Convocando ao culto vespertino
1.Bendizei ao SENHOR, vós todos, servos do SENHOR, que assistis na Casa do SENHOR, nas horas da noite;
2.erguei as mãos para o santuário e bendizei ao SENHOR.
3.De Sião te abençoe o SENHOR, criador do céu e da terra!
Louvores a Deus
1.Aleluia! Louvai o nome do SENHOR; louvai-o, servos do SENHOR,
2.vós que assistis na Casa do SENHOR, nos átrios da casa do nosso Deus.
3.Louvai ao SENHOR, porque o SENHOR é bom; cantai louvores ao seu nome, porque é agradável.
4.Pois o SENHOR escolheu para si a Jacó e a Israel, para sua possessão.
5.Com efeito, eu sei que o SENHOR é grande e que o nosso Deus está acima de todos os deuses.
6.Tudo quanto aprouve ao SENHOR, ele o fez, nos céus e na terra, no mar e em todos os abismos.
7.Faz subir as nuvens dos confins da terra, faz os relâmpagos para a chuva, faz sair o vento dos seus reservatórios.
8.Foi ele quem feriu os primogênitos no Egito, tanto dos homens como das alimárias;
9.quem, no meio de ti, ó Egito, operou sinais e prodígios contra Faraó e todos os seus servos;
10.quem feriu muitas nações e tirou a vida a poderosos reis:
11.a Seom, rei dos amorreus, e a Ogue, rei de Basã, e a todos os reinos de Canaã;
12.cujas terras deu em herança, em herança a Israel, seu povo.
13.O teu nome, SENHOR, subsiste para sempre; a tua memória, SENHOR, passará de geração em geração.
14.Pois o SENHOR julga ao seu povo e se compadece dos seus servos.
15.Os ídolos das nações são prata e ouro, obra das mãos dos homens.
16.Têm boca e não falam; têm olhos e não vêem;
17.têm ouvidos e não ouvem; pois não há alento de vida em sua boca.
18.Como eles se tornam os que os fazem, e todos os que neles confiam.
19.Casa de Israel, bendizei ao SENHOR; casa de Arão, bendizei ao SENHOR;
20.casa de Levi, bendizei ao SENHOR; vós que temeis ao SENHOR, bendizei ao SENHOR.
21.Desde Sião bendito seja o SENHOR, que habita em Jerusalém! Aleluia!
A misericórdia de Deus
1.Rendei graças ao SENHOR, porque ele é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre.
2.Rendei graças ao Deus dos deuses, porque a sua misericórdia dura para sempre.
3.Rendei graças ao Senhor dos senhores, porque a sua misericórdia dura para sempre;
4.ao único que opera grandes maravilhas, porque a sua misericórdia dura para sempre;
5.àquele que com entendimento fez os céus, porque a sua misericórdia dura para sempre;
6.àquele que estendeu a terra sobre as águas, porque a sua misericórdia dura para sempre;
7.àquele que fez os grandes luminares, porque a sua misericórdia dura para sempre;
8.o sol para presidir o dia, porque a sua misericórdia dura para sempre;
9.a lua e as estrelas para presidirem a noite, porque a sua misericórdia dura para sempre;
10.àquele que feriu o Egito nos seus primogênitos, porque a sua misericórdia dura para sempre;
11.e tirou a Israel do meio deles, porque a sua misericórdia dura para sempre;
12.com mão poderosa e braço estendido, porque a sua misericórdia dura para sempre;
13.àquele que separou em duas partes o mar Vermelho, porque a sua misericórdia dura para sempre;
14.e por entre elas fez passar a Israel, porque a sua misericórdia dura para sempre;
15.mas precipitou no mar Vermelho a Faraó e ao seu exército, porque a sua misericórdia dura para sempre;
16.àquele que conduziu o seu povo pelo deserto, porque a sua misericórdia dura para sempre;
17.àquele que feriu grandes reis, porque a sua misericórdia dura para sempre;
18.e tirou a vida a famosos reis, porque a sua misericórdia dura para sempre;
19.a Seom, rei dos amorreus, porque a sua misericórdia dura para sempre;
20.e a Ogue, rei de Basã, porque a sua misericórdia dura para sempre;
21.cujas terras deu em herança, porque a sua misericórdia dura para sempre;
22.em herança a Israel, seu servo, porque a sua misericórdia dura para sempre;
23.a quem se lembrou de nós em nosso abatimento, porque a sua misericórdia dura para sempre;
24.e nos libertou dos nossos adversários, porque a sua misericórdia dura para sempre;
25.e dá alimento a toda carne, porque a sua misericórdia dura para sempre.
26.Oh! Tributai louvores ao Deus dos céus, porque a sua misericórdia dura para sempre.
Saudades da pátria
1.Às margens dos rios da Babilônia, nós nos assentávamos e chorávamos, lembrando-nos de Sião.
2.Nos salgueiros que lá havia, pendurávamos as nossas harpas,
3.pois aqueles que nos levaram cativos nos pediam canções, e os nossos opressores, que fôssemos alegres, dizendo: Entoai-nos algum dos cânticos de Sião.
