A oferta das igrejas da Macedônia para os pobres da Judeia
1.Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus concedida às igrejas da Macedônia;
2.porque, no meio de muita prova de tribulação, manifestaram abundância de alegria, e a profunda pobreza deles superabundou em grande riqueza da sua generosidade.
3.Porque eles, testemunho eu, na medida de suas posses e mesmo acima delas, se mostraram voluntários,
4.pedindo-nos, com muitos rogos, a graça de participarem da assistência aos santos.
5.E não somente fizeram como nós esperávamos, mas também deram-se a si mesmos primeiro ao Senhor, depois a nós, pela vontade de Deus;
6.o que nos levou a recomendar a Tito que, como começou, assim também complete esta graça entre vós.
7.Como, porém, em tudo, manifestais superabundância, tanto na fé e na palavra como no saber, e em todo cuidado, e em nosso amor para convosco, assim também abundeis nesta graça.
8.Não vos falo na forma de mandamento, mas para provar, pela diligência de outros, a sinceridade do vosso amor;
9.pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que, pela sua pobreza, vos tornásseis ricos.
10.E nisto dou minha opinião; pois a vós outros, que, desde o ano passado, principiastes não só a prática, mas também o querer, convém isto.
11.Completai, agora, a obra começada, para que, assim como revelastes prontidão no querer, assim a leveis a termo, segundo as vossas posses.
12.Porque, se há boa vontade, será aceita conforme o que o homem tem e não segundo o que ele não tem.
13.Porque não é para que os outros tenham alívio, e vós, sobrecarga; mas para que haja igualdade,
14.suprindo a vossa abundância, no presente, a falta daqueles, de modo que a abundância daqueles venha a suprir a vossa falta, e, assim, haja igualdade,
15.como está escrito: O que muito colheu não teve demais; e o que pouco, não teve falta.
O novo encargo de Tito
16.Mas graças a Deus, que pôs no coração de Tito a mesma solicitude por amor de vós;
17.porque atendeu ao nosso apelo e, mostrando-se mais cuidadoso, partiu voluntariamente para vós outros.
18.E, com ele, enviamos o irmão cujo louvor no evangelho está espalhado por todas as igrejas.
19.E não só isto, mas foi também eleito pelas igrejas para ser nosso companheiro no desempenho desta graça ministrada por nós, para a glória do próprio Senhor e para mostrar a nossa boa vontade;
20.evitando, assim, que alguém nos acuse em face desta generosa dádiva administrada por nós;
21.pois o que nos preocupa é procedermos honestamente, não só perante o Senhor, como também diante dos homens.
22.Com eles, enviamos nosso irmão cujo zelo, em muitas ocasiões e de muitos modos, temos experimentado; agora, porém, se mostra ainda mais zeloso pela muita confiança em vós.
23.Quanto a Tito, é meu companheiro e cooperador convosco; quanto a nossos irmãos, são mensageiros das igrejas e glória de Cristo.
24.Manifestai, pois, perante as igrejas, a prova do vosso amor e da nossa exultação a vosso respeito na presença destes homens.
Instruções de Paulo em referência à grande coleta
1.Ora, quanto à assistência a favor dos santos, é desnecessário escrever-vos,
2.porque bem reconheço a vossa presteza, da qual me glorio junto aos macedônios, dizendo que a Acaia está preparada desde o ano passado; e o vosso zelo tem estimulado a muitíssimos.
3.Contudo, enviei os irmãos, para que o nosso louvor a vosso respeito, neste particular, não se desminta, a fim de que, como venho dizendo, estivésseis preparados,
4.para que, caso alguns macedônios forem comigo e vos encontrem desapercebidos, não fiquemos nós envergonhados ( para não dizer, vós ) quanto a esta confiança.
5.Portanto, julguei conveniente recomendar aos irmãos que me precedessem entre vós e preparassem de antemão a vossa dádiva já anunciada, para que esteja pronta como expressão de generosidade e não de avareza.
A sementeira e a colheita
6.E isto afirmo: aquele que semeia pouco pouco também ceifará; e o que semeia com fartura com abundância também ceifará.
7.Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria.
