Leitura em Dois Anos

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21.Ao copeiro-chefe reintegrou no seu cargo, no qual dava o copo na mão de Faraó;
22.mas ao padeiro-chefe enforcou, como José havia interpretado.
23.O copeiro-chefe, todavia, não se lembrou de José, porém dele se esqueceu.
José interpreta os sonhos de Faraó
1.Passados dois anos completos, Faraó teve um sonho. Parecia-lhe achar-se ele de pé junto ao Nilo.
2.Do rio subiam sete vacas formosas à vista e gordas e pastavam no carriçal.
3.Após elas subiam do rio outras sete vacas, feias à vista e magras; e pararam junto às primeiras, na margem do rio.
4.As vacas feias à vista e magras comiam as sete formosas à vista e gordas. Então, acordou Faraó.
5.Tornando a dormir, sonhou outra vez. De uma só haste saíam sete espigas cheias e boas.
6.E após elas nasciam sete espigas mirradas, crestadas do vento oriental.
7.As espigas mirradas devoravam as sete espigas grandes e cheias. Então, acordou Faraó. Fora isto um sonho.
8.De manhã, achando-se ele de espírito perturbado, mandou chamar todos os magos do Egito e todos os seus sábios e lhes contou os sonhos; mas ninguém havia que lhos interpretasse.
9.Então, disse a Faraó o copeiro-chefe: Lembro-me hoje das minhas ofensas.
10.Estando Faraó mui indignado contra os seus servos e pondo-me sob prisão na casa do comandante da guarda, a mim e ao padeiro-chefe,
11.tivemos um sonho na mesma noite, eu e ele; sonhamos, e cada sonho com a sua própria significação.
12.Achava-se conosco um jovem hebreu, servo do comandante da guarda; contamos-lhe os nossos sonhos, e ele no-los interpretou, a cada um segundo o seu sonho.
13.E como nos interpretou, assim mesmo se deu: eu fui restituído ao meu cargo, o outro foi enforcado.
14.Então, Faraó mandou chamar a José, e o fizeram sair à pressa da masmorra; ele se barbeou, mudou de roupa e foi apresentar-se a Faraó.
15.Este lhe disse: Tive um sonho, e não há quem o interprete. Ouvi dizer, porém, a teu respeito que, quando ouves um sonho, podes interpretá-lo.
16.Respondeu-lhe José: Não está isso em mim; mas Deus dará resposta favorável a Faraó.
17.Então, contou Faraó a José: No meu sonho, estava eu de pé na margem do Nilo,
18.e eis que subiam dele sete vacas gordas e formosas à vista e pastavam no carriçal.
19.Após estas subiam outras vacas, fracas, mui feias à vista e magras; nunca vi outras assim disformes, em toda a terra do Egito.
20.E as vacas magras e ruins comiam as primeiras sete gordas;
21.e, depois de as terem engolido, não davam aparência de as terem devorado, pois o seu aspecto continuava ruim como no princípio. Então, acordei.
22.Depois, vi, em meu sonho, que sete espigas saíam da mesma haste, cheias e boas;
23.após elas nasceram sete espigas secas, mirradas e crestadas do vento oriental.
24.As sete espigas mirradas devoravam as sete espigas boas. Contei-o aos magos, mas ninguém houve que mo interpretasse.
25.Então, lhe respondeu José: O sonho de Faraó é apenas um; Deus manifestou a Faraó o que há de fazer.
26.As sete vacas boas serão sete anos; as sete espigas boas, também sete anos; o sonho é um só.
27.As sete vacas magras e feias, que subiam após as primeiras, serão sete anos, bem como as sete espigas mirradas e crestadas do vento oriental serão sete anos de fome.
28.Esta é a palavra, como acabo de dizer a Faraó, que Deus manifestou a Faraó que ele há de fazer.
29.Eis aí vêm sete anos de grande abundância por toda a terra do Egito.
30.Seguir-se-ão sete anos de fome, e toda aquela abundância será esquecida na terra do Egito, e a fome consumirá a terra;
31.e não será lembrada a abundância na terra, em vista da fome que seguirá, porque será gravíssima.
32.O sonho de Faraó foi dúplice, porque a coisa é estabelecida por Deus, e Deus se apressa a fazê-la.
33.Agora, pois, escolha Faraó um homem ajuizado e sábio e o ponha sobre a terra do Egito.
34.Faça isso Faraó, e ponha administradores sobre a terra, e tome a quinta parte dos frutos da terra do Egito nos sete anos de fartura.
35.Ajuntem os administradores toda a colheita dos bons anos que virão, recolham cereal debaixo do poder de Faraó, para mantimento nas cidades, e o guardem.
36.Assim, o mantimento será para abastecer a terra nos sete anos da fome que haverá no Egito; para que a terra não pereça de fome.
José como governador do Egito
37.O conselho foi agradável a Faraó e a todos os seus oficiais.
38.Disse Faraó aos seus oficiais: Acharíamos, porventura, homem como este, em quem há o Espírito de Deus?
39.Depois, disse Faraó a José: Visto que Deus te fez saber tudo isto, ninguém há tão ajuizado e sábio como tu.
40.Administrarás a minha casa, e à tua palavra obedecerá todo o meu povo; somente no trono eu serei maior do que tu.
41.Disse mais Faraó a José: Vês que te faço autoridade sobre toda a terra do Egito.
42.Então, tirou Faraó o seu anel de sinete da mão e o pôs na mão de José, fê-lo vestir roupas de linho fino e lhe pôs ao pescoço um colar de ouro.
43.E fê-lo subir ao seu segundo carro, e clamavam diante dele: Inclinai-vos! Desse modo, o constituiu sobre toda a terra do Egito.
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
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