Proteção contra os ímpios
1.Dá ouvidos, SENHOR, às minhas palavras e acode ao meu gemido.
2.Escuta, Rei meu e Deus meu, a minha voz que clama, pois a ti é que imploro.
3.De manhã, SENHOR, ouves a minha voz; de manhã te apresento a minha oração e fico esperando.
4.Pois tu não és Deus que se agrade com a iniqüidade, e contigo não subsiste o mal.
5.Os arrogantes não permanecerão à tua vista; aborreces a todos os que praticam a iniqüidade.
6.Tu destróis os que proferem mentira; o SENHOR abomina ao sanguinário e ao fraudulento;
7.porém eu, pela riqueza da tua misericórdia, entrarei na tua casa e me prostrarei diante do teu santo templo, no teu temor.
8.SENHOR, guia-me na tua justiça, por causa dos meus adversários; endireita diante de mim o teu caminho;
9.pois não têm eles sinceridade nos seus lábios; o seu íntimo é todo crimes; a sua garganta é sepulcro aberto, e com a língua lisonjeiam.
10.Declara-os culpados, ó Deus; caiam por seus próprios planos. Rejeita-os por causa de suas muitas transgressões, pois se rebelaram contra ti.
11.Mas regozijem-se todos os que confiam em ti; folguem de júbilo para sempre, porque tu os defendes; e em ti se gloriem os que amam o teu nome.
12.Pois tu, SENHOR, abençoas o justo e, como escudo, o cercas da tua benevolência.
Davi recorre à misericórdia de Deus
1.SENHOR, não me repreendas na tua ira, nem me castigues no teu furor.
2.Tem compaixão de mim, SENHOR, porque eu me sinto debilitado; sara-me, SENHOR, porque os meus ossos estão abalados.
3.Também a minha alma está profundamente perturbada; mas tu, SENHOR, até quando?
4.Volta-te, SENHOR, e livra a minha alma; salva-me por tua graça.
5.Pois, na morte, não há recordação de ti; no sepulcro, quem te dará louvor?
6.Estou cansado de tanto gemer; todas as noites faço nadar o meu leito, de minhas lágrimas o alago.
7.Meus olhos, de mágoa, se acham amortecidos, envelhecem por causa de todos os meus adversários.
8.Apartai-vos de mim, todos os que praticais a iniqüidade, porque o SENHOR ouviu a voz do meu lamento;
9.o SENHOR ouviu a minha súplica; o SENHOR acolhe a minha oração.
10.Envergonhem-se e sejam sobremodo perturbados todos os meus inimigos; retirem-se, de súbito, cobertos de vexame.
Deus defende o justo contra o ímpio
1.SENHOR, Deus meu, em ti me refugio; salva-me de todos os que me perseguem e livra-me;
2.para que ninguém, como leão, me arrebate, despedaçando-me, não havendo quem me livre.
3.SENHOR, meu Deus, se eu fiz o de que me culpam, se nas minhas mãos há iniqüidade,
4.se paguei com o mal a quem estava em paz comigo, eu, que poupei aquele que sem razão me oprimia,
5.persiga o inimigo a minha alma e alcance-a, espezinhe no chão a minha vida e arraste no pó a minha glória.
6.Levanta-te, SENHOR, na tua indignação, mostra a tua grandeza contra a fúria dos meus adversários e desperta-te em meu favor, segundo o juízo que designaste.
7.Reúnam-se ao redor de ti os povos, e por sobre eles remonta-te às alturas.
8.O SENHOR julga os povos; julga-me, SENHOR, segundo a minha retidão e segundo a integridade que há em mim.
9.Cesse a malícia dos ímpios, mas estabelece tu o justo; pois sondas a mente e o coração, ó justo Deus.
10.Deus é o meu escudo; ele salva os retos de coração.
11.Deus é justo juiz, Deus que sente indignação todos os dias.
12.Se o homem não se converter, afiará Deus a sua espada; já armou o arco, tem-no pronto;
13.para ele preparou já instrumentos de morte, preparou suas setas inflamadas.
14.Eis que o ímpio está com dores de iniqüidade; concebeu a malícia e dá à luz a mentira.
15.Abre, e aprofunda uma cova, e cai nesse mesmo poço que faz.
16.A sua malícia lhe recai sobre a cabeça, e sobre a própria mioleira desce a sua violência.
17.Eu, porém, renderei graças ao SENHOR, segundo a sua justiça, e cantarei louvores ao nome do SENHOR Altíssimo.
A glória divina e a dignidade do filho do homem
1.Ó SENHOR, Senhor nosso, quão magnífico em toda a terra é o teu nome! Pois expuseste nos céus a tua majestade.
2.Da boca de pequeninos e crianças de peito suscitaste força, por causa dos teus adversários, para fazeres emudecer o inimigo e o vingador.
3.Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, e a lua e as estrelas que estabeleceste,
4.que é o homem, que dele te lembres E o filho do homem, que o visites?
5.Fizeste-o, no entanto, por um pouco, menor do que Deus e de glória e de honra o coroaste.
6.Deste-lhe domínio sobre as obras da tua mão e sob seus pés tudo lhe puseste:
7.ovelhas e bois, todos, e também os animais do campo;
8.as aves do céu, e os peixes do mar, e tudo o que percorre as sendas dos mares.
9.Ó SENHOR, Senhor nosso, quão magnífico em toda a terra é o teu nome!
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
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