Ordem dos Livros

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Exortação a louvor e obediência
1.Cantai de júbilo a Deus, força nossa; celebrai o Deus de Jacó.
2.Salmodiai e fazei soar o tamboril, a suave harpa com o saltério.
3.Tocai a trombeta na Festa da Lua Nova, na lua cheia, dia da nossa festa.
4.É preceito para Israel, é prescrição do Deus de Jacó.
5.Ele o ordenou, como lei, a José, ao sair contra a terra do Egito. Ouço uma linguagem que eu não conhecera.
6.Livrei os seus ombros do peso, e suas mãos foram livres dos cestos.
7.Clamaste na angústia, e te livrei; do recôndito do trovão eu te respondi e te experimentei junto às águas de Meribá.
8.Ouve, povo meu, quero exortar-te. Ó Israel, se me escutasses!
9.Não haja no meio de ti deus alheio, nem te prostres ante deus estranho.
10.Eu sou o SENHOR, teu Deus, que te tirei da terra do Egito. Abre bem a boca, e ta encherei.
11.Mas o meu povo não me quis escutar a voz, e Israel não me atendeu.
12.Assim, deixei-o andar na teimosia do seu coração; siga os seus próprios conselhos.
13.Ah! Se o meu povo me escutasse, se Israel andasse nos meus caminhos!
14.Eu, de pronto, lhe abateria o inimigo e deitaria mão contra os seus adversários.
15.Os que aborrecem ao SENHOR se lhe submeteriam, e isto duraria para sempre.
16.Eu o sustentaria com o trigo mais fino e o saciaria com o mel que escorre da rocha.
Increpadas a injustiça e a parcialidade dos juízes
1.Deus assiste na congregação divina; no meio dos deuses, estabelece o seu julgamento.
2.Até quando julgareis injustamente e tomareis partido pela causa dos ímpios?
3.Fazei justiça ao fraco e ao órfão, procedei retamente para com o aflito e o desamparado.
4.Socorrei o fraco e o necessitado; tirai-os das mãos dos ímpios.
5.Eles nada sabem, nem entendem; vagueiam em trevas; vacilam todos os fundamentos da terra.
6.Eu disse: sois deuses, sois todos filhos do Altíssimo.
7.Todavia, como homens, morrereis e, como qualquer dos príncipes, haveis de sucumbir.
8.Levanta-te, ó Deus, julga a terra, pois a ti compete a herança de todas as nações.
Julgamento de Deus contra as nações inimigas
1.Ó Deus, não te cales; não te emudeças, nem fiques inativo, ó Deus!
2.Os teus inimigos se alvoroçam, e os que te odeiam levantam a cabeça.
3.Tramam astutamente contra o teu povo e conspiram contra os teus protegidos.
4.Dizem: Vinde, risquemo-los de entre as nações; e não haja mais memória do nome de Israel.
5.Pois tramam concordemente e firmam aliança contra ti
6.as tendas de Edom e os ismaelitas, Moabe e os hagarenos,
7.Gebal, Amom e Amaleque, a Filístia como os habitantes de Tiro;
8.também a Assíria se alia com eles, e se constituem braço forte aos filhos de Ló.
9.Faze-lhes como fizeste a Midiã, como a Sísera, como a Jabim na ribeira de Quisom;
10.os quais pereceram em En-Dor; tornaram-se adubo para a terra.
11.Sejam os seus nobres como Orebe e como Zeebe, e os seus príncipes, como Zeba e como Zalmuna,
12.que disseram: Apoderemo-nos das habitações de Deus.
13.Deus meu, faze-os como folhas impelidas por um remoinho, como a palha ao léu do vento.
14.Como o fogo devora um bosque e a chama abrasa os montes,
15.assim, persegue-os com a tua tempestade e amedronta-os com o teu vendaval.
16.Enche-lhes o rosto de ignomínia, para que busquem o teu nome, SENHOR.
17.Sejam envergonhados e confundidos perpetuamente; perturbem-se e pereçam.
18.E reconhecerão que só tu, cujo nome é SENHOR, és o Altíssimo sobre toda a terra.
Saudades do templo
1.Quão amáveis são os teus tabernáculos, SENHOR dos Exércitos!
2.A minha alma suspira e desfalece pelos átrios do SENHOR; o meu coração e a minha carne exultam pelo Deus vivo!
3.O pardal encontrou casa, e a andorinha, ninho para si, onde acolha os seus filhotes; eu, os teus altares, SENHOR dos Exércitos, Rei meu e Deus meu!
4.Bem-aventurados os que habitam em tua casa; louvam-te perpetuamente.
5.Bem-aventurado o homem cuja força está em ti, em cujo coração se encontram os caminhos aplanados,
6.o qual, passando pelo vale árido, faz dele um manancial; de bênçãos o cobre a primeira chuva.
7.Vão indo de força em força; cada um deles aparece diante de Deus em Sião.
8.SENHOR, Deus dos Exércitos, escuta-me a oração; presta ouvidos, ó Deus de Jacó!
9.Olha, ó Deus, escudo nosso, e contempla o rosto do teu ungido.
10.Pois um dia nos teus átrios vale mais que mil; prefiro estar à porta da casa do meu Deus, a permanecer nas tendas da perversidade.
11.Porque o SENHOR Deus é sol e escudo; o SENHOR dá graça e glória; nenhum bem sonega aos que andam retamente.
12.Ó SENHOR dos Exércitos, feliz o homem que em ti confia.
Pede-se o perdão de Deus
1.Favoreceste, SENHOR, a tua terra; restauraste a prosperidade de Jacó.