8.Deus pode fazer-vos abundar em toda graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, ampla suficiência, superabundeis em toda boa obra,
9.como está escrito: Distribuiu, deu aos pobres, a sua justiça permanece para sempre.
10.Ora, aquele que dá semente ao que semeia e pão para alimento também suprirá e aumentará a vossa sementeira e multiplicará os frutos da vossa justiça,
11.enriquecendo-vos, em tudo, para toda generosidade, a qual faz que, por nosso intermédio, sejam tributadas graças a Deus.
12.Porque o serviço desta assistência não só supre a necessidade dos santos, mas também redunda em muitas graças a Deus,
13.visto como, na prova desta ministração, glorificam a Deus pela obediência da vossa confissão quanto ao evangelho de Cristo e pela liberalidade com que contribuís para eles e para todos,
14.enquanto oram eles a vosso favor, com grande afeto, em virtude da superabundante graça de Deus que há em vós.
15.Graças a Deus pelo seu dom inefável!
Paulo defende a sua autoridade apostólica
1.E eu mesmo, Paulo, vos rogo, pela mansidão e benignidade de Cristo, eu que, na verdade, quando presente entre vós, sou humilde; mas, quando ausente, ousado para convosco,
2.sim, eu vos rogo que não tenha de ser ousado, quando presente, servindo-me daquela firmeza com que penso devo tratar alguns que nos julgam como se andássemos em disposições de mundano proceder.
3.Porque, embora andando na carne, não militamos segundo a carne.
4.Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas
5.e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo,
6.e estando prontos para punir toda desobediência, uma vez completa a vossa submissão.
7.Observai o que está evidente. Se alguém confia em si que é de Cristo, pense outra vez consigo mesmo que, assim como ele é de Cristo, também nós o somos.
8.Porque, se eu me gloriar um pouco mais a respeito da nossa autoridade, a qual o Senhor nos conferiu para edificação e não para destruição vossa, não me envergonharei,
9.para que não pareça ser meu intuito intimidar-vos por meio de cartas.
10.As cartas, com efeito, dizem, são graves e fortes; mas a presença pessoal dele é fraca, e a palavra, desprezível.
11.Considere o tal isto: que o que somos na palavra por cartas, estando ausentes, tal seremos em atos, quando presentes.
12.Porque não ousamos classificar-nos ou comparar-nos com alguns que se louvam a si mesmos; mas eles, medindo-se consigo mesmos e comparando-se consigo mesmos, revelam insensatez.
A esfera da ação missionária de Paulo
13.Nós, porém, não nos gloriaremos sem medida, mas respeitamos o limite da esfera de ação que Deus nos demarcou e que se estende até vós.
14.Porque não ultrapassamos os nossos limites como se não devêssemos chegar até vós, posto que já chegamos até vós com o evangelho de Cristo;
15.não nos gloriando fora de medida nos trabalhos alheios e tendo esperança de que, crescendo a vossa fé, seremos sobremaneira engrandecidos entre vós, dentro da nossa esfera de ação,
16.a fim de anunciar o evangelho para além das vossas fronteiras, sem com isto nos gloriarmos de coisas já realizadas em campo alheio.
17.Aquele, porém, que se gloria, glorie-se no Senhor.
18.Porque não é aprovado quem a si mesmo se louva, e sim aquele a quem o Senhor louva.
Paulo continua a sua defesa
1.Quisera eu me suportásseis um pouco mais na minha loucura. Suportai-me, pois.
2.Porque zelo por vós com zelo de Deus; visto que vos tenho preparado para vos apresentar como virgem pura a um só esposo, que é Cristo.
3.Mas receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente e se aparte da simplicidade e pureza devidas a Cristo.
4.Se, na verdade, vindo alguém, prega outro Jesus que não temos pregado, ou se aceitais espírito diferente que não tendes recebido, ou evangelho diferente que não tendes abraçado, a esse, de boa mente, o tolerais.
5.Porque suponho em nada ter sido inferior a esses tais apóstolos.
6.E, embora seja falto no falar, não o sou no conhecimento; mas, em tudo e por todos os modos, vos temos feito conhecer isto.
O desprendimento do apóstolo
7.Cometi eu, porventura, algum pecado pelo fato de viver humildemente, para que fôsseis vós exaltados, visto que gratuitamente vos anunciei o evangelho de Deus?
