A visão de um vale de ossos secos
1.Veio sobre mim a mão do SENHOR; ele me levou pelo Espírito do SENHOR e me deixou no meio de um vale que estava cheio de ossos,
2.e me fez andar ao redor deles; eram mui numerosos na superfície do vale e estavam sequíssimos.
3.Então, me perguntou: Filho do homem, acaso, poderão reviver estes ossos? Respondi: SENHOR Deus, tu o sabes.
4.Disse-me ele: Profetiza a estes ossos e dize-lhes: Ossos secos, ouvi a palavra do SENHOR.
5.Assim diz o SENHOR Deus a estes ossos: Eis que farei entrar o espírito em vós, e vivereis.
6.Porei tendões sobre vós, farei crescer carne sobre vós, sobre vós estenderei pele e porei em vós o espírito, e vivereis. E sabereis que eu sou o SENHOR.
7.Então, profetizei segundo me fora ordenado; enquanto eu profetizava, houve um ruído, um barulho de ossos que batiam contra ossos e se ajuntavam, cada osso ao seu osso.
8.Olhei, e eis que havia tendões sobre eles, e cresceram as carnes, e se estendeu a pele sobre eles; mas não havia neles o espírito.
9.Então, ele me disse: Profetiza ao espírito, profetiza, ó filho do homem, e dize-lhe: Assim diz o SENHOR Deus: Vem dos quatro ventos, ó espírito, e assopra sobre estes mortos, para que vivam.
10.Profetizei como ele me ordenara, e o espírito entrou neles, e viveram e se puseram em pé, um exército sobremodo numeroso.
11.Então, me disse: Filho do homem, estes ossos são toda a casa de Israel. Eis que dizem: Os nossos ossos se secaram, e pereceu a nossa esperança; estamos de todo exterminados.
12.Portanto, profetiza e dize-lhes: Assim diz o SENHOR Deus: Eis que abrirei a vossa sepultura, e vos farei sair dela, ó povo meu, e vos trarei à terra de Israel.
13.Sabereis que eu sou o SENHOR, quando eu abrir a vossa sepultura e vos fizer sair dela, ó povo meu.
14.Porei em vós o meu Espírito, e vivereis, e vos estabelecerei na vossa própria terra. Então, sabereis que eu, o SENHOR, disse isto e o fiz, diz o SENHOR.
Reunião de Judá e Israel
15.Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
16.Tu, pois, ó filho do homem, toma um pedaço de madeira e escreve nele: Para Judá e para os filhos de Israel, seus companheiros; depois, toma outro pedaço de madeira e escreve nele: Para José, pedaço de madeira de Efraim, e para toda a casa de Israel, seus companheiros.
17.Ajunta-os um ao outro, faze deles um só pedaço, para que se tornem apenas um na tua mão.
18.Quando te falarem os filhos do teu povo, dizendo: Não nos revelarás o que significam estas coisas?
19.Tu lhes dirás: Assim diz o SENHOR Deus: Eis que tomarei o pedaço de madeira de José, que esteve na mão de Efraim, e das tribos de Israel, suas companheiras, e o ajuntarei ao pedaço de Judá, e farei deles um só pedaço, e se tornarão apenas um na minha mão.
20.Os pedaços de madeira em que houveres escrito estarão na tua mão, perante eles.
21.Dize-lhes, pois: Assim diz o SENHOR Deus: Eis que eu tomarei os filhos de Israel de entre as nações para onde eles foram, e os congregarei de todas as partes, e os levarei para a sua própria terra.
22.Farei deles uma só nação na terra, nos montes de Israel, e um só rei será rei de todos eles. Nunca mais serão duas nações; nunca mais para o futuro se dividirão em dois reinos.
23.Nunca mais se contaminarão com os seus ídolos, nem com as suas abominações, nem com qualquer das suas transgressões; livrá-los-ei de todas as suas apostasias em que pecaram e os purificarei. Assim, eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus.
24.O meu servo Davi reinará sobre eles; todos eles terão um só pastor, andarão nos meus juízos, guardarão os meus estatutos e os observarão.
25.Habitarão na terra que dei a meu servo Jacó, na qual vossos pais habitaram; habitarão nela, eles e seus filhos e os filhos de seus filhos, para sempre; e Davi, meu servo, será seu príncipe eternamente.
26.Farei com eles aliança de paz; será aliança perpétua. Estabelecê-los-ei, e os multiplicarei, e porei o meu santuário no meio deles, para sempre.
27.O meu tabernáculo estará com eles; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.
28.As nações saberão que eu sou o SENHOR que santifico a Israel, quando o meu santuário estiver para sempre no meio deles.
Profecia contra Gogue
1.Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
2.Filho do homem, volve o rosto contra Gogue, da terra de Magogue, príncipe de Rôs, de Meseque e Tubal; profetiza contra ele
3.e dize: Assim diz o SENHOR Deus: Eis que eu sou contra ti, ó Gogue, príncipe de Rôs, de Meseque e Tubal.
4.Far-te-ei que te volvas, porei anzóis no teu queixo e te levarei a ti e todo o teu exército, cavalos e cavaleiros, todos vestidos de armamento completo, grande multidão, com pavês e escudo, empunhando todos a espada;
5.persas e etíopes e Pute com eles, todos com escudo e capacete;
6.Gômer e todas as suas tropas; a casa de Togarma, do lado do Norte, e todas as suas tropas, muitos povos contigo.
7.Prepara-te, sim, dispõe-te, tu e toda a multidão do teu povo que se reuniu a ti, e serve-lhe de guarda.
8.Depois de muitos dias, serás visitado; no fim dos anos, virás à terra que se recuperou da espada, ao povo que se congregou dentre muitos povos sobre os montes de Israel, que sempre estavam desolados; este povo foi tirado de entre os povos, e todos eles habitarão seguramente.
9.Então, subirás, virás como tempestade, far-te-ás como nuvem que cobre a terra, tu, e todas as tuas tropas, e muitos povos contigo.
10.Assim diz o SENHOR Deus: Naquele dia, terás imaginações no teu coração e conceberás mau desígnio;
11.e dirás: Subirei contra a terra das aldeias sem muros, virei contra os que estão em repouso, que vivem seguros, que habitam, todos, sem muros e não têm ferrolhos nem portas;
12.isso a fim de tomares o despojo, arrebatares a presa e levantares a mão contra as terras desertas que se acham habitadas e contra o povo que se congregou dentre as nações, o qual tem gado e bens e habita no meio da terra.
13.Sabá e Dedã, e os mercadores de Társis, e todos os seus governadores rapaces te dirão: Vens tu para tomar o despojo? Ajuntaste o teu bando para arrebatar a presa, para levar a prata e o ouro, para tomar o gado e as possessões, para saquear grandes despojos?
Gogue invadirá Israel
14.Portanto, ó filho do homem, profetiza e dize a Gogue: Assim diz o SENHOR Deus: Acaso, naquele dia, quando o meu povo de Israel habitar seguro, não o saberás tu?
15.Virás, pois, do teu lugar, dos lados do Norte, tu e muitos povos contigo, montados todos a cavalo, grande multidão e poderoso exército;
16.e subirás contra o meu povo de Israel, como nuvem, para cobrir a terra. Nos últimos dias, hei de trazer-te contra a minha terra, para que as nações me conheçam a mim, quando eu tiver vindicado a minha santidade em ti, ó Gogue, perante elas.
