Ordem dos Livros

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Profecia contra a casa real de Judá
1.Assim diz o SENHOR: Desce à casa do rei de Judá, e anuncia ali esta palavra,
2.e dize: Ouve a palavra do SENHOR, ó rei de Judá, que te assentas no trono de Davi, tu, os teus servos e o teu povo, que entrais por estas portas.
3.Assim diz o SENHOR: Executai o direito e a justiça e livrai o oprimido das mãos do opressor; não oprimais ao estrangeiro, nem ao órfão, nem à viúva; não façais violência, nem derrameis sangue inocente neste lugar.
4.Porque, se, deveras, cumprirdes esta palavra, entrarão pelas portas desta casa os reis que se assentarão no trono de Davi, em carros e montados em cavalos, eles, os seus servos e o seu povo.
5.Mas, se não derdes ouvidos a estas palavras, juro por mim mesmo, diz o SENHOR, que esta casa se tornará em desolação.
6.Porque assim diz o SENHOR acerca da casa do rei de Judá: Tu és para mim Gileade e a cabeça do Líbano; mas certamente farei de ti um deserto e cidades desabitadas.
7.Designarei contra ti destruidores, cada um com as suas armas; cortarão os teus cedros escolhidos e lançá-los-ão no fogo.
8.Muitas nações passarão por esta cidade, e dirá cada um ao seu companheiro: Por que procedeu o SENHOR assim com esta grande cidade?
9.Então, se lhes responderá: Porque deixaram a aliança do SENHOR, seu Deus, e adoraram a outros deuses, e os serviram.
Contra Salum, rei de Judá
10.Não choreis o morto, nem o lastimeis; chorai amargamente aquele que sai; porque nunca mais tornará, nem verá a terra onde nasceu.
11.Porque assim diz o SENHOR acerca de Salum, filho de Josias, rei de Judá, que reinou em lugar de Josias, seu pai, e que saiu deste lugar: Jamais tornará para ali.
12.Mas no lugar para onde o levaram cativo morrerá e nunca mais verá esta terra.
Contra Jeoaquim, rei de Judá
13.Ai daquele que edifica a sua casa com injustiça e os seus aposentos, sem direito! Que se vale do serviço do seu próximo, sem paga, e não lhe dá o salário;
14.que diz: Edificarei para mim casa espaçosa e largos aposentos, e lhe abre janelas, e forra-a de cedros, e a pinta de vermelhão.
15.Reinarás tu, só porque rivalizas com outro em cedro? Acaso, teu pai não comeu, e bebeu, e não exercitou o juízo e a justiça? Por isso, tudo lhe sucedeu bem.
16.Julgou a causa do aflito e do necessitado; por isso, tudo lhe ia bem. Porventura, não é isso conhecer-me? —diz o SENHOR.
17.Mas os teus olhos e o teu coração não atentam senão para a tua ganância, e para derramar o sangue inocente, e para levar a efeito a violência e a extorsão.
18.Portanto, assim diz o SENHOR acerca de Jeoaquim, filho de Josias, rei de Judá: Não o lamentarão, dizendo: Ai, meu irmão! Ou: Ai, minha irmã! Nem o lamentarão, dizendo: Ai, senhor! Ou: Ai, sua glória!
19.Como se sepulta um jumento, assim o sepultarão; arrastá-lo-ão e o lançarão para bem longe, para fora das portas de Jerusalém.
20.Sobe ao Líbano, ó Jerusalém, e clama; ergue a voz em Basã e clama desde Abarim, porque estão esmagados todos os teus amantes.
21.Falei contigo na tua prosperidade, mas tu disseste: Não ouvirei. Tem sido este o teu caminho, desde a tua mocidade, pois nunca deste ouvidos à minha voz.
22.O vento apascentará todos os teus pastores, e os teus amantes irão para o cativeiro; então, certamente ficarás envergonhada e confundida, por causa de toda a tua maldade.
23.Ó tu que habitas no Líbano e fazes o teu ninho nos cedros! Como gemerás quando te vierem as dores e as angústias como da que está de parto!
Contra Jeconias, rei de Judá
24.Tão certo como eu vivo, diz o SENHOR, ainda que Jeconias, filho de Jeoaquim, rei de Judá, fosse o anel do selo da minha mão direita, eu dali o arrancaria.
25.Entregar-te-ei, ó rei, nas mãos dos que procuram tirar-te a vida e nas mãos daqueles a quem temes, a saber, nas mãos de Nabucodonosor, rei da Babilônia, e nas mãos dos caldeus.
26.Lançar-te-ei a ti e a tua mãe, que te deu à luz, para outra terra, em que não nasceste; e ali morrereis.