8.Despojei outras igrejas, recebendo salário, para vos poder servir,
9.e, estando entre vós, ao passar privações, não me fiz pesado a ninguém; pois os irmãos, quando vieram da Macedônia, supriram o que me faltava; e, em tudo, me guardei e me guardarei de vos ser pesado.
10.A verdade de Cristo está em mim; por isso, não me será tirada esta glória nas regiões da Acaia.
11.Por que razão? É porque não vos amo? Deus o sabe.
12.Mas o que faço e farei é para cortar ocasião àqueles que a buscam com o intuito de serem considerados iguais a nós, naquilo em que se gloriam.
13.Porque os tais são falsos apóstolos, obreiros fraudulentos, transformando-se em apóstolos de Cristo.
14.E não é de admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz.
15.Não é muito, pois, que os seus próprios ministros se transformem em ministros de justiça; e o fim deles será conforme as suas obras.
Os sofrimentos de Paulo por amor do evangelho
16.Outra vez digo: ninguém me considere insensato; todavia, se o pensais, recebei-me como insensato, para que também me glorie um pouco.
17.O que falo, não o falo segundo o Senhor, e sim como por loucura, nesta confiança de gloriar-me.
18.E, posto que muitos se gloriam segundo a carne, também eu me gloriarei.
19.Porque, sendo vós sensatos, de boa mente tolerais os insensatos.
20.Tolerais quem vos escravize, quem vos devore, quem vos detenha, quem se exalte, quem vos esbofeteie no rosto.
21.Ingloriamente o confesso, como se fôramos fracos. Mas, naquilo em que qualquer tem ousadia ( com insensatez o afirmo ), também eu a tenho.
22.São hebreus? Também eu. São israelitas? Também eu. São da descendência de Abraão? Também eu.
23.São ministros de Cristo? ( Falo como fora de mim. ) Eu ainda mais: em trabalhos, muito mais; muito mais em prisões; em açoites, sem medida; em perigos de morte, muitas vezes.
24.Cinco vezes recebi dos judeus uma quarentena de açoites menos um;
25.fui três vezes fustigado com varas; uma vez, apedrejado; em naufrágio, três vezes; uma noite e um dia passei na voragem do mar;
26.em jornadas, muitas vezes; em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos entre patrícios, em perigos entre gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre falsos irmãos;
27.em trabalhos e fadigas, em vigílias, muitas vezes; em fome e sede, em jejuns, muitas vezes; em frio e nudez.
28.Além das coisas exteriores, há o que pesa sobre mim diariamente, a preocupação com todas as igrejas.
29.Quem enfraquece, que também eu não enfraqueça? Quem se escandaliza, que eu não me inflame?
30.Se tenho de gloriar-me, gloriar-me-ei no que diz respeito à minha fraqueza.
31.O Deus e Pai do Senhor Jesus, que é eternamente bendito, sabe que não minto.
32.Em Damasco, o governador preposto do rei Aretas montou guarda na cidade dos damascenos, para me prender;
33.mas, num grande cesto, me desceram por uma janela da muralha abaixo, e assim me livrei das suas mãos.
As visões e revelações do Senhor
1.Se é necessário que me glorie, ainda que não convém, passarei às visões e revelações do Senhor.
2.Conheço um homem em Cristo que, há catorze anos, foi arrebatado até ao terceiro céu ( se no corpo ou fora do corpo, não sei, Deus o sabe )
3.e sei que o tal homem ( se no corpo ou fora do corpo, não sei, Deus o sabe )
4.foi arrebatado ao paraíso e ouviu palavras inefáveis, as quais não é lícito ao homem referir.
5.De tal coisa me gloriarei; não, porém, de mim mesmo, salvo nas minhas fraquezas.
6.Pois, se eu vier a gloriar-me, não serei néscio, porque direi a verdade; mas abstenho-me para que ninguém se preocupe comigo mais do que em mim vê ou de mim ouve.
O espinho na carne
7.E, para que não me ensoberbecesse com a grandeza das revelações, foi-me posto um espinho na carne, mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de que não me exalte.
8.Por causa disto, três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim.
9.Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo.
10.Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte.
