Leitura em Dois Anos

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18.Depois, vieram também seus irmãos, prostraram-se diante dele e disseram: Eis-nos aqui por teus servos.
19.Respondeu-lhes José: Não temais; acaso, estou eu em lugar de Deus?
20.Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer, como vedes agora, que se conserve muita gente em vida.
21.Não temais, pois; eu vos sustentarei a vós outros e a vossos filhos. Assim, os consolou e lhes falou ao coração.
A morte de José
22.José habitou no Egito, ele e a casa de seu pai; e viveu cento e dez anos.
23.Viu José os filhos de Efraim até à terceira geração; também os filhos de Maquir, filho de Manassés, os quais José tomou sobre seus joelhos.
24.Disse José a seus irmãos: Eu morro; porém Deus certamente vos visitará e vos fará subir desta terra para a terra que jurou dar a Abraão, a Isaque e a Jacó.
25.José fez jurar os filhos de Israel, dizendo: Certamente Deus vos visitará, e fareis transportar os meus ossos daqui.
26.Morreu José da idade de cento e dez anos; embalsamaram-no e o puseram num caixão no Egito.
Os descendentes de Jacó no Egito
1.São estes os nomes dos filhos de Israel que entraram com Jacó no Egito; cada um entrou com sua família:
2.Rúben, Simeão, Levi e Judá,
3.Issacar, Zebulom e Benjamim,
4.Dã, Naftali, Gade e Aser.
5.Todas as pessoas, pois, que descenderam de Jacó foram setenta; José, porém, estava no Egito.
6.Faleceu José, e todos os seus irmãos, e toda aquela geração.
7.Mas os filhos de Israel foram fecundos, e aumentaram muito, e se multiplicaram, e grandemente se fortaleceram, de maneira que a terra se encheu deles.
8.Entrementes, se levantou novo rei sobre o Egito, que não conhecera a José.
9.Ele disse ao seu povo: Eis que o povo dos filhos de Israel é mais numeroso e mais forte do que nós.
10.Eia, usemos de astúcia para com ele, para que não se multiplique, e seja o caso que, vindo guerra, ele se ajunte com os nossos inimigos, peleje contra nós e saia da terra.
11.E os egípcios puseram sobre eles feitores de obras, para os afligirem com suas cargas. E os israelitas edificaram a Faraó as cidades-celeiros, Pitom e Ramessés.
12.Mas, quanto mais os afligiam, tanto mais se multiplicavam e tanto mais se espalhavam; de maneira que se inquietavam por causa dos filhos de Israel;
13.então, os egípcios, com tirania, faziam servir os filhos de Israel
14.e lhes fizeram amargar a vida com dura servidão, em barro, e em tijolos, e com todo o trabalho no campo; com todo o serviço em que na tirania os serviam.
As parteiras desobedecem a Faraó
15.O rei do Egito ordenou às parteiras hebréias, das quais uma se chamava Sifrá, e outra, Puá,
16.dizendo: Quando servirdes de parteira às hebréias, examinai: se for filho, matai-o; mas, se for filha, que viva.
17.As parteiras, porém, temeram a Deus e não fizeram como lhes ordenara o rei do Egito; antes, deixaram viver os meninos.
18.Então, o rei do Egito chamou as parteiras e lhes disse: Por que fizestes isso e deixastes viver os meninos?
19.Responderam as parteiras a Faraó: É que as mulheres hebréias não são como as egípcias; são vigorosas e, antes que lhes chegue a parteira, já deram à luz os seus filhos.
20.E Deus fez bem às parteiras; e o povo aumentou e se tornou muito forte.
21.E, porque as parteiras temeram a Deus, ele lhes constituiu família.
22.Então, ordenou Faraó a todo o seu povo, dizendo: A todos os filhos que nascerem aos hebreus lançareis no Nilo, mas a todas as filhas deixareis viver.
Nascimento e educação de Moisés
1.Foi-se um homem da casa de Levi e casou com uma descendente de Levi.
2.E a mulher concebeu e deu à luz um filho; e, vendo que era formoso, escondeu-o por três meses.
3.Não podendo, porém, escondê-lo por mais tempo, tomou um cesto de junco, calafetou-o com betume e piche e, pondo nele o menino, largou-o no carriçal à beira do rio.
4.A irmã do menino ficou de longe, para observar o que lhe haveria de suceder.
5.Desceu a filha de Faraó para se banhar no rio, e as suas donzelas passeavam pela beira do rio; vendo ela o cesto no carriçal, enviou a sua criada e o tomou.
6.Abrindo-o, viu a criança; e eis que o menino chorava. Teve compaixão dele e disse: Este é menino dos hebreus.
7.Então, disse sua irmã à filha de Faraó: Queres que eu vá chamar uma das hebréias que sirva de ama e te crie a criança?
8.Respondeu-lhe a filha de Faraó: Vai. Saiu, pois, a moça e chamou a mãe do menino.
9.Então, lhe disse a filha de Faraó: Leva este menino e cria-mo; pagar-te-ei o teu salário. A mulher tomou o menino e o criou.
10.Sendo o menino já grande, ela o trouxe à filha de Faraó, da qual passou ele a ser filho. Esta lhe chamou Moisés e disse: Porque das águas o tirei.
Moisés mata um egípcio e foge para Midiã
11.Naqueles dias, sendo Moisés já homem, saiu a seus irmãos e viu os seus labores penosos; e viu que certo egípcio espancava um hebreu, um do seu povo.
12.Olhou de um e de outro lado, e, vendo que não havia ali ninguém, matou o egípcio, e o escondeu na areia.
13.Saiu no dia seguinte, e eis que dois hebreus estavam brigando; e disse ao culpado: Por que espancas o teu próximo?
14.O qual respondeu: Quem te pôs por príncipe e juiz sobre nós? Pensas matar-me, como mataste o egípcio? Temeu, pois, Moisés e disse: Com certeza o descobriram.
15.Informado desse caso, procurou Faraó matar a Moisés; porém Moisés fugiu da presença de Faraó e se deteve na terra de Midiã; e assentou-se junto a um poço.
16.O sacerdote de Midiã tinha sete filhas, as quais vieram a tirar água e encheram os bebedouros para dar de beber ao rebanho de seu pai.
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
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