Desafio dos 90 dias

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Prefácio e saudação
1.Paulo, Silvano e Timóteo, à igreja dos tessalonicenses em Deus Pai e no Senhor Jesus Cristo, graça e paz a vós outros.
Ação de graças
2.Damos, sempre, graças a Deus por todos vós, mencionando-vos em nossas orações e, sem cessar,
3.recordando-nos, diante do nosso Deus e Pai, da operosidade da vossa fé, da abnegação do vosso amor e da firmeza da vossa esperança em nosso Senhor Jesus Cristo,
4.reconhecendo, irmãos, amados de Deus, a vossa eleição,
5.porque o nosso evangelho não chegou até vós tão-somente em palavra, mas, sobretudo, em poder, no Espírito Santo e em plena convicção, assim como sabeis ter sido o nosso procedimento entre vós e por amor de vós.
6.Com efeito, vos tornastes imitadores nossos e do Senhor, tendo recebido a palavra, posto que em meio de muita tribulação, com alegria do Espírito Santo,
7.de sorte que vos tornastes o modelo para todos os crentes na Macedônia e na Acaia.
8.Porque de vós repercutiu a palavra do Senhor não só na Macedônia e Acaia, mas também por toda parte se divulgou a vossa fé para com Deus, a tal ponto de não termos necessidade de acrescentar coisa alguma;
9.pois eles mesmos, no tocante a nós, proclamam que repercussão teve o nosso ingresso no vosso meio, e como, deixando os ídolos, vos convertestes a Deus, para servirdes o Deus vivo e verdadeiro
10.e para aguardardes dos céus o seu Filho, a quem ele ressuscitou dentre os mortos, Jesus, que nos livra da ira vindoura.
O proceder do apóstolo Paulo e seus cooperadores na evangelização de Tessalônica
1.Porque vós, irmãos, sabeis, pessoalmente, que a nossa estada entre vós não se tornou infrutífera;
2.mas, apesar de maltratados e ultrajados em Filipos, como é do vosso conhecimento, tivemos ousada confiança em nosso Deus, para vos anunciar o evangelho de Deus, em meio a muita luta.
3.Pois a nossa exortação não procede de engano, nem de impureza, nem se baseia em dolo;
4.pelo contrário, visto que fomos aprovados por Deus, a ponto de nos confiar ele o evangelho, assim falamos, não para que agrademos a homens, e sim a Deus, que prova o nosso coração.
5.A verdade é que nunca usamos de linguagem de bajulação, como sabeis, nem de intuitos gananciosos. Deus disto é testemunha.
6.Também jamais andamos buscando glória de homens, nem de vós, nem de outros.
7.Embora pudéssemos, como enviados de Cristo, exigir de vós a nossa manutenção, todavia, nos tornamos carinhosos entre vós, qual ama que acaricia os próprios filhos;
8.assim, querendo-vos muito, estávamos prontos a oferecer-vos não somente o evangelho de Deus, mas, igualmente, a própria vida; por isso que vos tornastes muito amados de nós.
9.Porque, vos recordais, irmãos, do nosso labor e fadiga; e de como, noite e dia labutando para não vivermos à custa de nenhum de vós, vos proclamamos o evangelho de Deus.
10.Vós e Deus sois testemunhas do modo por que piedosa, justa e irrepreensivelmente procedemos em relação a vós outros, que credes.
11.E sabeis, ainda, de que maneira, como pai a seus filhos, a cada um de vós,
12.exortamos, consolamos e admoestamos, para viverdes por modo digno de Deus, que vos chama para o seu reino e glória.
O proceder fiel dos tessalonicenses nas tribulações
13.Outra razão ainda temos nós para, incessantemente, dar graças a Deus: é que, tendo vós recebido a palavra que de nós ouvistes, que é de Deus, acolhestes não como palavra de homens, e sim como, em verdade é, a palavra de Deus, a qual, com efeito, está operando eficazmente em vós, os que credes.
