1.Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo.
O véu e seu uso na igreja de Corinto
2.De fato, eu vos louvo porque, em tudo, vos lembrais de mim e retendes as tradições assim como vo-las entreguei.
3.Quero, entretanto, que saibais ser Cristo o cabeça de todo homem, e o homem, o cabeça da mulher, e Deus, o cabeça de Cristo.
4.Todo homem que ora ou profetiza, tendo a cabeça coberta, desonra a sua própria cabeça.
5.Toda mulher, porém, que ora ou profetiza com a cabeça sem véu desonra a sua própria cabeça, porque é como se a tivesse rapada.
6.Portanto, se a mulher não usa véu, nesse caso, que rape o cabelo. Mas, se lhe é vergonhoso o tosquiar-se ou rapar-se, cumpre-lhe usar véu.
7.Porque, na verdade, o homem não deve cobrir a cabeça, por ser ele imagem e glória de Deus, mas a mulher é glória do homem.
8.Porque o homem não foi feito da mulher, e sim a mulher, do homem.
9.Porque também o homem não foi criado por causa da mulher, e sim a mulher, por causa do homem.
10.Portanto, deve a mulher, por causa dos anjos, trazer véu na cabeça, como sinal de autoridade.
11.No Senhor, todavia, nem a mulher é independente do homem, nem o homem, independente da mulher.
12.Porque, como provém a mulher do homem, assim também o homem é nascido da mulher; e tudo vem de Deus.
13.Julgai entre vós mesmos: é próprio que a mulher ore a Deus sem trazer o véu?
14.Ou não vos ensina a própria natureza ser desonroso para o homem usar cabelo comprido?
15.E que, tratando-se da mulher, é para ela uma glória? Pois o cabelo lhe foi dado em lugar de mantilha.
16.Contudo, se alguém quer ser contencioso, saiba que nós não temos tal costume, nem as igrejas de Deus.
Instrução quanto à celebração da Ceia do Senhor
17.Nisto, porém, que vos prescrevo, não vos louvo, porquanto vos ajuntais não para melhor, e sim para pior.
18.Porque, antes de tudo, estou informado haver divisões entre vós quando vos reunis na igreja; e eu, em parte, o creio.
19.Porque até mesmo importa que haja partidos entre vós, para que também os aprovados se tornem conhecidos em vosso meio.
20.Quando, pois, vos reunis no mesmo lugar, não é a ceia do Senhor que comeis.
21.Porque, ao comerdes, cada um toma, antecipadamente, a sua própria ceia; e há quem tenha fome, ao passo que há também quem se embriague.
22.Não tendes, porventura, casas onde comer e beber? Ou menosprezais a igreja de Deus e envergonhais os que nada têm? Que vos direi? Louvar-vos-ei? Nisto, certamente, não vos louvo.
23.Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão;
24.e, tendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim.
25.Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim.
26.Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha.
27.Por isso, aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor, indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor.
28.Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e, assim, coma do pão, e beba do cálice;
29.pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si.
30.Eis a razão por que há entre vós muitos fracos e doentes e não poucos que dormem.
31.Porque, se nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados.
32.Mas, quando julgados, somos disciplinados pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo.
33.Assim, pois, irmãos meus, quando vos reunis para comer, esperai uns pelos outros.
34.Se alguém tem fome, coma em casa, a fim de não vos reunirdes para juízo. Quanto às demais coisas, eu as ordenarei quando for ter convosco.
Acerca de dons espirituais
1.A respeito dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes.
2.Sabeis que, outrora, quando éreis gentios, deixáveis conduzir-vos aos ídolos mudos, segundo éreis guiados.
3.Por isso, vos faço compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus afirma: Anátema, Jesus! Por outro lado, ninguém pode dizer: Senhor Jesus!, senão pelo Espírito Santo.
4.Ora, os dons são diversos, mas o Espírito é o mesmo.
5.E também há diversidade nos serviços, mas o Senhor é o mesmo.
6.E há diversidade nas realizações, mas o mesmo Deus é quem opera tudo em todos.
7.A manifestação do Espírito é concedida a cada um visando a um fim proveitoso.
8.Porque a um é dada, mediante o Espírito, a palavra da sabedoria; e a outro, segundo o mesmo Espírito, a palavra do conhecimento;
9.a outro, no mesmo Espírito, a fé; e a outro, no mesmo Espírito, dons de curar;
10.a outro, operações de milagres; a outro, profecia; a outro, discernimento de espíritos; a um, variedade de línguas; e a outro, capacidade para interpretá-las.