17.Assim diz o SENHOR Deus: Não és tu aquele de quem eu disse nos dias antigos, por intermédio dos meus servos, os profetas de Israel, os quais, então, profetizaram, durante anos, que te faria vir contra eles?
18.Naquele dia, quando vier Gogue contra a terra de Israel, diz o SENHOR Deus, a minha indignação será mui grande.
19.Pois, no meu zelo, no brasume do meu furor, disse que, naquele dia, será fortemente sacudida a terra de Israel,
20.de tal sorte que os peixes do mar, e as aves do céu, e os animais do campo, e todos os répteis que se arrastam sobre a terra, e todos os homens que estão sobre a face da terra tremerão diante da minha presença; os montes serão deitados abaixo, os precipícios se desfarão, e todos os muros desabarão por terra.
21.Chamarei contra Gogue a espada em todos os meus montes, diz o SENHOR Deus; a espada de cada um se voltará contra o seu próximo.
22.Contenderei com ele por meio da peste e do sangue; chuva inundante, grandes pedras de saraiva, fogo e enxofre farei cair sobre ele, sobre as suas tropas e sobre os muitos povos que estiverem com ele.
23.Assim, eu me engrandecerei, vindicarei a minha santidade e me darei a conhecer aos olhos de muitas nações; e saberão que eu sou o SENHOR.
A queda de Gogue
1.Tu, pois, ó filho do homem, profetiza ainda contra Gogue e dize: Assim diz o SENHOR Deus: Eis que eu sou contra ti, ó Gogue, príncipe de Rôs, de Meseque e Tubal.
2.Far-te-ei que te volvas e te conduzirei, far-te-ei subir dos lados do Norte e te trarei aos montes de Israel.
3.Tirarei o teu arco da tua mão esquerda e farei cair as tuas flechas da tua mão direita.
4.Nos montes de Israel, cairás, tu, e todas as tuas tropas, e os povos que estão contigo; a toda espécie de aves de rapina e aos animais do campo eu te darei, para que te devorem.
5.Cairás em campo aberto, porque eu falei, diz o SENHOR Deus.
6.Meterei fogo em Magogue e nos que habitam seguros nas terras do mar; e saberão que eu sou o SENHOR.
7.Farei conhecido o meu santo nome no meio do meu povo de Israel e nunca mais deixarei profanar o meu santo nome; e as nações saberão que eu sou o SENHOR, o Santo em Israel.
8.Eis que vem e se cumprirá, diz o SENHOR Deus; este é o dia de que tenho falado.
9.Os habitantes das cidades de Israel sairão e queimarão, de todo, as armas, os escudos, os paveses, os arcos, as flechas, os bastões de mão e as lanças; farão fogo com tudo isto por sete anos.
10.Não trarão lenha do campo, nem a cortarão dos bosques, mas com as armas acenderão fogo; saquearão aos que os saquearam e despojarão aos que os despojaram, diz o SENHOR Deus.
O sepultamento das hordas de Gogue
11.Naquele dia, darei ali a Gogue um lugar de sepultura em Israel, o vale dos Viajantes, ao oriente do mar; espantar-se-ão os que por ele passarem. Nele, sepultarão a Gogue e a todas as suas forças e lhe chamarão o vale das Forças de Gogue.
12.Durante sete meses, estará a casa de Israel a sepultá-los, para limpar a terra.
13.Sim, todo o povo da terra os sepultará; ser-lhes-á memorável o dia em que eu for glorificado, diz o SENHOR Deus.
14.Serão separados homens que, sem cessar, percorrerão a terra para sepultar os que entre os transeuntes tenham ficado nela, para a limpar; depois de sete meses, iniciarão a busca.
15.Ao percorrerem eles a terra, a qual atravessarão, em vendo algum deles o osso de algum homem, porá ao lado um sinal, até que os enterradores o sepultem no vale das Forças de Gogue.
16.Também o nome da cidade será o das Forças. Assim, limparão a terra.
O grande sacrifício do Senhor
17.Tu, pois, ó filho do homem, assim diz o SENHOR Deus: Dize às aves de toda espécie e a todos os animais do campo: Ajuntai-vos e vinde, ajuntai-vos de toda parte para o meu sacrifício, que eu oferecerei por vós, sacrifício grande nos montes de Israel; e comereis carne e bebereis sangue.
18.Comereis a carne dos poderosos e bebereis o sangue dos príncipes da terra, dos carneiros, dos cordeiros, dos bodes e dos novilhos, todos engordados em Basã.
19.Do meu sacrifício, que oferecerei por vós, comereis a gordura até vos fartardes e bebereis o sangue até vos embriagardes.
20.À minha mesa, vós vos fartareis de cavalos e de cavaleiros, de valentes e de todos os homens de guerra, diz o SENHOR Deus.
21.Manifestarei a minha glória entre as nações, e todas as nações verão o meu juízo, que eu tiver executado, e a minha mão, que sobre elas tiver descarregado.
22.Desse dia em diante, os da casa de Israel saberão que eu sou o SENHOR, seu Deus.
23.Saberão as nações que os da casa de Israel, por causa da sua iniqüidade, foram levados para o exílio, porque agiram perfidamente contra mim, e eu escondi deles o rosto, e os entreguei nas mãos de seus adversários, e todos eles caíram à espada.
24.Segundo a sua imundícia e as suas transgressões, assim me houve com eles e escondi deles o rosto.
25.Portanto, assim diz o SENHOR Deus: Agora, tornarei a mudar a sorte de Jacó e me compadecerei de toda a casa de Israel; terei zelo pelo meu santo nome.
26.Esquecerão a sua vergonha e toda a perfídia com que se rebelaram contra mim, quando eles habitarem seguros na sua terra, sem haver quem os espante,
27.quando eu tornar a trazê-los de entre os povos, e os houver ajuntado das terras de seus inimigos, e tiver vindicado neles a minha santidade perante muitas nações.
28.Saberão que eu sou o SENHOR, seu Deus, quando virem que eu os fiz ir para o cativeiro entre as nações, e os tornei a ajuntar para voltarem à sua terra, e que lá não deixarei a nenhum deles.
29.Já não esconderei deles o rosto, pois derramarei o meu Espírito sobre a casa de Israel, diz o SENHOR Deus.
A visão do templo
1.No ano vigésimo quinto do nosso exílio, no princípio do ano, no décimo dia do mês, catorze anos após ter caído a cidade, nesse mesmo dia, veio sobre mim a mão do SENHOR, e ele me levou para lá.
2.Em visões, Deus me levou à terra de Israel e me pôs sobre um monte muito alto; sobre este havia um como edifício de cidade, para o lado sul.
3.Ele me levou para lá, e eis um homem cuja aparência era como a do bronze; estava de pé na porta e tinha na mão um cordel de linho e uma cana de medir.
4.Disse-me o homem: Filho do homem, vê com os próprios olhos, ouve com os próprios ouvidos; e põe no coração tudo quanto eu te mostrar, porque para isso foste trazido para aqui; anuncia, pois, à casa de Israel tudo quanto estás vendo.
5.Vi um muro exterior que rodeava toda a casa e, na mão do homem, uma cana de medir, de seis côvados, cada um dos quais media um côvado e quatro dedos. Ele mediu a largura do edifício, uma cana; e a altura, uma cana.
