Leitura em Dois Anos

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6.Disse-lhe mais o SENHOR: Mete, agora, a mão no peito. Ele o fez; e, tirando-a, eis que a mão estava leprosa, branca como a neve.
7.Disse ainda o SENHOR: Torna a meter a mão no peito. Ele a meteu no peito, novamente; e, quando a tirou, eis que se havia tornado como o restante de sua carne.
8.Se eles te não crerem, nem atenderem à evidência do primeiro sinal, talvez crerão na evidência do segundo.
9.Se nem ainda crerem mediante estes dois sinais, nem te ouvirem a voz, tomarás das águas do rio e as derramarás na terra seca; e as águas que do rio tomares tornar-se-ão em sangue sobre a terra.
10.Então, disse Moisés ao SENHOR: Ah! Senhor! Eu nunca fui eloqüente, nem outrora, nem depois que falaste a teu servo; pois sou pesado de boca e pesado de língua.
11.Respondeu-lhe o SENHOR: Quem fez a boca do homem? Ou quem faz o mudo, ou o surdo, ou o que vê, ou o cego? Não sou eu, o SENHOR?
12.Vai, pois, agora, e eu serei com a tua boca e te ensinarei o que hás de falar.
13.Ele, porém, respondeu: Ah! Senhor! Envia aquele que hás de enviar, menos a mim.
14.Então, se acendeu a ira do SENHOR contra Moisés, e disse: Não é Arão, o levita, teu irmão? Eu sei que ele fala fluentemente; e eis que ele sai ao teu encontro e, vendo-te, se alegrará em seu coração.
15.Tu, pois, lhe falarás e lhe porás na boca as palavras; eu serei com a tua boca e com a dele e vos ensinarei o que deveis fazer.
16.Ele falará por ti ao povo; ele te será por boca, e tu lhe serás por Deus.
17.Toma, pois, este bordão na mão, com o qual hás de fazer os sinais.
Moisés regressa ao Egito
18.Saindo Moisés, voltou para Jetro, seu sogro, e lhe disse: Deixa-me ir, voltar a meus irmãos que estão no Egito para ver se ainda vivem. Disse-lhe Jetro: Vai-te em paz.
19.Disse também o SENHOR a Moisés, em Midiã: Vai, torna para o Egito, porque são mortos todos os que procuravam tirar-te a vida.
20.Tomou, pois, Moisés a sua mulher e os seus filhos; fê-los montar num jumento e voltou para a terra do Egito. Moisés levava na mão o bordão de Deus.
21.Disse o SENHOR a Moisés: Quando voltares ao Egito, vê que faças diante de Faraó todos os milagres que te hei posto na mão; mas eu lhe endurecerei o coração, para que não deixe ir o povo.
22.Dirás a Faraó: Assim diz o SENHOR: Israel é meu filho, meu primogênito.
23.Digo-te, pois: deixa ir meu filho, para que me sirva; mas, se recusares deixá-lo ir, eis que eu matarei teu filho, teu primogênito.
24.Estando Moisés no caminho, numa estalagem, encontrou-o o SENHOR e o quis matar.
25.Então, Zípora tomou uma pedra aguda, cortou o prepúcio de seu filho, lançou-o aos pés de Moisés e lhe disse: Sem dúvida, tu és para mim esposo sanguinário.
26.Assim, o SENHOR o deixou. Ela disse: Esposo sanguinário, por causa da circuncisão.
27.Disse também o SENHOR a Arão: Vai ao deserto para te encontrares com Moisés. Ele foi e, encontrando-o no monte de Deus, o beijou.
28.Relatou Moisés a Arão todas as palavras do SENHOR, com as quais o enviara, e todos os sinais que lhe mandara.
29.Então, se foram Moisés e Arão e ajuntaram todos os anciãos dos filhos de Israel.
30.Arão falou todas as palavras que o SENHOR tinha dito a Moisés, e este fez os sinais à vista do povo.
31.E o povo creu; e, tendo ouvido que o SENHOR havia visitado os filhos de Israel e lhes vira a aflição, inclinaram-se e o adoraram.
Moisés e Arão falam a Faraó
1.Depois, foram Moisés e Arão e disseram a Faraó: Assim diz o SENHOR, Deus de Israel: Deixa ir o meu povo, para que me celebre uma festa no deserto.
2.Respondeu Faraó: Quem é o SENHOR para que lhe ouça eu a voz e deixe ir a Israel? Não conheço o SENHOR, nem tampouco deixarei ir a Israel.
3.Eles prosseguiram: O Deus dos hebreus nos encontrou; deixa-nos ir, pois, caminho de três dias ao deserto, para que ofereçamos sacrifícios ao SENHOR, nosso Deus, e não venha ele sobre nós com pestilência ou com espada.
4.Então, lhes disse o rei do Egito: Por que, Moisés e Arão, por que interrompeis o povo no seu trabalho? Ide às vossas tarefas.
5.Disse também Faraó: O povo da terra já é muito, e vós o distraís das suas tarefas.
Faraó aflige os israelitas
6.Naquele mesmo dia, pois, deu ordem Faraó aos superintendentes do povo e aos seus capatazes, dizendo:
7.Daqui em diante não torneis a dar palha ao povo, para fazer tijolos, como antes; eles mesmos que vão e ajuntem para si a palha.
8.E exigireis deles a mesma conta de tijolos que antes faziam; nada diminuireis dela; estão ociosos e, por isso, clamam: Vamos e sacrifiquemos ao nosso Deus.
9.Agrave-se o serviço sobre esses homens, para que nele se apliquem e não dêem ouvidos a palavras mentirosas.
10.Então, saíram os superintendentes do povo e seus capatazes e falaram ao povo: Assim diz Faraó: Não vos darei palha.
11.Ide vós mesmos e ajuntai palha onde a puderdes achar; porque nada se diminuirá do vosso trabalho.
12.Então, o povo se espalhou por toda a terra do Egito a ajuntar restolho em lugar de palha.
13.Os superintendentes os apertavam, dizendo: Acabai vossa obra, a tarefa do dia, como quando havia palha.
14.E foram açoitados os capatazes dos filhos de Israel, que os superintendentes de Faraó tinham posto sobre eles; e os superintendentes lhes diziam: Por que não acabastes nem ontem, nem hoje a vossa tarefa, fazendo tijolos como antes?
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
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