Súplica e ações de graças
1.A ti clamo, ó SENHOR; rocha minha, não sejas surdo para comigo; para que não suceda, se te calares acerca de mim, seja eu semelhante aos que descem à cova.
2.Ouve-me as vozes súplices, quando a ti clamar por socorro, quando erguer as mãos para o teu santuário.
3.Não me arrastes com os ímpios, com os que praticam a iniqüidade; os quais falam de paz ao seu próximo, porém no coração têm perversidade.
4.Paga-lhes segundo as suas obras, segundo a malícia dos seus atos; dá-lhes conforme a obra de suas mãos, retribui-lhes o que merecem.
5.E, visto que não atentam para os feitos do SENHOR, nem para o que as suas mãos fazem, ele os derribará e não os reedificará.
6.Bendito seja o SENHOR, porque me ouviu as vozes súplices!
7.O SENHOR é a minha força e o meu escudo; nele o meu coração confia, nele fui socorrido; por isso, o meu coração exulta, e com o meu cântico o louvarei.
8.O SENHOR é a força do seu povo, o refúgio salvador do seu ungido.
9.Salva o teu povo e abençoa a tua herança; apascenta-o e exalta-o para sempre.
A voz de Deus na tempestade
1.Tributai ao SENHOR, filhos de Deus, tributai ao SENHOR glória e força.
2.Tributai ao SENHOR a glória devida ao seu nome, adorai o SENHOR na beleza da santidade.
3.Ouve-se a voz do SENHOR sobre as águas; troveja o Deus da glória; o SENHOR está sobre as muitas águas.
4.A voz do SENHOR é poderosa; a voz do SENHOR é cheia de majestade.
5.A voz do SENHOR quebra os cedros; sim, o SENHOR despedaça os cedros do Líbano.
6.Ele os faz saltar como um bezerro; o Líbano e o Siriom, como bois selvagens.
7.A voz do SENHOR despede chamas de fogo.
8.A voz do SENHOR faz tremer o deserto; o SENHOR faz tremer o deserto de Cades.
9.A voz do SENHOR faz dar cria às corças e desnuda os bosques; e no seu templo tudo diz: Glória!
10.O SENHOR preside aos dilúvios; como rei, o SENHOR presidirá para sempre.
11.O SENHOR dá força ao seu povo, o SENHOR abençoa com paz ao seu povo.
Ações de graças pela libertação da morte
1.Eu te exaltarei, ó SENHOR, porque tu me livraste e não permitiste que os meus inimigos se regozijassem contra mim.
2.SENHOR, meu Deus, clamei a ti por socorro, e tu me saraste.
3.SENHOR, da cova fizeste subir a minha alma; preservaste-me a vida para que não descesse à sepultura.
4.Salmodiai ao SENHOR, vós que sois seus santos, e dai graças ao seu santo nome.
5.Porque não passa de um momento a sua ira; o seu favor dura a vida inteira. Ao anoitecer, pode vir o choro, mas a alegria vem pela manhã.
6.Quanto a mim, dizia eu na minha prosperidade: jamais serei abalado.
7.Tu, SENHOR, por teu favor fizeste permanecer forte a minha montanha; apenas voltaste o rosto, fiquei logo conturbado.
8.Por ti, SENHOR, clamei, ao Senhor implorei.
9.Que proveito obterás no meu sangue, quando baixo à cova? Louvar-te-á, porventura, o pó? Declarará ele a tua verdade?
10.Ouve, SENHOR, e tem compaixão de mim; sê tu, SENHOR, o meu auxílio.
11.Converteste o meu pranto em folguedos; tiraste o meu pano de saco e me cingiste de alegria,
12.para que o meu espírito te cante louvores e não se cale. SENHOR, Deus meu, graças te darei para sempre.
Lamentos e louvor
1.Em ti, SENHOR, me refugio; não seja eu jamais envergonhado; livra-me por tua justiça.
2.Inclina-me os ouvidos, livra-me depressa; sê o meu castelo forte, cidadela fortíssima que me salve.
3.Porque tu és a minha rocha e a minha fortaleza; por causa do teu nome, tu me conduzirás e me guiarás.
4.Tirar-me-ás do laço que, às ocultas, me armaram, pois tu és a minha fortaleza.
5.Nas tuas mãos, entrego o meu espírito; tu me remiste, SENHOR, Deus da verdade.
6.Aborreces os que adoram ídolos vãos; eu, porém, confio no SENHOR.
7.Eu me alegrarei e regozijarei na tua benignidade, pois tens visto a minha aflição, conheceste as angústias de minha alma
8.e não me entregaste nas mãos do inimigo; firmaste os meus pés em lugar espaçoso.
9.Compadece-te de mim, SENHOR, porque me sinto atribulado; de tristeza os meus olhos se consomem, e a minha alma e o meu corpo.
10.Gasta-se a minha vida na tristeza, e os meus anos, em gemidos; debilita-se a minha força, por causa da minha iniqüidade, e os meus ossos se consomem.