6.Então, veio à porta que olhava para o oriente e subiu pelos seus degraus; mediu o limiar da porta: uma cana de largura, e o outro limiar: uma cana de largura.
7.Cada câmara tinha uma cana de comprido e uma cana de largura; o espaço entre uma e outra câmara era de cinco côvados; o limiar da porta, junto ao vestíbulo da porta interior, tinha uma cana.
8.Também mediu o vestíbulo da porta interior: uma cana.
9.Então, mediu o vestíbulo da porta, que tinha oito côvados; e os seus pilares: dois côvados; o vestíbulo olha do interior da casa para a porta.
10.A porta para o lado oriental possuía três câmaras de cada lado, cuja medida era a mesma para cada uma; também os pilares deste lado e do outro mediam o mesmo.
11.Mediu mais a largura da entrada da porta, que era de dez côvados; a profundidade da entrada: treze côvados.
12.O espaço em frente das câmaras era de um côvado, e de um côvado, o espaço do outro lado; cada câmara tinha seis côvados em quadrado.
13.Então, mediu a porta desde a extremidade do teto de uma câmara até à da outra: vinte e cinco côvados de largura; e uma porta defronte da outra.
14.Mediu a distância até aos pilares, sessenta côvados, e o átrio se estendia até aos pilares em redor da porta.
15.Desde a dianteira da porta da entrada até à dianteira do vestíbulo da porta interior, havia cinqüenta côvados.
16.Havia também janelas com fasquias fixas superpostas para as câmaras e para os pilares, e da mesma sorte, para os vestíbulos; as janelas estavam à roda pela parte de dentro, e nos pilares havia palmeiras esculpidas.
17.Ele me levou ao átrio exterior; e eis que havia nele câmaras e um pavimento feito no átrio em redor; defronte deste pavimento havia trinta câmaras.
18.O pavimento ao lado das portas era a par do comprimento das portas; era o pavimento inferior.
19.Então, mediu a largura desde a dianteira da porta inferior até à dianteira do átrio interior, por fora: cem côvados do lado leste e do norte.
20.Quanto à porta que olhava para o norte, no átrio exterior, ele mediu o seu comprimento e a sua largura.
21.As suas câmaras, três de um lado e três do outro, e os seus pilares, e os seus vestíbulos eram da medida do primeiro vestíbulo; de cinqüenta côvados era o seu comprimento, e a largura, de vinte e cinco côvados.
22.As suas janelas, e os seus vestíbulos, e as suas palmeiras eram da medida da porta que olhava para o oriente; subia-se para ela por sete degraus, e o seu vestíbulo estava diante dela.
23.Essa porta do átrio interior estava defronte tanto da porta do norte como da do oriente; e mediu, de porta a porta, cem côvados.
24.Então, ele me levou para o lado sul, e eis que havia ali uma porta que olhava para o sul; e mediu os seus pilares e os seus vestíbulos, que tinham as mesmas dimensões.
25.Havia também janelas em redor dos seus vestíbulos, como as outras janelas; cinqüenta côvados, o comprimento do vestíbulo, e a largura, vinte e cinco côvados.
26.De sete degraus eram as suas subidas, e os seus vestíbulos estavam diante deles; e tinha palmeiras esculpidas, uma de um lado e outra do outro, nos seus pilares.
27.Também havia uma porta no átrio interior para o sul; e mediu, de porta a porta, para o sul, cem côvados.
28.Então, me levou ao átrio interior pela porta do sul; e mediu a porta do sul, que tinha as mesmas dimensões.
29.As suas câmaras, e os seus pilares, e os seus vestíbulos eram segundo estas medidas; e tinham também janelas ao redor dos seus vestíbulos; o comprimento do vestíbulo era de cinqüenta côvados, e a largura, de vinte e cinco côvados.
30.Havia vestíbulos em redor; o comprimento era de vinte e cinco côvados, e a largura, de cinco côvados.
31.Os seus vestíbulos olhavam para o átrio exterior, e havia palmeiras nos seus pilares; e de oito degraus eram as suas subidas.
32.Depois, me levou ao átrio interior, para o oriente, e mediu a porta, que tinha as mesmas dimensões.
33.Também as suas câmaras, e os seus pilares, e os seus vestíbulos, segundo estas medidas; havia também janelas em redor dos seus vestíbulos; o comprimento do vestíbulo era de cinqüenta côvados, e a largura, de vinte e cinco côvados.
34.Os seus vestíbulos olhavam para o átrio exterior; também havia palmeiras nos seus pilares, de um e de outro lado; e eram as suas subidas de oito degraus.
35.Então, me levou à porta do norte e a mediu; tinha as mesmas dimensões.
36.Também as suas câmaras, e os seus pilares, e os seus vestíbulos, e as suas janelas em redor; o comprimento do vestíbulo era de cinqüenta côvados, e a largura, de vinte e cinco côvados.
37.Os seus pilares olhavam para o átrio exterior; também havia palmeiras nos seus pilares, de um e de outro lado; e eram as suas subidas de oito degraus.
38.A sua câmara e a sua entrada estavam junto aos pilares dos vestíbulos onde lavavam o holocausto.
39.No vestíbulo da porta havia duas mesas de um lado e duas do outro, para nelas se degolar o holocausto e a oferta pelo pecado e pela culpa.
40.Também do lado de fora da subida para a entrada da porta do norte havia duas mesas; e, no outro lado do vestíbulo da porta, havia duas mesas.
41.Quatro mesas de um lado, e quatro do outro lado; junto à porta, oito mesas, sobre as quais imolavam.
42.As quatro mesas para o holocausto eram de pedras lavradas; o comprimento era de um côvado e meio, a largura, de um côvado e meio, e a altura, de um côvado; sobre elas se punham os instrumentos com que imolavam o holocausto e os sacrifícios.
43.Os ganchos, de quatro dedos de comprimento, estavam fixados por dentro ao redor, e sobre as mesas estava a carne da oblação.
44.Fora da porta interior estavam duas câmaras dos cantores, no átrio de dentro; uma, do lado da porta do norte, e olhava para o sul; outra, do lado da porta do sul, e olhava para o norte.
45.Ele me disse: Esta câmara que olha para o sul é para os sacerdotes que têm a guarda do templo.
46.Mas a câmara que olha para o norte é para os sacerdotes que têm a guarda do altar; são estes os filhos de Zadoque, os quais, dentre os filhos de Levi, se chegam ao SENHOR para o servirem.
47.Ele mediu o átrio: comprimento, cem côvados, largura, cem côvados, um quadrado; o altar estava diante do templo.
48.Então, me levou ao vestíbulo do templo e mediu cada pilar do vestíbulo, cinco côvados de um lado e cinco do outro; e a largura da porta, três côvados de um lado e três do outro.
49.O comprimento do vestíbulo era de vinte côvados, e a largura, de onze; e era por degraus que se subia. Havia colunas junto aos pilares, uma de um lado e outra do outro.
1.Então, me levou ao templo e mediu os pilares, seis côvados de largura de um lado e seis de largura do outro, que era a largura do tabernáculo.
2.A largura da entrada: dez côvados; os lados da entrada: cinco côvados de um lado e cinco do outro; também mediu a profundidade da entrada: quarenta côvados, e a largura: vinte côvados.