14.Tanto é assim, irmãos, que vos tornastes imitadores das igrejas de Deus existentes na Judéia em Cristo Jesus; porque também padecestes, da parte dos vossos patrícios, as mesmas coisas que eles, por sua vez, sofreram dos judeus,
15.os quais não somente mataram o Senhor Jesus e os profetas, como também nos perseguiram, e não agradam a Deus, e são adversários de todos os homens,
16.a ponto de nos impedirem de falar aos gentios para que estes sejam salvos, a fim de irem enchendo sempre a medida de seus pecados. A ira, porém, sobreveio contra eles, definitivamente.
O interesse de Paulo pelos tessalonicenses
17.Ora, nós, irmãos, orfanados, por breve tempo, de vossa presença, não, porém, do coração, com tanto mais empenho diligenciamos, com grande desejo, ir ver-vos pessoalmente.
18.Por isso, quisemos ir até vós ( pelo menos eu, Paulo, não somente uma vez, mas duas ); contudo, Satanás nos barrou o caminho.
19.Pois quem é a nossa esperança, ou alegria, ou coroa em que exultamos, na presença de nosso Senhor Jesus em sua vinda? Não sois vós?
20.Sim, vós sois realmente a nossa glória e a nossa alegria!
Paulo envia-lhes Timóteo. As boas notícias trazidas por este ao apóstolo
1.Pelo que, não podendo suportar mais o cuidado por vós, pareceu-nos bem ficar sozinhos em Atenas;
2.e enviamos nosso irmão Timóteo, ministro de Deus no evangelho de Cristo, para, em benefício da vossa fé, confirmar-vos e exortar-vos,
3.a fim de que ninguém se inquiete com estas tribulações. Porque vós mesmos sabeis que estamos designados para isto;
4.pois, quando ainda estávamos convosco, predissemos que íamos ser afligidos, o que, de fato, aconteceu e é do vosso conhecimento.
5.Foi por isso que, já não me sendo possível continuar esperando, mandei indagar o estado da vossa fé, temendo que o Tentador vos provasse, e se tornasse inútil o nosso labor.
6.Agora, porém, com o regresso de Timóteo, vindo do vosso meio, trazendo-nos boas notícias da vossa fé e do vosso amor, e, ainda, de que sempre guardais grata lembrança de nós, desejando muito ver-nos, como, aliás, também nós a vós outros,
7.sim, irmãos, por isso, fomos consolados acerca de vós, pela vossa fé, apesar de todas as nossas privações e tribulação,
8.porque, agora, vivemos, se é que estais firmados no Senhor.
9.Pois que ações de graças podemos tributar a Deus no tocante a vós outros, por toda a alegria com que nos regozijamos por vossa causa, diante do nosso Deus,
10.orando noite e dia, com máximo empenho, para vos ver pessoalmente e reparar as deficiências da vossa fé?
Oração de Paulo pelos tessalonicenses
11.Ora, o nosso mesmo Deus e Pai, e Jesus, nosso Senhor, dirijam-nos o caminho até vós,
12.e o Senhor vos faça crescer e aumentar no amor uns para com os outros e para com todos, como também nós para convosco,
13.a fim de que seja o vosso coração confirmado em santidade, isento de culpa, na presença de nosso Deus e Pai, na vinda de nosso Senhor Jesus, com todos os seus santos.
Exortação à prática da santidade
1.Finalmente, irmãos, nós vos rogamos e exortamos no Senhor Jesus que, como de nós recebestes, quanto à maneira por que deveis viver e agradar a Deus, e efetivamente estais fazendo, continueis progredindo cada vez mais;
2.porque estais inteirados de quantas instruções vos demos da parte do Senhor Jesus.
3.Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação, que vos abstenhais da prostituição;
4.que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo em santificação e honra,
5.não com o desejo de lascívia, como os gentios que não conhecem a Deus;
6.e que, nesta matéria, ninguém ofenda nem defraude a seu irmão; porque o Senhor, contra todas estas coisas, como antes vos avisamos e testificamos claramente, é o vingador,
7.porquanto Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação.
