A longanimidade de Deus
1.Disse-me o SENHOR: Vai outra vez, ama uma mulher, amada de seu amigo e adúltera, como o SENHOR ama os filhos de Israel, embora eles olhem para outros deuses e amem bolos de passas.
2.Comprei-a, pois, para mim por quinze peças de prata e um ômer e meio de cevada;
3.e lhe disse: tu esperarás por mim muitos dias; não te prostituirás, nem serás de outro homem; assim também eu esperarei por ti.
4.Porque os filhos de Israel ficarão por muitos dias sem rei, sem príncipe, sem sacrifício, sem coluna, sem estola sacerdotal ou ídolos do lar.
5.Depois, tornarão os filhos de Israel, e buscarão ao SENHOR, seu Deus, e a Davi, seu rei; e, nos últimos dias, tremendo, se aproximarão do SENHOR e da sua bondade.
Corrupção geral de Israel
1.Ouvi a palavra do SENHOR, vós, filhos de Israel, porque o SENHOR tem uma contenda com os habitantes da terra, porque nela não há verdade, nem amor, nem conhecimento de Deus.
2.O que só prevalece é perjurar, mentir, matar, furtar e adulterar, e há arrombamentos e homicídios sobre homicídios.
3.Por isso, a terra está de luto, e todo o que mora nela desfalece, com os animais do campo e com as aves do céu; e até os peixes do mar perecem.
4.Todavia, ninguém contenda, ninguém repreenda; porque o teu povo é como os sacerdotes aos quais acusa.
5.Por isso, tropeçarás de dia, e o profeta contigo tropeçará de noite; e destruirei a tua mãe.
6.O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porque tu, sacerdote, rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos.
7.Quanto mais estes se multiplicaram, tanto mais contra mim pecaram; eu mudarei a sua honra em vergonha.
8.Alimentam-se do pecado do meu povo e da maldade dele têm desejo ardente.
9.Por isso, como é o povo, assim é o sacerdote; castigá-lo-ei pelo seu procedimento e lhe darei o pago das suas obras.
10.Comerão, mas não se fartarão; entregar-se-ão à sensualidade, mas não se multiplicarão, porque ao SENHOR deixaram de adorar.
11.A sensualidade, o vinho e o mosto tiram o entendimento.
12.O meu povo consulta o seu pedaço de madeira, e a sua vara lhe dá resposta; porque um espírito de prostituição os enganou, eles, prostituindo-se, abandonaram o seu Deus.
13.Sacrificam sobre o cimo dos montes e queimam incenso sobre os outeiros, debaixo do carvalho, dos choupos e dos terebintos, porque é boa a sua sombra; por isso, vossas filhas se prostituem, e as vossas noras adulteram.
14.Não castigarei vossas filhas, que se prostituem, nem vossas noras, quando adulteram, porque os homens mesmos se retiram com as meretrizes e com as prostitutas cultuais sacrificam, pois o povo que não tem entendimento corre para a sua perdição.
15.Ainda que tu, ó Israel, queres prostituir-te, contudo, não se faça culpado Judá; nem venhais a Gilgal e não subais a Bete-Áven, nem jureis, dizendo: Vive o SENHOR.
16.Como vaca rebelde, se rebelou Israel; será que o SENHOR o apascenta como a um cordeiro em vasta campina?
17.Efraim está entregue aos ídolos; é deixá-lo.
18.Tendo acabado de beber, eles se entregam à prostituição; os seus príncipes amam apaixonadamente a desonra.
19.O vento os envolveu nas suas asas; e envergonhar-se-ão por causa dos seus sacrifícios.
Repreensão contra sacerdotes e príncipes
1.Ouvi isto, ó sacerdotes; escutai, ó casa de Israel; e dai ouvidos, ó casa do rei, porque este juízo é contra vós outros, visto que fostes um laço em Mispa e rede estendida sobre o Tabor.