11.Mas um só e o mesmo Espírito realiza todas estas coisas, distribuindo-as, como lhe apraz, a cada um, individualmente.
A unidade orgânica da igreja
12.Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, constituem um só corpo, assim também com respeito a Cristo.
13.Pois, em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um só Espírito.
14.Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos.
15.Se disser o pé: Porque não sou mão, não sou do corpo; nem por isso deixa de ser do corpo.
16.Se o ouvido disser: Porque não sou olho, não sou do corpo; nem por isso deixa de o ser.
17.Se todo o corpo fosse olho, onde estaria o ouvido? Se todo fosse ouvido, onde, o olfato?
18.Mas Deus dispôs os membros, colocando cada um deles no corpo, como lhe aprouve.
19.Se todos, porém, fossem um só membro, onde estaria o corpo?
20.O certo é que há muitos membros, mas um só corpo.
21.Não podem os olhos dizer à mão: Não precisamos de ti; nem ainda a cabeça, aos pés: Não preciso de vós.
22.Pelo contrário, os membros do corpo que parecem ser mais fracos são necessários;
23.e os que nos parecem menos dignos no corpo, a estes damos muito maior honra; também os que em nós não são decorosos revestimos de especial honra.
24.Mas os nossos membros nobres não têm necessidade disso. Contudo, Deus coordenou o corpo, concedendo muito mais honra àquilo que menos tinha,
25.para que não haja divisão no corpo; pelo contrário, cooperem os membros, com igual cuidado, em favor uns dos outros.
26.De maneira que, se um membro sofre, todos sofrem com ele; e, se um deles é honrado, com ele todos se regozijam.
27.Ora, vós sois corpo de Cristo; e, individualmente, membros desse corpo.
28.A uns estabeleceu Deus na igreja, primeiramente, apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois, operadores de milagres; depois, dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas.
29.Porventura, são todos apóstolos? Ou, todos profetas? São todos mestres? Ou, operadores de milagres?
30.Têm todos dons de curar? Falam todos em outras línguas? Interpretam-nas todos?
31.Entretanto, procurai, com zelo, os melhores dons. E eu passo a mostrar-vos ainda um caminho sobremodo excelente.
1.Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine.
2.Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei.
3.E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará.
4.O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece,
5.não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal;
6.não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade;
7.tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
8.O amor jamais acaba; mas, havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará;
9.porque, em parte, conhecemos e, em parte, profetizamos.
10.Quando, porém, vier o que é perfeito, então, o que é em parte será aniquilado.
11.Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino.
12.Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. Agora, conheço em parte; então, conhecerei como também sou conhecido.
13.Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor.
O dom de profecia é superior ao de línguas
1.Segui o amor e procurai, com zelo, os dons espirituais, mas principalmente que profetizeis.
2.Pois quem fala em outra língua não fala a homens, senão a Deus, visto que ninguém o entende, e em espírito fala mistérios.
3.Mas o que profetiza fala aos homens, edificando, exortando e consolando.
4.O que fala em outra língua a si mesmo se edifica, mas o que profetiza edifica a igreja.
5.Eu quisera que vós todos falásseis em outras línguas; muito mais, porém, que profetizásseis; pois quem profetiza é superior ao que fala em outras línguas, salvo se as interpretar, para que a igreja receba edificação.
6.Agora, porém, irmãos, se eu for ter convosco falando em outras línguas, em que vos aproveitarei, se vos não falar por meio de revelação, ou de ciência, ou de profecia, ou de doutrina?
7.É assim que instrumentos inanimados, como a flauta ou a cítara, quando emitem sons, se não os derem bem distintos, como se reconhecerá o que se toca na flauta ou cítara?
8.Pois também se a trombeta der som incerto, quem se preparará para a batalha?
9.Assim, vós, se, com a língua, não disserdes palavra compreensível, como se entenderá o que dizeis? Porque estareis como se falásseis ao ar.
10.Há, sem dúvida, muitos tipos de vozes no mundo; nenhum deles, contudo, sem sentido.
11.Se eu, pois, ignorar a significação da voz, serei estrangeiro para aquele que fala; e ele, estrangeiro para mim.
12.Assim, também vós, visto que desejais dons espirituais, procurai progredir, para a edificação da igreja.
13.Pelo que, o que fala em outra língua deve orar para que a possa interpretar.
14.Porque, se eu orar em outra língua, o meu espírito ora de fato, mas a minha mente fica infrutífera.