2.Perdoaste a iniqüidade de teu povo, encobriste os seus pecados todos.
3.A tua indignação, reprimiste-a toda, do furor da tua ira te desviaste.
4.Restabelece-nos, ó Deus da nossa salvação, e retira de sobre nós a tua ira.
5.Estarás para sempre irado contra nós? Prolongarás a tua ira por todas as gerações?
6.Porventura, não tornarás a vivificar-nos, para que em ti se regozije o teu povo?
7.Mostra-nos, SENHOR, a tua misericórdia e concede-nos a tua salvação.
8.Escutarei o que Deus, o SENHOR, disser, pois falará de paz ao seu povo e aos seus santos; e que jamais caiam em insensatez.
9.Próxima está a sua salvação dos que o temem, para que a glória assista em nossa terra.
10.Encontraram-se a graça e a verdade, a justiça e a paz se beijaram.
11.Da terra brota a verdade, dos céus a justiça baixa o seu olhar.
12.Também o SENHOR dará o que é bom, e a nossa terra produzirá o seu fruto.
13.A justiça irá adiante dele, cujas pegadas ela transforma em caminhos.
Súplica e confiança
1.Inclina, SENHOR, os ouvidos e responde-me, pois estou aflito e necessitado.
2.Preserva a minha alma, pois eu sou piedoso; tu, ó Deus meu, salva o teu servo que em ti confia.
3.Compadece-te de mim, ó Senhor, pois a ti clamo de contínuo.
4.Alegra a alma do teu servo, porque a ti, Senhor, elevo a minha alma.
5.Pois tu, Senhor, és bom e compassivo; abundante em benignidade para com todos os que te invocam.
6.Escuta, SENHOR, a minha oração e atende à voz das minhas súplicas.
7.No dia da minha angústia, clamo a ti, porque me respondes.
8.Não há entre os deuses semelhante a ti, Senhor; e nada existe que se compare às tuas obras.
9.Todas as nações que fizeste virão, prostrar-se-ão diante de ti, Senhor, e glorificarão o teu nome.
10.Pois tu és grande e operas maravilhas; só tu és Deus!
11.Ensina-me, SENHOR, o teu caminho, e andarei na tua verdade; dispõe-me o coração para só temer o teu nome.
12.Dar-te-ei graças, Senhor, Deus meu, de todo o coração, e glorificarei para sempre o teu nome.
13.Pois grande é a tua misericórdia para comigo, e me livraste a alma do mais profundo poder da morte.
14.Ó Deus, os soberbos se têm levantado contra mim, e um bando de violentos atenta contra a minha vida; eles não te consideram.
15.Mas tu, Senhor, és Deus compassivo e cheio de graça, paciente e grande em misericórdia e em verdade.
16.Volta-te para mim e compadece-te de mim; concede a tua força ao teu servo e salva o filho da tua serva.
17.Mostra-me um sinal do teu favor, para que o vejam e se envergonhem os que me aborrecem; pois tu, SENHOR, me ajudas e me consolas.
Jerusalém, amada de Deus
1.Fundada por ele sobre os montes santos,
2.o SENHOR ama as portas de Sião mais do que as habitações todas de Jacó.
3.Gloriosas coisas se têm dito de ti, ó cidade de Deus!
4.Dentre os que me conhecem, farei menção de Raabe e da Babilônia; eis aí Filístia e Tiro com Etiópia; lá, nasceram.
5.E com respeito a Sião se dirá: Este e aquele nasceram nela; e o próprio Altíssimo a estabelecerá.
6.O SENHOR, ao registrar os povos, dirá: Este nasceu lá.
7.Todos os cantores, saltando de júbilo, entoarão: Todas as minhas fontes são em ti.
Lamentação de um atribulado
1.Ó SENHOR, Deus da minha salvação, dia e noite clamo diante de ti.
2.Chegue à tua presença a minha oração, inclina os ouvidos ao meu clamor.
3.Pois a minha alma está farta de males, e a minha vida já se abeira da morte.
4.Sou contado com os que baixam à cova; sou como um homem sem força,
5.atirado entre os mortos; como os feridos de morte que jazem na sepultura, dos quais já não te lembras; são desamparados de tuas mãos.
6.Puseste-me na mais profunda cova, nos lugares tenebrosos, nos abismos.
7.Sobre mim pesa a tua ira; tu me abates com todas as tuas ondas.
8.Apartaste de mim os meus conhecidos e me fizeste objeto de abominação para com eles; estou preso e não vejo como sair.
9.Os meus olhos desfalecem de aflição; dia após dia, venho clamando a ti, SENHOR, e te levanto as minhas mãos.
10.Mostrarás tu prodígios aos mortos ou os finados se levantarão para te louvar?
11.Será referida a tua bondade na sepultura? A tua fidelidade, nos abismos?
12.Acaso, nas trevas se manifestam as tuas maravilhas? E a tua justiça, na terra do esquecimento?
13.Mas eu, SENHOR, clamo a ti por socorro, e antemanhã já se antecipa diante de ti a minha oração.
14.Por que rejeitas, SENHOR, a minha alma e ocultas de mim o rosto?
15.Ando aflito e prestes a expirar desde moço; sob o peso dos teus terrores, estou desorientado.
16.Por sobre mim passaram as tuas iras, os teus terrores deram cabo de mim.
17.Eles me rodeiam como água, de contínuo; a um tempo me circundam.
18.Para longe de mim afastaste amigo e companheiro; os meus conhecidos são trevas.
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
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