2.Na prática de excessos, vos aprofundastes; mas eu castigarei a todos eles.
3.Conheço a Efraim, e Israel não me está oculto; porque, agora, te tens prostituído, ó Efraim, e Israel está contaminado.
4.O seu proceder não lhes permite voltar para o seu Deus, porque um espírito de prostituição está no meio deles, e não conhecem ao SENHOR.
5.A soberba de Israel, abertamente, o acusa; Israel e Efraim cairão por causa da sua iniqüidade, e Judá cairá juntamente com eles.
6.Estes irão com os seus rebanhos e o seu gado à procura do SENHOR, porém não o acharão; ele se retirou deles.
7.Aleivosamente se houveram contra o SENHOR, porque geraram filhos bastardos; agora, a Festa da Lua Nova os consumirá com as suas porções.
8.Tocai a trombeta em Gibeá e em Ramá tocai a rebate! Levantai gritos em Bete-Áven! Cuidado, Benjamim!
9.Efraim tornar-se-á assolação no dia do castigo; entre as tribos de Israel, tornei conhecido o que se cumprirá.
10.Os príncipes de Judá são como os que mudam os marcos; derramarei, pois, o meu furor sobre eles como água.
11.Efraim está oprimido e quebrantado pelo castigo, porque foi do seu agrado andar após a vaidade.
12.Portanto, para Efraim serei como a traça e para a casa de Judá, como a podridão.
13.Quando Efraim viu a sua enfermidade, e Judá, a sua chaga, subiu Efraim à Assíria e se dirigiu ao rei principal, que o acudisse; mas ele não poderá curá-los, nem sarar a sua chaga.
14.Porque para Efraim serei como um leão e como um leãozinho, para a casa de Judá; eu, eu mesmo, os despedaçarei e ir-me-ei embora; arrebatá-los-ei, e não haverá quem os livre.
Conversão insincera
15.Irei e voltarei para o meu lugar, até que se reconheçam culpados e busquem a minha face; estando eles angustiados, cedo me buscarão, dizendo:
1.Vinde, e tornemos para o SENHOR, porque ele nos despedaçou e nos sarará; fez a ferida e a ligará.
2.Depois de dois dias, nos revigorará; ao terceiro dia, nos levantará, e viveremos diante dele.
3.Conheçamos e prossigamos em conhecer ao SENHOR; como a alva, a sua vinda é certa; e ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra.
4.Que te farei, ó Efraim? Que te farei, ó Judá? Porque o vosso amor é como a nuvem da manhã e como o orvalho da madrugada, que cedo passa.
5.Por isso, os abati por meio dos profetas; pela palavra da minha boca, os matei; e os meus juízos sairão como a luz.
6.Pois misericórdia quero, e não sacrifício, e o conhecimento de Deus, mais do que holocaustos.
7.Mas eles transgrediram a aliança, como Adão; eles se portaram aleivosamente contra mim.
8.Gileade é a cidade dos que praticam a injustiça, manchada de sangue.
9.Como hordas de salteadores que espreitam alguém, assim é a companhia dos sacerdotes, pois matam no caminho para Siquém; praticam abominações.
10.Vejo uma coisa horrenda na casa de Israel: ali está a prostituição de Efraim; Israel está contaminado.
11.Também tu, ó Judá, serás ceifado.
Iniquidade dos reis e príncipes
1.Quando me disponho a mudar a sorte do meu povo e a sarar a Israel, se descobre a iniqüidade de Efraim, como também a maldade de Samaria, porque praticam a falsidade; por dentro há ladrões, e por fora rouba a horda de salteadores.
2.Não dizem no seu coração que eu me lembro de toda a sua maldade; agora, pois, os seus próprios feitos os cercam; acham-se diante da minha face.
3.Com a sua malícia, alegram ao rei e com as suas mentiras, aos príncipes.