As credenciais de um apóstolo
11.Tenho-me tornado insensato; a isto me constrangestes. Eu devia ter sido louvado por vós; porquanto em nada fui inferior a esses tais apóstolos, ainda que nada sou.
12.Pois as credenciais do apostolado foram apresentadas no meio de vós, com toda a persistência, por sinais, prodígios e poderes miraculosos.
13.Porque, em que tendes vós sido inferiores às demais igrejas, senão neste fato de não vos ter sido pesado? Perdoai-me esta injustiça.
Paulo deseja visitá-los
14.Eis que, pela terceira vez, estou pronto a ir ter convosco e não vos serei pesado; pois não vou atrás dos vossos bens, mas procuro a vós outros. Não devem os filhos entesourar para os pais, mas os pais, para os filhos.
15.Eu de boa vontade me gastarei e ainda me deixarei gastar em prol da vossa alma. Se mais vos amo, serei menos amado?
16.Pois seja assim, eu não vos fui pesado; porém, sendo astuto, vos prendi com dolo.
17.Porventura, vos explorei por intermédio de algum daqueles que vos enviei?
18.Roguei a Tito e enviei com ele outro irmão; porventura, Tito vos explorou? Acaso, não temos andado no mesmo espírito? Não seguimos nas mesmas pisadas?
Paulo apela para o juiz de todos
19.Há muito, pensais que nos estamos desculpando convosco. Falamos em Cristo perante Deus, e tudo, ó amados, para vossa edificação.
20.Temo, pois, que, indo ter convosco, não vos encontre na forma em que vos quero, e que também vós me acheis diferente do que esperáveis, e que haja entre vós contendas, invejas, iras, porfias, detrações, intrigas, orgulho e tumultos.
21.Receio que, indo outra vez, o meu Deus me humilhe no meio de vós, e eu venha a chorar por muitos que, outrora, pecaram e não se arrependeram da impureza, prostituição e lascívia que cometeram.
Paulo promete investigar e castigar
1.Esta é a terceira vez que vou ter convosco. Por boca de duas ou três testemunhas, toda questão será decidida.
2.Já o disse anteriormente e torno a dizer, como fiz quando estive presente pela segunda vez; mas, agora, estando ausente, o digo aos que, outrora, pecaram e a todos os mais que, se outra vez for, não os pouparei,
3.posto que buscais prova de que, em mim, Cristo fala, o qual não é fraco para convosco; antes, é poderoso em vós.
4.Porque, de fato, foi crucificado em fraqueza; contudo, vive pelo poder de Deus. Porque nós também somos fracos nele, mas viveremos, com ele, para vós outros pelo poder de Deus.
5.Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não reconheceis que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados.
6.Mas espero reconheçais que não somos reprovados.
7.Estamos orando a Deus para que não façais mal algum, não para que, simplesmente, pareçamos aprovados, mas para que façais o bem, embora sejamos tidos como reprovados.
8.Porque nada podemos contra a verdade, senão em favor da própria verdade.
9.Porque nos regozijamos quando nós estamos fracos e vós, fortes; e isto é o que pedimos: o vosso aperfeiçoamento.
10.Portanto, escrevo estas coisas, estando ausente, para que, estando presente, não venha a usar de rigor segundo a autoridade que o Senhor me conferiu para edificação e não para destruir.
Saudações
11.Quanto ao mais, irmãos, adeus! Aperfeiçoai-vos, consolai-vos, sede do mesmo parecer, vivei em paz; e o Deus de amor e de paz estará convosco.
12.( 13 - 12 a ) Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo.
A bênção
13.( 13 - 12 b ) Todos os santos vos saúdam.
14.( 13 - 13 ) A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós.
Prefácio e saudação
1.Paulo, apóstolo, não da parte de homens, nem por intermédio de homem algum, mas por Jesus Cristo e por Deus Pai, que o ressuscitou dentre os mortos,
2.e todos os irmãos meus companheiros, às igrejas da Galácia,
3.graça a vós outros e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do nosso Senhor Jesus Cristo,
4.o qual se entregou a si mesmo pelos nossos pecados, para nos desarraigar deste mundo perverso, segundo a vontade de nosso Deus e Pai,
5.a quem seja a glória pelos séculos dos séculos. Amém!
