Ordem dos Livros

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Deus salva de todas as tribulações
1.Rendei graças ao SENHOR, porque ele é bom, e a sua misericórdia dura para sempre.
2.Digam-no os remidos do SENHOR, os que ele resgatou da mão do inimigo
3.e congregou de entre as terras, do Oriente e do Ocidente, do Norte e do mar.
4.Andaram errantes pelo deserto, por ermos caminhos, sem achar cidade em que habitassem.
5.Famintos e sedentos, desfalecia neles a alma.
6.Então, na sua angústia, clamaram ao SENHOR, e ele os livrou das suas tribulações.
7.Conduziu-os pelo caminho direito, para que fossem à cidade em que habitassem.
8.Rendam graças ao SENHOR por sua bondade e por suas maravilhas para com os filhos dos homens!
9.Pois dessedentou a alma sequiosa e fartou de bens a alma faminta.
10.Os que se assentaram nas trevas e nas sombras da morte, presos em aflição e em ferros,
11.por se terem rebelado contra a palavra de Deus e haverem desprezado o conselho do Altíssimo,
12.de modo que lhes abateu com trabalhos o coração—caíram, e não houve quem os socorresse.
13.Então, na sua angústia, clamaram ao SENHOR, e ele os livrou das suas tribulações.
14.Tirou-os das trevas e das sombras da morte e lhes despedaçou as cadeias.
15.Rendam graças ao SENHOR por sua bondade e por suas maravilhas para com os filhos dos homens!
16.Pois arrombou as portas de bronze e quebrou as trancas de ferro.
17.Os estultos, por causa do seu caminho de transgressão e por causa das suas iniqüidades, serão afligidos.
18.A sua alma aborreceu toda sorte de comida, e chegaram às portas da morte.
19.Então, na sua angústia, clamaram ao SENHOR, e ele os livrou das suas tribulações.
20.Enviou-lhes a sua palavra, e os sarou, e os livrou do que lhes era mortal.
21.Rendam graças ao SENHOR por sua bondade e por suas maravilhas para com os filhos dos homens!
22.Ofereçam sacrifícios de ações de graças e proclamem com júbilo as suas obras!
23.Os que, tomando navios, descem aos mares, os que fazem tráfico na imensidade das águas,
24.esses vêem as obras do SENHOR e as suas maravilhas nas profundezas do abismo.
25.Pois ele falou e fez levantar o vento tempestuoso, que elevou as ondas do mar.
26.Subiram até aos céus, desceram até aos abismos; no meio destas angústias, desfalecia-lhes a alma.
27.Andaram, e cambalearam como ébrios, e perderam todo tino.
28.Então, na sua angústia, clamaram ao SENHOR, e ele os livrou das suas tribulações.
29.Fez cessar a tormenta, e as ondas se acalmaram.
30.Então, se alegraram com a bonança; e, assim, os levou ao desejado porto.
31.Rendam graças ao SENHOR por sua bondade e por suas maravilhas para com os filhos dos homens!
32.Exaltem-no também na assembléia do povo e o glorifiquem no conselho dos anciãos.
33.Ele converteu rios em desertos e mananciais, em terra seca;
34.terra frutífera, em deserto salgado, por causa da maldade dos seus habitantes.
35.Converteu o deserto em lençóis de água e a terra seca, em mananciais.
36.Estabeleceu aí os famintos, os quais edificaram uma cidade em que habitassem.
37.Semearam campos, e plantaram vinhas, e tiveram fartas colheitas.
38.Ele os abençoou, de sorte que se multiplicaram muito; e o gado deles não diminuiu.
39.Mas tornaram a reduzir-se e foram humilhados pela opressão, pela adversidade e pelo sofrimento.
40.Lança ele o desprezo sobre os príncipes e os faz andar errantes, onde não há caminho.
41.Mas levanta da opressão o necessitado, para um alto retiro, e lhe prospera famílias como rebanhos.
42.Os retos vêem isso e se alegram, mas o ímpio por toda parte fecha a boca.
43.Quem é sábio atente para essas coisas e considere as misericórdias do SENHOR.
Deus concede vitória ao seu povo
1.Firme está o meu coração, ó Deus! Cantarei e entoarei louvores de toda a minha alma.
2.Despertai, saltério e harpa! Quero acordar a alva.
3.Render-te-ei graças entre os povos, ó SENHOR! Cantar-te-ei louvores entre as nações.
4.Porque acima dos céus se eleva a tua misericórdia, e a tua fidelidade, para além das nuvens.
5.Sê exaltado, ó Deus, acima dos céus; e em toda a terra esplenda a tua glória,
6.para que os teus amados sejam livres; salva com a tua destra e responde-nos.
7.Disse Deus na sua santidade: Exultarei; dividirei Siquém e medirei o vale de Sucote.
8.Meu é Gileade, meu é Manassés; Efraim é a defesa de minha cabeça; Judá é o meu cetro.
9.Moabe, porém, é a minha bacia de lavar; sobre Edom atirarei a minha sandália; sobre a Filístia jubilarei.