4.Todos eles são adúlteros: semelhantes ao forno aceso pelo padeiro, que somente cessa de atiçar o fogo desde que sovou a massa até que seja levedada.
5.No dia da festa do nosso rei, os príncipes se tornaram doentes com o excitamento do vinho, e ele deu a mão aos escarnecedores.
6.Porque prepararam o coração como um forno, enquanto estão de espreita; toda a noite, dorme o seu furor, mas, pela manhã, arde como labaredas de fogo.
7.Todos eles são quentes como um forno e consomem os seus juízes; todos os seus reis caem; ninguém há, entre eles, que me invoque.
8.Efraim se mistura com os povos e é um pão que não foi virado.
9.Estrangeiros lhe comem a força, e ele não o sabe; também as cãs já se espalham sobre ele, e ele não o sabe.
10.A soberba de Israel, abertamente, o acusa; todavia, não voltam para o SENHOR, seu Deus, nem o buscam em tudo isto.
11.Porque Efraim é como uma pomba enganada, sem entendimento; chamam o Egito e vão para a Assíria.
12.Quando forem, sobre eles estenderei a minha rede e como aves do céu os farei descer; castigá-los-ei, segundo o que eles têm ouvido na sua congregação.
13.Ai deles! Porque fugiram de mim; destruição sobre eles, porque se rebelaram contra mim! Eu os remiria, mas eles falam mentiras contra mim.
14.Não clamam a mim de coração, mas dão uivos nas suas camas; para o trigo e para o vinho se ajuntam, mas contra mim se rebelam.
15.Adestrei e fortaleci os seus braços; no entanto, maquinam contra mim.
16.Eles voltam, mas não para o Altíssimo. Fizeram-se como um arco enganoso; caem à espada os seus príncipes, por causa da insolência da sua língua; este será o seu escárnio na terra do Egito.
O castigo está próximo
1.Emboca a trombeta! Ele vem como a águia contra a casa do SENHOR, porque transgrediram a minha aliança e se rebelaram contra a minha lei.
2.A mim, me invocam: Nosso Deus! Nós, Israel, te conhecemos.
3.Israel rejeitou o bem; o inimigo o perseguirá.
4.Eles estabeleceram reis, mas não da minha parte; constituíram príncipes, mas eu não o soube; da sua prata e do seu ouro fizeram ídolos para si, para serem destruídos.
5.O teu bezerro, ó Samaria, é rejeitado; a minha ira se acende contra eles; até quando serão eles incapazes da inocência?
6.Porque vem de Israel, é obra de artífice, não é Deus; mas em pedaços será desfeito o bezerro de Samaria.
7.Porque semeiam ventos e segarão tormentas; não haverá seara; a erva não dará farinha; e, se a der, comê-la-ão os estrangeiros.
8.Israel foi devorado; agora, está entre as nações como coisa de que ninguém se agrada,
9.porque subiram à Assíria; o jumento montês anda solitário, mas Efraim mercou amores.
10.Todavia, ainda que eles merquem socorros entre as nações, eu os congregarei; já começaram a ser diminuídos por causa da opressão do rei e dos príncipes.
11.Porquanto Efraim multiplicou altares para pecar, estes lhe foram para pecar.
12.Embora eu lhe escreva a minha lei em dez mil preceitos, estes seriam tidos como coisa estranha.
13.Amam o sacrifício; por isso, sacrificam, pois gostam de carne e a comem, mas o SENHOR não os aceita; agora, se lembrará da sua iniqüidade e lhes castigará o pecado; eles voltarão para o Egito.
14.Porque Israel se esqueceu do seu Criador e edificou palácios, e Judá multiplicou cidades fortes; mas eu enviarei fogo contra as suas cidades, fogo que consumirá os seus palácios.
Israel já antes castigado
1.Não te alegres, ó Israel, não exultes, como os povos; porque, com prostituir-te, abandonaste o teu Deus, amaste a paga de prostituição em todas as eiras de cereais.
