2.Até quando julgareis injustamente e tomareis partido pela causa dos ímpios?
3.Fazei justiça ao fraco e ao órfão, procedei retamente para com o aflito e o desamparado.
4.Socorrei o fraco e o necessitado; tirai-os das mãos dos ímpios.
5.Eles nada sabem, nem entendem; vagueiam em trevas; vacilam todos os fundamentos da terra.
6.Eu disse: sois deuses, sois todos filhos do Altíssimo.
7.Todavia, como homens, morrereis e, como qualquer dos príncipes, haveis de sucumbir.
8.Levanta-te, ó Deus, julga a terra, pois a ti compete a herança de todas as nações.
Julgamento de Deus contra as nações inimigas
1.Ó Deus, não te cales; não te emudeças, nem fiques inativo, ó Deus!
2.Os teus inimigos se alvoroçam, e os que te odeiam levantam a cabeça.
3.Tramam astutamente contra o teu povo e conspiram contra os teus protegidos.
4.Dizem: Vinde, risquemo-los de entre as nações; e não haja mais memória do nome de Israel.
5.Pois tramam concordemente e firmam aliança contra ti
6.as tendas de Edom e os ismaelitas, Moabe e os hagarenos,
7.Gebal, Amom e Amaleque, a Filístia como os habitantes de Tiro;
8.também a Assíria se alia com eles, e se constituem braço forte aos filhos de Ló.
9.Faze-lhes como fizeste a Midiã, como a Sísera, como a Jabim na ribeira de Quisom;
10.os quais pereceram em En-Dor; tornaram-se adubo para a terra.
11.Sejam os seus nobres como Orebe e como Zeebe, e os seus príncipes, como Zeba e como Zalmuna,
12.que disseram: Apoderemo-nos das habitações de Deus.
13.Deus meu, faze-os como folhas impelidas por um remoinho, como a palha ao léu do vento.
14.Como o fogo devora um bosque e a chama abrasa os montes,
15.assim, persegue-os com a tua tempestade e amedronta-os com o teu vendaval.
16.Enche-lhes o rosto de ignomínia, para que busquem o teu nome, SENHOR.
17.Sejam envergonhados e confundidos perpetuamente; perturbem-se e pereçam.
18.E reconhecerão que só tu, cujo nome é SENHOR, és o Altíssimo sobre toda a terra.
Saudades do templo
1.Quão amáveis são os teus tabernáculos, SENHOR dos Exércitos!
2.A minha alma suspira e desfalece pelos átrios do SENHOR; o meu coração e a minha carne exultam pelo Deus vivo!
3.O pardal encontrou casa, e a andorinha, ninho para si, onde acolha os seus filhotes; eu, os teus altares, SENHOR dos Exércitos, Rei meu e Deus meu!
4.Bem-aventurados os que habitam em tua casa; louvam-te perpetuamente.
5.Bem-aventurado o homem cuja força está em ti, em cujo coração se encontram os caminhos aplanados,
6.o qual, passando pelo vale árido, faz dele um manancial; de bênçãos o cobre a primeira chuva.
7.Vão indo de força em força; cada um deles aparece diante de Deus em Sião.
8.SENHOR, Deus dos Exércitos, escuta-me a oração; presta ouvidos, ó Deus de Jacó!
9.Olha, ó Deus, escudo nosso, e contempla o rosto do teu ungido.
10.Pois um dia nos teus átrios vale mais que mil; prefiro estar à porta da casa do meu Deus, a permanecer nas tendas da perversidade.
11.Porque o SENHOR Deus é sol e escudo; o SENHOR dá graça e glória; nenhum bem sonega aos que andam retamente.
12.Ó SENHOR dos Exércitos, feliz o homem que em ti confia.
Pede-se o perdão de Deus
1.Favoreceste, SENHOR, a tua terra; restauraste a prosperidade de Jacó.
2.Perdoaste a iniqüidade de teu povo, encobriste os seus pecados todos.
3.A tua indignação, reprimiste-a toda, do furor da tua ira te desviaste.
4.Restabelece-nos, ó Deus da nossa salvação, e retira de sobre nós a tua ira.
5.Estarás para sempre irado contra nós? Prolongarás a tua ira por todas as gerações?
6.Porventura, não tornarás a vivificar-nos, para que em ti se regozije o teu povo?
7.Mostra-nos, SENHOR, a tua misericórdia e concede-nos a tua salvação.
8.Escutarei o que Deus, o SENHOR, disser, pois falará de paz ao seu povo e aos seus santos; e que jamais caiam em insensatez.
9.Próxima está a sua salvação dos que o temem, para que a glória assista em nossa terra.
10.Encontraram-se a graça e a verdade, a justiça e a paz se beijaram.
11.Da terra brota a verdade, dos céus a justiça baixa o seu olhar.
12.Também o SENHOR dará o que é bom, e a nossa terra produzirá o seu fruto.
13.A justiça irá adiante dele, cujas pegadas ela transforma em caminhos.
Súplica e confiança
1.Inclina, SENHOR, os ouvidos e responde-me, pois estou aflito e necessitado.
2.Preserva a minha alma, pois eu sou piedoso; tu, ó Deus meu, salva o teu servo que em ti confia.
3.Compadece-te de mim, ó Senhor, pois a ti clamo de contínuo.
4.Alegra a alma do teu servo, porque a ti, Senhor, elevo a minha alma.
5.Pois tu, Senhor, és bom e compassivo; abundante em benignidade para com todos os que te invocam.
6.Escuta, SENHOR, a minha oração e atende à voz das minhas súplicas.
7.No dia da minha angústia, clamo a ti, porque me respondes.
8.Não há entre os deuses semelhante a ti, Senhor; e nada existe que se compare às tuas obras.
9.Todas as nações que fizeste virão, prostrar-se-ão diante de ti, Senhor, e glorificarão o teu nome.
10.Pois tu és grande e operas maravilhas; só tu és Deus!
11.Ensina-me, SENHOR, o teu caminho, e andarei na tua verdade; dispõe-me o coração para só temer o teu nome.
12.Dar-te-ei graças, Senhor, Deus meu, de todo o coração, e glorificarei para sempre o teu nome.
13.Pois grande é a tua misericórdia para comigo, e me livraste a alma do mais profundo poder da morte.
14.Ó Deus, os soberbos se têm levantado contra mim, e um bando de violentos atenta contra a minha vida; eles não te consideram.
15.Mas tu, Senhor, és Deus compassivo e cheio de graça, paciente e grande em misericórdia e em verdade.
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
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