Iniciante

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Os justos e os ímpios
1.Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.
2.Antes, o seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite.
3.Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido.
4.Os ímpios não são assim; são, porém, como a palha que o vento dispersa.
5.Por isso, os perversos não prevalecerão no juízo, nem os pecadores, na congregação dos justos.
6.Pois o SENHOR conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios perecerá.
O Senhor é o meu pastor
1.O SENHOR é o meu pastor; nada me faltará.
2.Ele me faz repousar em pastos verdejantes. Leva-me para junto das águas de descanso;
3.refrigera-me a alma. Guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome.
4.Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo; o teu bordão e o teu cajado me consolam.
5.Preparas-me uma mesa na presença dos meus adversários, unges-me a cabeça com óleo; o meu cálice transborda.
6.Bondade e misericórdia certamente me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na Casa do SENHOR para todo o sempre.
Deus onisciente e onipotente
1.SENHOR, tu me sondas e me conheces.
2.Sabes quando me assento e quando me levanto; de longe penetras os meus pensamentos.
3.Esquadrinhas o meu andar e o meu deitar e conheces todos os meus caminhos.
4.Ainda a palavra me não chegou à língua, e tu, SENHOR, já a conheces toda.
5.Tu me cercas por trás e por diante e sobre mim pões a mão.
6.Tal conhecimento é maravilhoso demais para mim: é sobremodo elevado, não o posso atingir.
7.Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face?
8.Se subo aos céus, lá estás; se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás também;
9.se tomo as asas da alvorada e me detenho nos confins dos mares,
10.ainda lá me haverá de guiar a tua mão, e a tua destra me susterá.
11.Se eu digo: as trevas, com efeito, me encobrirão, e a luz ao redor de mim se fará noite,
12.até as próprias trevas não te serão escuras: as trevas e a luz são a mesma coisa.
13.Pois tu formaste o meu interior tu me teceste no seio de minha mãe.
14.Graças te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste; as tuas obras são admiráveis, e a minha alma o sabe muito bem;
15.os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado e entretecido como nas profundezas da terra.
16.Os teus olhos me viram a substância ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda.
17.Que preciosos para mim, ó Deus, são os teus pensamentos! E como é grande a soma deles!
18.Se os contasse, excedem os grãos de areia; contaria, contaria, sem jamais chegar ao fim.
19.Tomara, ó Deus, desses cabo do perverso; apartai-vos, pois, de mim, homens de sangue.
20.Eles se rebelam insidiosamente contra ti e como teus inimigos falam malícia.
21.Não aborreço eu, SENHOR, os que te aborrecem? E não abomino os que contra ti se levantam?
22.Aborreço-os com ódio consumado; para mim são inimigos de fato.
23.Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos;
24.vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno.
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
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