Iniciante

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Paulo responde a objeções
1.Qual é, pois, a vantagem do judeu? Ou qual a utilidade da circuncisão?
2.Muita, sob todos os aspectos. Principalmente porque aos judeus foram confiados os oráculos de Deus.
3.E daí? Se alguns não creram, a incredulidade deles virá desfazer a fidelidade de Deus?
4.De maneira nenhuma! Seja Deus verdadeiro, e mentiroso, todo homem, segundo está escrito: Para seres justificado nas tuas palavras e venhas a vencer quando fores julgado.
5.Mas, se a nossa injustiça traz a lume a justiça de Deus, que diremos? Porventura, será Deus injusto por aplicar a sua ira? ( Falo como homem. )
6.Certo que não. Do contrário, como julgará Deus o mundo?
7.E, se por causa da minha mentira, fica em relevo a verdade de Deus para a sua glória, por que sou eu ainda condenado como pecador?
8.E por que não dizemos, como alguns, caluniosamente, afirmam que o fazemos: Pratiquemos males para que venham bens? A condenação destes é justa.
Todos os homens na condição de pecadores
9.Que se conclui? Temos nós qualquer vantagem? Não, de forma nenhuma; pois já temos demonstrado que todos, tanto judeus como gregos, estão debaixo do pecado;
10.como está escrito: Não há justo, nem um sequer,
11.não há quem entenda, não há quem busque a Deus;
12.todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer.
13.A garganta deles é sepulcro aberto; com a língua, urdem engano, veneno de víbora está nos seus lábios,
14.a boca, eles a têm cheia de maldição e de amargura;
15.são os seus pés velozes para derramar sangue,
16.nos seus caminhos, há destruição e miséria;
17.desconheceram o caminho da paz.
18.Não há temor de Deus diante de seus olhos.
O judeu não constitui exceção
19.Ora, sabemos que tudo o que a lei diz, aos que vivem na lei o diz para que se cale toda boca, e todo o mundo seja culpável perante Deus,
20.visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado.
A justificação pela fé em Jesus Cristo
21.Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas;
22.justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos e sobre todos os que crêem; porque não há distinção,
23.pois todos pecaram e carecem da glória de Deus,
24.sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus,
25.a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos;
26.tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus.
27.Onde, pois, a jactância? Foi de todo excluída. Por que lei? Das obras? Não; pelo contrário, pela lei da fé.
28.Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei.
29.É, porventura, Deus somente dos judeus? Não o é também dos gentios? Sim, também dos gentios,
30.visto que Deus é um só, o qual justificará, por fé, o circunciso e, mediante a fé, o incircunciso.
31.Anulamos, pois, a lei pela fé? Não, de maneira nenhuma! Antes, confirmamos a lei.
Abraão justificado pela fé
1.Que, pois, diremos ter alcançado Abraão, nosso pai segundo a carne?
2.Porque, se Abraão foi justificado por obras, tem de que se gloriar, porém não diante de Deus.
3.Pois que diz a Escritura? Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça.
4.Ora, ao que trabalha, o salário não é considerado como favor, e sim como dívida.
5.Mas, ao que não trabalha, porém crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é atribuída como justiça.
6.E é assim também que Davi declara ser bem-aventurado o homem a quem Deus atribui justiça, independentemente de obras:
7.Bem-aventurados aqueles cujas iniqüidades são perdoadas, e cujos pecados são cobertos;
8.bem-aventurado o homem a quem o Senhor jamais imputará pecado.
9.Vem, pois, esta bem-aventurança exclusivamente sobre os circuncisos ou também sobre os incircuncisos? Visto que dizemos: a fé foi imputada a Abraão para justiça.
10.Como, pois, lhe foi atribuída? Estando ele já circuncidado ou ainda incircunciso? Não no regime da circuncisão, e sim quando incircunciso.
11.E recebeu o sinal da circuncisão como selo da justiça da fé que teve quando ainda incircunciso; para vir a ser o pai de todos os que crêem, embora não circuncidados, a fim de que lhes fosse imputada a justiça,
12.e pai da circuncisão, isto é, daqueles que não são apenas circuncisos, mas também andam nas pisadas da fé que teve Abraão, nosso pai, antes de ser circuncidado.
13.Não foi por intermédio da lei que a Abraão ou a sua descendência coube a promessa de ser herdeiro do mundo, e sim mediante a justiça da fé.
14.Pois, se os da lei é que são os herdeiros, anula-se a fé e cancela-se a promessa,
15.porque a lei suscita a ira; mas onde não há lei, também não há transgressão.
16.Essa é a razão por que provém da fé, para que seja segundo a graça, a fim de que seja firme a promessa para toda a descendência, não somente ao que está no regime da lei, mas também ao que é da fé que teve Abraão ( porque Abraão é pai de todos nós,
17.como está escrito: Por pai de muitas nações te constituí. ), perante aquele no qual creu, o Deus que vivifica os mortos e chama à existência as coisas que não existem.
18.Abraão, esperando contra a esperança, creu, para vir a ser pai de muitas nações, segundo lhe fora dito: Assim será a tua descendência.
19.E, sem enfraquecer na fé, embora levasse em conta o seu próprio corpo amortecido, sendo já de cem anos, e a idade avançada de Sara,
20.não duvidou, por incredulidade, da promessa de Deus; mas, pela fé, se fortaleceu, dando glória a Deus,
21.estando plenamente convicto de que ele era poderoso para cumprir o que prometera.
22.Pelo que isso lhe foi também imputado para justiça.
23.E não somente por causa dele está escrito que lhe foi levado em conta,
24.mas também por nossa causa, posto que a nós igualmente nos será imputado, a saber, a nós que cremos naquele que ressuscitou dentre os mortos a Jesus, nosso Senhor,
25.o qual foi entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitou por causa da nossa justificação.
A justificação pela fé e paz com Deus
1.Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo;
2.por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus.
3.E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança;
4.e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança.
5.Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado.
6.Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios.
7.Dificilmente, alguém morreria por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém se anime a morrer.
8.Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.
9.Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira.
10.Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida;
11.e não apenas isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, por intermédio de quem recebemos, agora, a reconciliação.
Adão e Cristo
12.Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.
13.Porque até ao regime da lei havia pecado no mundo, mas o pecado não é levado em conta quando não há lei.
14.Entretanto, reinou a morte desde Adão até Moisés, mesmo sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão, o qual prefigurava aquele que havia de vir.
15.Todavia, não é assim o dom gratuito como a ofensa; porque, se, pela ofensa de um só, morreram muitos, muito mais a graça de Deus e o dom pela graça de um só homem, Jesus Cristo, foram abundantes sobre muitos.
16.O dom, entretanto, não é como no caso em que somente um pecou; porque o julgamento derivou de uma só ofensa, para a condenação; mas a graça transcorre de muitas ofensas, para a justificação.
17.Se, pela ofensa de um e por meio de um só, reinou a morte, muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça reinarão em vida por meio de um só, a saber, Jesus Cristo.
18.Pois assim como, por uma só ofensa, veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também, por um só ato de justiça, veio a graça sobre todos os homens para a justificação que dá vida.
19.Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores, assim também, por meio da obediência de um só, muitos se tornarão justos.
20.Sobreveio a lei para que avultasse a ofensa; mas onde abundou o pecado, superabundou a graça,
21.a fim de que, como o pecado reinou pela morte, assim também reinasse a graça pela justiça para a vida eterna, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor.
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
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