8.Dessarte, quem rejeita estas coisas não rejeita o homem, e sim a Deus, que também vos dá o seu Espírito Santo.
Exortação à prática do amor fraternal
9.No tocante ao amor fraternal, não há necessidade de que eu vos escreva, porquanto vós mesmos estais por Deus instruídos que deveis amar-vos uns aos outros;
10.e, na verdade, estais praticando isso mesmo para com todos os irmãos em toda a Macedônia. Contudo, vos exortamos, irmãos, a progredirdes cada vez mais
11.e a diligenciardes por viver tranqüilamente, cuidar do que é vosso e trabalhar com as próprias mãos, como vos ordenamos;
12.de modo que vos porteis com dignidade para com os de fora e de nada venhais a precisar.
A situação dos mortos em Cristo e a vinda do Senhor
13.Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança.
14.Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem.
15.Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem.
16.Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro;
17.depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor.
18.Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras.
A vinda do Senhor é certa e repentina
1.Irmãos, relativamente aos tempos e às épocas, não há necessidade de que eu vos escreva;
2.pois vós mesmos estais inteirados com precisão de que o Dia do Senhor vem como ladrão de noite.
3.Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão.
A necessidade de vigilância
4.Mas vós, irmãos, não estais em trevas, para que esse Dia como ladrão vos apanhe de surpresa;
5.porquanto vós todos sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite, nem das trevas.
6.Assim, pois, não durmamos como os demais; pelo contrário, vigiemos e sejamos sóbrios.
7.Ora, os que dormem dormem de noite, e os que se embriagam é de noite que se embriagam.
8.Nós, porém, que somos do dia, sejamos sóbrios, revestindo-nos da couraça da fé e do amor e tomando como capacete a esperança da salvação;
9.porque Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação mediante nosso Senhor Jesus Cristo,
10.que morreu por nós para que, quer vigiemos, quer durmamos, vivamos em união com ele.
11.Consolai-vos, pois, uns aos outros e edificai-vos reciprocamente, como também estais fazendo.
Diversos preceitos
12.Agora, vos rogamos, irmãos, que acateis com apreço os que trabalham entre vós e os que vos presidem no Senhor e vos admoestam;
13.e que os tenhais com amor em máxima consideração, por causa do trabalho que realizam. Vivei em paz uns com os outros.
14.Exortamo-vos, também, irmãos, a que admoesteis os insubmissos, consoleis os desanimados, ampareis os fracos e sejais longânimos para com todos.
15.Evitai que alguém retribua a outrem mal por mal; pelo contrário, segui sempre o bem entre vós e para com todos.
16.Regozijai-vos sempre.
17.Orai sem cessar.
18.Em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.
19.Não apagueis o Espírito.
20.Não desprezeis as profecias;
21.julgai todas as coisas, retende o que é bom;
22.abstende-vos de toda forma de mal.
O voto do apóstolo
23.O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.
24.Fiel é o que vos chama, o qual também o fará.
A saudação final e a bênção
25.Irmãos, orai por nós.
26.Saudai todos os irmãos com ósculo santo.
27.Conjuro-vos, pelo Senhor, que esta epístola seja lida a todos os irmãos.
28.A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja convosco.
Prefácio e saudação
1.Paulo, Silvano e Timóteo, à igreja dos tessalonicenses, em Deus, nosso Pai, e no Senhor Jesus Cristo,
2.graça e paz a vós outros, da parte de Deus Pai e do Senhor Jesus Cristo.
