Dos senhores e dos servos
1.Todos os servos que estão debaixo de jugo considerem dignos de toda honra o próprio senhor, para que o nome de Deus e a doutrina não sejam blasfemados.
2.Também os que têm senhor fiel não o tratem com desrespeito, porque é irmão; pelo contrário, trabalhem ainda mais, pois ele, que partilha do seu bom serviço, é crente e amado. Ensina e recomenda estas coisas.
Os falsos mestres e os perigos da riqueza
3.Se alguém ensina outra doutrina e não concorda com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo e com o ensino segundo a piedade,
4.é enfatuado, nada entende, mas tem mania por questões e contendas de palavras, de que nascem inveja, provocação, difamações, suspeitas malignas,
5.altercações sem fim, por homens cuja mente é pervertida e privados da verdade, supondo que a piedade é fonte de lucro.
6.De fato, grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento.
7.Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele.
8.Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes.
9.Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição.
10.Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores.
Apelo para Timóteo
11.Tu, porém, ó homem de Deus, foge destas coisas; antes, segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constância, a mansidão.
12.Combate o bom combate da fé. Toma posse da vida eterna, para a qual também foste chamado e de que fizeste a boa confissão perante muitas testemunhas.
13.Exorto-te, perante Deus, que preserva a vida de todas as coisas, e perante Cristo Jesus, que, diante de Pôncio Pilatos, fez a boa confissão,
14.que guardes o mandato imaculado, irrepreensível, até à manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo;
15.a qual, em suas épocas determinadas, há de ser revelada pelo bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores;
16.o único que possui imortalidade, que habita em luz inacessível, a quem homem algum jamais viu, nem é capaz de ver. A ele honra e poder eterno. Amém!
Acerca dos ricos
17.Exorta aos ricos do presente século que não sejam orgulhosos, nem depositem a sua esperança na instabilidade da riqueza, mas em Deus, que tudo nos proporciona ricamente para nosso aprazimento;
18.que pratiquem o bem, sejam ricos de boas obras, generosos em dar e prontos a repartir;
19.que acumulem para si mesmos tesouros, sólido fundamento para o futuro, a fim de se apoderarem da verdadeira vida.
O conselho final e a bênção apostólica
20.E tu, ó Timóteo, guarda o que te foi confiado, evitando os falatórios inúteis e profanos e as contradições do saber, como falsamente lhe chamam,
21.pois alguns, professando-o, se desviaram da fé. A graça seja convosco.
Prefácio e saudação
1.Paulo, apóstolo de Cristo Jesus, pela vontade de Deus, de conformidade com a promessa da vida que está em Cristo Jesus,
2.ao amado filho Timóteo, graça, misericórdia e paz, da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, nosso Senhor.
Ação de graças
3.Dou graças a Deus, a quem, desde os meus antepassados, sirvo com consciência pura, porque, sem cessar, me lembro de ti nas minhas orações, noite e dia.
4.Lembrado das tuas lágrimas, estou ansioso por ver-te, para que eu transborde de alegria
5.pela recordação que guardo de tua fé sem fingimento, a mesma que, primeiramente, habitou em tua avó Lóide e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também, em ti.
A prática do zelo, da firmeza e da fidelidade
6.Por esta razão, pois, te admoesto que reavives o dom de Deus que há em ti pela imposição das minhas mãos.
7.Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação.
8.Não te envergonhes, portanto, do testemunho de nosso Senhor, nem do seu encarcerado, que sou eu; pelo contrário, participa comigo dos sofrimentos, a favor do evangelho, segundo o poder de Deus,
9.que nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos,
10.e manifestada, agora, pelo aparecimento de nosso Salvador Cristo Jesus, o qual não só destruiu a morte, como trouxe à luz a vida e a imortalidade, mediante o evangelho,
11.para o qual eu fui designado pregador, apóstolo e mestre
12.e, por isso, estou sofrendo estas coisas; todavia, não me envergonho, porque sei em quem tenho crido e estou certo de que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele Dia.
