As nações rendem graças
1.Seja Deus gracioso para conosco, e nos abençoe, e faça resplandecer sobre nós o rosto;
2.para que se conheça na terra o teu caminho e, em todas as nações, a tua salvação.
3.Louvem-te os povos, ó Deus; louvem-te os povos todos.
4.Alegrem-se e exultem as gentes, pois julgas os povos com eqüidade e guias na terra as nações.
5.Louvem-te os povos, ó Deus; louvem-te os povos todos.
6.A terra deu o seu fruto, e Deus, o nosso Deus, nos abençoa.
7.Abençoe-nos Deus, e todos os confins da terra o temerão.
A vitória de Deus sobre os seus inimigos
1.Levanta-se Deus; dispersam-se os seus inimigos; de sua presença fogem os que o aborrecem.
2.Como se dissipa a fumaça, assim tu os dispersas; como se derrete a cera ante o fogo, assim à presença de Deus perecem os iníquos.
3.Os justos, porém, se regozijam, exultam na presença de Deus e folgam de alegria.
4.Cantai a Deus, salmodiai o seu nome; exaltai o que cavalga sobre as nuvens. SENHOR é o seu nome, exultai diante dele.
5.Pai dos órfãos e juiz das viúvas é Deus em sua santa morada.
6.Deus faz que o solitário more em família; tira os cativos para a prosperidade; só os rebeldes habitam em terra estéril.
7.Ao saíres, ó Deus, à frente do teu povo, ao avançares pelo deserto,
8.tremeu a terra; também os céus gotejaram à presença de Deus; o próprio Sinai se abalou na presença de Deus, do Deus de Israel.
9.Copiosa chuva derramaste, ó Deus, para a tua herança; quando já ela estava exausta, tu a restabeleceste.
10.Aí habitou a tua grei; em tua bondade, ó Deus, fizeste provisão para os necessitados.
11.O Senhor deu a palavra, grande é a falange das mensageiras das boas-novas.
12.Reis de exércitos fogem e fogem; a dona de casa reparte os despojos.
13.Por que repousais entre as cercas dos apriscos? As asas da pomba são cobertas de prata, cujas penas maiores têm o brilho flavo do ouro.
14.Quando o Todo-Poderoso ali dispersa os reis, cai neve sobre o monte Zalmom.
15.O monte de Deus é Basã, serra de elevações é o monte de Basã.
16.Por que olhais com inveja, ó montes elevados, o monte que Deus escolheu para sua habitação? O SENHOR habitará nele para sempre.
17.Os carros de Deus são vinte mil, sim, milhares de milhares. No meio deles, está o Senhor; o Sinai tornou-se em santuário.
18.Subiste às alturas, levaste cativo o cativeiro; recebeste homens por dádivas, até mesmo rebeldes, para que o SENHOR Deus habite no meio deles.
19.Bendito seja o Senhor que, dia a dia, leva o nosso fardo! Deus é a nossa salvação.
20.O nosso Deus é o Deus libertador; com Deus, o SENHOR, está o escaparmos da morte.
21.Sim, Deus parte a cabeça dos seus inimigos e o cabeludo crânio do que anda nos seus próprios delitos.
22.Disse o Senhor: De Basã os farei voltar, fá-los-ei tornar das profundezas do mar,
23.para que banhes o pé em sangue, e a língua dos teus cães tenha o seu quinhão dos inimigos.
24.Viu-se, ó Deus, o teu cortejo, o cortejo do meu Deus, do meu Rei, no santuário.
25.Os cantores iam adiante, atrás, os tocadores de instrumentos de cordas, em meio às donzelas com adufes.
26.Bendizei a Deus nas congregações, bendizei ao SENHOR, vós que sois da estirpe de Israel.
27.Ali, está o mais novo, Benjamim, que os precede, os príncipes de Judá, com o seu séquito, os príncipes de Zebulom e os príncipes de Naftali.
28.Reúne, ó Deus, a tua força, força divina que usaste a nosso favor,
29.oriunda do teu templo em Jerusalém. Os reis te oferecerão presentes.
30.Reprime a fera dos canaviais, a multidão dos fortes como touros e dos povos com novilhos; calcai aos pés os que cobiçam barras de prata. Dispersa os povos que se comprazem na guerra.
31.Príncipes vêm do Egito; a Etiópia corre a estender mãos cheias para Deus.
