Exortação à confiança
1.Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa; dele vem a minha salvação.
2.Só ele é a minha rocha, e a minha salvação, e o meu alto refúgio; não serei muito abalado.
3.Até quando acometereis vós a um homem, todos vós, para o derribardes, como se fosse uma parede pendida ou um muro prestes a cair?
4.Só pensam em derribá-lo da sua dignidade; na mentira se comprazem; de boca bendizem, porém no interior maldizem.
5.Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa, porque dele vem a minha esperança.
6.Só ele é a minha rocha, e a minha salvação, e o meu alto refúgio; não serei jamais abalado.
7.De Deus dependem a minha salvação e a minha glória; estão em Deus a minha forte rocha e o meu refúgio.
8.Confiai nele, ó povo, em todo tempo; derramai perante ele o vosso coração; Deus é o nosso refúgio.
9.Somente vaidade são os homens plebeus; falsidade, os de fina estirpe; pesados em balança, eles juntos são mais leves que a vaidade.
10.Não confieis naquilo que extorquis, nem vos vanglorieis na rapina; se as vossas riquezas prosperam, não ponhais nelas o coração.
11.Uma vez falou Deus, duas vezes ouvi isto: Que o poder pertence a Deus,
12.e a ti, Senhor, pertence a graça, pois a cada um retribuis segundo as suas obras.
1.Ó Deus, tu és o meu Deus forte; eu te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de ti; meu corpo te almeja, como terra árida, exausta, sem água.
2.Assim, eu te contemplo no santuário, para ver a tua força e a tua glória.
3.Porque a tua graça é melhor do que a vida; os meus lábios te louvam.
4.Assim, cumpre-me bendizer-te enquanto eu viver; em teu nome, levanto as mãos.
5.Como de banha e de gordura farta-se a minha alma; e, com júbilo nos lábios, a minha boca te louva,
6.no meu leito, quando de ti me recordo e em ti medito, durante a vigília da noite.
7.Porque tu me tens sido auxílio; à sombra das tuas asas, eu canto jubiloso.
8.A minha alma apega-se a ti; a tua destra me ampara.
9.Porém os que me procuram a vida para a destruir abismar-se-ão nas profundezas da terra.
10.Serão entregues ao poder da espada e virão a ser pasto dos chacais.
11.O rei, porém, se alegra em Deus; quem por ele jura gloriar-se-á, pois se tapará a boca dos que proferem mentira.
Proteção contra os inimigos
1.Ouve, ó Deus, a minha voz nas minhas perplexidades; preserva-me a vida do terror do inimigo.
2.Esconde-me da conspiração dos malfeitores e do tumulto dos que praticam a iniqüidade,
3.os quais afiam a língua como espada e apontam, quais flechas, palavras amargas,
4.para, às ocultas, atingirem o íntegro; contra ele disparam repentinamente e não temem.
5.Teimam no mau propósito; falam em secretamente armar ciladas; dizem: Quem nos verá?
6.Projetam iniqüidade, inquirem tudo o que se pode excogitar; é um abismo o pensamento e o coração de cada um deles.
7.Mas Deus desfere contra eles uma seta; de súbito, se acharão feridos.
8.Dessarte, serão levados a tropeçar; a própria língua se voltará contra eles; todos os que os vêem meneiam a cabeça.
9.E todos os homens temerão, e anunciarão as obras de Deus, e entenderão o que ele faz.
10.O justo se alegra no SENHOR e nele confia; os de reto coração, todos se gloriam.
Ações de graças pelas bênçãos das searas
1.A ti, ó Deus, confiança e louvor em Sião! E a ti se pagará o voto.
2.Ó tu que escutas a oração, a ti virão todos os homens,
3.por causa de suas iniqüidades. Se prevalecem as nossas transgressões, tu no-las perdoas.
4.Bem-aventurado aquele a quem escolhes e aproximas de ti, para que assista nos teus átrios; ficaremos satisfeitos com a bondade de tua casa—o teu santo templo.