13.Mantém o padrão das sãs palavras que de mim ouviste com fé e com o amor que está em Cristo Jesus.
14.Guarda o bom depósito, mediante o Espírito Santo que habita em nós.
A situação do apóstolo preso e o procedimento de alguns de seus colaboradores
15.Estás ciente de que todos os da Ásia me abandonaram; dentre eles cito Fígelo e Hermógenes.
16.Conceda o Senhor misericórdia à casa de Onesíforo, porque, muitas vezes, me deu ânimo e nunca se envergonhou das minhas algemas;
17.antes, tendo ele chegado a Roma, me procurou solicitamente até me encontrar.
18.O Senhor lhe conceda, naquele Dia, achar misericórdia da parte do Senhor. E tu sabes, melhor do que eu, quantos serviços me prestou ele em Éfeso.
Os estímulos no combate da fé e no sofrimento por Cristo
1.Tu, pois, filho meu, fortifica-te na graça que está em Cristo Jesus.
2.E o que de minha parte ouviste através de muitas testemunhas, isso mesmo transmite a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros.
3.Participa dos meus sofrimentos como bom soldado de Cristo Jesus.
4.Nenhum soldado em serviço se envolve em negócios desta vida, porque o seu objetivo é satisfazer àquele que o arregimentou.
5.Igualmente, o atleta não é coroado se não lutar segundo as normas.
6.O lavrador que trabalha deve ser o primeiro a participar dos frutos.
7.Pondera o que acabo de dizer, porque o Senhor te dará compreensão em todas as coisas.
8.Lembra-te de Jesus Cristo, ressuscitado de entre os mortos, descendente de Davi, segundo o meu evangelho;
9.pelo qual estou sofrendo até algemas, como malfeitor; contudo, a palavra de Deus não está algemada.
10.Por esta razão, tudo suporto por causa dos eleitos, para que também eles obtenham a salvação que está em Cristo Jesus, com eterna glória.
11.Fiel é esta palavra: Se já morremos com ele, também viveremos com ele;
12.se perseveramos, também com ele reinaremos; se o negamos, ele, por sua vez, nos negará;
13.se somos infiéis, ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo.
As falsas doutrinas e os falsos crentes. Como corrigi-los
14.Recomenda estas coisas. Dá testemunho solene a todos perante Deus, para que evitem contendas de palavras que para nada aproveitam, exceto para a subversão dos ouvintes.
15.Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.
16.Evita, igualmente, os falatórios inúteis e profanos, pois os que deles usam passarão a impiedade ainda maior.
17.Além disso, a linguagem deles corrói como câncer; entre os quais se incluem Himeneu e Fileto.
18.Estes se desviaram da verdade, asseverando que a ressurreição já se realizou, e estão pervertendo a fé a alguns.
19.Entretanto, o firme fundamento de Deus permanece, tendo este selo: O Senhor conhece os que lhe pertencem. E mais: Aparte-se da injustiça todo aquele que professa o nome do Senhor.
20.Ora, numa grande casa não há somente utensílios de ouro e de prata; há também de madeira e de barro. Alguns, para honra; outros, porém, para desonra.
21.Assim, pois, se alguém a si mesmo se purificar destes erros, será utensílio para honra, santificado e útil ao seu possuidor, estando preparado para toda boa obra.
22.Foge, outrossim, das paixões da mocidade. Segue a justiça, a fé, o amor e a paz com os que, de coração puro, invocam o Senhor.
23.E repele as questões insensatas e absurdas, pois sabes que só engendram contendas.
24.Ora, é necessário que o servo do Senhor não viva a contender, e sim deve ser brando para com todos, apto para instruir, paciente,
25.disciplinando com mansidão os que se opõem, na expectativa de que Deus lhes conceda não só o arrependimento para conhecerem plenamente a verdade,
26.mas também o retorno à sensatez, livrando-se eles dos laços do diabo, tendo sido feitos cativos por ele para cumprirem a sua vontade.