3.Penetrou e mediu o pilar da entrada: dois côvados, a altura da entrada: seis côvados, e a largura da entrada: sete côvados.
4.Também mediu o seu comprimento: vinte côvados, e a largura: vinte côvados, diante do templo, e me disse: Este é o Santo dos Santos.
5.Então, mediu a parede do templo: seis côvados, e a largura de cada câmara lateral: quatro côvados, por todo o redor do templo.
6.As câmaras laterais estavam em três andares, câmara sobre câmara, trinta em cada andar; e havia reentrâncias na parede do templo ao redor, para as câmaras laterais, para que as vigas se apoiassem nelas e não fossem introduzidas na parede do templo.
7.As câmaras laterais aumentavam em largura de andar para andar, correspondendo às reentrâncias do templo de andar em andar ao redor; daí ter o templo mais largura em cima. Assim, se subia do andar inferior para o superior pelo intermediário.
8.E vi um pavimento elevado ao redor do templo; eram os fundamentos das câmaras laterais de uma cana inteira, isto é, de seis côvados de altura.
9.A grossura da parede das câmaras laterais de fora era de cinco côvados; e a área aberta entre as câmaras laterais, que estavam junto ao templo
10.e às células, tinha a largura de vinte côvados por todo o redor do templo.
11.As entradas das câmaras laterais estavam voltadas para a área aberta: uma entrada para o norte e outra para o sul; a largura da área aberta era de cinco côvados em redor.
12.O edifício que estava numa área separada, do lado ocidental, tinha a largura de setenta côvados; a parede do edifício era de cinco côvados de largura em redor, e o seu comprimento, de noventa côvados.
13.Assim, mediu o templo: cem côvados de comprimento, como também a área separada, o edifício e as suas paredes: cem côvados de comprimento.
14.A largura da frente oriental do templo e da área separada, de uma e de outra parte: cem côvados.
15.Também mediu o comprimento do edifício, que estava na área separada e por detrás do templo, e as suas galerias de uma e de outra parte: cem côvados. O templo propriamente dito, o Santíssimo e o vestíbulo do átrio eram apainelados.
16.As janelas, de fasquias fixas superpostas, estavam ao redor dos três lugares. Dentro, as paredes estavam cobertas de madeira em redor, e isto desde o chão até às janelas, que estavam cobertas.
17.No espaço em cima da porta, e até ao templo de dentro e de fora, e em toda a parede em redor, por dentro e por fora, havia obras de escultura,
18.querubins e palmeiras, de sorte que cada palmeira estava entre querubim e querubim, e cada querubim tinha dois rostos,
19.a saber, um rosto de homem olhava para a palmeira de um lado, e um rosto de leãozinho, para a palmeira do outro lado; assim se fez pela casa toda ao redor.
20.Desde o chão até acima da entrada estavam feitos os querubins e as palmeiras, como também pela parede do templo.
21.As ombreiras do templo eram quadradas, e, no tocante à entrada do Santo dos Santos, era esta da mesma aparência.
22.O altar de madeira era de três côvados de altura, e o seu comprimento, de dois côvados; os seus cantos, a sua base e as suas paredes eram de madeira; e o homem me disse: Esta é a mesa que está perante o SENHOR.
23.O templo e o Santíssimo, ambos tinham duas portas.
24.Havia duas folhas para as portas, duas folhas dobráveis; duas para cada porta.
25.Nelas, isto é, nas portas do templo, foram feitos querubins e palmeiras, como estavam feitos nas paredes, e havia um baldaquino de madeira na frontaria do vestíbulo por fora.
26.E havia janelas de fasquias fixas superpostas e palmeiras, em ambos os lados do vestíbulo, como também nas câmaras laterais do templo e no baldaquino.
1.Depois disto, me fez sair para o átrio exterior, para o norte; e me levou às celas que estavam para o norte, opostas ao edifício na área separada, edifício que olha para o norte,
2.do comprimento de cem côvados, com portas que davam para o norte; e a largura era de cinqüenta côvados.
3.Em frente dos vinte côvados que pertenciam ao átrio interior, defronte do pavimento que pertencia ao átrio exterior, havia galeria contra galeria em três andares.
4.Diante das câmaras havia um passeio de dez côvados de largura, do lado de dentro, e cem de comprimento; e as suas entradas eram para o lado norte.
5.As câmaras superiores eram mais estreitas; porque as galerias tiravam mais espaço destas do que das de baixo e das do meio do edifício.
6.Porque elas eram de três andares e não tinham colunas como as colunas dos átrios; por isso, as superiores eram mais estreitas do que as de baixo e as do meio.
7.O muro que estava por fora, defronte das câmaras, no caminho do átrio exterior, diante das câmaras, tinha cinqüenta côvados de comprimento.
8.Pois o comprimento das câmaras, que estavam no átrio exterior, era de cinqüenta côvados; e eis que defronte do templo havia cem côvados.
9.Da parte de baixo destas câmaras, estava a entrada do lado do oriente, quando se entra nelas pelo átrio exterior.
10.Do muro do átrio para o oriente, diante do edifício na área separada, havia também celas
11.e um passeio; tinham a feição das celas que olhavam para o norte, e o mesmo comprimento, e a mesma largura, e ainda as mesmas saídas, e o mesmo arranjo; como eram as suas entradas,
12.assim eram as das celas que olhavam para o sul, no princípio do caminho, a saber, o caminho bem defronte do muro para o oriente, para quem por elas entra.
13.Então, o homem me disse: As câmaras do norte e as câmaras do sul, que estão diante da área separada, são câmaras santas, em que os sacerdotes, que se chegam ao SENHOR, comerão e onde depositarão as coisas santíssimas, isto é, as ofertas de manjares e as pelo pecado e pela culpa; porque o lugar é santo.
14.Quando os sacerdotes entrarem, não sairão do santuário para o átrio exterior, mas porão ali as vestiduras com que ministraram, porque elas são santas; usarão outras vestiduras e assim se aproximarão do lugar destinado ao povo.
15.Acabando ele de medir o templo interior, ele me fez sair pela porta que olha para o oriente; e mediu em redor.
16.Mediu o lado oriental com a cana de medir: quinhentas canas ao redor.
17.Mediu o lado norte: quinhentas canas ao redor.
18.Mediu também o lado sul: quinhentas canas.
19.Voltou-se para o lado ocidental e mediu quinhentas canas.
20.Mediu pelos quatro lados; havia um muro em redor, de quinhentas canas de comprimento e quinhentas de largura, para fazer separação entre o santo e o profano.
A glória do Senhor enche o templo
1.Então, o homem me levou à porta, à porta que olha para o oriente.
2.E eis que, do caminho do oriente, vinha a glória do Deus de Israel; a sua voz era como o ruído de muitas águas, e a terra resplandeceu por causa da sua glória.
3.O aspecto da visão que tive era como o da visão que eu tivera, quando vim destruir a cidade; e eram as visões como a que tive junto ao rio Quebar; e me prostrei, rosto em terra.
4.A glória do SENHOR entrou no templo pela porta que olha para o oriente.
5.O Espírito me levantou e me levou ao átrio interior; e eis que a glória do SENHOR enchia o templo.