Ação de graças
3.Irmãos, cumpre-nos dar sempre graças a Deus no tocante a vós outros, como é justo, pois a vossa fé cresce sobremaneira, e o vosso mútuo amor de uns para com os outros vai aumentando,
4.a tal ponto que nós mesmos nos gloriamos de vós nas igrejas de Deus, à vista da vossa constância e fé, em todas as vossas perseguições e nas tribulações que suportais,
5.sinal evidente do reto juízo de Deus, para que sejais considerados dignos do reino de Deus, pelo qual, com efeito, estais sofrendo;
6.se, de fato, é justo para com Deus que ele dê em paga tribulação aos que vos atribulam
7.e a vós outros, que sois atribulados, alívio juntamente conosco, quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder,
8.em chama de fogo, tomando vingança contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus.
9.Estes sofrerão penalidade de eterna destruição, banidos da face do Senhor e da glória do seu poder,
10.quando vier para ser glorificado nos seus santos e ser admirado em todos os que creram, naquele dia ( porquanto foi crido entre vós o nosso testemunho ).
11.Por isso, também não cessamos de orar por vós, para que o nosso Deus vos torne dignos da sua vocação e cumpra com poder todo propósito de bondade e obra de fé,
12.a fim de que o nome de nosso Senhor Jesus seja glorificado em vós, e vós, nele, segundo a graça do nosso Deus e do Senhor Jesus Cristo.
A vinda do Senhor. A revelação da apostasia. O homem da iniquidade
1.Irmãos, no que diz respeito à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com ele, nós vos exortamos
2.a que não vos demovais da vossa mente, com facilidade, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como se procedesse de nós, supondo tenha chegado o Dia do Senhor.
3.Ninguém, de nenhum modo, vos engane, porque isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniqüidade, o filho da perdição,
4.o qual se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus ou é objeto de culto, a ponto de assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus.
5.Não vos recordais de que, ainda convosco, eu costumava dizer-vos estas coisas?
6.E, agora, sabeis o que o detém, para que ele seja revelado somente em ocasião própria.
O caráter do homem da iniquidade e a sua derrota
7.Com efeito, o mistério da iniqüidade já opera e aguarda somente que seja afastado aquele que agora o detém;
8.então, será, de fato, revelado o iníquo, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de sua boca e o destruirá pela manifestação de sua vinda.
9.Ora, o aparecimento do iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais, e prodígios da mentira,
10.e com todo engano de injustiça aos que perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos.
11.É por este motivo, pois, que Deus lhes manda a operação do erro, para darem crédito à mentira,
12.a fim de serem julgados todos quantos não deram crédito à verdade; antes, pelo contrário, deleitaram-se com a injustiça.
Ação de graças e exortação
13.Entretanto, devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade,
14.para o que também vos chamou mediante o nosso evangelho, para alcançardes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo.
15.Assim, pois, irmãos, permanecei firmes e guardai as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa.
16.Ora, nosso Senhor Jesus Cristo mesmo e Deus, o nosso Pai, que nos amou e nos deu eterna consolação e boa esperança, pela graça,
17.consolem o vosso coração e vos confirmem em toda boa obra e boa palavra.
Paulo pede as orações dos tessalonicenses
1.Finalmente, irmãos, orai por nós, para que a palavra do Senhor se propague e seja glorificada, como também está acontecendo entre vós;
2.e para que sejamos livres dos homens perversos e maus; porque a fé não é de todos.
3.Todavia, o Senhor é fiel; ele vos confirmará e guardará do Maligno.
4.Nós também temos confiança em vós no Senhor, de que não só estais praticando as coisas que vos ordenamos, como também continuareis a fazê-las.
5.Ora, o Senhor conduza o vosso coração ao amor de Deus e à constância de Cristo.
Exortação à prática de vários deveres cristãos pessoais, sociais e coletivos
6.Nós vos ordenamos, irmãos, em nome do Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo irmão que ande desordenadamente e não segundo a tradição que de nós recebestes;
7.pois vós mesmos estais cientes do modo por que vos convém imitar-nos, visto que nunca nos portamos desordenadamente entre vós,
8.nem jamais comemos pão à custa de outrem; pelo contrário, em labor e fadiga, de noite e de dia, trabalhamos, a fim de não sermos pesados a nenhum de vós;
9.não porque não tivéssemos esse direito, mas por termos em vista oferecer-vos exemplo em nós mesmos, para nos imitardes.