15.Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com a mente; cantarei com o espírito, mas também cantarei com a mente.
16.E, se tu bendisseres apenas em espírito, como dirá o indouto o amém depois da tua ação de graças? Visto que não entende o que dizes;
17.porque tu, de fato, dás bem as graças, mas o outro não é edificado.
18.Dou graças a Deus, porque falo em outras línguas mais do que todos vós.
19.Contudo, prefiro falar na igreja cinco palavras com o meu entendimento, para instruir outros, a falar dez mil palavras em outra língua.
Os dons em face dos visitantes na igreja
20.Irmãos, não sejais meninos no juízo; na malícia, sim, sede crianças; quanto ao juízo, sede homens amadurecidos.
21.Na lei está escrito: Falarei a este povo por homens de outras línguas e por lábios de outros povos, e nem assim me ouvirão, diz o Senhor.
22.De sorte que as línguas constituem um sinal não para os crentes, mas para os incrédulos; mas a profecia não é para os incrédulos, e sim para os que crêem.
23.Se, pois, toda a igreja se reunir no mesmo lugar, e todos se puserem a falar em outras línguas, no caso de entrarem indoutos ou incrédulos, não dirão, porventura, que estais loucos?
24.Porém, se todos profetizarem, e entrar algum incrédulo ou indouto, é ele por todos convencido e por todos julgado;
25.tornam-se-lhe manifestos os segredos do coração, e, assim, prostrando-se com a face em terra, adorará a Deus, testemunhando que Deus está, de fato, no meio de vós.
A necessidade de ordem no culto
26.Que fazer, pois, irmãos? Quando vos reunis, um tem salmo, outro, doutrina, este traz revelação, aquele, outra língua, e ainda outro, interpretação. Seja tudo feito para edificação.
27.No caso de alguém falar em outra língua, que não sejam mais do que dois ou quando muito três, e isto sucessivamente, e haja quem interprete.
28.Mas, não havendo intérprete, fique calado na igreja, falando consigo mesmo e com Deus.
29.Tratando-se de profetas, falem apenas dois ou três, e os outros julguem.
30.Se, porém, vier revelação a outrem que esteja assentado, cale-se o primeiro.
31.Porque todos podereis profetizar, um após outro, para todos aprenderem e serem consolados.
32.Os espíritos dos profetas estão sujeitos aos próprios profetas;
33.porque Deus não é de confusão, e sim de paz. Como em todas as igrejas dos santos,
34.conservem-se as mulheres caladas nas igrejas, porque não lhes é permitido falar; mas estejam submissas como também a lei o determina.
35.Se, porém, querem aprender alguma coisa, interroguem, em casa, a seu próprio marido; porque para a mulher é vergonhoso falar na igreja.
36.Porventura, a palavra de Deus se originou no meio de vós ou veio ela exclusivamente para vós outros?
37.Se alguém se considera profeta ou espiritual, reconheça ser mandamento do Senhor o que vos escrevo.
38.E, se alguém o ignorar, será ignorado.
39.Portanto, meus irmãos, procurai com zelo o dom de profetizar e não proibais o falar em outras línguas.
40.Tudo, porém, seja feito com decência e ordem.
A ressurreição de Cristo, penhor da nossa ressurreição
1.Irmãos, venho lembrar-vos o evangelho que vos anunciei, o qual recebestes e no qual ainda perseverais;
2.por ele também sois salvos, se retiverdes a palavra tal como vo-la preguei, a menos que tenhais crido em vão.
3.Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras,
4.e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.
5.E apareceu a Cefas e, depois, aos doze.
6.Depois, foi visto por mais de quinhentos irmãos de uma só vez, dos quais a maioria sobrevive até agora; porém alguns já dormem.
7.Depois, foi visto por Tiago, mais tarde, por todos os apóstolos
8.e, afinal, depois de todos, foi visto também por mim, como por um nascido fora de tempo.
9.Porque eu sou o menor dos apóstolos, que mesmo não sou digno de ser chamado apóstolo, pois persegui a igreja de Deus.
10.Mas, pela graça de Deus, sou o que sou; e a sua graça, que me foi concedida, não se tornou vã; antes, trabalhei muito mais do que todos eles; todavia, não eu, mas a graça de Deus comigo.
11.Portanto, seja eu ou sejam eles, assim pregamos e assim crestes.
12.Ora, se é corrente pregar-se que Cristo ressuscitou dentre os mortos, como, pois, afirmam alguns dentre vós que não há ressurreição de mortos?
