36.E ela lhe disse: Pai meu, fizeste voto ao SENHOR; faze, pois, de mim segundo o teu voto; pois o SENHOR te vingou dos teus inimigos, os filhos de Amom.
37.Disse mais a seu pai: Concede-me isto: deixa-me por dois meses, para que eu vá, e desça pelos montes, e chore a minha virgindade, eu e as minhas companheiras.
38.Consentiu ele: Vai. E deixou-a ir por dois meses; então, se foi ela com as suas companheiras e chorou a sua virgindade pelos montes.
39.Ao fim dos dois meses, tornou ela para seu pai, o qual lhe fez segundo o voto por ele proferido; assim, ela jamais foi possuída por varão. Daqui veio o costume em Israel
40.de as filhas de Israel saírem por quatro dias, de ano em ano, a cantar em memória da filha de Jefté, o gileadita.
Jefté peleja contra os efraimitas
1.Então, foram convocados os homens de Efraim, e passaram para Zafom, e disseram a Jefté: Por que foste combater contra os filhos de Amom e não nos chamaste para ir contigo? Queimaremos a tua casa, estando tu dentro dela.
2.E Jefté lhes disse: Eu e o meu povo tivemos grande contenda com os filhos de Amom; chamei-vos, e não me livrastes das suas mãos.
3.Vendo eu que não me livráveis, arrisquei a minha vida e passei contra os filhos de Amom, e o SENHOR os entregou nas minhas mãos; por que, pois, subistes, hoje, contra mim, para me combaterdes?
4.Ajuntou Jefté todos os homens de Gileade e pelejou contra Efraim; e os homens de Gileade feriram Efraim, porque este dissera: Fugitivos sois de Efraim, vós, gileaditas, que morais no meio de Efraim e Manassés.
5.Porém os gileaditas tomaram os vaus do Jordão que conduzem a Efraim; de sorte que, quando qualquer fugitivo de Efraim dizia: Quero passar; então, os homens de Gileade lhe perguntavam: És tu efraimita? Se respondia: Não;
6.então, lhe tornavam: Dize, pois, chibolete; quando dizia sibolete, não podendo exprimir bem a palavra, então, pegavam dele e o matavam nos vaus do Jordão. E caíram de Efraim, naquele tempo, quarenta e dois mil.
7.Jefté, o gileadita, julgou a Israel seis anos; e morreu e foi sepultado numa das cidades de Gileade.
Os juízes Ibsã, Elom e Abdom
8.Depois dele, julgou a Israel Ibsã, de Belém.
9.Tinha este trinta filhos e trinta filhas; a estas, casou fora; e, de fora, trouxe trinta mulheres para seus filhos. Julgou a Israel sete anos.
10.Então, faleceu Ibsã e foi sepultado em Belém.
11.Depois dele, veio Elom, o zebulonita, que julgou a Israel dez anos.
12.Faleceu Elom, o zebulonita, e foi sepultado em Aijalom, na terra de Zebulom.
13.Depois dele, julgou a Israel Abdom, filho de Hilel, o piratonita.
14.Tinha este quarenta filhos e trinta netos, que cavalgavam setenta jumentos. Julgou a Israel oito anos.
15.Então, faleceu Abdom, filho de Hilel, o piratonita; e foi sepultado em Piratom, na terra de Efraim, na região montanhosa dos amalequitas.
O nascimento de Sansão
1.Tendo os filhos de Israel tornado a fazer o que era mau perante o SENHOR, este os entregou nas mãos dos filisteus por quarenta anos.
2.Havia um homem de Zorá, da linhagem de Dã, chamado Manoá, cuja mulher era estéril e não tinha filhos.
3.Apareceu o Anjo do SENHOR a esta mulher e lhe disse: Eis que és estéril e nunca tiveste filho; porém conceberás e darás à luz um filho.
4.Agora, pois, guarda-te, não bebas vinho ou bebida forte, nem comas coisa imunda;
5.porque eis que tu conceberás e darás à luz um filho sobre cuja cabeça não passará navalha; porquanto o menino será nazireu consagrado a Deus desde o ventre de sua mãe; e ele começará a livrar a Israel do poder dos filisteus.
6.Então, a mulher foi a seu marido e lhe disse: Um homem de Deus veio a mim; sua aparência era semelhante à de um anjo de Deus, tremenda; não lhe perguntei donde era, nem ele me disse o seu nome.
7.Porém me disse: Eis que tu conceberás e darás à luz um filho; agora, pois, não bebas vinho, nem bebida forte, nem comas coisa imunda; porque o menino será nazireu consagrado a Deus, desde o ventre materno até ao dia de sua morte.
8.Então, Manoá orou ao SENHOR e disse: Ah! Senhor meu, rogo-te que o homem de Deus que enviaste venha outra vez e nos ensine o que devemos fazer ao menino que há de nascer.
9.Deus ouviu a voz de Manoá, e o Anjo de Deus veio outra vez à mulher, quando esta se achava assentada no campo; porém não estava com ela seu marido Manoá.
10.Apressou-se, pois, a mulher, e, correndo, noticiou-o a seu marido, e lhe disse: Eis que me apareceu aquele homem que viera a mim no outro dia.
11.Então, se levantou Manoá, e seguiu a sua mulher, e, tendo chegado ao homem, lhe disse: És tu o que falaste a esta mulher? Ele respondeu: Eu sou.
12.Então, disse Manoá: Quando se cumprirem as tuas palavras, qual será o modo de viver do menino e o seu serviço?
13.Respondeu-lhe o Anjo do SENHOR: Guarde-se a mulher de tudo quanto eu lhe disse.
14.De tudo quanto procede da videira não comerá, nem vinho nem bebida forte beberá, nem coisa imunda comerá; tudo quanto lhe tenho ordenado guardará.
15.Então, Manoá disse ao Anjo do SENHOR: Permite-nos deter-te, e te prepararemos um cabrito.
16.Porém o Anjo do SENHOR disse a Manoá: Ainda que me detenhas, não comerei de teu pão; e, se preparares holocausto, ao SENHOR o oferecerás. Porque não sabia Manoá que era o Anjo do SENHOR.
17.Perguntou Manoá ao Anjo do SENHOR: Qual é o teu nome, para que, quando se cumprir a tua palavra, te honremos?
18.Respondeu-lhe o Anjo do SENHOR e lhe disse: Por que perguntas assim pelo meu nome, que é maravilhoso?
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
Sociedade Bíblica do Brasil.
Todos os direitos reservados.
Saiba mais sobre a Sociedade Bíblica do Brasil em
sbb.org.br.
A Sociedade Bíblica do Brasil trabalha para que a Bíblia esteja, efetivamente, ao alcance de todos e seja lida por todos.
A SBB é uma entidade sem fins lucrativos, dedicada a promover o desenvolvimento integral do ser humano.
Você também pode ajudar a causa da Bíblia!