A inconstância dos gálatas
6.Admira-me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na graça de Cristo para outro evangelho,
7.o qual não é outro, senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo.
8.Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema.
9.Assim, como já dissemos, e agora repito, se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema.
O evangelho que Paulo recebeu e pregou
10.Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo.
11.Faço -vos, porém, saber, irmãos, que o evangelho por mim anunciado não é segundo o homem,
12.porque eu não o recebi, nem o aprendi de homem algum, mas mediante revelação de Jesus Cristo.
13.Porque ouvistes qual foi o meu proceder outrora no judaísmo, como sobremaneira perseguia eu a igreja de Deus e a devastava.
14.E, na minha nação, quanto ao judaísmo, avantajava-me a muitos da minha idade, sendo extremamente zeloso das tradições de meus pais.
15.Quando, porém, ao que me separou antes de eu nascer e me chamou pela sua graça, aprouve
16.revelar seu Filho em mim, para que eu o pregasse entre os gentios, sem detença, não consultei carne e sangue,
17.nem subi a Jerusalém para os que já eram apóstolos antes de mim, mas parti para as regiões da Arábia e voltei, outra vez, para Damasco.
Paulo vai a Jerusalém, Síria e Cilícia
18.Decorridos três anos, então, subi a Jerusalém para avistar-me com Cefas e permaneci com ele quinze dias;
19.e não vi outro dos apóstolos, senão Tiago, o irmão do Senhor.
20.Ora, acerca do que vos escrevo, eis que diante de Deus testifico que não minto.
21.Depois, fui para as regiões da Síria e da Cilícia.
22.E não era conhecido de vista das igrejas da Judéia, que estavam em Cristo.
23.Ouviam somente dizer: Aquele que, antes, nos perseguia, agora, prega a fé que, outrora, procurava destruir.
24.E glorificavam a Deus a meu respeito.
O apostolado aos judeus e aos gentios
1.Catorze anos depois, subi outra vez a Jerusalém com Barnabé, levando também a Tito.
2.Subi em obediência a uma revelação; e lhes expus o evangelho que prego entre os gentios, mas em particular aos que pareciam de maior influência, para, de algum modo, não correr ou ter corrido em vão.
3.Contudo, nem mesmo Tito, que estava comigo, sendo grego, foi constrangido a circuncidar-se.
4.E isto por causa dos falsos irmãos que se entremeteram com o fim de espreitar a nossa liberdade que temos em Cristo Jesus e reduzir -nos à escravidão;
5.aos quais nem ainda por uma hora nos submetemos, para que a verdade do evangelho permanecesse entre vós.
6.E, quanto àqueles que pareciam ser de maior influência ( quais tenham sido, outrora, não me interessa; Deus não aceita a aparência do homem ), esses, digo, que me pareciam ser alguma coisa nada me acrescentaram;
7.antes, pelo contrário, quando viram que o evangelho da incircuncisão me fora confiado, como a Pedro o da circuncisão
8.( pois aquele que operou eficazmente em Pedro para o apostolado da circuncisão também operou eficazmente em mim para com os gentios )
9.e, quando conheceram a graça que me foi dada, Tiago, Cefas e João, que eram reputados colunas, me estenderam, a mim e a Barnabé, a destra de comunhão, a fim de que nós fôssemos para os gentios, e eles, para a circuncisão;
10.recomendando-nos somente que nos lembrássemos dos pobres, o que também me esforcei por fazer.
Paulo repreende a Pedro. A justificação pela fé em Cristo Jesus
11.Quando, porém, Cefas veio a Antioquia, resisti -lhe face a face, porque se tornara repreensível.
12.Com efeito, antes de chegarem alguns da parte de Tiago, comia com os gentios; quando, porém, chegaram, afastou-se e, por fim, veio a apartar -se, temendo os da circuncisão.
13.E também os demais judeus dissimularam com ele, a ponto de o próprio Barnabé ter-se deixado levar pela dissimulação deles.
14.Quando, porém, vi que não procediam corretamente segundo a verdade do evangelho, disse a Cefas, na presença de todos: se, sendo tu judeu, vives como gentio e não como judeu, por que obrigas os gentios a viverem como judeus?
