Novo Testamento em Ordem Cronológica

34 / 92
A entrada triunfal de Jesus em Jerusalém
1.Quando se aproximavam de Jerusalém, de Betfagé e Betânia, junto ao monte das Oliveiras, enviou Jesus dois dos seus discípulos
2.e disse-lhes: Ide à aldeia que aí está diante de vós e, logo ao entrar, achareis preso um jumentinho, o qual ainda ninguém montou; desprendei-o e trazei-o.
3.Se alguém vos perguntar: Por que fazeis isso? Respondei: O Senhor precisa dele e logo o mandará de volta para aqui.
4.Então, foram e acharam o jumentinho preso, junto ao portão, do lado de fora, na rua, e o desprenderam.
5.Alguns dos que ali estavam reclamaram: Que fazeis, soltando o jumentinho?
6.Eles, porém, responderam conforme as instruções de Jesus; então, os deixaram ir.
7.Levaram o jumentinho, sobre o qual puseram as suas vestes, e Jesus o montou.
8.E muitos estendiam as suas vestes no caminho, e outros, ramos que haviam cortado dos campos.
9.Tanto os que iam adiante dele como os que vinham depois clamavam: Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor!
10.Bendito o reino que vem, o reino de Davi, nosso pai! Hosana, nas maiores alturas!
11.E, quando entrou em Jerusalém, no templo, tendo observado tudo, como fosse já tarde, saiu para Betânia com os doze.
A figueira sem fruto
12.No dia seguinte, quando saíram de Betânia, teve fome.
13.E, vendo de longe uma figueira com folhas, foi ver se nela, porventura, acharia alguma coisa. Aproximando-se dela, nada achou, senão folhas; porque não era tempo de figos.
14.Então, lhe disse Jesus: Nunca jamais coma alguém fruto de ti! E seus discípulos ouviram isto.
A purificação do templo
15.E foram para Jerusalém. Entrando ele no templo, passou a expulsar os que ali vendiam e compravam; derribou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas.
16.Não permitia que alguém conduzisse qualquer utensílio pelo templo;
17.também os ensinava e dizia: Não está escrito: A minha casa será chamada casa de oração para todas as nações? Vós, porém, a tendes transformado em covil de salteadores.
18.E os principais sacerdotes e escribas ouviam estas coisas e procuravam um modo de lhe tirar a vida; pois o temiam, porque toda a multidão se maravilhava de sua doutrina.
19.Em vindo a tarde, saíram da cidade.
O poder da fé
20.E, passando eles pela manhã, viram que a figueira secara desde a raiz.
21.Então, Pedro, lembrando-se, falou: Mestre, eis que a figueira que amaldiçoaste secou.
22.Ao que Jesus lhes disse: Tende fé em Deus;
23.porque em verdade vos afirmo que, se alguém disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar no seu coração, mas crer que se fará o que diz, assim será com ele.
24.Por isso, vos digo que tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco.
25.E, quando estiverdes orando, se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai, para que vosso Pai celestial vos perdoe as vossas ofensas.
26.Mas, se não perdoardes, também vosso Pai celestial não vos perdoará as vossas ofensas.
A autoridade de Jesus e o batismo de João
27.Então, regressaram para Jerusalém. E, andando ele pelo templo, vieram ao seu encontro os principais sacerdotes, os escribas e os anciãos
28.e lhe perguntaram: Com que autoridade fazes estas coisas? Ou quem te deu tal autoridade para as fazeres?
29.Jesus lhes respondeu: Eu vos farei uma pergunta; respondei-me, e eu vos direi com que autoridade faço estas coisas.
30.O batismo de João era do céu ou dos homens? Respondei!
31.E eles discorriam entre si: Se dissermos: Do céu, dirá: Então, por que não acreditastes nele?
32.Se, porém, dissermos: dos homens, é de temer o povo. Porque todos consideravam a João como profeta.
33.Então, responderam a Jesus: Não sabemos. E Jesus, por sua vez, lhes disse: Nem eu tampouco vos digo com que autoridade faço estas coisas.
Jesus ungido por Maria em Betânia
1.Seis dias antes da Páscoa, foi Jesus para Betânia, onde estava Lázaro, a quem ele ressuscitara dentre os mortos.
2.Deram-lhe, pois, ali, uma ceia; Marta servia, sendo Lázaro um dos que estavam com ele à mesa.
3.Então, Maria, tomando uma libra de bálsamo de nardo puro, mui precioso, ungiu os pés de Jesus e os enxugou com os seus cabelos; e encheu-se toda a casa com o perfume do bálsamo.
4.Mas Judas Iscariotes, um dos seus discípulos, o que estava para traí-lo, disse:
5.Por que não se vendeu este perfume por trezentos denários e não se deu aos pobres?
6.Isto disse ele, não porque tivesse cuidado dos pobres; mas porque era ladrão e, tendo a bolsa, tirava o que nela se lançava.
7.Jesus, entretanto, disse: Deixa-a! Que ela guarde isto para o dia em que me embalsamarem;
8.porque os pobres, sempre os tendes convosco, mas a mim nem sempre me tendes.
O plano para tirar a vida de Lázaro
9.Soube numerosa multidão dos judeus que Jesus estava ali, e lá foram não só por causa dele, mas também para verem Lázaro, a quem ele ressuscitara dentre os mortos.
