Novo Testamento

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Os males e as corrupções dos últimos dias
1.Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis,
2.pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes,
3.desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem,
4.traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus,
5.tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes.
6.Pois entre estes se encontram os que penetram sorrateiramente nas casas e conseguem cativar mulherinhas sobrecarregadas de pecados, conduzidas de várias paixões,
7.que aprendem sempre e jamais podem chegar ao conhecimento da verdade.
8.E, do modo por que Janes e Jambres resistiram a Moisés, também estes resistem à verdade. São homens de todo corrompidos na mente, réprobos quanto à fé;
9.eles, todavia, não irão avante; porque a sua insensatez será a todos evidente, como também aconteceu com a daqueles.
Paulo elogia a Timóteo por sua firmeza e o exorta a permanecer leal à verdade
10.Tu, porém, tens seguido, de perto, o meu ensino, procedimento, propósito, fé, longanimidade, amor, perseverança,
11.as minhas perseguições e os meus sofrimentos, quais me aconteceram em Antioquia, Icônio e Listra, —que variadas perseguições tenho suportado! De todas, entretanto, me livrou o Senhor.
12.Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos.
13.Mas os homens perversos e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados.
A inspiração, valor e utilidade das Santas Escrituras
14.Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem o aprendeste
15.e que, desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus.
16.Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça,
17.a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.
A fidelidade e o zelo na pregação
1.Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus, que há de julgar vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino:
2.prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina.
3.Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos;
4.e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas.
5.Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério.
O apóstolo prevê o seu martírio
6.Quanto a mim, estou sendo já oferecido por libação, e o tempo da minha partida é chegado.
7.Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé.
8.Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda.
O apóstolo abandonado pelos homens, não por Deus
9.Procura vir ter comigo depressa.
10.Porque Demas, tendo amado o presente século, me abandonou e se foi para Tessalônica; Crescente foi para a Galácia, Tito, para a Dalmácia.
11.Somente Lucas está comigo. Toma contigo Marcos e traze-o, pois me é útil para o ministério.
12.Quanto a Tíquico, mandei-o até Éfeso.
13.Quando vieres, traze a capa que deixei em Trôade, em casa de Carpo, bem como os livros, especialmente os pergaminhos.
14.Alexandre, o latoeiro, causou-me muitos males; o Senhor lhe dará a paga segundo as suas obras.
15.Tu, guarda-te também dele, porque resistiu fortemente às nossas palavras.
16.Na minha primeira defesa, ninguém foi a meu favor; antes, todos me abandonaram. Que isto não lhes seja posto em conta!
17.Mas o Senhor me assistiu e me revestiu de forças, para que, por meu intermédio, a pregação fosse plenamente cumprida, e todos os gentios a ouvissem; e fui libertado da boca do leão.
18.O Senhor me livrará também de toda obra maligna e me levará salvo para o seu reino celestial. A ele, glória pelos séculos dos séculos. Amém!
As saudações finais e a bênção
19.Saúda Prisca, e Áqüila, e a casa de Onesíforo.
20.Erasto ficou em Corinto. Quanto a Trófimo, deixei-o doente em Mileto.
21.Apressa-te a vir antes do inverno. Êubulo te envia saudações; o mesmo fazem Prudente, Lino, Cláudia e os irmãos todos.
22.O Senhor seja com o teu espírito. A graça seja convosco.
Prefácio e saudação
1.Paulo, servo de Deus e apóstolo de Jesus Cristo, para promover a fé que é dos eleitos de Deus e o pleno conhecimento da verdade segundo a piedade,
2.na esperança da vida eterna que o Deus que não pode mentir prometeu antes dos tempos eternos
3.e, em tempos devidos, manifestou a sua palavra mediante a pregação que me foi confiada por mandato de Deus, nosso Salvador,
4.a Tito, verdadeiro filho, segundo a fé comum, graça e paz, da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, nosso Salvador.
Deveres e qualificações dos ministros
5.Por esta causa, te deixei em Creta, para que pusesses em ordem as coisas restantes, bem como, em cada cidade, constituísses presbíteros, conforme te prescrevi:
6.alguém que seja irrepreensível, marido de uma só mulher, que tenha filhos crentes que não são acusados de dissolução, nem são insubordinados.
7.Porque é indispensável que o bispo seja irrepreensível como despenseiro de Deus, não arrogante, não irascível, não dado ao vinho, nem violento, nem cobiçoso de torpe ganância;
8.antes, hospitaleiro, amigo do bem, sóbrio, justo, piedoso, que tenha domínio de si,
9.apegado à palavra fiel, que é segundo a doutrina, de modo que tenha poder tanto para exortar pelo reto ensino como para convencer os que o contradizem.
Os falsos mestres e as falsas doutrinas
10.Porque existem muitos insubordinados, palradores frívolos e enganadores, especialmente os da circuncisão.
11.É preciso fazê-los calar, porque andam pervertendo casas inteiras, ensinando o que não devem, por torpe ganância.
12.Foi mesmo, dentre eles, um seu profeta, que disse: Cretenses, sempre mentirosos, feras terríveis, ventres preguiçosos.
13.Tal testemunho é exato. Portanto, repreende-os severamente, para que sejam sadios na fé
14.e não se ocupem com fábulas judaicas, nem com mandamentos de homens desviados da verdade.
15.Todas as coisas são puras para os puros; todavia, para os impuros e descrentes, nada é puro. Porque tanto a mente como a consciência deles estão corrompidas.
16.No tocante a Deus, professam conhecê-lo; entretanto, o negam por suas obras; é por isso que são abomináveis, desobedientes e reprovados para toda boa obra.
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
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