15.Nós, judeus por natureza e não pecadores dentre os gentios,
16.sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei, e sim mediante a fé em Cristo Jesus, também temos crido em Cristo Jesus, para que fôssemos justificados pela fé em Cristo e não por obras da lei, pois, por obras da lei, ninguém será justificado.
17.Mas se, procurando ser justificados em Cristo, fomos nós mesmos também achados pecadores, dar-se-á o caso de ser Cristo ministro do pecado? Certo que não!
18.Porque, se torno a edificar aquilo que destruí, a mim mesmo me constituo transgressor.
19.Porque eu, mediante a própria lei, morri para a lei, a fim de viver para Deus. Estou crucificado com Cristo;
20.logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim.
21.Não anulo a graça de Deus; pois, se a justiça é mediante a lei, segue-se que morreu Cristo em vão.
Paulo apela para a experiência dos gálatas
1.Ó gálatas insensatos! Quem vos fascinou a vós outros, ante cujos olhos foi Jesus Cristo exposto como crucificado?
2.Quero apenas saber isto de vós: recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé?
3.Sois assim insensatos que, tendo começado no Espírito, estejais, agora, vos aperfeiçoando na carne?
4.Terá sido em vão que tantas coisas sofrestes? Se, na verdade, foram em vão.
5.Aquele, pois, que vos concede o Espírito e que opera milagres entre vós, porventura, o faz pelas obras da lei ou pela pregação da fé?
A experiência de Abraão
6.É o caso de Abraão, que creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça.
7.Sabei, pois, que os da fé é que são filhos de Abraão.
8.Ora, tendo a Escritura previsto que Deus justificaria pela fé os gentios, preanunciou o evangelho a Abraão: Em ti, serão abençoados todos os povos.
9.De modo que os da fé são abençoados com o crente Abraão.
10.Todos quantos, pois, são das obras da lei estão debaixo de maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas escritas no Livro da lei, para praticá-las.
11.E é evidente que, pela lei, ninguém é justificado diante de Deus, porque o justo viverá pela fé.
12.Ora, a lei não procede de fé, mas: Aquele que observar os seus preceitos por eles viverá.
13.Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar ( porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro ),
14.para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios, em Jesus Cristo, a fim de que recebêssemos, pela fé, o Espírito prometido.
A lei não pode invalidar a promessa
15.Irmãos, falo como homem. Ainda que uma aliança seja meramente humana, uma vez ratificada, ninguém a revoga ou lhe acrescenta alguma coisa.
16.Ora, as promessas foram feitas a Abraão e ao seu descendente. Não diz: E aos descendentes, como se falando de muitos, porém como de um só: E ao teu descendente, que é Cristo.
17.E digo isto: uma aliança já anteriormente confirmada por Deus, a lei, que veio quatrocentos e trinta anos depois, não a pode ab-rogar, de forma que venha a desfazer a promessa.
18.Porque, se a herança provém de lei, já não decorre de promessa; mas foi pela promessa que Deus a concedeu gratuitamente a Abraão.
19.Qual, pois, a razão de ser da lei? Foi adicionada por causa das transgressões, até que viesse o descendente a quem se fez a promessa, e foi promulgada por meio de anjos, pela mão de um mediador.
20.Ora, o mediador não é de um, mas Deus é um.
21.É, porventura, a lei contrária às promessas de Deus? De modo nenhum! Porque, se fosse promulgada uma lei que pudesse dar vida, a justiça, na verdade, seria procedente de lei.
22.Mas a Escritura encerrou tudo sob o pecado, para que, mediante a fé em Jesus Cristo, fosse a promessa concedida aos que crêem.
A tutela da lei para nos conduzir a Cristo
23.Mas, antes que viesse a fé, estávamos sob a tutela da lei e nela encerrados, para essa fé que, de futuro, haveria de revelar-se.
24.De maneira que a lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé.
25.Mas, tendo vindo a fé, já não permanecemos subordinados ao aio.
26.Pois todos vós sois filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus;
27.porque todos quantos fostes batizados em Cristo de Cristo vos revestistes.
28.Dessarte, não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus.
29.E, se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa.