2.A eira e o lagar não os manterão; e o vinho novo lhes faltará.
3.Na terra do SENHOR, não permanecerão; mas Efraim tornará ao Egito e na Assíria comerá coisa imunda.
4.Não derramarão libações de vinho ao SENHOR, nem os seus sacrifícios lhe serão agradáveis; seu pão será como pão de pranteadores, todos os que dele comerem serão imundos; porque o seu pão será exclusivamente para eles e não entrará na Casa do SENHOR.
5.Que fareis vós no dia da solenidade e no dia da festa do SENHOR?
6.Porque eis que eles se foram por causa da destruição, mas o Egito os ceifará, Mênfis os sepultará; as preciosidades da sua prata, as urtigas as possuirão; espinhos crescerão nas suas moradas.
7.Chegaram os dias do castigo, chegaram os dias da retribuição; Israel o saberá; o seu profeta é um insensato, o homem de espírito é um louco, por causa da abundância da tua iniqüidade, ó Israel, e o muito do teu ódio.
8.O profeta é sentinela contra Efraim, ao lado de meu Deus, laço do passarinheiro em todos os seus caminhos e inimizade na casa do seu Deus.
9.Mui profundamente se corromperam, como nos dias de Gibeá. O SENHOR se lembrará das suas injustiças e castigará os pecados deles.
10.Achei a Israel como uvas no deserto, vi a vossos pais como as primícias da figueira nova; mas eles foram para Baal-Peor, e se consagraram à vergonhosa idolatria, e se tornaram abomináveis como aquilo que amaram.
11.Quanto a Efraim, a sua glória voará como ave; não haverá nascimento, nem gravidez, nem concepção.
12.Ainda que venham a criar seus filhos, eu os privarei deles, para que não fique nenhum homem. Ai deles, quando deles me apartar!
13.Efraim, como planejei, seria como Tiro, plantado num lugar aprazível; mas Efraim levará seus filhos ao matador.
14.Dá-lhes, ó SENHOR; que lhes darás? Dá-lhes um ventre estéril e seios secos.
15.Toda a sua malícia se acha em Gilgal, porque ali passei a aborrecê-los; por causa da maldade das suas obras, os lançarei fora de minha casa; já não os amarei; todos os seus príncipes são rebeldes.
16.Ferido está Efraim, secaram-se as suas raízes; não dará fruto; ainda que gere filhos, eu matarei os mais queridos do seu ventre.
17.O meu Deus os rejeitará, porque não o ouvem; e andarão errantes entre as nações.
Israel semeou malícia e segará destruição
1.Israel é vide luxuriante, que dá o fruto; segundo a abundância do seu fruto, assim multiplicou os altares; quanto melhor a terra, tanto mais belas colunas fizeram.
2.O seu coração é falso; por isso, serão culpados; o SENHOR quebrará os seus altares e deitará abaixo as colunas.
3.Agora, pois, dirão eles: Não temos rei, porque não tememos ao SENHOR. E o rei, que faria por nós?
4.Falam palavras vãs, jurando falsamente, fazendo aliança; por isso, brota o juízo como erva venenosa nos sulcos dos campos.
5.Os moradores de Samaria serão atemorizados por causa do bezerro de Bete-Áven; o seu povo se lamentará por causa dele, e os sacerdotes idólatras tremerão por causa da sua glória, que já se foi.
6.Também o bezerro será levado à Assíria como presente ao rei principal; Efraim se cobrirá de vexame, e Israel se envergonhará por causa de seu próprio capricho.
7.O rei de Samaria será como lasca de madeira na superfície da água.
8.E os altos de Áven, pecado de Israel, serão destruídos; espinheiros e abrolhos crescerão sobre os seus altares; e aos montes se dirá: Cobri-nos! E aos outeiros: Caí sobre nós!