Os males e as corrupções dos últimos dias
1.Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis,
2.pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes,
3.desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem,
4.traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus,
5.tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes.
6.Pois entre estes se encontram os que penetram sorrateiramente nas casas e conseguem cativar mulherinhas sobrecarregadas de pecados, conduzidas de várias paixões,
7.que aprendem sempre e jamais podem chegar ao conhecimento da verdade.
8.E, do modo por que Janes e Jambres resistiram a Moisés, também estes resistem à verdade. São homens de todo corrompidos na mente, réprobos quanto à fé;
9.eles, todavia, não irão avante; porque a sua insensatez será a todos evidente, como também aconteceu com a daqueles.
Paulo elogia a Timóteo por sua firmeza e o exorta a permanecer leal à verdade
10.Tu, porém, tens seguido, de perto, o meu ensino, procedimento, propósito, fé, longanimidade, amor, perseverança,
11.as minhas perseguições e os meus sofrimentos, quais me aconteceram em Antioquia, Icônio e Listra, —que variadas perseguições tenho suportado! De todas, entretanto, me livrou o Senhor.
12.Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos.
13.Mas os homens perversos e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados.
A inspiração, valor e utilidade das Santas Escrituras
14.Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem o aprendeste
15.e que, desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus.
16.Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça,
17.a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.
A fidelidade e o zelo na pregação
1.Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus, que há de julgar vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino:
2.prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina.
3.Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos;
4.e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas.
5.Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério.
O apóstolo prevê o seu martírio
6.Quanto a mim, estou sendo já oferecido por libação, e o tempo da minha partida é chegado.
7.Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé.
8.Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda.
O apóstolo abandonado pelos homens, não por Deus
9.Procura vir ter comigo depressa.
10.Porque Demas, tendo amado o presente século, me abandonou e se foi para Tessalônica; Crescente foi para a Galácia, Tito, para a Dalmácia.
11.Somente Lucas está comigo. Toma contigo Marcos e traze-o, pois me é útil para o ministério.
12.Quanto a Tíquico, mandei-o até Éfeso.
13.Quando vieres, traze a capa que deixei em Trôade, em casa de Carpo, bem como os livros, especialmente os pergaminhos.
14.Alexandre, o latoeiro, causou-me muitos males; o Senhor lhe dará a paga segundo as suas obras.
15.Tu, guarda-te também dele, porque resistiu fortemente às nossas palavras.
16.Na minha primeira defesa, ninguém foi a meu favor; antes, todos me abandonaram. Que isto não lhes seja posto em conta!
17.Mas o Senhor me assistiu e me revestiu de forças, para que, por meu intermédio, a pregação fosse plenamente cumprida, e todos os gentios a ouvissem; e fui libertado da boca do leão.
18.O Senhor me livrará também de toda obra maligna e me levará salvo para o seu reino celestial. A ele, glória pelos séculos dos séculos. Amém!
As saudações finais e a bênção
19.Saúda Prisca, e Áqüila, e a casa de Onesíforo.
20.Erasto ficou em Corinto. Quanto a Trófimo, deixei-o doente em Mileto.
21.Apressa-te a vir antes do inverno. Êubulo te envia saudações; o mesmo fazem Prudente, Lino, Cláudia e os irmãos todos.
22.O Senhor seja com o teu espírito. A graça seja convosco.
Prefácio e saudação
1.Paulo, servo de Deus e apóstolo de Jesus Cristo, para promover a fé que é dos eleitos de Deus e o pleno conhecimento da verdade segundo a piedade,
2.na esperança da vida eterna que o Deus que não pode mentir prometeu antes dos tempos eternos
3.e, em tempos devidos, manifestou a sua palavra mediante a pregação que me foi confiada por mandato de Deus, nosso Salvador,
4.a Tito, verdadeiro filho, segundo a fé comum, graça e paz, da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, nosso Salvador.
