Novo Testamento

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Ausentes do corpo e presentes com o Senhor
1.Sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos da parte de Deus um edifício, casa não feita por mãos, eterna, nos céus.
2.E, por isso, neste tabernáculo, gememos, aspirando por sermos revestidos da nossa habitação celestial;
3.se, todavia, formos encontrados vestidos e não nus.
4.Pois, na verdade, os que estamos neste tabernáculo gememos angustiados, não por querermos ser despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida.
5.Ora, foi o próprio Deus quem nos preparou para isto, outorgando-nos o penhor do Espírito.
6.Temos, portanto, sempre bom ânimo, sabendo que, enquanto no corpo, estamos ausentes do Senhor;
7.visto que andamos por fé e não pelo que vemos.
8.Entretanto, estamos em plena confiança, preferindo deixar o corpo e habitar com o Senhor.
9.É por isso que também nos esforçamos, quer presentes, quer ausentes, para lhe sermos agradáveis.
10.Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo.
O zelo apostólico de Paulo
11.E assim, conhecendo o temor do Senhor, persuadimos os homens e somos cabalmente conhecidos por Deus; e espero que também a vossa consciência nos reconheça.
12.Não nos recomendamos novamente a vós outros; pelo contrário, damo-vos ensejo de vos gloriardes por nossa causa, para que tenhais o que responder aos que se gloriam na aparência e não no coração.
13.Porque, se enlouquecemos, é para Deus; e, se conservamos o juízo, é para vós outros.
14.Pois o amor de Cristo nos constrange, julgando nós isto: um morreu por todos; logo, todos morreram.
15.E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.
16.Assim que, nós, daqui por diante, a ninguém conhecemos segundo a carne; e, se antes conhecemos Cristo segundo a carne, já agora não o conhecemos deste modo.
17.E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.
O ministério da reconciliação
18.Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação,
19.a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação.
20.De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus.
21.Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.
1.E nós, na qualidade de cooperadores com ele, também vos exortamos a que não recebais em vão a graça de Deus
2.( porque ele diz: Eu te ouvi no tempo da oportunidade e te socorri no dia da salvação; eis, agora, o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação );
3.não dando nós nenhum motivo de escândalo em coisa alguma, para que o ministério não seja censurado.
A abnegação de Paulo
4.Pelo contrário, em tudo recomendando-nos a nós mesmos como ministros de Deus: na muita paciência, nas aflições, nas privações, nas angústias,
5.nos açoites, nas prisões, nos tumultos, nos trabalhos, nas vigílias, nos jejuns,
6.na pureza, no saber, na longanimidade, na bondade, no Espírito Santo, no amor não fingido,
7.na palavra da verdade, no poder de Deus, pelas armas da justiça, quer ofensivas, quer defensivas;
8.por honra e por desonra, por infâmia e por boa fama, como enganadores e sendo verdadeiros;
9.como desconhecidos e, entretanto, bem conhecidos; como se estivéssemos morrendo e, contudo, eis que vivemos; como castigados, porém não mortos;
10.entristecidos, mas sempre alegres; pobres, mas enriquecendo a muitos; nada tendo, mas possuindo tudo.
O amor com amor se paga
11.Para vós outros, ó coríntios, abrem-se os nossos lábios, e alarga-se o nosso coração.
12.Não tendes limites em nós; mas estais limitados em vossos próprios afetos.
13.Ora, como justa retribuição ( falo-vos como a filhos ), dilatai-vos também vós.
Nenhuma comunhão com os incrédulos
14.Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas?
15.Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo?
16.Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos? Porque nós somos santuário do Deus vivente, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.
17.Por isso, retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor; não toqueis em coisas impuras; e eu vos receberei,
18.serei vosso Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso.
1.Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus.
O afeto de Paulo para com os coríntios
2.Acolhei-nos em vosso coração; a ninguém tratamos com injustiça, a ninguém corrompemos, a ninguém exploramos.
3.Não falo para vos condenar; porque já vos tenho dito que estais em nosso coração para, juntos, morrermos e vivermos.
4.Mui grande é a minha franqueza para convosco, e muito me glorio por vossa causa; sinto-me grandemente confortado e transbordante de júbilo em toda a nossa tribulação.
A chegada de Tito
5.Porque, chegando nós à Macedônia, nenhum alívio tivemos; pelo contrário, em tudo fomos atribulados: lutas por fora, temores por dentro.
6.Porém Deus, que conforta os abatidos, nos consolou com a chegada de Tito;
7.e não somente com a sua chegada, mas também pelo conforto que recebeu de vós, referindo-nos a vossa saudade, o vosso pranto, o vosso zelo por mim, aumentando, assim, meu regozijo.
8.Porquanto, ainda que vos tenha contristado com a carta, não me arrependo; embora já me tenha arrependido vejo que aquela carta vos contristou por breve tempo ),
9.agora, me alegro não porque fostes contristados, mas porque fostes contristados para arrependimento; pois fostes contristados segundo Deus, para que, de nossa parte, nenhum dano sofrêsseis.
10.Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação, que a ninguém traz pesar; mas a tristeza do mundo produz morte.
11.Porque quanto cuidado não produziu isto mesmo em vós que, segundo Deus, fostes contristados! Que defesa, que indignação, que temor, que saudades, que zelo, que vindita! Em tudo destes prova de estardes inocentes neste assunto.
12.Portanto, embora vos tenha escrito, não foi por causa do que fez o mal, nem por causa do que sofreu o agravo, mas para que a vossa solicitude a nosso favor fosse manifesta entre vós, diante de Deus.
13.Foi por isso que nos sentimos confortados. E, acima desta nossa consolação, muito mais nos alegramos pelo contentamento de Tito, cujo espírito foi recreado por todos vós.
14.Porque, se nalguma coisa me gloriei de vós para com ele, não fiquei envergonhado; pelo contrário, como, em tudo, vos falamos com verdade, também a nossa exaltação na presença de Tito se verificou ser verdadeira.
15.E o seu entranhável afeto cresce mais e mais para convosco, lembrando-se da obediência de todos vós, de como o recebestes com temor e tremor.
16.Alegro-me porque, em tudo, posso confiar em vós.
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
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