A nossa filiação em Cristo
1.Digo, pois, que, durante o tempo em que o herdeiro é menor, em nada difere de escravo, posto que é ele senhor de tudo.
2.Mas está sob tutores e curadores até ao tempo predeterminado pelo pai.
3.Assim, também nós, quando éramos menores, estávamos servilmente sujeitos aos rudimentos do mundo;
4.vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei,
5.para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos.
6.E, porque vós sois filhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai!
7.De sorte que já não és escravo, porém filho; e, sendo filho, também herdeiro por Deus.
O valor transitório dos ritos judaicos
8.Outrora, porém, não conhecendo a Deus, servíeis a deuses que, por natureza, não o são;
9.mas agora que conheceis a Deus ou, antes, sendo conhecidos por Deus, como estais voltando, outra vez, aos rudimentos fracos e pobres, aos quais, de novo, quereis ainda escravizar-vos?
10.Guardais dias, e meses, e tempos, e anos.
11.Receio de vós tenha eu trabalhado em vão para convosco.
A perplexidade de Paulo
12.Sede qual eu sou; pois também eu sou como vós. Irmãos, assim vos suplico. Em nada me ofendestes.
13.E vós sabeis que vos preguei o evangelho a primeira vez por causa de uma enfermidade física.
14.E, posto que a minha enfermidade na carne vos foi uma tentação, contudo, não me revelastes desprezo nem desgosto; antes, me recebestes como anjo de Deus, como o próprio Cristo Jesus.
15.Que é feito, pois, da vossa exultação? Pois vos dou testemunho de que, se possível fora, teríeis arrancado os próprios olhos para mos dar.
16.Tornei-me, porventura, vosso inimigo, por vos dizer a verdade?
17.Os que vos obsequiam não o fazem sinceramente, mas querem afastar-vos de mim, para que o vosso zelo seja em favor deles.
18.É bom ser sempre zeloso pelo bem e não apenas quando estou presente convosco,
19.meus filhos, por quem, de novo, sofro as dores de parto, até ser Cristo formado em vós;
20.pudera eu estar presente, agora, convosco e falar-vos em outro tom de voz; porque me vejo perplexo a vosso respeito.
Sara e Agar, alegoria das duas alianças
21.Dizei-me vós, os que quereis estar sob a lei: acaso, não ouvis a lei?
22.Pois está escrito que Abraão teve dois filhos, um da mulher escrava e outro da livre.
23.Mas o da escrava nasceu segundo a carne; o da livre, mediante a promessa.
24.Estas coisas são alegóricas; porque estas mulheres são duas alianças; uma, na verdade, se refere ao monte Sinai, que gera para escravidão; esta é Agar.
25.Ora, Agar é o monte Sinai, na Arábia, e corresponde à Jerusalém atual, que está em escravidão com seus filhos.
26.Mas a Jerusalém lá de cima é livre, a qual é nossa mãe;
27.porque está escrito: Alegra-te, ó estéril, que não dás à luz, exulta e clama, tu que não estás de parto; porque são mais numerosos os filhos da abandonada que os da que tem marido.
28.Vós, porém, irmãos, sois filhos da promessa, como Isaque.
29.Como, porém, outrora, o que nascera segundo a carne perseguia ao que nasceu segundo o Espírito, assim também agora.
30.Contudo, que diz a Escritura? Lança fora a escrava e seu filho, porque de modo algum o filho da escrava será herdeiro com o filho da livre.
31.E, assim, irmãos, somos filhos não da escrava, e sim da livre.
Ou a lei ou Cristo
1.Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão.
2.Eu, Paulo, vos digo que, se vos deixardes circuncidar, Cristo de nada vos aproveitará.
3.De novo, testifico a todo homem que se deixa circuncidar que está obrigado a guardar toda a lei.
4.De Cristo vos desligastes, vós que procurais justificar-vos na lei; da graça decaístes.
5.Porque nós, pelo Espírito, aguardamos a esperança da justiça que provém da fé.
6.Porque, em Cristo Jesus, nem a circuncisão, nem a incircuncisão têm valor algum, mas a fé que atua pelo amor.
7.Vós corríeis bem; quem vos impediu de continuardes a obedecer à verdade?
8.Esta persuasão não vem daquele que vos chama.