10.Quem me conduzirá à cidade fortificada? Quem me guiará até Edom?
11.Não nos rejeitaste, ó Deus? Tu não sais, ó Deus, com os nossos exércitos!
12.Presta-nos auxílio na angústia, pois vão é o socorro do homem.
13.Em Deus faremos proezas, porque ele mesmo calca aos pés os nossos adversários.
Imprecações contra os inimigos
1.Ó Deus do meu louvor, não te cales!
2.Pois contra mim se desataram lábios maldosos e fraudulentos; com mentirosa língua falam contra mim.
3.Cercam-me com palavras odiosas e sem causa me fazem guerra.
4.Em paga do meu amor, me hostilizam; eu, porém, oro.
5.Pagaram-me o bem com o mal; o amor, com ódio.
6.Suscita contra ele um ímpio, e à sua direita esteja um acusador.
7.Quando o julgarem, seja condenado; e, tida como pecado, a sua oração.
8.Os seus dias sejam poucos, e tome outro o seu encargo.
9.Fiquem órfãos os seus filhos, e viúva, a sua esposa.
10.Andem errantes os seus filhos e mendiguem; e sejam expulsos das ruínas de suas casas.
11.De tudo o que tem, lance mão o usurário; do fruto do seu trabalho, esbulhem-no os estranhos.
12.Ninguém tenha misericórdia dele, nem haja quem se compadeça dos seus órfãos.
13.Desapareça a sua posteridade, e na seguinte geração se extinga o seu nome.
14.Na lembrança do SENHOR, viva a iniqüidade de seus pais, e não se apague o pecado de sua mãe.
15.Permaneçam ante os olhos do SENHOR, para que faça desaparecer da terra a memória deles.
16.Porquanto não se lembrou de usar de misericórdia, mas perseguiu o aflito e o necessitado, como também o quebrantado de coração, para os entregar à morte.
17.Amou a maldição; ela o apanhe; não quis a bênção; aparte-se dele.
18.Vestiu-se de maldição como de uma túnica: penetre, como água, no seu interior e nos seus ossos, como azeite.
19.Seja-lhe como a roupa que o cobre e como o cinto com que sempre se cinge.
20.Tal seja, da parte do SENHOR, o galardão dos meus contrários e dos que falam mal contra a minha alma.
21.Mas tu, SENHOR Deus, age por mim, por amor do teu nome; livra-me, porque é grande a tua misericórdia.
22.Porque estou aflito e necessitado e, dentro de mim, sinto ferido o coração.
23.Vou passando, como a sombra que declina; sou atirado para longe, como um gafanhoto.
24.De tanto jejuar, os joelhos me vacilam, e de magreza vai mirrando a minha carne.
25.Tornei-me para eles objeto de opróbrio; quando me vêem, meneiam a cabeça.
26.Socorre, SENHOR, Deus meu! Salva-me segundo a tua misericórdia.
27.Para que saibam vir isso das tuas mãos; que tu, SENHOR, o fizeste.
28.Amaldiçoem eles, mas tu, abençoa; sejam confundidos os que contra mim se levantam; alegre-se, porém, o teu servo.
29.Cubram-se de ignomínia os meus adversários, e a sua própria confusão os envolva como uma túnica.
30.Muitas graças darei ao SENHOR com os meus lábios; louvá-lo-ei no meio da multidão;
31.porque ele se põe à direita do pobre, para o livrar dos que lhe julgam a alma.
O reino e o sacerdócio do Messias
1.Disse o SENHOR ao meu senhor: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos debaixo dos teus pés.
2.O SENHOR enviará de Sião o cetro do seu poder, dizendo: Domina entre os teus inimigos.
3.Apresentar-se-á voluntariamente o teu povo, no dia do teu poder; com santos ornamentos, como o orvalho emergindo da aurora, serão os teus jovens.
4.O SENHOR jurou e não se arrependerá: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque.
5.O Senhor, à tua direita, no dia da sua ira, esmagará os reis.
6.Ele julga entre as nações; enche-as de cadáveres; esmagará cabeças por toda a terra.
7.De caminho, bebe na torrente e passa de cabeça erguida.
As obras magníficas de Deus
1.Aleluia! De todo o coração renderei graças ao SENHOR, na companhia dos justos e na assembléia.
2.Grandes são as obras do SENHOR, consideradas por todos os que nelas se comprazem.
3.Em suas obras há glória e majestade, e a sua justiça permanece para sempre.
4.Ele fez memoráveis as suas maravilhas; benigno e misericordioso é o SENHOR.
5.Dá sustento aos que o temem; lembrar-se-á sempre da sua aliança.
6.Manifesta ao seu povo o poder das suas obras, dando-lhe a herança das nações.
7.As obras de suas mãos são verdade e justiça; fiéis, todos os seus preceitos.
8.Estáveis são eles para todo o sempre, instituídos em fidelidade e retidão.
9.Enviou ao seu povo a redenção; estabeleceu para sempre a sua aliança; santo e tremendo é o seu nome.
10.O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria; revelam prudência todos os que o praticam. O seu louvor permanece para sempre.
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
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