10.Porque, quando ainda convosco, vos ordenamos isto: se alguém não quer trabalhar, também não coma.
11.Pois, de fato, estamos informados de que, entre vós, há pessoas que andam desordenadamente, não trabalhando; antes, se intrometem na vida alheia.
12.A elas, porém, determinamos e exortamos, no Senhor Jesus Cristo, que, trabalhando tranqüilamente, comam o seu próprio pão.
13.E vós, irmãos, não vos canseis de fazer o bem.
14.Caso alguém não preste obediência à nossa palavra dada por esta epístola, notai-o; nem vos associeis com ele, para que fique envergonhado.
15.Todavia, não o considereis por inimigo, mas adverti-o como irmão.
16.Ora, o Senhor da paz, ele mesmo, vos dê continuamente a paz em todas as circunstâncias. O Senhor seja com todos vós.
A saudação final e a bênção
17.A saudação é de próprio punho: Paulo. Este é o sinal em cada epístola; assim é que eu assino.
18.A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos vós.
Prefácio e saudação
1.Paulo, apóstolo de Cristo Jesus, pelo mandato de Deus, nosso Salvador, e de Cristo Jesus, nossa esperança,
2.a Timóteo, verdadeiro filho na fé, graça, misericórdia e paz, da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, nosso Senhor.
O ministério de Timóteo em Éfeso. Falsas doutrinas e suas características
3.Quando eu estava de viagem, rumo da Macedônia, te roguei permanecesses ainda em Éfeso para admoestares a certas pessoas, a fim de que não ensinem outra doutrina,
4.nem se ocupem com fábulas e genealogias sem fim, que, antes, promovem discussões do que o serviço de Deus, na fé.
5.Ora, o intuito da presente admoestação visa ao amor que procede de coração puro, e de consciência boa, e de fé sem hipocrisia.
6.Desviando-se algumas pessoas destas coisas, perderam-se em loquacidade frívola,
7.pretendendo passar por mestres da lei, não compreendendo, todavia, nem o que dizem, nem os assuntos sobre os quais fazem ousadas asseverações.
A lei e os seus objetivos
8.Sabemos, porém, que a lei é boa, se alguém dela se utiliza de modo legítimo,
9.tendo em vista que não se promulga lei para quem é justo, mas para transgressores e rebeldes, irreverentes e pecadores, ímpios e profanos, parricidas e matricidas, homicidas,
10.impuros, sodomitas, raptores de homens, mentirosos, perjuros e para tudo quanto se opõe à sã doutrina,
11.segundo o evangelho da glória do Deus bendito, do qual fui encarregado.
A graça e a sua eficácia na experiência do apóstolo Paulo
12.Sou grato para com aquele que me fortaleceu, Cristo Jesus, nosso Senhor, que me considerou fiel, designando-me para o ministério,
13.a mim, que, noutro tempo, era blasfemo, e perseguidor, e insolente. Mas obtive misericórdia, pois o fiz na ignorância, na incredulidade.
14.Transbordou, porém, a graça de nosso Senhor com a fé e o amor que há em Cristo Jesus.
15.Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal.
16.Mas, por esta mesma razão, me foi concedida misericórdia, para que, em mim, o principal, evidenciasse Jesus Cristo a sua completa longanimidade, e servisse eu de modelo a quantos hão de crer nele para a vida eterna.
17.Assim, ao Rei eterno, imortal, invisível, Deus único, honra e glória pelos séculos dos séculos. Amém!
O bom combate
18.Este é o dever de que te encarrego, ó filho Timóteo, segundo as profecias de que antecipadamente foste objeto: combate, firmado nelas, o bom combate,
19.mantendo fé e boa consciência, porquanto alguns, tendo rejeitado a boa consciência, vieram a naufragar na fé.
20.E dentre esses se contam Himeneu e Alexandre, os quais entreguei a Satanás, para serem castigados, a fim de não mais blasfemarem.