9.Um pouco de fermento leveda toda a massa.
10.Confio de vós, no Senhor, que não alimentareis nenhum outro sentimento; mas aquele que vos perturba, seja ele quem for, sofrerá a condenação.
11.Eu, porém, irmãos, se ainda prego a circuncisão, por que continuo sendo perseguido? Logo, está desfeito o escândalo da cruz.
12.Tomara até se mutilassem os que vos incitam à rebeldia.
A liberdade é limitada pelo amor
13.Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade; porém não useis da liberdade para dar ocasião à carne; sede, antes, servos uns dos outros, pelo amor.
14.Porque toda a lei se cumpre em um só preceito, a saber: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
15.Se vós, porém, vos mordeis e devorais uns aos outros, vede que não sejais mutuamente destruídos.
As obras da carne e o fruto do Espírito
16.Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne.
17.Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer.
18.Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais sob a lei.
19.Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia,
20.idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções,
21.invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam.
22.Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade,
23.mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei.
24.E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências.
25.Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito.
26.Não nos deixemos possuir de vanglória, provocando uns aos outros, tendo inveja uns dos outros.
O auxílio mútuo e a responsabilidade pessoal
1.Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-o com espírito de brandura; e guarda-te para que não sejas também tentado.
2.Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo.
3.Porque, se alguém julga ser alguma coisa, não sendo nada, a si mesmo se engana.
4.Mas prove cada um o seu labor e, então, terá motivo de gloriar-se unicamente em si e não em outro.
5.Porque cada um levará o seu próprio fardo.
O que o homem semear, isso também ceifará
6.Mas aquele que está sendo instruído na palavra faça participante de todas as coisas boas aquele que o instrui.
7.Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará.
8.Porque o que semeia para a sua própria carne da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá vida eterna.
9.E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos.
10.Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé.
Paulo gloria-se na cruz de Cristo
11.Vede com que letras grandes vos escrevi de meu próprio punho.
12.Todos os que querem ostentar-se na carne, esses vos constrangem a vos circuncidardes, somente para não serem perseguidos por causa da cruz de Cristo.
13.Pois nem mesmo aqueles que se deixam circuncidar guardam a lei; antes, querem que vos circuncideis, para se gloriarem na vossa carne.
14.Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo.
15.Pois nem a circuncisão é coisa alguma, nem a incircuncisão, mas o ser nova criatura.
16.E, a todos quantos andarem de conformidade com esta regra, paz e misericórdia sejam sobre eles e sobre o Israel de Deus.
17.Quanto ao mais, ninguém me moleste; porque eu trago no corpo as marcas de Jesus.
A bênção
18.A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja, irmãos, com o vosso espírito. Amém!
Prefácio e saudação
1.Paulo, apóstolo de Cristo Jesus por vontade de Deus, aos santos que vivem em Éfeso, e fiéis em Cristo Jesus,
2.graça a vós outros e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.
As bênçãos de Deus em Cristo, autor da nossa redenção
3.Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo,
4.assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor
5.nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade,
6.para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado,
7.no qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça,
8.que Deus derramou abundantemente sobre nós em toda a sabedoria e prudência,
9.desvendando-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito que propusera em Cristo,
10.de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu, como as da terra;
11.nele, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade,
12.a fim de sermos para louvor da sua glória, nós, os que de antemão esperamos em Cristo;
13.em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa;
14.o qual é o penhor da nossa herança, ao resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória.
Paulo ora pelos crentes
15.Por isso, também eu, tendo ouvido da fé que há entre vós no Senhor Jesus e o amor para com todos os santos,
16.não cesso de dar graças por vós, fazendo menção de vós nas minhas orações,
17.para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dele,
18.iluminados os olhos do vosso coração, para saberdes qual é a esperança do seu chamamento, qual a riqueza da glória da sua herança nos santos
19.e qual a suprema grandeza do seu poder para com os que cremos, segundo a eficácia da força do seu poder;
20.o qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais,
21.acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir, não só no presente século, mas também no vindouro.
22.E pôs todas as coisas debaixo dos pés, e para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja,
23.a qual é o seu corpo, a plenitude daquele que a tudo enche em todas as coisas.
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
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