5.Com tremendos feitos nos respondes em tua justiça, ó Deus, Salvador nosso, esperança de todos os confins da terra e dos mares longínquos;
6.que por tua força consolidas os montes, cingido de poder;
7.que aplacas o rugir dos mares, o ruído das suas ondas e o tumulto das gentes.
8.Os que habitam nos confins da terra temem os teus sinais; os que vêm do Oriente e do Ocidente, tu os fazes exultar de júbilo.
9.Tu visitas a terra e a regas; tu a enriqueces copiosamente; os ribeiros de Deus são abundantes de água; preparas o cereal, porque para isso a dispões,
10.regando-lhe os sulcos, aplanando-lhe as leivas. Tu a amoleces com chuviscos e lhe abençoas a produção.
11.Coroas o ano da tua bondade; as tuas pegadas destilam fartura,
12.destilam sobre as pastagens do deserto, e de júbilo se revestem os outeiros.
13.Os campos cobrem-se de rebanhos, e os vales vestem-se de espigas; exultam de alegria e cantam.
Ofertas de gratidão
1.Aclamai a Deus, toda a terra.
2.Salmodiai a glória do seu nome, dai glória ao seu louvor.
3.Dizei a Deus: Que tremendos são os teus feitos! Pela grandeza do teu poder, a ti se mostram submissos os teus inimigos.
4.Prostra-se toda a terra perante ti, canta salmos a ti; salmodia o teu nome.
5.Vinde e vede as obras de Deus: tremendos feitos para com os filhos dos homens!
6.Converteu o mar em terra seca; atravessaram o rio a pé; ali, nos alegramos nele.
7.Ele, em seu poder, governa eternamente; os seus olhos vigiam as nações; não se exaltem os rebeldes.
8.Bendizei, ó povos, o nosso Deus; fazei ouvir a voz do seu louvor;
9.o que preserva com vida a nossa alma e não permite que nos resvalem os pés.
10.Pois tu, ó Deus, nos provaste; acrisolaste-nos como se acrisola a prata.
11.Tu nos deixaste cair na armadilha; oprimiste as nossas costas;
12.fizeste que os homens cavalgassem sobre a nossa cabeça; passamos pelo fogo e pela água; porém, afinal, nos trouxeste para um lugar espaçoso.
13.Entrarei na tua casa com holocaustos; pagar-te-ei os meus votos,
14.que proferiram os meus lábios, e que, no dia da angústia, prometeu a minha boca.
15.Oferecer-te-ei holocaustos de vítimas cevadas, com aroma de carneiros; imolarei novilhos com cabritos.
16.Vinde, ouvi, todos vós que temeis a Deus, e vos contarei o que tem ele feito por minha alma.
17.A ele clamei com a boca, com a língua o exaltei.
18.Se eu no coração contemplara a vaidade, o Senhor não me teria ouvido.
19.Entretanto, Deus me tem ouvido e me tem atendido a voz da oração.
20.Bendito seja Deus, que não me rejeita a oração, nem aparta de mim a sua graça.
As nações rendem graças
1.Seja Deus gracioso para conosco, e nos abençoe, e faça resplandecer sobre nós o rosto;
2.para que se conheça na terra o teu caminho e, em todas as nações, a tua salvação.
3.Louvem-te os povos, ó Deus; louvem-te os povos todos.
4.Alegrem-se e exultem as gentes, pois julgas os povos com eqüidade e guias na terra as nações.
5.Louvem-te os povos, ó Deus; louvem-te os povos todos.
6.A terra deu o seu fruto, e Deus, o nosso Deus, nos abençoa.
7.Abençoe-nos Deus, e todos os confins da terra o temerão.
A vitória de Deus sobre os seus inimigos
1.Levanta-se Deus; dispersam-se os seus inimigos; de sua presença fogem os que o aborrecem.
2.Como se dissipa a fumaça, assim tu os dispersas; como se derrete a cera ante o fogo, assim à presença de Deus perecem os iníquos.