A prática da oração por todos os homens. Um só Mediador
1.Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens,
2.em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranqüila e mansa, com toda piedade e respeito.
3.Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador,
4.o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.
5.Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem,
6.o qual a si mesmo se deu em resgate por todos: testemunho que se deve prestar em tempos oportunos.
7.Para isto fui designado pregador e apóstolo ( afirmo a verdade, não minto ), mestre dos gentios na fé e na verdade.
Proceder conveniente no culto público
8.Quero, portanto, que os varões orem em todo lugar, levantando mãos santas, sem ira e sem animosidade.
9.Da mesma sorte, que as mulheres, em traje decente, se ataviem com modéstia e bom senso, não com cabeleira frisada e com ouro, ou pérolas, ou vestuário dispendioso,
10.porém com boas obras ( como é próprio às mulheres que professam ser piedosas ).
11.A mulher aprenda em silêncio, com toda a submissão.
12.E não permito que a mulher ensine, nem exerça autoridade de homem; esteja, porém, em silêncio.
13.Porque, primeiro, foi formado Adão, depois, Eva.
14.E Adão não foi iludido, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão.
15.Todavia, será preservada através de sua missão de mãe, se ela permanece em fé, e amor, e santificação, com bom senso.
As qualificações dos bispos e dos diáconos
1.Fiel é a palavra: se alguém aspira ao episcopado, excelente obra almeja.
2.É necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar;
3.não dado ao vinho, não violento, porém cordato, inimigo de contendas, não avarento;
4.e que governe bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito
5.( pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus? );
6.não seja neófito, para não suceder que se ensoberbeça e incorra na condenação do diabo.
7.Pelo contrário, é necessário que ele tenha bom testemunho dos de fora, a fim de não cair no opróbrio e no laço do diabo.
8.Semelhantemente, quanto a diáconos, é necessário que sejam respeitáveis, de uma só palavra, não inclinados a muito vinho, não cobiçosos de sórdida ganância,
9.conservando o mistério da fé com a consciência limpa.
10.Também sejam estes primeiramente experimentados; e, se se mostrarem irrepreensíveis, exerçam o diaconato.
11.Da mesma sorte, quanto a mulheres, é necessário que sejam elas respeitáveis, não maldizentes, temperantes e fiéis em tudo.
12.O diácono seja marido de uma só mulher e governe bem seus filhos e a própria casa.
13.Pois os que desempenharem bem o diaconato alcançam para si mesmos justa preeminência e muita intrepidez na fé em Cristo Jesus.
A igreja de Deus, coluna e baluarte da verdade. O grande mistério da piedade
14.Escrevo-te estas coisas, esperando ir ver-te em breve;
15.para que, se eu tardar, fiques ciente de como se deve proceder na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade.
16.Evidentemente, grande é o mistério da piedade: Aquele que foi manifestado na carne foi justificado em espírito, contemplado por anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória.
A apostasia nos últimos tempos
1.Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios,
2.pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência,
3.que proíbem o casamento e exigem abstinência de alimentos que Deus criou para serem recebidos, com ações de graças, pelos fiéis e por quantos conhecem plenamente a verdade;
4.pois tudo que Deus criou é bom, e, recebido com ações de graças, nada é recusável,
5.porque, pela palavra de Deus e pela oração, é santificado.
Exortação à fidelidade e à diligência no ministério
6.Expondo estas coisas aos irmãos, serás bom ministro de Cristo Jesus, alimentado com as palavras da fé e da boa doutrina que tens seguido.
7.Mas rejeita as fábulas profanas e de velhas caducas. Exercita-te, pessoalmente, na piedade.
8.Pois o exercício físico para pouco é proveitoso, mas a piedade para tudo é proveitosa, porque tem a promessa da vida que agora é e da que há de ser.
9.Fiel é esta palavra e digna de inteira aceitação.