Deveres e qualificações dos ministros
5.Por esta causa, te deixei em Creta, para que pusesses em ordem as coisas restantes, bem como, em cada cidade, constituísses presbíteros, conforme te prescrevi:
6.alguém que seja irrepreensível, marido de uma só mulher, que tenha filhos crentes que não são acusados de dissolução, nem são insubordinados.
7.Porque é indispensável que o bispo seja irrepreensível como despenseiro de Deus, não arrogante, não irascível, não dado ao vinho, nem violento, nem cobiçoso de torpe ganância;
8.antes, hospitaleiro, amigo do bem, sóbrio, justo, piedoso, que tenha domínio de si,
9.apegado à palavra fiel, que é segundo a doutrina, de modo que tenha poder tanto para exortar pelo reto ensino como para convencer os que o contradizem.
Os falsos mestres e as falsas doutrinas
10.Porque existem muitos insubordinados, palradores frívolos e enganadores, especialmente os da circuncisão.
11.É preciso fazê-los calar, porque andam pervertendo casas inteiras, ensinando o que não devem, por torpe ganância.
12.Foi mesmo, dentre eles, um seu profeta, que disse: Cretenses, sempre mentirosos, feras terríveis, ventres preguiçosos.
13.Tal testemunho é exato. Portanto, repreende-os severamente, para que sejam sadios na fé
14.e não se ocupem com fábulas judaicas, nem com mandamentos de homens desviados da verdade.
15.Todas as coisas são puras para os puros; todavia, para os impuros e descrentes, nada é puro. Porque tanto a mente como a consciência deles estão corrompidas.
16.No tocante a Deus, professam conhecê-lo; entretanto, o negam por suas obras; é por isso que são abomináveis, desobedientes e reprovados para toda boa obra.
Os deveres das várias classes de pessoas crentes
1.Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina.
2.Quanto aos homens idosos, que sejam temperantes, respeitáveis, sensatos, sadios na fé, no amor e na constância.
3.Quanto às mulheres idosas, semelhantemente, que sejam sérias em seu proceder, não caluniadoras, não escravizadas a muito vinho; sejam mestras do bem,
4.a fim de instruírem as jovens recém-casadas a amarem ao marido e a seus filhos,
5.a serem sensatas, honestas, boas donas de casa, bondosas, sujeitas ao marido, para que a palavra de Deus não seja difamada.
6.Quanto aos moços, de igual modo, exorta-os para que, em todas as coisas, sejam criteriosos.
7.Torna-te, pessoalmente, padrão de boas obras. No ensino, mostra integridade, reverência,
8.linguagem sadia e irrepreensível, para que o adversário seja envergonhado, não tendo indignidade nenhuma que dizer a nosso respeito.
9.Quanto aos servos, que sejam, em tudo, obedientes ao seu senhor, dando-lhe motivo de satisfação; não sejam respondões,
10.não furtem; pelo contrário, dêem prova de toda a fidelidade, a fim de ornarem, em todas as coisas, a doutrina de Deus, nosso Salvador.
Os gloriosos benefícios da graça salvadora de Cristo
11.Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens,
12.educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente,
13.aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus,
14.o qual a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniqüidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras.
15.Dize estas coisas; exorta e repreende também com toda a autoridade. Ninguém te despreze.
A obediência às autoridades. A salvação pela graça leva às boas obras
1.Lembra-lhes que se sujeitem aos que governam, às autoridades; sejam obedientes, estejam prontos para toda boa obra,
2.não difamem a ninguém; nem sejam altercadores, mas cordatos, dando provas de toda cortesia, para com todos os homens.
3.Pois nós também, outrora, éramos néscios, desobedientes, desgarrados, escravos de toda sorte de paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-nos uns aos outros.
4.Quando, porém, se manifestou a benignidade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com todos,
5.não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo,
6.que ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador,
7.a fim de que, justificados por graça, nos tornemos seus herdeiros, segundo a esperança da vida eterna.