27.Mas à terra da qual eles têm saudades, a ela não tornarão.
28.Acaso, é este Jeconias homem vil, coisa quebrada ou objeto de que ninguém se agrada? Por que foram lançados fora, ele e os seus filhos, e arrojados para a terra que não conhecem?
29.Ó terra, terra, terra! Ouve a palavra do SENHOR!
30.Assim diz o SENHOR: Registrai este como se não tivera filhos; homem que não prosperará nos seus dias, e nenhum dos seus filhos prosperará, para se assentar no trono de Davi e ainda reinar em Judá.
Profecia contra os maus pastores
1.Ai dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas do meu pasto! —diz o SENHOR.
2.Portanto, assim diz o SENHOR, o Deus de Israel, contra os pastores que apascentam o meu povo: Vós dispersastes as minhas ovelhas, e as afugentastes, e delas não cuidastes; mas eu cuidarei em vos castigar a maldade das vossas ações, diz o SENHOR.
3.Eu mesmo recolherei o restante das minhas ovelhas, de todas as terras para onde as tiver afugentado, e as farei voltar aos seus apriscos; serão fecundas e se multiplicarão.
4.Levantarei sobre elas pastores que as apascentem, e elas jamais temerão, nem se espantarão; nem uma delas faltará, diz o SENHOR.
Profecia sobre o Renovo de Davi
5.Eis que vêm dias, diz o SENHOR, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, rei que é, reinará, e agirá sabiamente, e executará o juízo e a justiça na terra.
6.Nos seus dias, Judá será salvo, e Israel habitará seguro; será este o seu nome, com que será chamado: SENHOR, Justiça Nossa.
7.Portanto, eis que vêm dias, diz o SENHOR, em que nunca mais dirão: Tão certo como vive o SENHOR, que fez subir os filhos de Israel da terra do Egito;
8.mas: Tão certo como vive o SENHOR, que fez subir, que trouxe a descendência da casa de Israel da terra do Norte e de todas as terras para onde os tinha arrojado; e habitarão na sua terra.
Contra os falsos profetas
9.Acerca dos profetas. O meu coração está quebrantado dentro de mim; todos os meus ossos estremecem; sou como homem embriagado e como homem vencido pelo vinho, por causa do SENHOR e por causa das suas santas palavras.
10.Porque a terra está cheia de adúlteros e chora por causa da maldição divina; os pastos do deserto se secam; pois a carreira dos adúlteros é má, e a sua força não é reta.
11.Pois estão contaminados, tanto o profeta como o sacerdote; até na minha casa achei a sua maldade, diz o SENHOR.
12.Portanto, o caminho deles será como lugares escorregadios na escuridão; serão empurrados e cairão nele; porque trarei sobre eles calamidade, o ano mesmo em que os castigarei, diz o SENHOR.
13.Nos profetas de Samaria bem vi eu loucura; profetizavam da parte de Baal e faziam errar o meu povo de Israel.
14.Mas nos profetas de Jerusalém vejo coisa horrenda; cometem adultérios, andam com falsidade e fortalecem as mãos dos malfeitores, para que não se convertam cada um da sua maldade; todos eles se tornaram para mim como Sodoma, e os moradores de Jerusalém, como Gomorra.
15.Portanto, assim diz o SENHOR dos Exércitos acerca dos profetas: Eis que os alimentarei com absinto e lhes darei a beber água venenosa; porque dos profetas de Jerusalém se derramou a impiedade sobre toda a terra.
16.Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Não deis ouvidos às palavras dos profetas que entre vós profetizam e vos enchem de vãs esperanças; falam as visões do seu coração, não o que vem da boca do SENHOR.
17.Dizem continuamente aos que me desprezam: O SENHOR disse: Paz tereis; e a qualquer que anda segundo a dureza do seu coração dizem: Não virá mal sobre vós.
18.Porque quem esteve no conselho do SENHOR, e viu, e ouviu a sua palavra? Quem esteve atento à sua palavra e a ela atendeu?
19.Eis a tempestade do SENHOR! O furor saiu, e um redemoinho tempestuou sobre a cabeça dos perversos.
20.Não se desviará a ira do SENHOR, até que ele execute e cumpra os desígnios do seu coração; nos últimos dias, entendereis isso claramente.
21.Não mandei esses profetas; todavia, eles foram correndo; não lhes falei a eles; contudo, profetizaram.
22.Mas, se tivessem estado no meu conselho, então, teriam feito ouvir as minhas palavras ao meu povo e o teriam feito voltar do seu mau caminho e da maldade das suas ações.
23.Acaso, sou Deus apenas de perto, diz o SENHOR, e não também de longe?
