Leitura em Dois Anos

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5.O SENHOR põe à prova ao justo e ao ímpio; mas, ao que ama a violência, a sua alma o abomina.
6.Fará chover sobre os perversos brasas de fogo e enxofre, e vento abrasador será a parte do seu cálice.
7.Porque o SENHOR é justo, ele ama a justiça; os retos lhe contemplarão a face.
Auxílio contra a falsidade
1.Socorro, SENHOR! Porque já não há homens piedosos; desaparecem os fiéis entre os filhos dos homens.
2.Falam com falsidade uns aos outros, falam com lábios bajuladores e coração fingido.
3.Corte o SENHOR todos os lábios bajuladores, a língua que fala soberbamente,
4.pois dizem: Com a língua prevaleceremos, os lábios são nossos; quem é senhor sobre nós?
5.Por causa da opressão dos pobres e do gemido dos necessitados, eu me levantarei agora, diz o SENHOR; e porei a salvo a quem por isso suspira.
6.As palavras do SENHOR são palavras puras, prata refinada em cadinho de barro, depurada sete vezes.
7.Sim, SENHOR, tu nos guardarás; desta geração nos livrarás para sempre.
8.Por todos os lugares andam os perversos, quando entre os filhos dos homens a vileza é exaltada.
Oração de fé
1.Até quando, SENHOR? Esquecer-te-ás de mim para sempre? Até quando ocultarás de mim o rosto?
2.Até quando estarei eu relutando dentro de minha alma, com tristeza no coração cada dia? Até quando se erguerá contra mim o meu inimigo?
3.Atenta para mim, responde-me, SENHOR, Deus meu! Ilumina-me os olhos, para que eu não durma o sono da morte;
4.para que não diga o meu inimigo: Prevaleci contra ele; e não se regozijem os meus adversários, vindo eu a vacilar.
5.No tocante a mim, confio na tua graça; regozije-se o meu coração na tua salvação.
6.Cantarei ao SENHOR, porquanto me tem feito muito bem.
A corrupção do pecador e sua redenção
1.Diz o insensato no seu coração: Não há Deus. Corrompem-se e praticam abominação; já não há quem faça o bem.
2.Do céu olha o SENHOR para os filhos dos homens, para ver se há quem entenda, se há quem busque a Deus.
3.Todos se extraviaram e juntamente se corromperam; não há quem faça o bem, não há nem um sequer.
4.Acaso, não entendem todos os obreiros da iniqüidade, que devoram o meu povo, como quem come pão, que não invocam o SENHOR?
5.Tomar-se-ão de grande pavor, porque Deus está com a linhagem do justo.
6.Meteis a ridículo o conselho dos humildes, mas o SENHOR é o seu refúgio.
7.Tomara de Sião viesse já a salvação de Israel! Quando o SENHOR restaurar a sorte do seu povo, então, exultará Jacó, e Israel se alegrará.
O cidadão dos céus
1.Quem, SENHOR, habitará no teu tabernáculo? Quem há de morar no teu santo monte?
2.O que vive com integridade, e pratica a justiça, e, de coração, fala a verdade;
3.o que não difama com sua língua, não faz mal ao próximo, nem lança injúria contra o seu vizinho;
4.o que, a seus olhos, tem por desprezível ao réprobo, mas honra aos que temem ao SENHOR; o que jura com dano próprio e não se retrata;
5.o que não empresta o seu dinheiro com usura, nem aceita suborno contra o inocente. Quem deste modo procede não será jamais abalado.
O Santo de Deus
1.Guarda-me, ó Deus, porque em ti me refugio.
2.Digo ao SENHOR: Tu és o meu Senhor; outro bem não possuo, senão a ti somente.
3.Quanto aos santos que há na terra, são eles os notáveis nos quais tenho todo o meu prazer.
4.Muitas serão as penas dos que trocam o SENHOR por outros deuses; não oferecerei as suas libações de sangue, e os meus lábios não pronunciarão o seu nome.
5.O SENHOR é a porção da minha herança e o meu cálice; tu és o arrimo da minha sorte.
6.Caem-me as divisas em lugares amenos, é mui linda a minha herança.
7.Bendigo o SENHOR, que me aconselha; pois até durante a noite o meu coração me ensina.
8.O SENHOR, tenho-o sempre à minha presença; estando ele à minha direita, não serei abalado.
9.Alegra-se, pois, o meu coração, e o meu espírito exulta; até o meu corpo repousará seguro.
10.Pois não deixarás a minha alma na morte, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção.
11.Tu me farás ver os caminhos da vida; na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra, delícias perpetuamente.
Súplica pela proteção divina
1.Ouve, SENHOR, a causa justa, atende ao meu clamor, dá ouvidos à minha oração, que procede de lábios não fraudulentos.
2.Baixe de tua presença o julgamento a meu respeito; os teus olhos vêem com eqüidade.
3.Sondas-me o coração, de noite me visitas, provas-me no fogo e iniqüidade nenhuma encontras em mim; a minha boca não transgride.
4.Quanto às ações dos homens, pela palavra dos teus lábios, eu me tenho guardado dos caminhos do violento.
5.Os meus passos se afizeram às tuas veredas, os meus pés não resvalaram.
6.Eu te invoco, ó Deus, pois tu me respondes; inclina-me os ouvidos e acode às minhas palavras.
7.Mostra as maravilhas da tua bondade, ó Salvador dos que à tua destra buscam refúgio dos que se levantam contra eles.
8.Guarda-me como a menina dos olhos, esconde-me à sombra das tuas asas,
9.dos perversos que me oprimem, inimigos que me assediam de morte.
10.Insensíveis, cerram o coração, falam com lábios insolentes;
11.andam agora cercando os nossos passos e fixam em nós os olhos para nos deitar por terra.
12.Parecem-se com o leão, ávido por sua presa, ou o leãozinho, que espreita de emboscada.
13.Levanta-te, SENHOR, defronta-os, arrasa-os; livra do ímpio a minha alma com a tua espada,
14.com a tua mão, SENHOR, dos homens mundanos, cujo quinhão é desta vida e cujo ventre tu enches dos teus tesouros; os quais se fartam de filhos e o que lhes sobra deixam aos seus pequeninos.
15.Eu, porém, na justiça contemplarei a tua face; quando acordar, eu me satisfarei com a tua semelhança.
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
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