8.Fiel é esta palavra, e quero que, no tocante a estas coisas, faças afirmação, confiadamente, para que os que têm crido em Deus sejam solícitos na prática de boas obras. Estas coisas são excelentes e proveitosas aos homens.
9.Evita discussões insensatas, genealogias, contendas e debates sobre a lei; porque não têm utilidade e são fúteis.
10.Evita o homem faccioso, depois de admoestá-lo primeira e segunda vez,
11.pois sabes que tal pessoa está pervertida, e vive pecando, e por si mesma está condenada.
As recomendações particulares. As saudações finais. A bênção
12.Quando te enviar Ártemas ou Tíquico, apressa-te a vir até Nicópolis ao meu encontro. Estou resolvido a passar o inverno ali.
13.Encaminha com diligência Zenas, o intérprete da lei, e Apolo, a fim de que não lhes falte coisa alguma.
14.Agora, quanto aos nossos, que aprendam também a distinguir-se nas boas obras a favor dos necessitados, para não se tornarem infrutíferos.
15.Todos os que se acham comigo te saúdam; saúda quantos nos amam na fé. A graça seja com todos vós.
Prefácio e saudação
1.Paulo, prisioneiro de Cristo Jesus, e o irmão Timóteo, ao amado Filemom, também nosso colaborador,
2.e à irmã Áfia, e a Arquipo, nosso companheiro de lutas, e à igreja que está em tua casa,
3.graça e paz a vós outros, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.
Ação de graças
4.Dou graças ao meu Deus, lembrando-me, sempre, de ti nas minhas orações,
5.estando ciente do teu amor e da fé que tens para com o Senhor Jesus e todos os santos,
6.para que a comunhão da tua fé se torne eficiente no pleno conhecimento de todo bem que há em nós, para com Cristo.
7.Pois, irmão, tive grande alegria e conforto no teu amor, porquanto o coração dos santos tem sido reanimado por teu intermédio.
Paulo intercede em favor de Onésimo
8.Pois bem, ainda que eu sinta plena liberdade em Cristo para te ordenar o que convém,
9.prefiro, todavia, solicitar em nome do amor, sendo o que sou, Paulo, o velho e, agora, até prisioneiro de Cristo Jesus;
10.sim, solicito-te em favor de meu filho Onésimo, que gerei entre algemas.
11.Ele, antes, te foi inútil; atualmente, porém, é útil, a ti e a mim.
12.Eu to envio de volta em pessoa, quero dizer, o meu próprio coração.
13.Eu queria conservá-lo comigo mesmo para, em teu lugar, me servir nas algemas que carrego por causa do evangelho;
14.nada, porém, quis fazer sem o teu consentimento, para que a tua bondade não venha a ser como que por obrigação, mas de livre vontade.
15.Pois acredito que ele veio a ser afastado de ti temporariamente, a fim de que o recebas para sempre,
16.não como escravo; antes, muito acima de escravo, como irmão caríssimo, especialmente de mim e, com maior razão, de ti, quer na carne, quer no Senhor.
17.Se, portanto, me consideras companheiro, recebe-o, como se fosse a mim mesmo.
18.E, se algum dano te fez ou se te deve alguma coisa, lança tudo em minha conta.
19.Eu, Paulo, de próprio punho, o escrevo: Eu pagarei—para não te alegar que também tu me deves até a ti mesmo.
20.Sim, irmão, que eu receba de ti, no Senhor, este benefício. Reanima-me o coração em Cristo.
Comunicações pessoais. Saudações e bênção
21.Certo, como estou, da tua obediência, eu te escrevo, sabendo que farás mais do que estou pedindo.
22.E, ao mesmo tempo, prepara-me também pousada, pois espero que, por vossas orações, vos serei restituído.
