rei Salomão com a coroa com que sua mãe o coroou no dia do seu desposório, no dia do júbilo do seu coração.
1.Como és formosa, querida minha, como és formosa! Os teus olhos são como os das pombas e brilham através do teu véu. Os teus cabelos são como o rebanho de cabras que descem ondeantes do monte de Gileade.
2.São os teus dentes como o rebanho das ovelhas recém-tosquiadas, que sobem do lavadouro, e das quais todas produzem gêmeos, e nenhuma delas há sem crias.
3.Os teus lábios são como um fio de escarlata, e tua boca é formosa; as tuas faces, como romã partida, brilham através do véu.
4.O teu pescoço é como a torre de Davi, edificada para arsenal; mil escudos pendem dela, todos broquéis de soldados valorosos.
5.Os teus dois seios são como duas crias, gêmeas de uma gazela, que se apascentam entre os lírios.
6.Antes que refresque o dia, e fujam as sombras, irei ao monte da mirra e ao outeiro do incenso.
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
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