13.E, se não há ressurreição de mortos, então, Cristo não ressuscitou.
14.E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã, a vossa fé;
15.e somos tidos por falsas testemunhas de Deus, porque temos asseverado contra Deus que ele ressuscitou a Cristo, ao qual ele não ressuscitou, se é certo que os mortos não ressuscitam.
16.Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou.
17.E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados.
18.E ainda mais: os que dormiram em Cristo pereceram.
19.Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens.
Cristo, as primícias dos que dormem
20.Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem.
21.Visto que a morte veio por um homem, também por um homem veio a ressurreição dos mortos.
22.Porque, assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo.
23.Cada um, porém, por sua própria ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na sua vinda.
24.E, então, virá o fim, quando ele entregar o reino ao Deus e Pai, quando houver destruído todo principado, bem como toda potestade e poder.
25.Porque convém que ele reine até que haja posto todos os inimigos debaixo dos pés.
26.O último inimigo a ser destruído é a morte.
27.Porque todas as coisas sujeitou debaixo dos pés. E, quando diz que todas as coisas lhe estão sujeitas, certamente, exclui aquele que tudo lhe subordinou.
28.Quando, porém, todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então, o próprio Filho também se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos.
A ressurreição em relação à vida prática
29.Doutra maneira, que farão os que se batizam por causa dos mortos? Se, absolutamente, os mortos não ressuscitam, por que se batizam por causa deles?
30.E por que também nós nos expomos a perigos a toda hora?
31.Dia após dia, morro! Eu o protesto, irmãos, pela glória que tenho em vós outros, em Cristo Jesus, nosso Senhor.
32.Se, como homem, lutei em Éfeso com feras, que me aproveita isso? Se os mortos não ressuscitam, comamos e bebamos, que amanhã morreremos.
33.Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes.
34.Tornai-vos à sobriedade, como é justo, e não pequeis; porque alguns ainda não têm conhecimento de Deus; isto digo para vergonha vossa.
Os ressuscitados terão corpo
35.Mas alguém dirá: Como ressuscitam os mortos? E em que corpo vêm?
36.Insensato! O que semeias não nasce, se primeiro não morrer;
37.e, quando semeias, não semeias o corpo que há de ser, mas o simples grão, como de trigo ou de qualquer outra semente.
38.Mas Deus lhe dá corpo como lhe aprouve dar e a cada uma das sementes, o seu corpo apropriado.
39.Nem toda carne é a mesma; porém uma é a carne dos homens, outra, a dos animais, outra, a das aves, e outra, a dos peixes.
40.Também há corpos celestiais e corpos terrestres; e, sem dúvida, uma é a glória dos celestiais, e outra, a dos terrestres.
41.Uma é a glória do sol, outra, a glória da lua, e outra, a das estrelas; porque até entre estrela e estrela há diferenças de esplendor.
42.Pois assim também é a ressurreição dos mortos. Semeia-se o corpo na corrupção, ressuscita na incorrupção. Semeia-se em desonra, ressuscita em glória.
43.Semeia-se em fraqueza, ressuscita em poder.
44.Semeia-se corpo natural, ressuscita corpo espiritual. Se há corpo natural, há também corpo espiritual.
45.Pois assim está escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito alma vivente. O último Adão, porém, é espírito vivificante.
46.Mas não é primeiro o espiritual, e sim o natural; depois, o espiritual.
47.O primeiro homem, formado da terra, é terreno; o segundo homem é do céu.
48.Como foi o primeiro homem, o terreno, tais são também os demais homens terrenos; e, como é o homem celestial, tais também os celestiais.
49.E, assim como trouxemos a imagem do que é terreno, devemos trazer também a imagem do celestial.
Os vivos serão transformados
50.Isto afirmo, irmãos, que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção.
51.Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos,
52.num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.
53.Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade.
54.E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória.
55.Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?
56.O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei.
57.Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo.
58.Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão.
Acerca da coleta para os necessitados da Judeia
1.Quanto à coleta para os santos, fazei vós também como ordenei às igrejas da Galácia.
2.No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte, em casa, conforme a sua prosperidade, e vá juntando, para que se não façam coletas quando eu for.
3.E, quando tiver chegado, enviarei, com cartas, para levarem as vossas dádivas a Jerusalém, aqueles que aprovardes.
4.Se convier que eu também vá, eles irão comigo.
Os projetos de Paulo
5.Irei ter convosco por ocasião da minha passagem pela Macedônia, porque devo percorrer a Macedônia.