23.Saúdam-te Epafras, prisioneiro comigo, em Cristo Jesus,
24.Marcos, Aristarco, Demas e Lucas, meus cooperadores.
25.A graça do Senhor Jesus Cristo seja com o vosso espírito.
A revelação de Deus
1.Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas,
2.nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo.
3.Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas,
4.tendo-se tornado tão superior aos anjos quanto herdou mais excelente nome do que eles.
Cristo é o Filho, os anjos são ministros
5.Pois a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei Pai, e ele me será Filho?
6.E, novamente, ao introduzir o Primogênito no mundo, diz: E todos os anjos de Deus o adorem.
7.Ainda, quanto aos anjos, diz: Aquele que a seus anjos faz ventos, e a seus ministros, labareda de fogo;
8.mas acerca do Filho: O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre; e: Cetro de eqüidade é o cetro do seu reino.
9.Amaste a justiça e odiaste a iniqüidade; por isso, Deus, o teu Deus, te ungiu com o óleo de alegria como a nenhum dos teus companheiros.
10.Ainda: No princípio, Senhor, lançaste os fundamentos da terra, e os céus são obra das tuas mãos;
11.eles perecerão; tu, porém, permaneces; sim, todos eles envelhecerão qual veste;
12.também, qual manto, os enrolarás, e, como vestes, serão igualmente mudados; tu, porém, és o mesmo, e os teus anos jamais terão fim.
13.Ora, a qual dos anjos jamais disse: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos por estrado dos teus pés?
14.Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação?
O perigo da negligência
1.Por esta razão, importa que nos apeguemos, com mais firmeza, às verdades ouvidas, para que delas jamais nos desviemos.
2.Se, pois, se tornou firme a palavra falada por meio de anjos, e toda transgressão ou desobediência recebeu justo castigo,
3.como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação? A qual, tendo sido anunciada inicialmente pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram;
4.dando Deus testemunho juntamente com eles, por sinais, prodígios e vários milagres e por distribuições do Espírito Santo, segundo a sua vontade.
Jesus coroado de glória: sumo sacerdote idôneo e compassivo
5.Pois não foi a anjos que sujeitou o mundo que há de vir, sobre o qual estamos falando;
6.antes, alguém, em certo lugar, deu pleno testemunho, dizendo: Que é o homem, que dele te lembres? Ou o filho do homem, que o visites?
7.Fizeste-o, por um pouco, menor que os anjos, de glória e de honra o coroaste e o constituíste sobre as obras das tuas mãos.
8.Todas as coisas sujeitaste debaixo dos seus pés. Ora, desde que lhe sujeitou todas as coisas, nada deixou fora do seu domínio. Agora, porém, ainda não vemos todas as coisas a ele sujeitas;
9.vemos, todavia, aquele que, por um pouco, tendo sido feito menor que os anjos, Jesus, por causa do sofrimento da morte, foi coroado de glória e de honra, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todo homem.
10.Porque convinha que aquele, por cuja causa e por quem todas as coisas existem, conduzindo muitos filhos à glória, aperfeiçoasse, por meio de sofrimentos, o Autor da salvação deles.
11.Pois, tanto o que santifica como os que são santificados, todos vêm de um só. Por isso, é que ele não se envergonha de lhes chamar irmãos,
12.dizendo: A meus irmãos declararei o teu nome, cantar-te-ei louvores no meio da congregação.
13.E outra vez: Eu porei nele a minha confiança. E ainda: Eis aqui estou eu e os filhos que Deus me deu.
14.Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também ele, igualmente, participou, para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo,
15.e livrasse todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida.
16.Pois ele, evidentemente, não socorre anjos, mas socorre a descendência de Abraão.
17.Por isso mesmo, convinha que, em todas as coisas, se tornasse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote nas coisas referentes a Deus e para fazer propiciação pelos pecados do povo.
18.Pois, naquilo que ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados.