3.Os justos, porém, se regozijam, exultam na presença de Deus e folgam de alegria.
4.Cantai a Deus, salmodiai o seu nome; exaltai o que cavalga sobre as nuvens. SENHOR é o seu nome, exultai diante dele.
5.Pai dos órfãos e juiz das viúvas é Deus em sua santa morada.
6.Deus faz que o solitário more em família; tira os cativos para a prosperidade; só os rebeldes habitam em terra estéril.
7.Ao saíres, ó Deus, à frente do teu povo, ao avançares pelo deserto,
8.tremeu a terra; também os céus gotejaram à presença de Deus; o próprio Sinai se abalou na presença de Deus, do Deus de Israel.
9.Copiosa chuva derramaste, ó Deus, para a tua herança; quando já ela estava exausta, tu a restabeleceste.
10.Aí habitou a tua grei; em tua bondade, ó Deus, fizeste provisão para os necessitados.
11.O Senhor deu a palavra, grande é a falange das mensageiras das boas-novas.
12.Reis de exércitos fogem e fogem; a dona de casa reparte os despojos.
13.Por que repousais entre as cercas dos apriscos? As asas da pomba são cobertas de prata, cujas penas maiores têm o brilho flavo do ouro.
14.Quando o Todo-Poderoso ali dispersa os reis, cai neve sobre o monte Zalmom.
15.O monte de Deus é Basã, serra de elevações é o monte de Basã.
16.Por que olhais com inveja, ó montes elevados, o monte que Deus escolheu para sua habitação? O SENHOR habitará nele para sempre.
17.Os carros de Deus são vinte mil, sim, milhares de milhares. No meio deles, está o Senhor; o Sinai tornou-se em santuário.
18.Subiste às alturas, levaste cativo o cativeiro; recebeste homens por dádivas, até mesmo rebeldes, para que o SENHOR Deus habite no meio deles.
19.Bendito seja o Senhor que, dia a dia, leva o nosso fardo! Deus é a nossa salvação.
20.O nosso Deus é o Deus libertador; com Deus, o SENHOR, está o escaparmos da morte.
21.Sim, Deus parte a cabeça dos seus inimigos e o cabeludo crânio do que anda nos seus próprios delitos.
22.Disse o Senhor: De Basã os farei voltar, fá-los-ei tornar das profundezas do mar,
23.para que banhes o pé em sangue, e a língua dos teus cães tenha o seu quinhão dos inimigos.
24.Viu-se, ó Deus, o teu cortejo, o cortejo do meu Deus, do meu Rei, no santuário.
25.Os cantores iam adiante, atrás, os tocadores de instrumentos de cordas, em meio às donzelas com adufes.
26.Bendizei a Deus nas congregações, bendizei ao SENHOR, vós que sois da estirpe de Israel.
27.Ali, está o mais novo, Benjamim, que os precede, os príncipes de Judá, com o seu séquito, os príncipes de Zebulom e os príncipes de Naftali.
28.Reúne, ó Deus, a tua força, força divina que usaste a nosso favor,
29.oriunda do teu templo em Jerusalém. Os reis te oferecerão presentes.
30.Reprime a fera dos canaviais, a multidão dos fortes como touros e dos povos com novilhos; calcai aos pés os que cobiçam barras de prata. Dispersa os povos que se comprazem na guerra.
31.Príncipes vêm do Egito; a Etiópia corre a estender mãos cheias para Deus.
32.Reinos da terra, cantai a Deus, salmodiai ao Senhor,
33.àquele que encima os céus, os céus da antiguidade; eis que ele faz ouvir a sua voz, voz poderosa.
34.Tributai glória a Deus; a sua majestade está sobre Israel, e a sua fortaleza, nos espaços siderais.
35.Ó Deus, tu és tremendo nos teus santuários; o Deus de Israel, ele dá força e poder ao povo. Bendito seja Deus!
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
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