9.Desde os dias de Gibeá, pecaste, ó Israel, e nisto permaneceste. A peleja contra os filhos da perversidade não há de alcançar-te em Gibeá?
10.Castigarei o povo na medida do meu desejo; e congregar-se-ão contra eles os povos, quando eu o punir por causa de sua dupla transgressão.
11.Porque Efraim era uma bezerra domada, que gostava de trilhar; coloquei o jugo sobre a formosura do seu pescoço; atrelei Efraim ao carro. Judá lavrará, Jacó lhe desfará os torrões.
12.Então, eu disse: semeai para vós outros em justiça, ceifai segundo a misericórdia; arai o campo de pousio; porque é tempo de buscar ao SENHOR, até que ele venha, e chova a justiça sobre vós.
13.Arastes a malícia, colhestes a perversidade; comestes o fruto da mentira, porque confiastes nos vossos carros e na multidão dos vossos valentes.
14.Portanto, entre o teu povo se levantará tumulto de guerra, e todas as tuas fortalezas serão destruídas, como Salmã destruiu a Bete-Arbel no dia da guerra; as mães ali foram despedaçadas com seus filhos.
15.Assim vos fará Betel, por causa da vossa grande malícia; como passa a alva, assim será o rei de Israel totalmente destruído.
O amor de Deus Pai. A ingratidão de Israel
1.Quando Israel era menino, eu o amei; e do Egito chamei o meu filho.
2.Quanto mais eu os chamava, tanto mais se iam da minha presença; sacrificavam a baalins e queimavam incenso às imagens de escultura.
3.Todavia, eu ensinei a andar a Efraim; tomei-os nos meus braços, mas não atinaram que eu os curava.
4.Atraí-os com cordas humanas, com laços de amor; fui para eles como quem alivia o jugo de sobre as suas queixadas e me inclinei para dar-lhes de comer.
5.Não voltarão para a terra do Egito, mas o assírio será seu rei, porque recusam converter-se.
6.A espada cairá sobre as suas cidades, e consumirá os seus ferrolhos, e as devorará, por causa dos seus caprichos.
7.Porque o meu povo é inclinado a desviar-se de mim; se é concitado a dirigir-se acima, ninguém o faz.
8.Como te deixaria, ó Efraim? Como te entregaria, ó Israel? Como te faria como a Admá? Como fazer-te um Zeboim? Meu coração está comovido dentro de mim, as minhas compaixões, à uma, se acendem.
9.Não executarei o furor da minha ira; não tornarei para destruir a Efraim, porque eu sou Deus e não homem, o Santo no meio de ti; não voltarei em ira.
10.Andarão após o SENHOR; este bramará como leão, e, bramando, os filhos, tremendo, virão do Ocidente;
11.tremendo, virão, como passarinhos, os do Egito, e, como pombas, os da terra da Assíria, e os farei habitar em suas próprias casas, diz o SENHOR.
12.Efraim me cercou por meio de mentiras, e a casa de Israel, com engano; mas Judá ainda domina com Deus e é fiel com o Santo.
Jacó, modelo para o povo de Israel
1.Efraim apascenta o vento e persegue o vento leste todo o dia; multiplica mentiras e destruição e faz aliança com a Assíria, e o azeite se leva ao Egito.
2.O SENHOR também com Judá tem contenda e castigará Jacó segundo o seu proceder; segundo as suas obras, o recompensará.
3.No ventre, pegou do calcanhar de seu irmão; no vigor da sua idade, lutou com Deus;
4.lutou com o anjo e prevaleceu; chorou e lhe pediu mercê; em Betel, achou a Deus, e ali falou Deus conosco.
5.O SENHOR, o Deus dos Exércitos, o SENHOR é o seu nome;
6.converte-te a teu Deus, guarda o amor e o juízo e no teu Deus espera sempre.
