4.Render-te-ão graças, ó SENHOR, todos os reis da terra, quando ouvirem as palavras da tua boca,
5.e cantarão os caminhos do SENHOR, pois grande é a glória do SENHOR.
6.O SENHOR é excelso, contudo, atenta para os humildes; os soberbos, ele os conhece de longe.
7.Se ando em meio à tribulação, tu me refazes a vida; estendes a mão contra a ira dos meus inimigos; a tua destra me salva.
8.O que a mim me concerne o SENHOR levará a bom termo; a tua misericórdia, ó SENHOR, dura para sempre; não desampares as obras das tuas mãos.
Deus onisciente e onipotente
1.SENHOR, tu me sondas e me conheces.
2.Sabes quando me assento e quando me levanto; de longe penetras os meus pensamentos.
3.Esquadrinhas o meu andar e o meu deitar e conheces todos os meus caminhos.
4.Ainda a palavra me não chegou à língua, e tu, SENHOR, já a conheces toda.
5.Tu me cercas por trás e por diante e sobre mim pões a mão.
6.Tal conhecimento é maravilhoso demais para mim: é sobremodo elevado, não o posso atingir.
7.Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face?
8.Se subo aos céus, lá estás; se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás também;
9.se tomo as asas da alvorada e me detenho nos confins dos mares,
10.ainda lá me haverá de guiar a tua mão, e a tua destra me susterá.
11.Se eu digo: as trevas, com efeito, me encobrirão, e a luz ao redor de mim se fará noite,
12.até as próprias trevas não te serão escuras: as trevas e a luz são a mesma coisa.
13.Pois tu formaste o meu interior tu me teceste no seio de minha mãe.
14.Graças te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste; as tuas obras são admiráveis, e a minha alma o sabe muito bem;
15.os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado e entretecido como nas profundezas da terra.
16.Os teus olhos me viram a substância ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda.
17.Que preciosos para mim, ó Deus, são os teus pensamentos! E como é grande a soma deles!
18.Se os contasse, excedem os grãos de areia; contaria, contaria, sem jamais chegar ao fim.
19.Tomara, ó Deus, desses cabo do perverso; apartai-vos, pois, de mim, homens de sangue.
20.Eles se rebelam insidiosamente contra ti e como teus inimigos falam malícia.
21.Não aborreço eu, SENHOR, os que te aborrecem? E não abomino os que contra ti se levantam?
22.Aborreço-os com ódio consumado; para mim são inimigos de fato.
23.Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos;
24.vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno.
Contra inimigos e perfídias
1.Livra-me, SENHOR, do homem perverso, guarda-me do homem violento,
2.cujo coração maquina iniqüidades e vive forjando contendas.
3.Aguçam a língua como a serpente; sob os lábios têm veneno de áspide.
4.Guarda-me, SENHOR, da mão dos ímpios, preserva-me do homem violento, os quais se empenham por me desviar os passos.
5.Os soberbos ocultaram armadilhas e cordas contra mim, estenderam-me uma rede à beira do caminho, armaram ciladas contra mim.
6.Digo ao SENHOR: tu és o meu Deus; acode, SENHOR, à voz das minhas súplicas.
7.Ó SENHOR, força da minha salvação, tu me protegeste a cabeça no dia da batalha.
8.Não concedas, SENHOR, ao ímpio os seus desejos; não permitas que vingue o seu mau propósito.
9.Se exaltam a cabeça os que me cercam, cubra-os a maldade dos seus lábios.
10.Caiam sobre eles brasas vivas, sejam atirados ao fogo, lançados em abismos para que não mais se levantem.
11.O caluniador não se estabelecerá na terra; ao homem violento, o mal o perseguirá com golpe sobre golpe.
12.Sei que o SENHOR manterá a causa do oprimido e o direito do necessitado.
13.Assim, os justos renderão graças ao teu nome; os retos habitarão na tua presença.
Oração vespertina por santificação e proteção
1.SENHOR, a ti clamo, dá-te pressa em me acudir; inclina os ouvidos à minha voz, quando te invoco.
2.Suba à tua presença a minha oração, como incenso, e seja o erguer de minhas mãos como oferenda vespertina.
3.Põe guarda, SENHOR, à minha boca; vigia a porta dos meus lábios.
4.Não permitas que meu coração se incline para o mal, para a prática da perversidade na companhia de homens que são malfeitores; e não coma eu das suas iguarias.
5.Fira-me o justo, será isso mercê; repreenda-me, será como óleo sobre a minha cabeça, a qual não há de rejeitá-lo. Continuarei a orar enquanto os perversos praticam maldade.
6.Os seus juízes serão precipitados penha abaixo, mas ouvirão as minhas palavras, que são agradáveis,
7.ainda que sejam espalhados os meus ossos à boca da sepultura, quando se lavra e sulca a terra.
8.Pois em ti, SENHOR Deus, estão fitos os meus olhos: em ti confio; não desampares a minha alma.
9.Guarda-me dos laços que me armaram e das armadilhas dos que praticam iniqüidade.
10.Caiam os ímpios nas suas próprias redes, enquanto eu, nesse meio tempo, me salvo incólume.
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
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