6.Então, ouvi uma voz que me foi dirigida do interior do templo, e o homem se pôs de pé junto a mim, e o SENHOR me disse:
7.Filho do homem, este é o lugar do meu trono, e o lugar das plantas dos meus pés, onde habitarei no meio dos filhos de Israel para sempre; os da casa de Israel não contaminarão mais o meu nome santo, nem eles nem os seus reis, com as suas prostituições e com o cadáver dos seus reis, nos seus monumentos,
8.pondo o seu limiar junto ao meu limiar e a sua ombreira, junto à minha ombreira, e havendo uma parede entre mim e eles. Contaminaram o meu santo nome com as suas abominações que faziam; por isso, eu os consumi na minha ira.
9.Agora, lancem eles para longe de mim a sua prostituição e o cadáver dos seus reis, e habitarei no meio deles para sempre.
O altar dos holocaustos
10.Tu, pois, ó filho do homem, mostra à casa de Israel este templo, para que ela se envergonhe das suas iniqüidades; e meça o modelo.
11.Envergonhando-se eles de tudo quanto praticaram, faze-lhes saber a planta desta casa e o seu arranjo, as suas saídas, as suas entradas e todas as suas formas; todos os seus estatutos, todos os seus dispositivos e todas as suas leis; escreve isto na sua presença para que observem todas as suas instituições e todos os seus estatutos e os cumpram.
12.Esta é a lei do templo; sobre o cimo do monte, todo o seu limite ao redor será santíssimo; eis que esta é a lei do templo.
13.São estas as medidas do altar, em côvados, sendo o côvado de côvado comum e quatro dedos; a base será de um côvado de altura e um côvado de largura, e a sua borda, em todo o seu contorno, de quatro dedos; esta é a base do altar.
14.Da base, na linha da terra, até à fiada do fundo, dois côvados, e de largura, um côvado; da fiada pequena até à fiada grande, quatro côvados, e a largura, um côvado.
15.A lareira, de quatro côvados de altura; da lareira para cima se projetarão quatro chifres.
16.A lareira terá doze côvados de comprimento e doze de largura, quadrada nos quatro lados.
17.A fiada terá catorze côvados de comprimento e catorze de largura, nos seus quatro lados; a borda ao redor dela, de meio côvado; e a base ao redor do altar se projetará um côvado; os seus degraus olharão para o oriente.
A consagração do altar
18.E o SENHOR me disse: Filho do homem, assim diz o SENHOR Deus: São estas as determinações do altar, no dia em que o farão, para oferecerem sobre ele holocausto e para sobre ele aspergirem sangue.
19.Aos sacerdotes levitas, que são da descendência de Zadoque, que se chegam a mim, diz o SENHOR Deus, para me servirem, darás um novilho para oferta pelo pecado.
20.Tomarás do seu sangue e o porás sobre os quatro chifres do altar, e nos quatro cantos da fiada, e na borda ao redor; assim, farás a purificação e a expiação.
21.Então, tomarás o novilho da oferta pelo pecado, o qual será queimado no lugar da casa para isso designado, fora do santuário.
22.No segundo dia, oferecerás um bode sem defeito, oferta pelo pecado; e purificarão o altar, como o purificaram com o novilho.
23.Acabando tu de o purificar, oferecerás um novilho sem defeito e, do rebanho, um carneiro sem defeito.
24.Oferecê-los-ás perante o SENHOR; os sacerdotes deitarão sal sobre eles e os oferecerão em holocausto ao SENHOR.
25.Durante sete dias, prepararás cada dia um bode para oferta pelo pecado; também prepararão um novilho e, do rebanho, um carneiro sem defeito.
26.Por sete dias, expiarão o altar e o purificarão; e, assim, o consagrarão.
27.Tendo eles cumprido estes dias, será que, ao oitavo dia, dali em diante, prepararão os sacerdotes sobre o altar os vossos holocaustos e as vossas ofertas pacíficas; e eu vos serei propício, diz o SENHOR Deus.
Reformas no ministério do santuário
1.Então, o homem me fez voltar para o caminho da porta exterior do santuário, que olha para o oriente, a qual estava fechada.
2.Disse-me o SENHOR: Esta porta permanecerá fechada, não se abrirá; ninguém entrará por ela, porque o SENHOR, Deus de Israel, entrou por ela; por isso, permanecerá fechada.
3.Quanto ao príncipe, ele se assentará ali por ser príncipe, para comer o pão diante do SENHOR; pelo vestíbulo da porta entrará e por aí mesmo sairá.
4.Depois, o homem me levou pela porta do norte, diante da casa; olhei, e eis que a glória do SENHOR enchia a Casa do SENHOR; então, caí rosto em terra.
5.Disse-me o SENHOR: Filho do homem, nota bem, e vê com os próprios olhos, e ouve com os próprios ouvidos tudo quanto eu te disser de todas as determinações a respeito da Casa do SENHOR e de todas as leis dela; nota bem quem pode entrar no templo e quem deve ser excluído do santuário.
6.Dize aos rebeldes, à casa de Israel: Assim diz o SENHOR Deus: Bastem-vos todas as vossas abominações, ó casa de Israel!
7.Porquanto introduzistes estrangeiros, incircuncisos de coração e incircuncisos de carne, para estarem no meu santuário, para o profanarem em minha casa, quando ofereceis o meu pão, a gordura e o sangue; violastes a minha aliança com todas as vossas abominações.
8.Não cumpristes as prescrições a respeito das minhas coisas sagradas; antes, constituístes em vosso lugar estrangeiros para executarem o serviço no meu santuário.
9.Assim diz o SENHOR Deus: Nenhum estrangeiro que se encontra no meio dos filhos de Israel, incircunciso de coração ou incircunciso de carne, entrará no meu santuário.
10.Os levitas, porém, que se apartaram para longe de mim, quando Israel andava errado, que andavam transviados, desviados de mim, para irem atrás dos seus ídolos, bem levarão sobre si a sua iniqüidade.
11.Contudo, eles servirão no meu santuário como guardas nas portas do templo e ministros dele; eles imolarão o holocausto e o sacrifício para o povo e estarão perante este para lhe servir.
12.Porque lhe ministraram diante dos seus ídolos e serviram à casa de Israel de tropeço de maldade; por isso, levantando a mão, jurei a respeito deles, diz o SENHOR Deus, que eles levarão sobre si a sua iniqüidade.
13.Não se chegarão a mim, para me servirem no sacerdócio, nem se chegarão a nenhuma de todas as minhas coisas sagradas, que são santíssimas, mas levarão sobre si a sua vergonha e as suas abominações que cometeram.
14.Contudo, eu os encarregarei da guarda do templo, e de todo o serviço, e de tudo o que se fizer nele.
Os deveres dos sacerdotes
15.Mas os sacerdotes levitas, os filhos de Zadoque, que cumpriram as prescrições do meu santuário, quando os filhos de Israel se extraviaram de mim, eles se chegarão a mim, para me servirem, e estarão diante de mim, para me oferecerem a gordura e o sangue, diz o SENHOR Deus.
16.Eles entrarão no meu santuário, e se chegarão à minha mesa, para me servirem, e cumprirão as minhas prescrições.
17.E será que, quando entrarem pelas portas do átrio interior, usarão vestes de linho; não se porá lã sobre eles, quando servirem nas portas do átrio interior, dentro do templo.