7.Efraim, mercador, tem nas mãos balança enganosa e ama a opressão;
8.mas diz: Contudo, me tenho enriquecido e adquirido grandes bens; em todos esses meus esforços, não acharão em mim iniqüidade alguma, nada que seja pecado.
9.Mas eu sou o SENHOR, teu Deus, desde a terra do Egito; eu ainda te farei habitar em tendas, como nos dias da festa.
10.Falei aos profetas e multipliquei as visões; e, pelo ministério dos profetas, propus símiles.
11.Se há em Gileade transgressão, pura vaidade são eles; se em Gilgal sacrificam bois, os seus altares são como montões de pedra nos sulcos dos campos.
12.Jacó fugiu para a terra da Síria, e Israel serviu por uma mulher e por ela guardou o gado.
13.Mas o SENHOR, por meio de um profeta, fez subir a Israel do Egito e, por um profeta, foi ele guardado.
14.Efraim mui amargamente provocou à ira; portanto, o SENHOR deixará ficar sobre ele o sangue por ele derramado; e fará cair sobre ele o seu opróbrio.
Castigo definitivo
1.Quando falava Efraim, havia tremor; foi exaltado em Israel, mas ele se fez culpado no tocante a Baal e morreu.
2.Agora, pecam mais e mais, e da sua prata fazem imagens de fundição, ídolos segundo o seu conceito, todos obra de artífices, e dizem: Sacrificai a eles. Homens até beijam bezerros!
3.Por isso, serão como nuvem de manhã, como orvalho que cedo passa, como palha que se lança da eira e como fumaça que sai por uma janela.
4.Todavia, eu sou o SENHOR, teu Deus, desde a terra do Egito; portanto, não conhecerás outro deus além de mim, porque não há salvador, senão eu.
5.Eu te conheci no deserto, em terra muito seca.
6.Quando tinham pasto, eles se fartaram, e, uma vez fartos, ensoberbeceu-se-lhes o coração; por isso, se esqueceram de mim.
7.Sou, pois, para eles como leão; como leopardo, espreito no caminho.
8.Como ursa, roubada de seus filhos, eu os atacarei e lhes romperei a envoltura do coração; e, como leão, ali os devorarei, as feras do campo os despedaçarão.
9.A tua ruína, ó Israel, vem de ti, e só de mim, o teu socorro.
10.Onde está, agora, o teu rei, para que te salve em todas as tuas cidades? E os teus juízes, dos quais disseste: Dá-me rei e príncipes?
11.Dei-te um rei na minha ira e to tirei no meu furor.
12.As iniqüidades de Efraim estão atadas juntas, o seu pecado está armazenado.
13.Dores de parturiente lhe virão; ele é filho insensato, porque é tempo, e não sai à luz, ao abrir-se da madre.
14.Eu os remirei do poder do inferno e os resgatarei da morte; onde estão, ó morte, as tuas pragas? Onde está, ó inferno, a tua destruição? Meus olhos não vêem em mim arrependimento algum.
15.Ainda que ele viceja entre os irmãos, virá o vento leste, vento do SENHOR, subindo do deserto, e secará a sua nascente, e estancará a sua fonte; ele saqueará o tesouro de todas as coisas preciosas.
16.Samaria levará sobre si a sua culpa, porque se rebelou contra o seu Deus; cairá à espada, seus filhos serão despedaçados, e as suas mulheres grávidas serão abertas pelo meio.
Promessas de perdão
1.Volta, ó Israel, para o SENHOR, teu Deus, porque, pelos teus pecados, estás caído.
2.Tende convosco palavras de arrependimento e convertei-vos ao SENHOR; dizei-lhe: Perdoa toda iniqüidade, aceita o que é bom e, em vez de novilhos, os sacrifícios dos nossos lábios.
3.A Assíria já não nos salvará, não iremos montados em cavalos e não mais diremos à obra das nossas mãos: tu és o nosso Deus; por ti o órfão alcançará misericórdia.
