Novo Testamento

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Os deveres sociais
1.Seja constante o amor fraternal.
2.Não negligencieis a hospitalidade, pois alguns, praticando-a, sem o saber acolheram anjos.
3.Lembrai-vos dos encarcerados, como se presos com eles; dos que sofrem maus tratos, como se, com efeito, vós mesmos em pessoa fôsseis os maltratados.
4.Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros.
5.Seja a vossa vida sem avareza. Contentai-vos com as coisas que tendes; porque ele tem dito: De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei.
6.Assim, afirmemos confiantemente: O Senhor é o meu auxílio, não temerei; que me poderá fazer o homem?
Os deveres espirituais
7.Lembrai-vos dos vossos guias, os quais vos pregaram a palavra de Deus; e, considerando atentamente o fim da sua vida, imitai a fé que tiveram.
8.Jesus Cristo, ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre.
9.Não vos deixeis envolver por doutrinas várias e estranhas, porquanto o que vale é estar o coração confirmado com graça e não com alimentos, pois nunca tiveram proveito os que com isto se preocuparam.
10.Possuímos um altar do qual não têm direito de comer os que ministram no tabernáculo.
11.Pois aqueles animais cujo sangue é trazido para dentro do Santo dos Santos, pelo sumo sacerdote, como oblação pelo pecado, têm o corpo queimado fora do acampamento.
12.Por isso, foi que também Jesus, para santificar o povo, pelo seu próprio sangue, sofreu fora da porta.
13.Saiamos, pois, a ele, fora do arraial, levando o seu vitupério.
14.Na verdade, não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a que há de vir.
15.Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome.
16.Não negligencieis, igualmente, a prática do bem e a mútua cooperação; pois, com tais sacrifícios, Deus se compraz.
17.Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo; porque isto não aproveita a vós outros.
Algumas recomendações pessoais
18.Orai por nós, pois estamos persuadidos de termos boa consciência, desejando em todas as coisas viver condignamente.
19.Rogo-vos, com muito empenho, que assim façais, a fim de que eu vos seja restituído mais depressa.
20.Ora, o Deus da paz, que tornou a trazer dentre os mortos a Jesus, nosso Senhor, o grande Pastor das ovelhas, pelo sangue da eterna aliança,
21.vos aperfeiçoe em todo o bem, para cumprirdes a sua vontade, operando em vós o que é agradável diante dele, por Jesus Cristo, a quem seja a glória para todo o sempre. Amém!
22.Rogo-vos ainda, irmãos, que suporteis a presente palavra de exortação; tanto mais quanto vos escrevi resumidamente.
23.Notifico-vos que o irmão Timóteo foi posto em liberdade; com ele, caso venha logo, vos verei.
24.Saudai todos os vossos guias, bem como todos os santos. Os da Itália vos saúdam.
25.A graça seja com todos vós.
Prefácio e saudação
1.Tiago, servo de Deus e do Senhor Jesus Cristo, às doze tribos que se encontram na Dispersão, saudações.
Os benefícios das provações
2.Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações,
3.sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança.
4.Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes.
Como obter a sabedoria
5.Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida.
6.Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando; pois o que duvida é semelhante à onda do mar, impelida e agitada pelo vento.
7.Não suponha esse homem que alcançará do Senhor alguma coisa;
8.homem de ânimo dobre, inconstante em todos os seus caminhos.
As circunstâncias terrenas são transitórias
9.O irmão, porém, de condição humilde glorie-se na sua dignidade,
10.e o rico, na sua insignificância, porque ele passará como a flor da erva.
11.Porque o sol se levanta com seu ardente calor, e a erva seca, e a sua flor cai, e desaparece a formosura do seu aspecto; assim também se murchará o rico em seus caminhos.
A origem do pecado
12.Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam.
13.Ninguém, ao ser tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo a ninguém tenta.
14.Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz.
15.Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte.
A origem do bem
16.Não vos enganeis, meus amados irmãos.
17.Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança.
18.Pois, segundo o seu querer, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como que primícias das suas criaturas.
