27.Não te furtes a fazer o bem a quem de direito, estando na tua mão o poder de fazê-lo.
28.Não digas ao teu próximo: Vai e volta amanhã; então, to darei, se o tens agora contigo.
29.Não maquines o mal contra o teu próximo, pois habita junto de ti confiadamente.
30.Jamais pleiteies com alguém sem razão, se te não houver feito mal.
31.Não tenhas inveja do homem violento, nem sigas nenhum de seus caminhos;
32.porque o SENHOR abomina o perverso, mas aos retos trata com intimidade.
33.A maldição do SENHOR habita na casa do perverso, porém a morada dos justos ele abençoa.
34.Certamente, ele escarnece dos escarnecedores, mas dá graça aos humildes.
35.Os sábios herdarão honra, mas os loucos tomam sobre si a ignomínia.
Exortação paternal
1.Ouvi, filhos, a instrução do pai e estai atentos para conhecerdes o entendimento;
2.porque vos dou boa doutrina; não deixeis o meu ensino.
3.Quando eu era filho em companhia de meu pai, tenro e único diante de minha mãe,
4.então, ele me ensinava e me dizia: Retenha o teu coração as minhas palavras; guarda os meus mandamentos e vive;
5.adquire a sabedoria, adquire o entendimento e não te esqueças das palavras da minha boca, nem delas te apartes.
6.Não desampares a sabedoria, e ela te guardará; ama-a, e ela te protegerá.
7.O princípio da sabedoria é: Adquire a sabedoria; sim, com tudo o que possuis, adquire o entendimento.
8.Estima-a, e ela te exaltará; se a abraçares, ela te honrará;
9.dará à tua cabeça um diadema de graça e uma coroa de glória te entregará.
10.Ouve, filho meu, e aceita as minhas palavras, e se te multiplicarão os anos de vida.
11.No caminho da sabedoria, te ensinei e pelas veredas da retidão te fiz andar.
12.Em andando por elas, não se embaraçarão os teus passos; se correres, não tropeçarás.
13.Retém a instrução e não a largues; guarda-a, porque ela é a tua vida.
14.Não entres na vereda dos perversos, nem sigas pelo caminho dos maus.
15.Evita-o; não passes por ele; desvia-te dele e passa de largo;
16.pois não dormem, se não fizerem mal, e foge deles o sono, se não fizerem tropeçar alguém;
17.porque comem o pão da impiedade e bebem o vinho das violências.
18.Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.
19.O caminho dos perversos é como a escuridão; nem sabem eles em que tropeçam.
20.Filho meu, atenta para as minhas palavras; aos meus ensinamentos inclina os ouvidos.
21.Não os deixes apartar-se dos teus olhos; guarda-os no mais íntimo do teu coração.
22.Porque são vida para quem os acha e saúde, para o seu corpo.
23.Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida.
24.Desvia de ti a falsidade da boca e afasta de ti a perversidade dos lábios.
25.Os teus olhos olhem direito, e as tuas pálpebras, diretamente diante de ti.
26.Pondera a vereda de teus pés, e todos os teus caminhos sejam retos.
27.Não declines nem para a direita nem para a esquerda; retira o teu pé do mal.
Advertência contra a lascívia
1.Filho meu, atende a minha sabedoria; à minha inteligência inclina os ouvidos
2.para que conserves a discrição, e os teus lábios guardem o conhecimento;
3.porque os lábios da mulher adúltera destilam favos de mel, e as suas palavras são mais suaves do que o azeite;
4.mas o fim dela é amargoso como o absinto, agudo, como a espada de dois gumes.
5.Os seus pés descem à morte; os seus passos conduzem-na ao inferno.
6.Ela não pondera a vereda da vida; anda errante nos seus caminhos e não o sabe.
7.Agora, pois, filho, dá-me ouvidos e não te desvies das palavras da minha boca.
8.Afasta o teu caminho da mulher adúltera e não te aproximes da porta da sua casa;
9.para que não dês a outrem a tua honra, nem os teus anos, a cruéis;
10.para que dos teus bens não se fartem os estranhos, e o fruto do teu trabalho não entre em casa alheia;
11.e gemas no fim de tua vida, quando se consumirem a tua carne e o teu corpo,
12.e digas: Como aborreci o ensino! E desprezou o meu coração a disciplina!
13.E não escutei a voz dos que me ensinavam, nem a meus mestres inclinei os ouvidos!
14.Quase que me achei em todo mal que sucedeu no meio da assembléia e da congregação.
15.Bebe a água da tua própria cisterna e das correntes do teu poço.
16.Derramar-se-iam por fora as tuas fontes, e, pelas praças, os ribeiros de águas?
17.Sejam para ti somente e não para os estranhos contigo.
18.Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade,
19.corça de amores e gazela graciosa. Saciem-te os seus seios em todo o tempo; e embriaga-te sempre com as suas carícias.
20.Por que, filho meu, andarias cego pela estranha e abraçarias o peito de outra?
21.Porque os caminhos do homem estão perante os olhos do SENHOR, e ele considera todas as suas veredas.
22.Quanto ao perverso, as suas iniqüidades o prenderão, e com as cordas do seu pecado será detido.
23.Ele morrerá pela falta de disciplina, e, pela sua muita loucura, perdido, cambaleia.
Advertência contra o servir de fiador
1.Filho meu, se ficaste por fiador do teu companheiro e se te empenhaste ao estranho,
2.estás enredado com o que dizem os teus lábios, estás preso com as palavras da tua boca.
3.Agora, pois, faze isto, filho meu, e livra-te, pois caíste nas mãos do teu companheiro: vai, prostra-te e importuna o teu companheiro;
4.não dês sono aos teus olhos, nem repouso às tuas pálpebras;
5.livra-te, como a gazela, da mão do caçador e, como a ave, da mão do passarinheiro.
Advertência contra a preguiça
6.Vai ter com a formiga, ó preguiçoso, considera os seus caminhos e sê sábio.
7.Não tendo ela chefe, nem oficial, nem comandante,
8.no estio, prepara o seu pão, na sega, ajunta o seu mantimento.
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
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