24.Ocultar-se-ia alguém em esconderijos, de modo que eu não o veja? —diz o SENHOR; porventura, não encho eu os céus e a terra? —diz o SENHOR.
25.Tenho ouvido o que dizem aqueles profetas, proclamando mentiras em meu nome, dizendo: Sonhei, sonhei.
26.Até quando sucederá isso no coração dos profetas que proclamam mentiras, que proclamam só o engano do próprio coração?
27.Os quais cuidam em fazer que o meu povo se esqueça do meu nome pelos seus sonhos que cada um conta ao seu companheiro, assim como seus pais se esqueceram do meu nome, por causa de Baal.
28.O profeta que tem sonho conte-o como apenas sonho; mas aquele em quem está a minha palavra fale a minha palavra com verdade. Que tem a palha com o trigo? —diz o SENHOR.
29.Não é a minha palavra fogo, diz o SENHOR, e martelo que esmiúça a penha?
30.Portanto, eis que eu sou contra esses profetas, diz o SENHOR, que furtam as minhas palavras, cada um ao seu companheiro.
31.Eis que eu sou contra esses profetas, diz o SENHOR, que pregam a sua própria palavra e afirmam: Ele disse.
32.Eis que eu sou contra os que profetizam sonhos mentirosos, diz o SENHOR, e os contam, e com as suas mentiras e leviandades fazem errar o meu povo; pois eu não os enviei, nem lhes dei ordem; e também proveito nenhum trouxeram a este povo, diz o SENHOR.
33.Quando, pois, este povo te perguntar, ou qualquer profeta, ou sacerdote, dizendo: Qual é a sentença pesada do SENHOR? Então, lhe dirás: Vós sois o peso, e eu vos arrojarei, diz o SENHOR.
34.Quanto ao profeta, e ao sacerdote, e ao povo que disser: Sentença pesada do SENHOR, a esse homem eu castigarei e a sua casa.
35.Antes, direis, cada um ao seu companheiro e cada um ao seu irmão: Que respondeu o SENHOR? Que falou o SENHOR?
36.Mas nunca mais fareis menção da sentença pesada do SENHOR; porque a cada um lhe servirá de sentença pesada a sua própria palavra; pois torceis as palavras do Deus vivo, do SENHOR dos Exércitos, o nosso Deus.
37.Assim dirás ao profeta: Que te respondeu o SENHOR? Que falou o SENHOR?
38.Mas, porque dizeis: Sentença pesada do SENHOR, assim o diz o SENHOR: Porque dizeis esta palavra: Sentença pesada do SENHOR ( havendo-vos eu proibido de dizerdes esta palavra: Sentença pesada do SENHOR ),
39.por isso, levantar-vos-ei e vos arrojarei da minha presença, a vós outros e à cidade que vos dei e a vossos pais.
40.Porei sobre vós perpétuo opróbrio e eterna vergonha, que jamais será esquecida.
A visão dos dois cestos de figos
1.Fez-me ver o SENHOR, e vi dois cestos de figos postos diante do templo do SENHOR, depois que Nabucodonosor, rei da Babilônia, levou em cativeiro a Jeconias, filho de Jeoaquim, rei de Judá, e os príncipes de Judá, e os artífices, e os ferreiros de Jerusalém e os trouxe à Babilônia.
2.Tinha um cesto figos muito bons, como os figos temporãos; mas o outro, ruins, que, de ruins que eram, não se podiam comer.
3.Então, me perguntou o SENHOR: Que vês tu, Jeremias? Respondi: Figos; os figos muito bons e os muito ruins, que, de ruins que são, não se podem comer.
4.A mim me veio a palavra do SENHOR, dizendo:
5.Assim diz o SENHOR, o Deus de Israel: Do modo por que vejo estes bons figos, assim favorecerei os exilados de Judá, que eu enviei deste lugar para a terra dos caldeus.
6.Porei sobre eles favoravelmente os olhos e os farei voltar para esta terra; edificá-los-ei e não os destruirei, plantá-los-ei e não os arrancarei.
7.Dar-lhes-ei coração para que me conheçam que eu sou o SENHOR; eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus; porque se voltarão para mim de todo o seu coração.
8.Como se rejeitam os figos ruins, que, de ruins que são, não se podem comer, assim tratarei a Zedequias, rei de Judá, diz o SENHOR, e a seus príncipes, e ao restante de Jerusalém, tanto aos que ficaram nesta terra como aos que habitam na terra do Egito.
9.Eu os farei objeto de espanto, calamidade para todos os reinos da terra; opróbrio e provérbio, escárnio e maldição em todos os lugares para onde os arrojarei.
10.Enviarei contra eles a espada, a fome e a peste, até que se consumam de sobre a terra que lhes dei, a eles e a seus pais.
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
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