6.E bem pode ser que convosco me demore ou mesmo passe o inverno, para que me encaminheis nas viagens que eu tenha de fazer.
7.Porque não quero, agora, ver-vos apenas de passagem, pois espero permanecer convosco algum tempo, se o Senhor o permitir.
8.Ficarei, porém, em Éfeso até ao Pentecostes;
9.porque uma porta grande e oportuna para o trabalho se me abriu; e há muitos adversários.
Acerca de Timóteo e Apolo
10.E, se Timóteo for, vede que esteja sem receio entre vós, porque trabalha na obra do Senhor, como também eu;
11.ninguém, pois, o despreze. Mas encaminhai-o em paz, para que venha ter comigo, visto que o espero com os irmãos.
12.Acerca do irmão Apolo, muito lhe tenho recomendado que fosse ter convosco em companhia dos irmãos, mas de modo algum era a vontade dele ir agora; irá, porém, quando se lhe deparar boa oportunidade.
As exortações finais
13.Sede vigilantes, permanecei firmes na fé, portai-vos varonilmente, fortalecei-vos.
14.Todos os vossos atos sejam feitos com amor.
Estéfanas, Fortunato e Acaico
15.E agora, irmãos, eu vos peço o seguinte ( sabeis que a casa de Estéfanas são as primícias da Acaia e que se consagraram ao serviço dos santos ):
16.que também vos sujeiteis a esses tais, como também a todo aquele que é cooperador e obreiro.
17.Alegro-me com a vinda de Estéfanas, e de Fortunato, e de Acaico; porque estes supriram o que da vossa parte faltava.
18.Porque trouxeram refrigério ao meu espírito e ao vosso. Reconhecei, pois, a homens como estes.
Saudações e a bênção
19.As igrejas da Ásia vos saúdam. No Senhor, muito vos saúdam Áqüila e Priscila e, bem assim, a igreja que está na casa deles.
20.Todos os irmãos vos saúdam. Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo.
21.A saudação, escrevo-a eu, Paulo, de próprio punho.
22.Se alguém não ama o Senhor, seja anátema. Maranata!
23.A graça do Senhor Jesus seja convosco.
24.O meu amor seja com todos vós, em Cristo Jesus.
Prefácio e saudação
1.Paulo, apóstolo de Cristo Jesus pela vontade de Deus, e o irmão Timóteo, à igreja de Deus que está em Corinto e a todos os santos em toda a Acaia,
2.graça a vós outros e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.
Ação de graças de Paulo pelo conforto divino
3.Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai de misericórdias e Deus de toda consolação!
4.É ele que nos conforta em toda a nossa tribulação, para podermos consolar os que estiverem em qualquer angústia, com a consolação com que nós mesmos somos contemplados por Deus.
5.Porque, assim como os sofrimentos de Cristo se manifestam em grande medida a nosso favor, assim também a nossa consolação transborda por meio de Cristo.
6.Mas, se somos atribulados, é para o vosso conforto e salvação; se somos confortados, é também para o vosso conforto, o qual se torna eficaz, suportando vós com paciência os mesmos sofrimentos que nós também padecemos.
7.A nossa esperança a respeito de vós está firme, sabendo que, como sois participantes dos sofrimentos, assim o sereis da consolação.
8.Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a natureza da tribulação que nos sobreveio na Ásia, porquanto foi acima das nossas forças, a ponto de desesperarmos até da própria vida.
9.Contudo, já em nós mesmos, tivemos a sentença de morte, para que não confiemos em nós, e sim no Deus que ressuscita os mortos;
10.o qual nos livrou e livrará de tão grande morte; em quem temos esperado que ainda continuará a livrar-nos,
11.ajudando-nos também vós, com as vossas orações a nosso favor, para que, por muitos, sejam dadas graças a nosso respeito, pelo benefício que nos foi concedido por meio de muitos.
A sinceridade de Paulo
12.Porque a nossa glória é esta: o testemunho da nossa consciência, de que, com santidade e sinceridade de Deus, não com sabedoria humana, mas, na graça divina, temos vivido no mundo e mais especialmente para convosco.
13.Porque nenhuma outra coisa vos escrevemos, além das que ledes e bem compreendeis; e espero que o compreendereis de todo,
14.como também já em parte nos compreendestes, que somos a vossa glória, como igualmente sois a nossa no Dia de Jesus, nosso Senhor.