18.Tiaras de linho lhes estarão sobre a cabeça, e calções de linho sobre as coxas; não se cingirão a ponto de lhes vir suor.
19.Saindo eles ao átrio exterior, ao povo, despirão as vestes com que ministraram, pô-las-ão nas santas câmaras e usarão outras vestes, para que, com as suas vestes, não santifiquem o povo.
20.Não raparão a cabeça, nem deixarão crescer o cabelo; antes, como convém, tosquiarão a cabeça.
21.Nenhum sacerdote beberá vinho quando entrar no átrio interior.
22.Não se casarão nem com viúva nem com repudiada, mas tomarão virgens da linhagem da casa de Israel ou viúva que o for de sacerdote.
23.A meu povo ensinarão a distinguir entre o santo e o profano e o farão discernir entre o imundo e o limpo.
24.Quando houver contenda, eles assistirão a ela para a julgarem; pelo meu direito julgarão; as minhas leis e os meus estatutos em todas as festas fixas guardarão e santificarão os meus sábados.
25.Não se aproximarão de nenhuma pessoa morta, porque se contaminariam; somente por pai, ou mãe, ou filho, ou filha, ou irmão, ou por irmã que não tiver marido, se poderão contaminar.
26.Depois de ser ele purificado, contar-se-lhe-ão sete dias.
27.No dia em que ele entrar no lugar santo, no átrio interior, para ministrar no lugar santo, apresentará a sua oferta pelo pecado, diz o SENHOR Deus.
A repartição das terras
28.Os sacerdotes terão uma herança; eu sou a sua herança. Não lhes dareis possessão em Israel; eu sou a sua possessão.
29.A oferta de manjares, e a oferta pelo pecado, e a pela culpa eles comerão; e toda coisa consagrada em Israel será deles.
30.O melhor de todos os primeiros frutos de toda espécie e toda oferta serão dos sacerdotes; também as primeiras das vossas massas dareis ao sacerdote, para que faça repousar a bênção sobre a vossa casa.
31.Não comerão os sacerdotes coisa alguma que de si mesma haja morrido ou tenha sido dilacerada de aves e de animais.
1.Quando, pois, repartirdes a terra por sortes em herança, fareis uma oferta ao SENHOR, uma porção santa da terra; o comprimento desta porção será de vinte e cinco mil côvados, e a largura, de dez mil; ela será santa em toda a sua extensão ao redor.
2.Será o santuário de quinhentos côvados com mais quinhentos, em quadrado, e terá em redor uma área aberta de cinqüenta côvados.
3.Desta porção santa medirás vinte e cinco mil côvados de comprimento e dez mil de largura; ali estará o santuário, o lugar santíssimo.
4.Este será o lugar santo da terra; ele será para os sacerdotes, ministros do santuário, que dele se aproximam para servir ao SENHOR, e lhes servirá de lugar para casas; e, como lugar santo, pertencerá ao santuário.
5.Os levitas, ministros da casa, terão vinte e cinco mil côvados de comprimento e dez mil de largura, para possessão sua, para vinte câmaras.
6.Para a possessão da cidade, de largura dareis cinco mil côvados e vinte e cinco mil de comprimento defronte da porção santa, o que será para toda a casa de Israel.
7.O príncipe, porém, terá a sua parte deste e do outro lado da santa porção e da possessão da cidade, diante da santa porção e diante da possessão da cidade, ao lado ocidental e oriental; e o comprimento corresponderá a uma das porções, desde o limite ocidental até ao limite oriental.
8.Esta terra será a sua possessão em Israel; os meus príncipes nunca mais oprimirão o meu povo; antes, distribuirão a terra à casa de Israel, segundo as suas tribos.
Deveres dos magistrados
9.Assim diz o SENHOR Deus: Basta, ó príncipes de Israel; afastai a violência e a opressão e praticai juízo e justiça: tirai as vossas desapropriações do meu povo, diz o SENHOR Deus.
10.Tereis balanças justas, efa justo e bato justo.
11.O efa e o bato serão da mesma capacidade, de maneira que o bato contenha a décima parte do ômer, e o efa, a décima parte do ômer; segundo o ômer, será a sua medida.
12.O siclo será de vinte geras. Vinte siclos, mais vinte e cinco siclos, mais quinze siclos serão iguais a uma mina para vós.
13.Esta será a oferta que haveis de fazer: de trigo, a sexta parte de um efa de cada ômer, e também de cevada, a sexta parte de um efa de cada ômer.
14.A porção determinada de azeite será a décima parte de um bato de cada coro; um coro, como o ômer, tem dez batos.
15.De cada rebanho de duzentas cabeças, um cordeiro tirado dos pastos ricos de Israel; tudo para oferta de manjares, e para holocausto, e para sacrifício pacífico; para que façam expiação pelo povo, diz o SENHOR Deus.
16.Todo o povo da terra fará contribuição, para esta oferta, ao príncipe em Israel.
17.Estarão a cargo do príncipe os holocaustos, e as ofertas de manjares, e as libações, nas Festas da Lua Nova e nos sábados, em todas as festas fixas da casa de Israel; ele mesmo proverá a oferta pelo pecado, e a oferta de manjares, e o holocausto, e os sacrifícios pacíficos, para fazer expiação pela casa de Israel.
Ofertas no Ano-Novo
18.Assim diz o SENHOR Deus: No primeiro mês, no primeiro dia do mês, tomarás um novilho sem defeito e purificarás o santuário.
19.O sacerdote tomará do sangue e porá dele nas ombreiras da casa, e nos quatro cantos da fiada do altar, e nas ombreiras da porta do átrio interior.
20.Assim também farás no sétimo dia do mês, por causa dos que pecam por ignorância e por causa dos símplices; assim, expiareis o templo.
Na Páscoa
21.No primeiro mês, no dia catorze do mês, tereis a Páscoa, festa de sete dias; pão asmo se comerá.
22.O príncipe, no mesmo dia, por si e por todo o povo da terra, proverá um novilho para oferta pelo pecado.
23.Nos sete dias da festa, preparará ele um holocausto ao SENHOR, sete novilhos e sete carneiros sem defeito, cada dia durante os sete dias; e um bode cada dia como oferta pelo pecado.
24.Também preparará uma oferta de manjares: para cada novilho, um efa, e um efa para cada carneiro, e um him de azeite para cada efa.
25.No dia quinze do sétimo mês e durante os sete dias da festa, fará o mesmo: a mesma oferta pelo pecado, o mesmo holocausto, a mesma oferta e a mesma porção de azeite.
Nos sábados e Festas da Lua Nova
1.Assim diz o SENHOR Deus: A porta do átrio interior, que olha para o oriente, estará fechada durante os seis dias que são de trabalho; mas no sábado ela se abrirá e também no dia da Festa da Lua Nova.
2.O príncipe entrará de fora pelo vestíbulo da porta e permanecerá junto da ombreira da porta; os sacerdotes prepararão o holocausto dele e os seus sacrifícios pacíficos, e ele adorará no limiar da porta e sairá; mas a porta não se fechará até à tarde.
3.O povo da terra adorará na entrada da mesma porta, nos sábados e nas Festas da Lua Nova, diante do SENHOR.