11.Tornei-me opróbrio para todos os meus adversários, espanto para os meus vizinhos e horror para os meus conhecidos; os que me vêem na rua fogem de mim.
12.Estou esquecido no coração deles, como morto; sou como vaso quebrado.
13.Pois tenho ouvido a murmuração de muitos, terror por todos os lados; conspirando contra mim, tramam tirar-me a vida.
14.Quanto a mim, confio em ti, SENHOR. Eu disse: tu és o meu Deus.
15.Nas tuas mãos, estão os meus dias; livra-me das mãos dos meus inimigos e dos meus perseguidores.
16.Faze resplandecer o teu rosto sobre o teu servo; salva-me por tua misericórdia.
17.Não seja eu envergonhado, SENHOR, pois te invoquei; envergonhados sejam os perversos, emudecidos na morte.
18.Emudeçam os lábios mentirosos, que falam insolentemente contra o justo, com arrogância e desdém.
19.Como é grande a tua bondade, que reservaste aos que te temem, da qual usas, perante os filhos dos homens, para com os que em ti se refugiam!
20.No recôndito da tua presença, tu os esconderás das tramas dos homens, num esconderijo os ocultarás da contenda de línguas.
21.Bendito seja o SENHOR, que engrandeceu a sua misericórdia para comigo, numa cidade sitiada!
22.Eu disse na minha pressa: estou excluído da tua presença. Não obstante, ouviste a minha súplice voz, quando clamei por teu socorro.
23.Amai o SENHOR, vós todos os seus santos. O SENHOR preserva os fiéis, mas retribui com largueza ao soberbo.
24.Sede fortes, e revigore-se o vosso coração, vós todos que esperais no SENHOR.
A bem-aventurança de quem recebe o perdão
1.Bem-aventurado aquele cuja iniqüidade é perdoada, cujo pecado é coberto.
2.Bem-aventurado o homem a quem o SENHOR não atribui iniqüidade e em cujo espírito não há dolo.
3.Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia.
4.Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim, e o meu vigor se tornou em sequidão de estio.
5.Confessei-te o meu pecado e a minha iniqüidade não mais ocultei. Disse: confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e tu perdoaste a iniqüidade do meu pecado.
6.Sendo assim, todo homem piedoso te fará súplicas em tempo de poder encontrar-te. Com efeito, quando transbordarem muitas águas, não o atingirão.
7.Tu és o meu esconderijo; tu me preservas da tribulação e me cercas de alegres cantos de livramento.
8.Instruir-te-ei e te ensinarei o caminho que deves seguir; e, sob as minhas vistas, te darei conselho.
9.Não sejais como o cavalo ou a mula, sem entendimento, os quais com freios e cabrestos são dominados; de outra sorte não te obedecem.
10.Muito sofrimento terá de curtir o ímpio, mas o que confia no SENHOR, a misericórdia o assistirá.
11.Alegrai-vos no SENHOR e regozijai-vos, ó justos; exultai, vós todos que sois retos de coração.
Louvor ao Criador e Preservador
1.Exultai, ó justos, no SENHOR! Aos retos fica bem louvá-lo.
2.Celebrai o SENHOR com harpa, louvai-o com cânticos no saltério de dez cordas.
3.Entoai-lhe novo cântico, tangei com arte e com júbilo.
4.Porque a palavra do SENHOR é reta, e todo o seu proceder é fiel.
5.Ele ama a justiça e o direito; a terra está cheia da bondade do SENHOR.
6.Os céus por sua palavra se fizeram, e, pelo sopro de sua boca, o exército deles.
7.Ele ajunta em montão as águas do mar; e em reservatório encerra as grandes vagas.
8.Tema ao SENHOR toda a terra, temam-no todos os habitantes do mundo.
9.Pois ele falou, e tudo se fez; ele ordenou, e tudo passou a existir.
10.O SENHOR frustra os desígnios das nações e anula os intentos dos povos.
11.O conselho do SENHOR dura para sempre; os desígnios do seu coração, por todas as gerações.
12.Feliz a nação cujo Deus é o SENHOR, e o povo que ele escolheu para sua herança.
13.O SENHOR olha dos céus; vê todos os filhos dos homens;
14.do lugar de sua morada, observa todos os moradores da terra,
15.ele, que forma o coração de todos eles, que contempla todas as suas obras.
16.Não há rei que se salve com o poder dos seus exércitos; nem por sua muita força se livra o valente.
17.O cavalo não garante vitória; a despeito de sua grande força, a ninguém pode livrar.
18.Eis que os olhos do SENHOR estão sobre os que o temem, sobre os que esperam na sua misericórdia,
19.para livrar-lhes a alma da morte, e, no tempo da fome, conservar-lhes a vida.
20.Nossa alma espera no SENHOR, nosso auxílio e escudo.
21.Nele, o nosso coração se alegra, pois confiamos no seu santo nome.
22.Seja sobre nós, SENHOR, a tua misericórdia, como de ti esperamos.
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
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