4.Curarei a sua infidelidade, eu de mim mesmo os amarei, porque a minha ira se apartou deles.
5.Serei para Israel como orvalho, ele florescerá como o lírio e lançará as suas raízes como o cedro do Líbano.
6.Estender-se-ão os seus ramos, o seu esplendor será como o da oliveira, e sua fragrância, como a do Líbano.
7.Os que se assentam de novo à sua sombra voltarão; serão vivificados como o cereal e florescerão como a vide; a sua fama será como a do vinho do Líbano.
8.Ó Efraim, que tenho eu com os ídolos? Eu te ouvirei e cuidarei de ti; sou como o cipreste verde; de mim procede o teu fruto.
Apelo final
9.Quem é sábio, que entenda estas coisas; quem é prudente, que as saiba, porque os caminhos do SENHOR são retos, e os justos andarão neles, mas os transgressores neles cairão.
A carestia causada pelo gafanhoto e pela seca
1.Palavra do SENHOR que foi dirigida a Joel, filho de Petuel.
2.Ouvi isto, vós, velhos, e escutai, todos os habitantes da terra: Aconteceu isto em vossos dias? Ou nos dias de vossos pais?
3.Narrai isto a vossos filhos, e vossos filhos o façam a seus filhos, e os filhos destes, à outra geração.
4.O que deixou o gafanhoto cortador, comeu-o o gafanhoto migrador; o que deixou o migrador, comeu-o o gafanhoto devorador; o que deixou o devorador, comeu-o o gafanhoto destruidor.
5.Ébrios, despertai-vos e chorai; uivai, todos os que bebeis vinho, por causa do mosto, porque está ele tirado da vossa boca.
6.Porque veio um povo contra a minha terra, poderoso e inumerável; os seus dentes são dentes de leão, e ele tem os queixais de uma leoa.
7.Fez de minha vide uma assolação, destroçou a minha figueira, tirou-lhe a casca, que lançou por terra; os seus sarmentos se fizeram brancos.
8.Lamenta com a virgem que, pelo marido da sua mocidade, está cingida de pano de saco.
9.Cortada está da Casa do SENHOR a oferta de manjares e a libação; os sacerdotes, ministros do SENHOR, estão enlutados.
10.O campo está assolado, e a terra, de luto, porque o cereal está destruído, a vide se secou, as olivas se murcharam.
11.Envergonhai-vos, lavradores, uivai, vinhateiros, sobre o trigo e sobre a cevada, porque pereceu a messe do campo.
12.A vide se secou, a figueira se murchou, a romeira também, e a palmeira e a macieira; todas as árvores do campo se secaram, e já não há alegria entre os filhos dos homens.
13.Cingi-vos de pano de saco e lamentai, sacerdotes; uivai, ministros do altar; vinde, ministros de meu Deus; passai a noite vestidos de panos de saco; porque da casa de vosso Deus foi cortada a oferta de manjares e a libação.
14.Promulgai um santo jejum, convocai uma assembléia solene, congregai os anciãos, todos os moradores desta terra, para a Casa do SENHOR, vosso Deus, e clamai ao SENHOR.
15.Ah! Que dia! Porque o Dia do SENHOR está perto e vem como assolação do Todo-Poderoso.
16.Acaso, não está destruído o mantimento diante dos vossos olhos? E, da casa do nosso Deus, a alegria e o regozijo?
17.A semente mirrou debaixo dos seus torrões, os celeiros foram assolados, os armazéns, derribados, porque se perdeu o cereal.
18.Como geme o gado! As manadas de bois estão sobremodo inquietas, porque não têm pasto; também os rebanhos de ovelhas estão perecendo.
19.A ti, ó SENHOR, clamo, porque o fogo consumiu os pastos do deserto, e a chama abrasou todas as árvores do campo.
20.Também todos os animais do campo bramam suspirantes por ti; porque os rios se secaram, e o fogo devorou os pastos do deserto.
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