32.Reinos da terra, cantai a Deus, salmodiai ao Senhor,
33.àquele que encima os céus, os céus da antiguidade; eis que ele faz ouvir a sua voz, voz poderosa.
34.Tributai glória a Deus; a sua majestade está sobre Israel, e a sua fortaleza, nos espaços siderais.
35.Ó Deus, tu és tremendo nos teus santuários; o Deus de Israel, ele dá força e poder ao povo. Bendito seja Deus!
O lamento do Messias
1.Salva-me, ó Deus, porque as águas me sobem até à alma.
2.Estou atolado em profundo lamaçal, que não dá pé; estou nas profundezas das águas, e a corrente me submerge.
3.Estou cansado de clamar, secou-se-me a garganta; os meus olhos desfalecem de tanto esperar por meu Deus.
4.São mais que os cabelos de minha cabeça os que, sem razão, me odeiam; são poderosos os meus destruidores, os que com falsos motivos são meus inimigos; por isso, tenho de restituir o que não furtei.
5.Tu, ó Deus, bem conheces a minha estultice, e as minhas culpas não te são ocultas.
6.Não sejam envergonhados por minha causa os que esperam em ti, ó SENHOR, Deus dos Exércitos; nem por minha causa sofram vexame os que te buscam, ó Deus de Israel.
7.Pois tenho suportado afrontas por amor de ti, e o rosto se me encobre de vexame.
8.Tornei-me estranho a meus irmãos e desconhecido aos filhos de minha mãe.
9.Pois o zelo da tua casa me consumiu, e as injúrias dos que te ultrajam caem sobre mim.
10.Chorei, em jejum está a minha alma, e isso mesmo se me tornou em afrontas.
11.Pus um pano de saco por veste e me tornei objeto de escárnio para eles.
12.Tagarelam sobre mim os que à porta se assentam, e sou motivo para cantigas de beberrões.
13.Quanto a mim, porém, SENHOR, faço a ti, em tempo favorável, a minha oração. Responde-me, ó Deus, pela riqueza da tua graça; pela tua fidelidade em socorrer,
14.livra-me do tremedal, para que não me afunde; seja eu salvo dos que me odeiam e das profundezas das águas.
15.Não me arraste a corrente das águas, nem me trague a voragem, nem se feche sobre mim a boca do poço.
16.Responde-me, SENHOR, pois compassiva é a tua graça; volta-te para mim segundo a riqueza das tuas misericórdias.
17.Não escondas o rosto ao teu servo, pois estou atribulado; responde-me depressa.
18.Aproxima-te de minha alma e redime-a; resgata-me por causa dos meus inimigos.
19.Tu conheces a minha afronta, a minha vergonha e o meu vexame; todos os meus adversários estão à tua vista.
20.O opróbrio partiu-me o coração, e desfaleci; esperei por piedade, mas debalde; por consoladores, e não os achei.
21.Por alimento me deram fel e na minha sede me deram a beber vinagre.
22.Sua mesa torne-se-lhes diante deles em laço, e a prosperidade, em armadilha.
23.Obscureçam-se-lhes os olhos, para que não vejam; e faze que sempre lhes vacile o dorso.
24.Derrama sobre eles a tua indignação, e que o ardor da tua ira os alcance.
25.Fique deserta a sua morada, e não haja quem habite as suas tendas.
26.Pois perseguem a quem tu feriste e acrescentam dores àquele a quem golpeaste.
27.Soma-lhes iniqüidade à iniqüidade, e não gozem da tua absolvição.
28.Sejam riscados do Livro dos Vivos e não tenham registro com os justos.
29.Quanto a mim, porém, amargurado e aflito, ponha-me o teu socorro, ó Deus, em alto refúgio.
30.Louvarei com cânticos o nome de Deus, exaltá-lo-ei com ações de graças.
31.Será isso muito mais agradável ao SENHOR do que um boi ou um novilho com chifres e unhas.
32.Vejam isso os aflitos e se alegrem; quanto a vós outros que buscais a Deus, que o vosso coração reviva.
33.Porque o SENHOR responde aos necessitados e não despreza os seus prisioneiros.
34.Louvem-no os céus e a terra, os mares e tudo quanto neles se move.
35.Porque Deus salvará Sião e edificará as cidades de Judá, e ali habitarão e hão de possuí-la.
36.Também a descendência dos seus servos a herdará, e os que lhe amam o nome nela habitarão.
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
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