Leitura em Dois Anos

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30.Para os que se demoram em beber vinho, para os que andam buscando bebida misturada.
31.Não olhes para o vinho, quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente.
32.Pois ao cabo morderá como a cobra e picará como o basilisco.
33.Os teus olhos verão coisas esquisitas, e o teu coração falará perversidades.
34.Serás como o que se deita no meio do mar e como o que se deita no alto do mastro
35.e dirás: Espancaram-me, e não me doeu; bateram-me, e não o senti; quando despertarei? Então, tornarei a beber.
1.Não tenhas inveja dos homens malignos, nem queiras estar com eles,
2.porque o seu coração maquina violência, e os seus lábios falam para o mal.
3.Com a sabedoria edifica-se a casa, e com a inteligência ela se firma;
4.pelo conhecimento se encherão as câmaras de toda sorte de bens, preciosos e deleitáveis.
5.Mais poder tem o sábio do que o forte, e o homem de conhecimento, mais do que o robusto.
6.Com medidas de prudência farás a guerra; na multidão de conselheiros está a vitória.
7.A sabedoria é alta demais para o insensato; no juízo, a sua boca não terá palavra.
8.Ao que cuida em fazer o mal, mestre de intrigas lhe chamarão.
9.Os desígnios do insensato são pecado, e o escarnecedor é abominável aos homens.
10.Se te mostras fraco no dia da angústia, a tua força é pequena.
11.Livra os que estão sendo levados para a morte e salva os que cambaleiam indo para serem mortos.
12.Se disseres: Não o soubemos, não o perceberá aquele que pesa os corações? Não o saberá aquele que atenta para a tua alma? E não pagará ele ao homem segundo as suas obras?
13.Filho meu, saboreia o mel, porque é saudável, e o favo, porque é doce ao teu paladar.
14.Então, sabe que assim é a sabedoria para a tua alma; se a achares, haverá bom futuro, e não será frustrada a tua esperança.
15.Não te ponhas de emboscada, ó perverso, contra a habitação do justo, nem assoles o lugar do seu repouso,
16.porque sete vezes cairá o justo e se levantará; mas os perversos são derribados pela calamidade.
17.Quando cair o teu inimigo, não te alegres, e não se regozije o teu coração quando ele tropeçar;
18.para que o SENHOR não veja isso, e lhe desagrade, e desvie dele a sua ira.
19.Não te aflijas por causa dos malfeitores, nem tenhas inveja dos perversos,
20.porque o maligno não terá bom futuro, e a lâmpada dos perversos se apagará.
21.Teme ao SENHOR, filho meu, e ao rei e não te associes com os revoltosos.
22.Porque de repente levantará a sua perdição, e a ruína que virá daqueles dois, quem a conhecerá?
Mais alguns provérbios dos sábios
23.São também estes provérbios dos sábios. Parcialidade no julgar não é bom.
24.O que disser ao perverso: Tu és justo; pelo povo será maldito e detestado pelas nações.
25.Mas os que o repreenderem se acharão bem, e sobre eles virão grandes bênçãos.
26.Como beijo nos lábios, é a resposta com palavras retas.
27.Cuida dos teus negócios lá fora, apronta a lavoura no campo e, depois, edifica a tua casa.
28.Não sejas testemunha sem causa contra o teu próximo, nem o enganes com os teus lábios.
29.Não digas: Como ele me fez a mim, assim lhe farei a ele; pagarei a cada um segundo a sua obra.
30.Passei pelo campo do preguiçoso e junto à vinha do homem falto de entendimento;
31.eis que tudo estava cheio de espinhos, a sua superfície, coberta de urtigas, e o seu muro de pedra, em ruínas.
32.Tendo-o visto, considerei; vi e recebi a instrução.
33.Um pouco para dormir, um pouco para tosquenejar, um pouco para encruzar os braços em repouso,
34.assim sobrevirá a tua pobreza como um ladrão, e a tua necessidade, como um homem armado.
Símiles e lições morais
1.São também estes provérbios de Salomão, os quais transcreveram os homens de Ezequias, rei de Judá.
2.A glória de Deus é encobrir as coisas, mas a glória dos reis é esquadrinhá-las.
3.Como a altura dos céus e a profundeza da terra, assim o coração dos reis é insondável.
4.Tira da prata a escória, e sairá vaso para o ourives;
5.tira o perverso da presença do rei, e o seu trono se firmará na justiça.
6.Não te glories na presença do rei, nem te ponhas no meio dos grandes;
7.porque melhor é que te digam: Sobe para aqui!, do que seres humilhado diante do príncipe. A respeito do que os teus olhos viram,
8.não te apresses a litigar, pois, ao fim, que farás, quando o teu próximo te puser em apuros?
9.Pleiteia a tua causa diretamente com o teu próximo e não descubras o segredo de outrem;
10.para que não te vitupere aquele que te ouvir, e não se te apegue a tua infâmia.
11.Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo.
12.Como pendentes e jóias de ouro puro, assim é o sábio repreensor para o ouvido atento.
13.Como o frescor de neve no tempo da ceifa, assim é o mensageiro fiel para com os que o enviam, porque refrigera a alma dos seus senhores.
14.Como nuvens e ventos que não trazem chuva, assim é o homem que se gaba de dádivas que não fez.
15.A longanimidade persuade o príncipe, e a língua branda esmaga ossos.
16.Achaste mel? Come apenas o que te basta, para que não te fartes dele e venhas a vomitá-lo.
17.Não sejas freqüente na casa do teu próximo, para que não se enfade de ti e te aborreça.
18.Maça, espada e flecha aguda é o homem que levanta falso testemunho contra o seu próximo.
19.Como dente quebrado e pé sem firmeza, assim é a confiança no desleal, no tempo da angústia.
20.Como quem se despe num dia de frio e como vinagre sobre feridas, assim é o que entoa canções junto ao coração aflito.
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
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