Paulo explica a sua demora em ir a Corinto
15.Com esta confiança, resolvi ir, primeiro, encontrar-me convosco, para que tivésseis um segundo benefício;
16.e, por vosso intermédio, passar à Macedônia, e da Macedônia voltar a encontrar-me convosco, e ser encaminhado por vós para a Judéia.
17.Ora, determinando isto, terei, porventura, agido com leviandade? Ou, ao deliberar, acaso delibero segundo a carne, de sorte que haja em mim, simultaneamente, o sim e o não?
18.Antes, como Deus é fiel, a nossa palavra para convosco não é sim e não.
19.Porque o Filho de Deus, Cristo Jesus, que foi, por nosso intermédio, anunciado entre vós, isto é, por mim, e Silvano, e Timóteo, não foi sim e não; mas sempre nele houve o sim.
20.Porque quantas são as promessas de Deus, tantas têm nele o sim; porquanto também por ele é o amém para glória de Deus, por nosso intermédio.
21.Mas aquele que nos confirma convosco em Cristo e nos ungiu é Deus,
22.que também nos selou e nos deu o penhor do Espírito em nosso coração.
23.Eu, porém, por minha vida, tomo a Deus por testemunha de que, para vos poupar, não tornei ainda a Corinto;
24.não que tenhamos domínio sobre a vossa fé, mas porque somos cooperadores de vossa alegria; porquanto, pela fé, já estais firmados.
1.Isto deliberei por mim mesmo: não voltar a encontrar-me convosco em tristeza.
2.Porque, se eu vos entristeço, quem me alegrará, senão aquele que está entristecido por mim mesmo?
3.E isto escrevi para que, quando for, não tenha tristeza da parte daqueles que deveriam alegrar-me, confiando em todos vós de que a minha alegria é também a vossa.
4.Porque, no meio de muitos sofrimentos e angústias de coração, vos escrevi, com muitas lágrimas, não para que ficásseis entristecidos, mas para que conhecêsseis o amor que vos consagro em grande medida.
O penitente deve ser readmitido na igreja
5.Ora, se alguém causou tristeza, não o fez apenas a mim, mas, para que eu não seja demasiadamente áspero, digo que em parte a todos vós;
6.basta-lhe a punição pela maioria.
7.De modo que deveis, pelo contrário, perdoar-lhe e confortá-lo, para que não seja o mesmo consumido por excessiva tristeza.
8.Pelo que vos rogo que confirmeis para com ele o vosso amor.
9.E foi por isso também que vos escrevi, para ter prova de que, em tudo, sois obedientes.
10.A quem perdoais alguma coisa, também eu perdôo; porque, de fato, o que tenho perdoado ( se alguma coisa tenho perdoado ), por causa de vós o fiz na presença de Cristo;
11.para que Satanás não alcance vantagem sobre nós, pois não lhe ignoramos os desígnios.
A intranquilidade de Paulo não encontrando Tito
12.Ora, quando cheguei a Trôade para pregar o evangelho de Cristo, e uma porta se me abriu no Senhor,
13.não tive, contudo, tranqüilidade no meu espírito, porque não encontrei o meu irmão Tito; por isso, despedindo-me deles, parti para a Macedônia.
A vitória de Cristo no ministério apostólico
14.Graças, porém, a Deus, que, em Cristo, sempre nos conduz em triunfo e, por meio de nós, manifesta em todo lugar a fragrância do seu conhecimento.
15.Porque nós somos para com Deus o bom perfume de Cristo, tanto nos que são salvos como nos que se perdem.
16.Para com estes, cheiro de morte para morte; para com aqueles, aroma de vida para vida. Quem, porém, é suficiente para estas coisas?
17.Porque nós não estamos, como tantos outros, mercadejando a palavra de Deus; antes, em Cristo é que falamos na presença de Deus, com sinceridade e da parte do próprio Deus.
A excelência do ministério da nova aliança
1.Começamos, porventura, outra vez a recomendar-nos a nós mesmos? Ou temos necessidade, como alguns, de cartas de recomendação para vós outros ou de vós?
2.Vós sois a nossa carta, escrita em nosso coração, conhecida e lida por todos os homens,
3.estando já manifestos como carta de Cristo, produzida pelo nosso ministério, escrita não com tinta, mas pelo Espírito do Deus vivente, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, nos corações.
4.E é por intermédio de Cristo que temos tal confiança em Deus;
5.não que, por nós mesmos, sejamos capazes de pensar alguma coisa, como se partisse de nós; pelo contrário, a nossa suficiência vem de Deus,
6.o qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica.