Cristo é superior a Moisés. O perigo da incredulidade e da desobediência
1.Por isso, santos irmãos, que participais da vocação celestial, considerai atentamente o Apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa confissão, Jesus,
2.o qual é fiel àquele que o constituiu, como também o era Moisés em toda a casa de Deus.
3.Jesus, todavia, tem sido considerado digno de tanto maior glória do que Moisés, quanto maior honra do que a casa tem aquele que a estabeleceu.
4.Pois toda casa é estabelecida por alguém, mas aquele que estabeleceu todas as coisas é Deus.
5.E Moisés era fiel, em toda a casa de Deus, como servo, para testemunho das coisas que haviam de ser anunciadas;
6.Cristo, porém, como Filho, em sua casa; a qual casa somos nós, se guardarmos firme, até ao fim, a ousadia e a exultação da esperança.
7.Assim, pois, como diz o Espírito Santo: Hoje, se ouvirdes a sua voz,
8.não endureçais o vosso coração como foi na provocação, no dia da tentação no deserto,
9.onde os vossos pais me tentaram, pondo-me à prova, e viram as minhas obras por quarenta anos.
10.Por isso, me indignei contra essa geração e disse: Estes sempre erram no coração; eles também não conheceram os meus caminhos.
11.Assim, jurei na minha ira: Não entrarão no meu descanso.
12.Tende cuidado, irmãos, jamais aconteça haver em qualquer de vós perverso coração de incredulidade que vos afaste do Deus vivo;
13.pelo contrário, exortai-vos mutuamente cada dia, durante o tempo que se chama Hoje, a fim de que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado.
14.Porque nos temos tornado participantes de Cristo, se, de fato, guardarmos firme, até ao fim, a confiança que, desde o princípio, tivemos.
15.Enquanto se diz: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração, como foi na provocação.
16.Ora, quais os que, tendo ouvido, se rebelaram? Não foram, de fato, todos os que saíram do Egito por intermédio de Moisés?
17.E contra quem se indignou por quarenta anos? Não foi contra os que pecaram, cujos cadáveres caíram no deserto?
18.E contra quem jurou que não entrariam no seu descanso, senão contra os que foram desobedientes?
19.Vemos, pois, que não puderam entrar por causa da incredulidade.
A entrada no descanso de Deus pela fé
1.Temamos, portanto, que, sendo-nos deixada a promessa de entrar no descanso de Deus, suceda parecer que algum de vós tenha falhado.
2.Porque também a nós foram anunciadas as boas-novas, como se deu com eles; mas a palavra que ouviram não lhes aproveitou, visto não ter sido acompanhada pela fé naqueles que a ouviram.
3.Nós, porém, que cremos, entramos no descanso, conforme Deus tem dito: Assim, jurei na minha ira: Não entrarão no meu descanso. Embora, certamente, as obras estivessem concluídas desde a fundação do mundo.
4.Porque, em certo lugar, assim disse, no tocante ao sétimo dia: E descansou Deus, no sétimo dia, de todas as obras que fizera.
5.E novamente, no mesmo lugar: Não entrarão no meu descanso.
6.Visto, portanto, que resta entrarem alguns nele e que, por causa da desobediência, não entraram aqueles aos quais anteriormente foram anunciadas as boas-novas,
7.de novo, determina certo dia, Hoje, falando por Davi, muito tempo depois, segundo antes fora declarado: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração.
8.Ora, se Josué lhes houvesse dado descanso, não falaria, posteriormente, a respeito de outro dia.
9.Portanto, resta um repouso para o povo de Deus.
10.Porque aquele que entrou no descanso de Deus, também ele mesmo descansou de suas obras, como Deus das suas.
11.Esforcemo-nos, pois, por entrar naquele descanso, a fim de que ninguém caia, segundo o mesmo exemplo de desobediência.
12.Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração.
13.E não há criatura que não seja manifesta na sua presença; pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas.
Jesus, o sumo sacerdote que se compadece de nós
14.Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão.
15.Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado.
16.Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna.
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
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