17.Eu amo os que me amam; os que me procuram me acham.
18.Riquezas e honra estão comigo, bens duráveis e justiça.
19.Melhor é o meu fruto do que o ouro, do que o ouro refinado; e o meu rendimento, melhor do que a prata escolhida.
20.Ando pelo caminho da justiça, no meio das veredas do juízo,
21.para dotar de bens os que me amam e lhes encher os tesouros.
A eternidade da Sabedoria
22.O SENHOR me possuía no início de sua obra, antes de suas obras mais antigas.
23.Desde a eternidade fui estabelecida, desde o princípio, antes do começo da terra.
24.Antes de haver abismos, eu nasci, e antes ainda de haver fontes carregadas de águas.
25.Antes que os montes fossem firmados, antes de haver outeiros, eu nasci.
26.Ainda ele não tinha feito a terra, nem as amplidões, nem sequer o princípio do pó do mundo.
27.Quando ele preparava os céus, aí estava eu; quando traçava o horizonte sobre a face do abismo;
28.quando firmava as nuvens de cima; quando estabelecia as fontes do abismo;
29.quando fixava ao mar o seu limite, para que as águas não traspassassem os seus limites; quando compunha os fundamentos da terra;
30.então, eu estava com ele e era seu arquiteto, dia após dia, eu era as suas delícias, folgando perante ele em todo o tempo;
31.regozijando-me no seu mundo habitável e achando as minhas delícias com os filhos dos homens.
32.Agora, pois, filhos, ouvi-me, porque felizes serão os que guardarem os meus caminhos.
33.Ouvi o ensino, sede sábios e não o rejeiteis.
34.Feliz o homem que me dá ouvidos, velando dia a dia às minhas portas, esperando às ombreiras da minha entrada.
35.Porque o que me acha acha a vida e alcança favor do SENHOR.
36.Mas o que peca contra mim violenta a própria alma. Todos os que me aborrecem amam a morte.
O banquete da Sabedoria
1.A Sabedoria edificou a sua casa, lavrou as suas sete colunas.
2.Carneou os seus animais, misturou o seu vinho e arrumou a sua mesa.
3.Já deu ordens às suas criadas e, assim, convida desde as alturas da cidade:
4.Quem é simples, volte-se para aqui. Aos faltos de senso diz:
5.Vinde, comei do meu pão e bebei do vinho que misturei.
6.Deixai os insensatos e vivei; andai pelo caminho do entendimento.
7.O que repreende o escarnecedor traz afronta sobre si; e o que censura o perverso a si mesmo se injuria.
8.Não repreendas o escarnecedor, para que te não aborreça; repreende o sábio, e ele te amará.
9.Dá instrução ao sábio, e ele se fará mais sábio ainda; ensina ao justo, e ele crescerá em prudência.
10.O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo é prudência.
11.Porque por mim se multiplicam os teus dias, e anos de vida se te acrescentarão.
12.Se és sábio, para ti mesmo o és; se és escarnecedor, tu só o suportarás.
O convite da mulher-loucura
13.A loucura é mulher apaixonada, é ignorante e não sabe coisa alguma.
14.Assenta-se à porta de sua casa, nas alturas da cidade, toma uma cadeira,
15.para dizer aos que passam e seguem direito o seu caminho:
16.Quem é simples, volte-se para aqui. E aos faltos de senso diz:
17.As águas roubadas são doces, e o pão comido às ocultas é agradável.
18.Eles, porém, não sabem que ali estão os mortos, que os seus convidados estão nas profundezas do inferno.
O justo em contraste com o perverso
1.Provérbios de Salomão. O filho sábio alegra a seu pai, mas o filho insensato é a tristeza de sua mãe.
2.Os tesouros da impiedade de nada aproveitam, mas a justiça livra da morte.
3.O SENHOR não deixa ter fome o justo, mas rechaça a avidez dos perversos.
4.O que trabalha com mão remissa empobrece, mas a mão dos diligentes vem a enriquecer-se.
5.O que ajunta no verão é filho sábio, mas o que dorme na sega é filho que envergonha.
6.Sobre a cabeça do justo há bênçãos, mas na boca dos perversos mora a violência.
7.A memória do justo é abençoada, mas o nome dos perversos cai em podridão.
8.O sábio de coração aceita os mandamentos, mas o insensato de lábios vem a arruinar-se.
9.Quem anda em integridade anda seguro, mas o que perverte os seus caminhos será conhecido.
10.O que acena com os olhos traz desgosto, e o insensato de lábios vem a arruinar-se.
11.A boca do justo é manancial de vida, mas na boca dos perversos mora a violência.
12.O ódio excita contendas, mas o amor cobre todas as transgressões.
13.Nos lábios do prudente, se acha sabedoria, mas a vara é para as costas do falto de senso.
14.Os sábios entesouram o conhecimento, mas a boca do néscio é uma ruína iminente.
15.Os bens do rico são a sua cidade forte; a pobreza dos pobres é a sua ruína.
16.A obra do justo conduz à vida, e o rendimento do perverso, ao pecado.
17.O caminho para a vida é de quem guarda o ensino, mas o que abandona a repreensão anda errado.
18.O que retém o ódio é de lábios falsos, e o que difama é insensato.
19.No muito falar não falta transgressão, mas o que modera os lábios é prudente.
20.Prata escolhida é a língua do justo, mas o coração dos perversos vale mui pouco.
21.Os lábios do justo apascentam a muitos, mas, por falta de senso, morrem os tolos.
22.A bênção do SENHOR enriquece, e, com ela, ele não traz desgosto.
23.Para o insensato, praticar a maldade é divertimento; para o homem inteligente, o ser sábio.
24.Aquilo que teme o perverso, isso lhe sobrevém, mas o anelo dos justos Deus o cumpre.
25.Como passa a tempestade, assim desaparece o perverso, mas o justo tem perpétuo fundamento.
26.Como vinagre para os dentes e fumaça para os olhos, assim é o preguiçoso para aqueles que o mandam.
27.O temor do SENHOR prolonga os dias da vida, mas os anos dos perversos serão abreviados.
28.A esperança dos justos é alegria, mas a expectação dos perversos perecerá.
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
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