10.Mas os principais sacerdotes resolveram matar também Lázaro;
11.porque muitos dos judeus, por causa dele, voltavam crendo em Jesus.
A entrada triunfal de Jesus em Jerusalém
12.No dia seguinte, a numerosa multidão que viera à festa, tendo ouvido que Jesus estava de caminho para Jerusalém,
13.tomou ramos de palmeiras e saiu ao seu encontro, clamando: Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor e que é Rei de Israel!
14.E Jesus, tendo conseguido um jumentinho, montou-o, segundo está escrito:
15.Não temas, filha de Sião, eis que o teu Rei aí vem, montado em um filho de jumenta.
16.Seus discípulos a princípio não compreenderam isto; quando, porém, Jesus foi glorificado, então, eles se lembraram de que estas coisas estavam escritas a respeito dele e também de que isso lhe fizeram.
17.Dava, pois, testemunho disto a multidão que estivera com ele, quando chamara a Lázaro do túmulo e o levantara dentre os mortos.
18.Por causa disso, também, a multidão lhe saiu ao encontro, pois ouviu que ele fizera este sinal.
19.De sorte que os fariseus disseram entre si: Vede que nada aproveitais! Eis aí vai o mundo após ele.
Alguns gregos desejam ver Jesus
20.Ora, entre os que subiram para adorar durante a festa, havia alguns gregos;
21.estes, pois, se dirigiram a Filipe, que era de Betsaida da Galiléia, e lhe rogaram: Senhor, queremos ver Jesus.
22.Filipe foi dizê-lo a André, e André e Filipe o comunicaram a Jesus.
23.Respondeu-lhes Jesus: É chegada a hora de ser glorificado o Filho do Homem.
24.Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto.
25.Quem ama a sua vida perde-a; mas aquele que odeia a sua vida neste mundo preservá-la-á para a vida eterna.
26.Se alguém me serve, siga-me, e, onde eu estou, ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, o Pai o honrará.
27.Agora, está angustiada a minha alma, e que direi eu? Pai, salva-me desta hora? Mas precisamente com este propósito vim para esta hora.
28.Pai, glorifica o teu nome. Então, veio uma voz do céu: Eu já o glorifiquei e ainda o glorificarei.
29.A multidão, pois, que ali estava, tendo ouvido a voz, dizia ter havido um trovão. Outros diziam: Foi um anjo que lhe falou.
30.Então, explicou Jesus: Não foi por mim que veio esta voz, e sim por vossa causa.
31.Chegou o momento de ser julgado este mundo, e agora o seu príncipe será expulso.
32.E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo.
33.Isto dizia, significando de que gênero de morte estava para morrer.
34.Replicou-lhe, pois, a multidão: Nós temos ouvido da lei que o Cristo permanece para sempre, e como dizes tu ser necessário que o Filho do Homem seja levantado? Quem é esse Filho do Homem?
35.Respondeu-lhes Jesus: Ainda por um pouco a luz está convosco. Andai enquanto tendes a luz, para que as trevas não vos apanhem; e quem anda nas trevas não sabe para onde vai.
36.Enquanto tendes a luz, crede na luz, para que vos torneis filhos da luz. Jesus disse estas coisas e, retirando-se, ocultou-se deles.
A explicação da incredulidade dos judeus
37.E, embora tivesse feito tantos sinais na sua presença, não creram nele,
38.para se cumprir a palavra do profeta Isaías, que diz: Senhor, quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do Senhor?
39.Por isso, não podiam crer, porque Isaías disse ainda:
40.Cegou-lhes os olhos e endureceu-lhes o coração, para que não vejam com os olhos, nem entendam com o coração, e se convertam, e sejam por mim curados.
41.Isto disse Isaías porque viu a glória dele e falou a seu respeito.
42.Contudo, muitos dentre as próprias autoridades creram nele, mas, por causa dos fariseus, não o confessavam, para não serem expulsos da sinagoga;
43.porque amaram mais a glória dos homens do que a glória de Deus.
O resumo do ensino de Jesus
44.E Jesus clamou, dizendo: Quem crê em mim crê, não em mim, mas naquele que me enviou.
45.E quem me vê a mim vê aquele que me enviou.
46.Eu vim como luz para o mundo, a fim de que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas.
47.Se alguém ouvir as minhas palavras e não as guardar, eu não o julgo; porque eu não vim para julgar o mundo, e sim para salvá-lo.
48.Quem me rejeita e não recebe as minhas palavras tem quem o julgue; a própria palavra que tenho proferido, essa o julgará no último dia.
49.Porque eu não tenho falado por mim mesmo, mas o Pai, que me enviou, esse me tem prescrito o que dizer e o que anunciar.
50.E sei que o seu mandamento é a vida eterna. As coisas, pois, que eu falo, como o Pai mo tem dito, assim falo.
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
Sociedade Bíblica do Brasil.
Todos os direitos reservados.
Saiba mais sobre a Sociedade Bíblica do Brasil em sbb.org.br.
A Sociedade Bíblica do Brasil trabalha para que a Bíblia esteja, efetivamente, ao alcance de todos e seja lida por todos.
A SBB é uma entidade sem fins lucrativos, dedicada a promover o desenvolvimento integral do ser humano.
Você também pode ajudar a causa da Bíblia!