4.O holocausto que o príncipe oferecer ao SENHOR serão, no dia de sábado, seis cordeiros sem defeito e um carneiro sem defeito.
5.A oferta de manjares será um efa para cada carneiro; para cada cordeiro, a oferta de manjares será o que puder dar; e de azeite, um him para cada efa.
6.Mas, no dia da Festa da Lua Nova, será um novilho sem defeito e seis cordeiros e um carneiro; eles serão sem defeito.
7.Preparará por oferta de manjares um efa para cada novilho e um efa para cada carneiro, mas, pelos cordeiros, segundo puder; e um him de azeite para cada efa.
8.Quando entrar o príncipe, entrará pelo vestíbulo da porta e sairá pelo mesmo caminho.
Instruções referentes às ofertas
9.Mas, quando vier o povo da terra perante o SENHOR, nas festas fixas, aquele que entrar pela porta do norte, para adorar, sairá pela porta do sul; e aquele que entrar pela porta do sul sairá pela porta do norte; não tornará pela porta por onde entrou, mas sairá pela porta oposta.
10.O príncipe entrará no meio deles, quando eles entrarem; em saindo eles, ele sairá.
11.Nas solenidades e nas festas fixas, a oferta de manjares será um efa para cada novilho e um para cada carneiro; mas, pelos cordeiros, o que puder dar; e de azeite, um him para cada efa.
12.Quando o príncipe preparar holocausto ou sacrifícios pacíficos como oferta voluntária ao SENHOR, então, lhe abrirão a porta que olha para o oriente, e fará ele o seu holocausto e os seus sacrifícios pacíficos, como costuma fazer no dia de sábado; e sairá, e se fechará a porta depois de ele sair.
13.Prepararás um cordeiro de um ano, sem defeito, em holocausto ao SENHOR, cada dia; manhã após manhã, o prepararás.
14.Juntamente com ele, prepararás, manhã após manhã, uma oferta de manjares para o SENHOR, a sexta parte de um efa e, de azeite, a terça parte de um him, para misturar com a flor de farinha. Isto é estatuto perpétuo e contínuo.
15.Assim prepararão o cordeiro, e a oferta de manjares, e o azeite, manhã após manhã, em holocausto contínuo.
16.Assim diz o SENHOR Deus: Quando o príncipe der um presente de sua herança a alguns de seus filhos, pertencerá a estes; será possessão deles por herança.
17.Mas, dando ele um presente da sua herança a algum dos seus servos, será deste até ao ano da liberdade; então, tornará para o príncipe, porque a seus filhos, somente a eles, pertencerá a herança.
18.O príncipe não tomará nada da herança do povo, não os esbulhará da sua possessão; da sua própria possessão deixará herança a seus filhos, para que o meu povo não seja retirado, cada um da sua possessão.
19.Depois disto, o homem me trouxe, pela entrada que estava ao lado da porta, às câmaras santas dos sacerdotes, as quais olhavam para o norte; e eis que ali havia um lugar nos fundos extremos que olham para o ocidente.
20.Ele me disse: Este é o lugar onde os sacerdotes cozerão a oferta pela culpa e a oferta pelo pecado e onde cozerão a oferta de manjares, para que não a tragam ao átrio exterior e assim santifiquem o povo.
21.Então, me levou para fora, para o átrio exterior, e me fez passar aos quatro cantos do átrio; e eis que em cada canto do átrio havia outro átrio.
22.Nos quatro cantos do átrio havia átrios pequenos, menores, de quarenta côvados de comprimento e trinta de largura; estes quatro cantos tinham a mesma dimensão.
23.Havia um muro ao redor dos átrios, ao redor dos quatro, e havia lugares para cozer ao pé dos muros ao redor.
24.E me disse: São estas as cozinhas, onde os ministros do templo cozerão o sacrifício do povo.
A torrente das águas purificadoras
1.Depois disto, o homem me fez voltar à entrada do templo, e eis que saíam águas de debaixo do limiar do templo, para o oriente; porque a face da casa dava para o oriente, e as águas vinham de baixo, do lado direito da casa, do lado sul do altar.
2.Ele me levou pela porta do norte e me fez dar uma volta por fora, até à porta exterior, que olha para o oriente; e eis que corriam as águas ao lado direito.
3.Saiu aquele homem para o oriente, tendo na mão um cordel de medir; mediu mil côvados e me fez passar pelas águas, águas que me davam pelos tornozelos.
4.Mediu mais mil e me fez passar pelas águas, águas que me davam pelos joelhos; mediu mais mil e me fez passar pelas águas, águas que me davam pelos lombos.
5.Mediu ainda outros mil, e era já um rio que eu não podia atravessar, porque as águas tinham crescido, águas que se deviam passar a nado, rio pelo qual não se podia passar.
6.E me disse: Viste isto, filho do homem? Então, me levou e me tornou a trazer à margem do rio.
7.Tendo eu voltado, eis que à margem do rio havia grande abundância de árvores, de um e de outro lado.
8.Então, me disse: Estas águas saem para a região oriental, e descem à campina, e entram no mar Morto, cujas águas ficarão saudáveis.
9.Toda criatura vivente que vive em enxames viverá por onde quer que passe este rio, e haverá muitíssimo peixe, e, aonde chegarem estas águas, tornarão saudáveis as do mar, e tudo viverá por onde quer que passe este rio.
10.Junto a ele se acharão pescadores; desde En-Gedi até En-Eglaim haverá lugar para se estenderem redes; o seu peixe, segundo as suas espécies, será como o peixe do mar Grande, em multidão excessiva.
11.Mas os seus charcos e os seus pântanos não serão feitos saudáveis; serão deixados para o sal.
12.Junto ao rio, às ribanceiras, de um e de outro lado, nascerá toda sorte de árvore que dá fruto para se comer; não fenecerá a sua folha, nem faltará o seu fruto; nos seus meses, produzirá novos frutos, porque as suas águas saem do santuário; o seu fruto servirá de alimento, e a sua folha, de remédio.
As fronteiras da terra de Israel
13.Assim diz o SENHOR Deus: Este será o limite pelo qual repartireis a terra em herança, segundo as doze tribos de Israel. José terá duas partes.
14.Vós a repartireis em heranças iguais, tanto para um como para outro; pois jurei, levantando a mão, dá-la a vossos pais; assim, que esta mesma terra vos cairá a vós outros em herança.
15.Este será o limite da terra: do lado norte, desde o mar Grande, caminho de Hetlom, até à entrada de Zedade,
16.Hamate, Berota, Sibraim ( que estão entre o limite de Damasco e o de Hamate ), a cidade Hazer-Haticom ( que está junto ao limite de Haurã ).
17.Assim, o limite será desde o mar até Hazar-Enom, o limite de Damasco, e, na direção do norte, está o limite de Hamate; este será o lado do Norte.
18.O lado do oriente, entre Haurã, e Damasco, e Gileade, e a terra de Israel, será o Jordão; desde o limite do norte até ao mar do oriente, medireis; este será o lado do oriente.
19.O lado do sul será desde Tamar até às águas de Meribá-Cades, junto ao ribeiro do Egito até ao mar Grande; este será o lado do sul.
20.O lado do ocidente será o mar Grande, desde o limite do sul até à entrada de Hamate; este será o lado do ocidente.
21.Repartireis, pois, esta terra entre vós, segundo as tribos de Israel.