10.Ora, é para esse fim que labutamos e nos esforçamos sobremodo, porquanto temos posto a nossa esperança no Deus vivo, Salvador de todos os homens, especialmente dos fiéis.
11.Ordena e ensina estas coisas.
12.Ninguém despreze a tua mocidade; pelo contrário, torna-te padrão dos fiéis, na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza.
13.Até à minha chegada, aplica-te à leitura, à exortação, ao ensino.
14.Não te faças negligente para com o dom que há em ti, o qual te foi concedido mediante profecia, com a imposição das mãos do presbitério.
15.Medita estas coisas e nelas sê diligente, para que o teu progresso a todos seja manifesto.
16.Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Continua nestes deveres; porque, fazendo assim, salvarás tanto a ti mesmo como aos teus ouvintes.
Os deveres dos pastores para com várias classes de pessoas
1.Não repreendas ao homem idoso; antes, exorta-o como a pai; aos moços, como a irmãos;
2.às mulheres idosas, como a mães; às moças, como a irmãs, com toda a pureza.
Das viúvas
3.Honra as viúvas verdadeiramente viúvas.
4.Mas, se alguma viúva tem filhos ou netos, que estes aprendam primeiro a exercer piedade para com a própria casa e a recompensar a seus progenitores; pois isto é aceitável diante de Deus.
5.Aquela, porém, que é verdadeiramente viúva e não tem amparo espera em Deus e persevera em súplicas e orações, noite e dia;
6.entretanto, a que se entrega aos prazeres, mesmo viva, está morta.
7.Prescreve, pois, estas coisas, para que sejam irrepreensíveis.
8.Ora, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente.
9.Não seja inscrita senão viúva que conte ao menos sessenta anos de idade, tenha sido esposa de um só marido,
10.seja recomendada pelo testemunho de boas obras, tenha criado filhos, exercitado hospitalidade, lavado os pés aos santos, socorrido a atribulados, se viveu na prática zelosa de toda boa obra.
11.Mas rejeita viúvas mais novas, porque, quando se tornam levianas contra Cristo, querem casar-se,
12.tornando-se condenáveis por anularem o seu primeiro compromisso.
13.Além do mais, aprendem também a viver ociosas, andando de casa em casa; e não somente ociosas, mas ainda tagarelas e intrigantes, falando o que não devem.
14.Quero, portanto, que as viúvas mais novas se casem, criem filhos, sejam boas donas de casa e não dêem ao adversário ocasião favorável de maledicência.
15.Pois, com efeito, já algumas se desviaram, seguindo a Satanás.
16.Se alguma crente tem viúvas em sua família, socorra-as, e não fique sobrecarregada a igreja, para que esta possa socorrer as que são verdadeiramente viúvas.
Acerca dos presbíteros. Vários conselhos
17.Devem ser considerados merecedores de dobrados honorários os presbíteros que presidem bem, com especialidade os que se afadigam na palavra e no ensino.
18.Pois a Escritura declara: Não amordaces o boi, quando pisa o trigo. E ainda: O trabalhador é digno do seu salário.
19.Não aceites denúncia contra presbítero, senão exclusivamente sob o depoimento de duas ou três testemunhas.
20.Quanto aos que vivem no pecado, repreende-os na presença de todos, para que também os demais temam.
21.Conjuro-te, perante Deus, e Cristo Jesus, e os anjos eleitos, que guardes estes conselhos, sem prevenção, nada fazendo com parcialidade.
22.A ninguém imponhas precipitadamente as mãos. Não te tornes cúmplice de pecados de outrem. Conserva-te a ti mesmo puro.
23.Não continues a beber somente água; usa um pouco de vinho, por causa do teu estômago e das tuas freqüentes enfermidades.
24.Os pecados de alguns homens são notórios e levam a juízo, ao passo que os de outros só mais tarde se manifestam.
25.Da mesma sorte também as boas obras, antecipadamente, se evidenciam e, quando assim não seja, não podem ocultar-se.
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
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