Leitura em Dois Anos

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10.Deus é o meu escudo; ele salva os retos de coração.
11.Deus é justo juiz, Deus que sente indignação todos os dias.
12.Se o homem não se converter, afiará Deus a sua espada; já armou o arco, tem-no pronto;
13.para ele preparou já instrumentos de morte, preparou suas setas inflamadas.
14.Eis que o ímpio está com dores de iniqüidade; concebeu a malícia e dá à luz a mentira.
15.Abre, e aprofunda uma cova, e cai nesse mesmo poço que faz.
16.A sua malícia lhe recai sobre a cabeça, e sobre a própria mioleira desce a sua violência.
17.Eu, porém, renderei graças ao SENHOR, segundo a sua justiça, e cantarei louvores ao nome do SENHOR Altíssimo.
A glória divina e a dignidade do filho do homem
1.Ó SENHOR, Senhor nosso, quão magnífico em toda a terra é o teu nome! Pois expuseste nos céus a tua majestade.
2.Da boca de pequeninos e crianças de peito suscitaste força, por causa dos teus adversários, para fazeres emudecer o inimigo e o vingador.
3.Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, e a lua e as estrelas que estabeleceste,
4.que é o homem, que dele te lembres E o filho do homem, que o visites?
5.Fizeste-o, no entanto, por um pouco, menor do que Deus e de glória e de honra o coroaste.
6.Deste-lhe domínio sobre as obras da tua mão e sob seus pés tudo lhe puseste:
7.ovelhas e bois, todos, e também os animais do campo;
8.as aves do céu, e os peixes do mar, e tudo o que percorre as sendas dos mares.
9.Ó SENHOR, Senhor nosso, quão magnífico em toda a terra é o teu nome!
Ações de graças
1.Louvar-te-ei, SENHOR, de todo o meu coração; contarei todas as tuas maravilhas.
2.Alegrar-me-ei e exultarei em ti; ao teu nome, ó Altíssimo, eu cantarei louvores.
3.Pois, ao retrocederem os meus inimigos, tropeçam e somem-se da tua presença;
4.porque sustentas o meu direito e a minha causa; no trono te assentas e julgas retamente.
5.Repreendes as nações, destróis o ímpio e para todo o sempre lhes apagas o nome.
6.Quanto aos inimigos, estão consumados, suas ruínas são perpétuas, arrasaste as suas cidades; até a sua memória pereceu.
7.Mas o SENHOR permanece no seu trono eternamente, trono que erigiu para julgar.
8.Ele mesmo julga o mundo com justiça; administra os povos com retidão.
9.O SENHOR é também alto refúgio para o oprimido, refúgio nas horas de tribulação.
10.Em ti, pois, confiam os que conhecem o teu nome, porque tu, SENHOR, não desamparas os que te buscam.
11.Cantai louvores ao SENHOR, que habita em Sião; proclamai entre os povos os seus feitos.
12.Pois aquele que requer o sangue lembra-se deles e não se esquece do clamor dos aflitos.
13.Compadece-te de mim, SENHOR; vê a que sofrimentos me reduziram os que me odeiam, tu que me levantas das portas da morte;
14.para que, às portas da filha de Sião, eu proclame todos os teus louvores e me regozije da tua salvação.
15.Afundam-se as nações na cova que fizeram, no laço que esconderam, prendeu-se-lhes o pé.
16.Faz-se conhecido o SENHOR, pelo juízo que executa; enlaçado está o ímpio nas obras de suas próprias mãos.
17.Os perversos serão lançados no inferno, e todas as nações que se esquecem de Deus.
18.Pois o necessitado não será para sempre esquecido, e a esperança dos aflitos não se há de frustrar perpetuamente.
19.Levanta-te, SENHOR; não prevaleça o mortal. Sejam as nações julgadas na tua presença.
20.Infunde-lhes, SENHOR, o medo; saibam as nações que não passam de mortais.
A derrubada dos ímpios
1.Por que, SENHOR, te conservas longe? E te escondes nas horas de tribulação?
2.Com arrogância, os ímpios perseguem o pobre; sejam presas das tramas que urdiram.
3.Pois o perverso se gloria da cobiça de sua alma, o avarento maldiz o SENHOR e blasfema contra ele.
4.O perverso, na sua soberba, não investiga; que não há Deus são todas as suas cogitações.
5.São prósperos os seus caminhos em todo tempo; muito acima e longe dele estão os teus juízos; quanto aos seus adversários, ele a todos ridiculiza.
6.Pois diz lá no seu íntimo: Jamais serei abalado; de geração em geração, nenhum mal me sobrevirá.
7.A boca, ele a tem cheia de maldição, enganos e opressão; debaixo da língua, insulto e iniqüidade.
8.Põe-se de tocaia nas vilas, trucida os inocentes nos lugares ocultos; seus olhos espreitam o desamparado.
9.Está ele de emboscada, como o leão na sua caverna; está de emboscada para enlaçar o pobre: apanha-o e, na sua rede, o enleia.
10.Abaixa-se, rasteja; em seu poder, lhe caem os necessitados.
11.Diz ele, no seu íntimo: Deus se esqueceu, virou o rosto e não verá isto nunca.
12.Levanta-te, SENHOR! Ó Deus, ergue a mão! Não te esqueças dos pobres.
13.Por que razão despreza o ímpio a Deus, dizendo no seu íntimo que Deus não se importa?
14.Tu, porém, o tens visto, porque atentas aos trabalhos e à dor, para que os possas tomar em tuas mãos. A ti se entrega o desamparado; tu tens sido o defensor do órfão.
15.Quebranta o braço do perverso e do malvado; esquadrinha-lhes a maldade, até nada mais achares.
16.O SENHOR é rei eterno: da sua terra somem-se as nações.
17.Tens ouvido, SENHOR, o desejo dos humildes; tu lhes fortalecerás o coração e lhes acudirás,
18.para fazeres justiça ao órfão e ao oprimido, a fim de que o homem, que é da terra, já não infunda terror.
O Senhor é forte refúgio
1.No SENHOR me refugio. Como dizeis, pois, à minha alma: Foge, como pássaro, para o teu monte?
2.Porque eis aí os ímpios, armam o arco, dispõem a sua flecha na corda, para, às ocultas, dispararem contra os retos de coração.
3.Ora, destruídos os fundamentos, que poderá fazer o justo?
4.O SENHOR está no seu santo templo; nos céus tem o SENHOR seu trono; os seus olhos estão atentos, as suas pálpebras sondam os filhos dos homens.
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
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