Leitura em Dois Anos

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62.Entregou o seu povo à espada e se encolerizou contra a sua própria herança.
63.O fogo devorou os jovens deles, e as suas donzelas não tiveram canto nupcial.
64.Os seus sacerdotes caíram à espada, e as suas viúvas não fizeram lamentações.
65.Então, o Senhor despertou como de um sono, como um valente que grita excitado pelo vinho;
66.fez recuar a golpes os seus adversários e lhes cominou perpétuo desprezo.
67.Além disso, rejeitou a tenda de José e não elegeu a tribo de Efraim.
68.Escolheu, antes, a tribo de Judá, o monte Sião, que ele amava.
69.E construiu o seu santuário durável como os céus e firme como a terra que fundou para sempre.
70.Também escolheu a Davi, seu servo, e o tomou dos redis das ovelhas;
71.tirou-o do cuidado das ovelhas e suas crias, para ser o pastor de Jacó, seu povo, e de Israel, sua herança.
72.E ele os apascentou consoante a integridade do seu coração e os dirigiu com mãos precavidas.
O povo pede castigo contra os inimigos
1.Ó Deus, as nações invadiram a tua herança, profanaram o teu santo templo, reduziram Jerusalém a um montão de ruínas.
2.Deram os cadáveres dos teus servos por cibo às aves dos céus e a carne dos teus santos, às feras da terra.
3.Derramaram como água o sangue deles ao redor de Jerusalém, e não houve quem lhes desse sepultura.
4.Tornamo-nos o opróbrio dos nossos vizinhos, o escárnio e a zombaria dos que nos rodeiam.
5.Até quando, SENHOR? Será para sempre a tua ira? Arderá como fogo o teu zelo?
6.Derrama o teu furor sobre as nações que te não conhecem e sobre os reinos que não invocam o teu nome.
7.Porque eles devoraram a Jacó e lhe assolaram as moradas.
8.Não recordes contra nós as iniqüidades de nossos pais; apressem-se ao nosso encontro as tuas misericórdias, pois estamos sobremodo abatidos.
9.Assiste-nos, ó Deus e Salvador nosso, pela glória do teu nome; livra-nos e perdoa-nos os pecados, por amor do teu nome.
10.Por que diriam as nações: Onde está o seu Deus? Seja, à nossa vista, manifesta entre as nações a vingança do sangue que dos teus servos é derramado.
11.Chegue à tua presença o gemido do cativo; consoante a grandeza do teu poder, preserva os sentenciados à morte.
12.Retribui, Senhor, aos nossos vizinhos, sete vezes tanto, o opróbrio com que te vituperaram.
13.Quanto a nós, teu povo e ovelhas do teu pasto, para sempre te daremos graças; de geração em geração proclamaremos os teus louvores.
Pedindo restaurações
1.Dá ouvidos, ó pastor de Israel, tu que conduzes a José como um rebanho; tu que estás entronizado acima dos querubins, mostra o teu esplendor.
2.Perante Efraim, Benjamim e Manassés, desperta o teu poder e vem salvar-nos.
3.Restaura-nos, ó Deus; faze resplandecer o teu rosto, e seremos salvos.
4.Ó SENHOR, Deus dos Exércitos, até quando estarás indignado contra a oração do teu povo?
5.Dás-lhe a comer pão de lágrimas e a beber copioso pranto.
6.Constituis-nos em contendas para os nossos vizinhos, e os nossos inimigos zombam de nós a valer.
7.Restaura-nos, ó Deus dos Exércitos; faze resplandecer o teu rosto, e seremos salvos.
8.Trouxeste uma videira do Egito, expulsaste as nações e a plantaste.
9.Dispuseste-lhe o terreno, ela deitou profundas raízes e encheu a terra.
10.Com a sombra dela os montes se cobriram, e, com os seus sarmentos, os cedros de Deus.
11.Estendeu ela a sua ramagem até ao mar e os seus rebentos, até ao rio.
12.Por que lhe derribaste as cercas, de sorte que a vindimam todos os que passam pelo caminho?
13.O javali da selva a devasta, e nela se repastam os animais que pululam no campo.
14.Ó Deus dos Exércitos, volta-te, nós te rogamos, olha do céu, e vê, e visita esta vinha;
15.protege o que a tua mão direita plantou, o sarmento que para ti fortaleceste.
16.Está queimada, está decepada. Pereçam os nossos inimigos pela repreensão do teu rosto.
17.Seja a tua mão sobre o povo da tua destra, sobre o filho do homem que fortaleceste para ti.
18.E assim não nos apartaremos de ti; vivifica-nos, e invocaremos o teu nome.
19.Restaura-nos, ó SENHOR, Deus dos Exércitos, faze resplandecer o teu rosto, e seremos salvos.
Exortação a louvor e obediência
1.Cantai de júbilo a Deus, força nossa; celebrai o Deus de Jacó.
2.Salmodiai e fazei soar o tamboril, a suave harpa com o saltério.
3.Tocai a trombeta na Festa da Lua Nova, na lua cheia, dia da nossa festa.
4.É preceito para Israel, é prescrição do Deus de Jacó.
5.Ele o ordenou, como lei, a José, ao sair contra a terra do Egito. Ouço uma linguagem que eu não conhecera.
6.Livrei os seus ombros do peso, e suas mãos foram livres dos cestos.
7.Clamaste na angústia, e te livrei; do recôndito do trovão eu te respondi e te experimentei junto às águas de Meribá.
8.Ouve, povo meu, quero exortar-te. Ó Israel, se me escutasses!
9.Não haja no meio de ti deus alheio, nem te prostres ante deus estranho.
10.Eu sou o SENHOR, teu Deus, que te tirei da terra do Egito. Abre bem a boca, e ta encherei.
11.Mas o meu povo não me quis escutar a voz, e Israel não me atendeu.
12.Assim, deixei-o andar na teimosia do seu coração; siga os seus próprios conselhos.
13.Ah! Se o meu povo me escutasse, se Israel andasse nos meus caminhos!
14.Eu, de pronto, lhe abateria o inimigo e deitaria mão contra os seus adversários.
15.Os que aborrecem ao SENHOR se lhe submeteriam, e isto duraria para sempre.
16.Eu o sustentaria com o trigo mais fino e o saciaria com o mel que escorre da rocha.
Increpadas a injustiça e a parcialidade dos juízes
1.Deus assiste na congregação divina; no meio dos deuses, estabelece o seu julgamento.
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
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