A prática da palavra de Deus
19.Sabeis estas coisas, meus amados irmãos. Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar.
20.Porque a ira do homem não produz a justiça de Deus.
21.Portanto, despojando-vos de toda impureza e acúmulo de maldade, acolhei, com mansidão, a palavra em vós implantada, a qual é poderosa para salvar a vossa alma.
22.Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos.
23.Porque, se alguém é ouvinte da palavra e não praticante, assemelha-se ao homem que contempla, num espelho, o seu rosto natural;
24.pois a si mesmo se contempla, e se retira, e para logo se esquece de como era a sua aparência.
25.Mas aquele que considera, atentamente, na lei perfeita, lei da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte negligente, mas operoso praticante, esse será bem-aventurado no que realizar.
26.Se alguém supõe ser religioso, deixando de refrear a língua, antes, enganando o próprio coração, a sua religião é vã.
27.A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo.
Não se deve fazer acepção de pessoas
1.Meus irmãos, não tenhais a fé em nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor da glória, em acepção de pessoas.
2.Se, portanto, entrar na vossa sinagoga algum homem com anéis de ouro nos dedos, em trajos de luxo, e entrar também algum pobre andrajoso,
3.e tratardes com deferência o que tem os trajos de luxo e lhe disserdes: Tu, assenta-te aqui em lugar de honra; e disserdes ao pobre: Tu, fica ali em pé ou assenta-te aqui abaixo do estrado dos meus pés,
4.não fizestes distinção entre vós mesmos e não vos tornastes juízes tomados de perversos pensamentos?
5.Ouvi, meus amados irmãos. Não escolheu Deus os que para o mundo são pobres, para serem ricos em fé e herdeiros do reino que ele prometeu aos que o amam?
6.Entretanto, vós outros menosprezastes o pobre. Não são os ricos que vos oprimem e não são eles que vos arrastam para tribunais?
7.Não são eles os que blasfemam o bom nome que sobre vós foi invocado?
8.Se vós, contudo, observais a lei régia segundo a Escritura: Amarás o teu próximo como a ti mesmo, fazeis bem;
9.se, todavia, fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado, sendo argüidos pela lei como transgressores.
10.Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos.
11.Porquanto, aquele que disse: Não adulterarás também ordenou: Não matarás. Ora, se não adulteras, porém matas, vens a ser transgressor da lei.
12.Falai de tal maneira e de tal maneira procedei como aqueles que hão de ser julgados pela lei da liberdade.
13.Porque o juízo é sem misericórdia para com aquele que não usou de misericórdia. A misericórdia triunfa sobre o juízo.
A fé sem obras é morta
14.Meus irmãos, qual é o proveito, se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras? Pode, acaso, semelhante fé salvá-lo?
15.Se um irmão ou uma irmã estiverem carecidos de roupa e necessitados do alimento cotidiano,
16.e qualquer dentre vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, sem, contudo, lhes dar o necessário para o corpo, qual é o proveito disso?
17.Assim, também a fé, se não tiver obras, por si só está morta.
18.Mas alguém dirá: Tu tens fé, e eu tenho obras; mostra-me essa tua fé sem as obras, e eu, com as obras, te mostrarei a minha fé.
19.Crês, tu, que Deus é um só? Fazes bem. Até os demônios crêem e tremem.
20.Queres, pois, ficar certo, ó homem insensato, de que a fé sem as obras é inoperante?
21.Não foi por obras que Abraão, o nosso pai, foi justificado, quando ofereceu sobre o altar o próprio filho, Isaque?
22.Vês como a fé operava juntamente com as suas obras; com efeito, foi pelas obras que a fé se consumou,
23.e se cumpriu a Escritura, a qual diz: Ora, Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça; e: Foi chamado amigo de Deus.
24.Verificais que uma pessoa é justificada por obras e não por fé somente.
25.De igual modo, não foi também justificada por obras a meretriz Raabe, quando acolheu os emissários e os fez partir por outro caminho?
26.Porque, assim como o corpo sem espírito é morto, assim também a fé sem obras é morta.
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
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