21.Se o que te aborrece tiver fome, dá-lhe pão para comer; se tiver sede, dá-lhe água para beber,
22.porque assim amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça, e o SENHOR te retribuirá.
23.O vento norte traz chuva, e a língua fingida, o rosto irado.
24.Melhor é morar no canto do eirado do que junto com a mulher rixosa na mesma casa.
25.Como água fria para o sedento, tais são as boas-novas vindas de um país remoto.
26.Como fonte que foi turvada e manancial corrupto, assim é o justo que cede ao perverso.
27.Comer muito mel não é bom; assim, procurar a própria honra não é honra.
28.Como cidade derribada, que não tem muros, assim é o homem que não tem domínio próprio.
1.Como a neve no verão e como a chuva na ceifa, assim, a honra não convém ao insensato.
2.Como o pássaro que foge, como a andorinha no seu vôo, assim, a maldição sem causa não se cumpre.
3.O açoite é para o cavalo, o freio, para o jumento, e a vara, para as costas dos insensatos.
4.Não respondas ao insensato segundo a sua estultícia, para que não te faças semelhante a ele.
5.Ao insensato responde segundo a sua estultícia, para que não seja ele sábio aos seus próprios olhos.
6.Os pés corta e o dano sofre quem manda mensagens por intermédio do insensato.
7.As pernas do coxo pendem bambas; assim é o provérbio na boca dos insensatos.
8.Como o que atira pedra preciosa num montão de ruínas, assim é o que dá honra ao insensato.
9.Como galho de espinhos na mão do bêbado, assim é o provérbio na boca dos insensatos.
10.Como um flecheiro que a todos fere, assim é o que assalaria os insensatos e os transgressores.
11.Como o cão que torna ao seu vômito, assim é o insensato que reitera a sua estultícia.
12.Tens visto a um homem que é sábio a seus próprios olhos? Maior esperança há no insensato do que nele.
13.Diz o preguiçoso: Um leão está no caminho; um leão está nas ruas.
14.Como a porta se revolve nos seus gonzos, assim, o preguiçoso, no seu leito.
15.O preguiçoso mete a mão no prato e não quer ter o trabalho de a levar à boca.
16.Mais sábio é o preguiçoso a seus próprios olhos do que sete homens que sabem responder bem.
17.Quem se mete em questão alheia é como aquele que toma pelas orelhas um cão que passa.
18.Como o louco que lança fogo, flechas e morte,
19.assim é o homem que engana a seu próximo e diz: Fiz isso por brincadeira.
20.Sem lenha, o fogo se apaga; e, não havendo maldizente, cessa a contenda.
21.Como o carvão é para a brasa, e a lenha, para o fogo, assim é o homem contencioso para acender rixas.
22.As palavras do maldizente são comida fina, que desce para o mais interior do ventre.
23.Como vaso de barro coberto de escórias de prata, assim são os lábios amorosos e o coração maligno.
24.Aquele que aborrece dissimula com os lábios, mas no íntimo encobre o engano;
25.quando te falar suavemente, não te fies nele, porque sete abominações há no seu coração.
26.Ainda que o seu ódio se encobre com engano, a sua malícia se descobrirá publicamente.
27.Quem abre uma cova nela cairá; e a pedra rolará sobre quem a revolve.
28.A língua falsa aborrece a quem feriu, e a boca lisonjeira é causa de ruína.
1.Não te glories do dia de amanhã, porque não sabes o que trará à luz.
2.Seja outro o que te louve, e não a tua boca; o estrangeiro, e não os teus lábios.
3.Pesada é a pedra, e a areia é uma carga; mas a ira do insensato é mais pesada do que uma e outra.
4.Cruel é o furor, e impetuosa, a ira, mas quem pode resistir à inveja?
5.Melhor é a repreensão franca do que o amor encoberto.
6.Leais são as feridas feitas pelo que ama, porém os beijos de quem odeia são enganosos.
7.A alma farta pisa o favo de mel, mas à alma faminta todo amargo é doce.
8.Qual ave que vagueia longe do seu ninho, tal é o homem que anda vagueando longe do seu lar.
9.Como o óleo e o perfume alegram o coração, assim, o amigo encontra doçura no conselho cordial.
10.Não abandones o teu amigo, nem o amigo de teu pai, nem entres na casa de teu irmão no dia da tua adversidade. Mais vale o vizinho perto do que o irmão longe.
11.Sê sábio, filho meu, e alegra o meu coração, para que eu saiba responder àqueles que me afrontam.
12.O prudente vê o mal e esconde-se; mas os simples passam adiante e sofrem a pena.
13.Tome-se a roupa àquele que fica fiador por outrem; e, por penhor, àquele que se obriga por mulher estranha.
14.O que bendiz ao seu vizinho em alta voz, logo de manhã, por maldição lhe atribuem o que faz.
15.O gotejar contínuo no dia de grande chuva e a mulher rixosa são semelhantes;
16.contê-la seria conter o vento, seria pegar o óleo na mão.
17.Como o ferro com o ferro se afia, assim, o homem, ao seu amigo.
18.O que trata da figueira comerá do seu fruto; e o que cuida do seu senhor será honrado.
19.Como na água o rosto corresponde ao rosto, assim, o coração do homem, ao homem.
20.O inferno e o abismo nunca se fartam, e os olhos do homem nunca se satisfazem.
21.Como o crisol prova a prata, e o forno, o ouro, assim, o homem é provado pelos louvores que recebe.
22.Ainda que pises o insensato com mão de gral entre grãos pilados de cevada, não se vai dele a sua estultícia.
23.Procura conhecer o estado das tuas ovelhas e cuida dos teus rebanhos,
24.porque as riquezas não duram para sempre, nem a coroa, de geração em geração.
25.Quando, removido o feno, aparecerem os renovos e se recolherem as ervas dos montes,
26.então, os cordeiros te darão as vestes, os bodes, o preço do campo,
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
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