7.E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, se revestiu de glória, a ponto de os filhos de Israel não poderem fitar a face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, ainda que desvanecente,
8.como não será de maior glória o ministério do Espírito!
9.Porque, se o ministério da condenação foi glória, em muito maior proporção será glorioso o ministério da justiça.
10.Porquanto, na verdade, o que, outrora, foi glorificado, neste respeito, já não resplandece, diante da atual sobreexcelente glória.
11.Porque, se o que se desvanecia teve sua glória, muito mais glória tem o que é permanente.
Onde há o Espírito do Senhor, aí há liberdade
12.Tendo, pois, tal esperança, servimo-nos de muita ousadia no falar.
13.E não somos como Moisés, que punha véu sobre a face, para que os filhos de Israel não atentassem na terminação do que se desvanecia.
14.Mas os sentidos deles se embotaram. Pois até ao dia de hoje, quando fazem a leitura da antiga aliança, o mesmo véu permanece, não lhes sendo revelado que, em Cristo, é removido.
15.Mas até hoje, quando é lido Moisés, o véu está posto sobre o coração deles.
16.Quando, porém, algum deles se converte ao Senhor, o véu lhe é retirado.
17.Ora, o Senhor é o Espírito; e, onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade.
18.E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito.
Paulo cumpre o seu ministério com fidelidade
1.Pelo que, tendo este ministério, segundo a misericórdia que nos foi feita, não desfalecemos;
2.pelo contrário, rejeitamos as coisas que, por vergonhosas, se ocultam, não andando com astúcia, nem adulterando a palavra de Deus; antes, nos recomendamos à consciência de todo homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade.
3.Mas, se o nosso evangelho ainda está encoberto, é para os que se perdem que está encoberto,
4.nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus.
5.Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus como Senhor e a nós mesmos como vossos servos, por amor de Jesus.
6.Porque Deus, que disse: Das trevas resplandecerá a luz, ele mesmo resplandeceu em nosso coração, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Cristo.
O poder de Paulo vem só de Deus
7.Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós.
8.Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados;
9.perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém não destruídos;
10.levando sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a sua vida se manifeste em nosso corpo.
11.Porque nós, que vivemos, somos sempre entregues à morte por causa de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossa carne mortal.
12.De modo que, em nós, opera a morte, mas, em vós, a vida.
13.Tendo, porém, o mesmo espírito da fé, como está escrito: Eu cri; por isso, é que falei. Também nós cremos; por isso, também falamos,
14.sabendo que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus também nos ressuscitará com Jesus e nos apresentará convosco.
15.Porque todas as coisas existem por amor de vós, para que a graça, multiplicando-se, torne abundantes as ações de graças por meio de muitos, para glória de Deus.
O desígnio e efeito das aflições
16.Por isso, não desanimamos; pelo contrário, mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo, o nosso homem interior se renova de dia em dia.
17.Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação,
18.não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas.
Ausentes do corpo e presentes com o Senhor
1.Sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos da parte de Deus um edifício, casa não feita por mãos, eterna, nos céus.
2.E, por isso, neste tabernáculo, gememos, aspirando por sermos revestidos da nossa habitação celestial;
3.se, todavia, formos encontrados vestidos e não nus.
4.Pois, na verdade, os que estamos neste tabernáculo gememos angustiados, não por querermos ser despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida.
5.Ora, foi o próprio Deus quem nos preparou para isto, outorgando-nos o penhor do Espírito.
6.Temos, portanto, sempre bom ânimo, sabendo que, enquanto no corpo, estamos ausentes do Senhor;
7.visto que andamos por fé e não pelo que vemos.
8.Entretanto, estamos em plena confiança, preferindo deixar o corpo e habitar com o Senhor.
9.É por isso que também nos esforçamos, quer presentes, quer ausentes, para lhe sermos agradáveis.
10.Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo.
O zelo apostólico de Paulo
11.E assim, conhecendo o temor do Senhor, persuadimos os homens e somos cabalmente conhecidos por Deus; e espero que também a vossa consciência nos reconheça.
12.Não nos recomendamos novamente a vós outros; pelo contrário, damo-vos ensejo de vos gloriardes por nossa causa, para que tenhais o que responder aos que se gloriam na aparência e não no coração.
13.Porque, se enlouquecemos, é para Deus; e, se conservamos o juízo, é para vós outros.
14.Pois o amor de Cristo nos constrange, julgando nós isto: um morreu por todos; logo, todos morreram.
15.E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.
16.Assim que, nós, daqui por diante, a ninguém conhecemos segundo a carne; e, se antes conhecemos Cristo segundo a carne, já agora não o conhecemos deste modo.