4.Como, porém, haveríamos de entoar o canto do SENHOR em terra estranha?
5.Se eu de ti me esquecer, ó Jerusalém, que se resseque a minha mão direita.
6.Apegue-se-me a língua ao paladar, se me não lembrar de ti, se não preferir eu Jerusalém à minha maior alegria.
7.Contra os filhos de Edom, lembra-te, SENHOR, do dia de Jerusalém, pois diziam: Arrasai, arrasai-a, até aos fundamentos.
8.Filha da Babilônia, que hás de ser destruída, feliz aquele que te der o pago do mal que nos fizeste.
9.Feliz aquele que pegar teus filhos e esmagá-los contra a pedra.
Graças a Deus por sua fidelidade
1.Render-te-ei graças, SENHOR, de todo o meu coração; na presença dos poderosos te cantarei louvores.
2.Prostrar-me-ei para o teu santo templo e louvarei o teu nome, por causa da tua misericórdia e da tua verdade, pois magnificaste acima de tudo o teu nome e a tua palavra.
3.No dia em que eu clamei, tu me acudiste e alentaste a força de minha alma.
4.Render-te-ão graças, ó SENHOR, todos os reis da terra, quando ouvirem as palavras da tua boca,
5.e cantarão os caminhos do SENHOR, pois grande é a glória do SENHOR.
6.O SENHOR é excelso, contudo, atenta para os humildes; os soberbos, ele os conhece de longe.
7.Se ando em meio à tribulação, tu me refazes a vida; estendes a mão contra a ira dos meus inimigos; a tua destra me salva.
8.O que a mim me concerne o SENHOR levará a bom termo; a tua misericórdia, ó SENHOR, dura para sempre; não desampares as obras das tuas mãos.
Deus onisciente e onipotente
1.SENHOR, tu me sondas e me conheces.
2.Sabes quando me assento e quando me levanto; de longe penetras os meus pensamentos.
3.Esquadrinhas o meu andar e o meu deitar e conheces todos os meus caminhos.
4.Ainda a palavra me não chegou à língua, e tu, SENHOR, já a conheces toda.
5.Tu me cercas por trás e por diante e sobre mim pões a mão.
6.Tal conhecimento é maravilhoso demais para mim: é sobremodo elevado, não o posso atingir.
7.Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face?
8.Se subo aos céus, lá estás; se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás também;
9.se tomo as asas da alvorada e me detenho nos confins dos mares,
10.ainda lá me haverá de guiar a tua mão, e a tua destra me susterá.
11.Se eu digo: as trevas, com efeito, me encobrirão, e a luz ao redor de mim se fará noite,
12.até as próprias trevas não te serão escuras: as trevas e a luz são a mesma coisa.
13.Pois tu formaste o meu interior tu me teceste no seio de minha mãe.
14.Graças te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste; as tuas obras são admiráveis, e a minha alma o sabe muito bem;
15.os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado e entretecido como nas profundezas da terra.
16.Os teus olhos me viram a substância ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda.
17.Que preciosos para mim, ó Deus, são os teus pensamentos! E como é grande a soma deles!
18.Se os contasse, excedem os grãos de areia; contaria, contaria, sem jamais chegar ao fim.
19.Tomara, ó Deus, desses cabo do perverso; apartai-vos, pois, de mim, homens de sangue.
20.Eles se rebelam insidiosamente contra ti e como teus inimigos falam malícia.
21.Não aborreço eu, SENHOR, os que te aborrecem? E não abomino os que contra ti se levantam?
22.Aborreço-os com ódio consumado; para mim são inimigos de fato.
23.Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos;
24.vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno.
Contra inimigos e perfídias
1.Livra-me, SENHOR, do homem perverso, guarda-me do homem violento,
2.cujo coração maquina iniqüidades e vive forjando contendas.
3.Aguçam a língua como a serpente; sob os lábios têm veneno de áspide.
4.Guarda-me, SENHOR, da mão dos ímpios, preserva-me do homem violento, os quais se empenham por me desviar os passos.
5.Os soberbos ocultaram armadilhas e cordas contra mim, estenderam-me uma rede à beira do caminho, armaram ciladas contra mim.
6.Digo ao SENHOR: tu és o meu Deus; acode, SENHOR, à voz das minhas súplicas.
7.Ó SENHOR, força da minha salvação, tu me protegeste a cabeça no dia da batalha.
8.Não concedas, SENHOR, ao ímpio os seus desejos; não permitas que vingue o seu mau propósito.
9.Se exaltam a cabeça os que me cercam, cubra-os a maldade dos seus lábios.
10.Caiam sobre eles brasas vivas, sejam atirados ao fogo, lançados em abismos para que não mais se levantem.
11.O caluniador não se estabelecerá na terra; ao homem violento, o mal o perseguirá com golpe sobre golpe.
12.Sei que o SENHOR manterá a causa do oprimido e o direito do necessitado.
13.Assim, os justos renderão graças ao teu nome; os retos habitarão na tua presença.
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
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