17.E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.
O ministério da reconciliação
18.Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação,
19.a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação.
20.De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus.
21.Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.
1.E nós, na qualidade de cooperadores com ele, também vos exortamos a que não recebais em vão a graça de Deus
2.( porque ele diz: Eu te ouvi no tempo da oportunidade e te socorri no dia da salvação; eis, agora, o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação );
3.não dando nós nenhum motivo de escândalo em coisa alguma, para que o ministério não seja censurado.
A abnegação de Paulo
4.Pelo contrário, em tudo recomendando-nos a nós mesmos como ministros de Deus: na muita paciência, nas aflições, nas privações, nas angústias,
5.nos açoites, nas prisões, nos tumultos, nos trabalhos, nas vigílias, nos jejuns,
6.na pureza, no saber, na longanimidade, na bondade, no Espírito Santo, no amor não fingido,
7.na palavra da verdade, no poder de Deus, pelas armas da justiça, quer ofensivas, quer defensivas;
8.por honra e por desonra, por infâmia e por boa fama, como enganadores e sendo verdadeiros;
9.como desconhecidos e, entretanto, bem conhecidos; como se estivéssemos morrendo e, contudo, eis que vivemos; como castigados, porém não mortos;
10.entristecidos, mas sempre alegres; pobres, mas enriquecendo a muitos; nada tendo, mas possuindo tudo.
O amor com amor se paga
11.Para vós outros, ó coríntios, abrem-se os nossos lábios, e alarga-se o nosso coração.
12.Não tendes limites em nós; mas estais limitados em vossos próprios afetos.
13.Ora, como justa retribuição ( falo-vos como a filhos ), dilatai-vos também vós.
Nenhuma comunhão com os incrédulos
14.Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas?
15.Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo?
16.Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos? Porque nós somos santuário do Deus vivente, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.
17.Por isso, retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor; não toqueis em coisas impuras; e eu vos receberei,
18.serei vosso Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso.
1.Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus.
O afeto de Paulo para com os coríntios
2.Acolhei-nos em vosso coração; a ninguém tratamos com injustiça, a ninguém corrompemos, a ninguém exploramos.
3.Não falo para vos condenar; porque já vos tenho dito que estais em nosso coração para, juntos, morrermos e vivermos.
4.Mui grande é a minha franqueza para convosco, e muito me glorio por vossa causa; sinto-me grandemente confortado e transbordante de júbilo em toda a nossa tribulação.
A chegada de Tito
5.Porque, chegando nós à Macedônia, nenhum alívio tivemos; pelo contrário, em tudo fomos atribulados: lutas por fora, temores por dentro.
6.Porém Deus, que conforta os abatidos, nos consolou com a chegada de Tito;
7.e não somente com a sua chegada, mas também pelo conforto que recebeu de vós, referindo-nos a vossa saudade, o vosso pranto, o vosso zelo por mim, aumentando, assim, meu regozijo.
8.Porquanto, ainda que vos tenha contristado com a carta, não me arrependo; embora já me tenha arrependido vejo que aquela carta vos contristou por breve tempo ),
9.agora, me alegro não porque fostes contristados, mas porque fostes contristados para arrependimento; pois fostes contristados segundo Deus, para que, de nossa parte, nenhum dano sofrêsseis.
10.Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação, que a ninguém traz pesar; mas a tristeza do mundo produz morte.
11.Porque quanto cuidado não produziu isto mesmo em vós que, segundo Deus, fostes contristados! Que defesa, que indignação, que temor, que saudades, que zelo, que vindita! Em tudo destes prova de estardes inocentes neste assunto.
12.Portanto, embora vos tenha escrito, não foi por causa do que fez o mal, nem por causa do que sofreu o agravo, mas para que a vossa solicitude a nosso favor fosse manifesta entre vós, diante de Deus.
13.Foi por isso que nos sentimos confortados. E, acima desta nossa consolação, muito mais nos alegramos pelo contentamento de Tito, cujo espírito foi recreado por todos vós.
14.Porque, se nalguma coisa me gloriei de vós para com ele, não fiquei envergonhado; pelo contrário, como, em tudo, vos falamos com verdade, também a nossa exaltação na presença de Tito se verificou ser verdadeira.
15.E o seu entranhável afeto cresce mais e mais para convosco, lembrando-se da obediência de todos vós, de como o recebestes com temor e tremor.
16.Alegro-me porque, em tudo, posso confiar em vós.
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