22.Será, porém, que a sorteareis para vossa herança e para a dos estrangeiros que moram no meio de vós, que gerarem filhos no meio de vós; e vos serão como naturais entre os filhos de Israel; convosco entrarão em herança, no meio das tribos de Israel.
23.E será que, na tribo em que morar o estrangeiro, ali lhe dareis a sua herança, diz o SENHOR Deus.
Os limites de sete tribos
1.São estes os nomes das tribos: desde a parte extrema do norte, via Hetlom, até à entrada de Hamate, até Hazar-Enom, o limite norte de Damasco até junto de Hamate e desde o lado oriental até ao ocidente, Dã terá uma porção.
2.Limitando-se com Dã, desde o lado oriental até ao ocidental, Aser, uma porção.
3.Limitando-se com Aser, desde o lado oriental até ao ocidental, Naftali, uma porção.
4.Limitando-se com Naftali, desde o lado oriental até ao ocidental, Manassés, uma porção.
5.Limitando-se com Manassés, desde o lado oriental até ao ocidental, Efraim, uma porção.
6.Limitando-se com Efraim, desde o lado oriental até ao ocidental, Rúben, uma porção.
7.Limitando-se com Rúben, desde o lado oriental até ao ocidental, Judá, uma porção.
8.Limitando-se com Judá, desde o lado oriental até ao ocidental, será a região sagrada que haveis de separar, de vinte e cinco mil côvados de largura e de comprimento, o mesmo que o das porções, desde o lado oriental até ao ocidental; o santuário estará no meio dela.
9.A região que haveis de separar ao SENHOR será do comprimento de vinte e cinco mil côvados e da largura de dez mil.
10.Esta região santa dos sacerdotes terá, ao norte, vinte e cinco mil côvados, ao ocidente, dez mil de largura, ao oriente, dez mil de largura e ao sul, vinte e cinco mil de comprimento; o santuário do SENHOR estará no meio dela.
11.Será para os sacerdotes santificados, para os filhos de Zadoque, que cumpriram o seu dever e não andaram errados, quando os filhos de Israel se extraviaram, como fizeram os levitas.
12.Será região especial dentro da região sagrada, lugar santíssimo, fazendo limites com a porção dos levitas.
Os limites dos sacerdotes e dos levitas
13.Os levitas, segundo o limite dos sacerdotes, terão vinte e cinco mil côvados de comprimento e dez mil de largura; todo o comprimento será vinte e cinco mil, e a largura, dez mil.
14.Não venderão nada disto, nem trocarão, nem transferirão a outrem o melhor da terra, porque é santo ao SENHOR.
Os limites da cidade
15.Mas os cinco mil côvados que ficaram da largura diante dos vinte e cinco mil serão para o uso civil da cidade, para habitação e para arredores; a cidade estará no meio.
16.Serão estas as suas medidas: o lado norte, de quatro mil e quinhentos côvados, o lado sul, de quatro mil e quinhentos, o lado oriental, de quatro mil e quinhentos, e o lado ocidental, de quatro mil e quinhentos.
17.Os arredores da cidade serão, ao norte, de duzentos e cinqüenta côvados, ao sul, de duzentos e cinqüenta côvados, ao oriente, de duzentos e cinqüenta e, ao ocidente, de duzentos e cinqüenta.
18.Quanto ao que ficou do resto do comprimento, paralelo à região sagrada, será de dez mil para o oriente e de dez mil para o ocidente e corresponderá à região sagrada; e o seu produto será para o sustento daqueles que trabalham na cidade.
19.Lavrá-lo-ão os trabalhadores da cidade, provindos de todas as tribos de Israel.
20.A região toda será de vinte e cinco mil côvados em quadrado, isto é, a região sagrada juntamente com a possessão da cidade.
Os limites do príncipe
21.O que restar será para o príncipe, deste e do outro lado da região sagrada e da possessão da cidade. Por isso, aquilo que se estende dos vinte e cinco mil côvados em direção do oriente e também dos vinte e cinco mil côvados em direção do ocidente, paralelamente com as porções, será do príncipe; a região sagrada e o santuário do templo estarão no meio.
22.Excetuando o que pertence aos levitas e a cidade que está no meio daquilo que pertence ao príncipe, entre o território de Judá e o de Benjamim, será isso para o príncipe.
Os limites das outras cinco tribos
23.Quanto ao resto das tribos, desde o lado oriental até ao ocidental, Benjamim terá uma porção.
24.Limitando-se com Benjamim, desde o lado oriental até ao ocidental, Simeão, uma porção.
25.Limitando-se com Simeão, desde o lado oriental até ao ocidental, Issacar, uma porção.
26.Limitando-se com Issacar, desde o lado oriental até ao ocidental, Zebulom, uma porção.
27.Limitando-se com Zebulom, desde o lado oriental até ao ocidental, Gade, uma porção.
28.Limitando-se com o território de Gade, ao sul, o limite será desde Tamar até às águas de Meribá-Cades, ao longo do ribeiro do Egito até ao mar Grande.
29.Esta é a terra que sorteareis em herança às tribos de Israel; e estas, as suas porções, diz o SENHOR Deus.
As portas da cidade
30.São estas as saídas da cidade: do lado norte, que mede quatro mil e quinhentos côvados,
31.três portas: a porta de Rúben, a de Judá e a de Levi, tomando as portas da cidade os nomes das tribos de Israel;
32.do lado oriental, quatro mil e quinhentos côvados e três portas, a saber: a porta de José, a de Benjamim e a de Dã;
33.do lado sul, quatro mil e quinhentos côvados e três portas: a porta de Simeão, a de Issacar e a de Zebulom;
34.do lado ocidental, quatro mil e quinhentos côvados e as suas três portas: a porta de Gade, a de Aser e a de Naftali.
35.Dezoito mil côvados em redor; e o nome da cidade desde aquele dia será: O SENHOR Está Ali.
A educação de Daniel e de seus companheiros
1.No ano terceiro do reinado de Jeoaquim, rei de Judá, veio Nabucodonosor, rei da Babilônia, a Jerusalém e a sitiou.
2.O Senhor lhe entregou nas mãos a Jeoaquim, rei de Judá, e alguns dos utensílios da Casa de Deus; a estes, levou-os para a terra de Sinar, para a casa do seu deus, e os pôs na casa do tesouro do seu deus.
3.Disse o rei a Aspenaz, chefe dos seus eunucos, que trouxesse alguns dos filhos de Israel, tanto da linhagem real como dos nobres,
4.jovens sem nenhum defeito, de boa aparência, instruídos em toda a sabedoria, doutos em ciência, versados no conhecimento e que fossem competentes para assistirem no palácio do rei e lhes ensinasse a cultura e a língua dos caldeus.
5.Determinou-lhes o rei a ração diária, das finas iguarias da mesa real e do vinho que ele bebia, e que assim fossem mantidos por três anos, ao cabo dos quais assistiriam diante do rei.
6.Entre eles, se achavam, dos filhos de Judá, Daniel, Hananias, Misael e Azarias.
7.O chefe dos eunucos lhes pôs outros nomes, a saber: a Daniel, o de Beltessazar; a Hananias, o de Sadraque; a Misael, o de Mesaque; e a Azarias, o de Abede-Nego.
8.Resolveu Daniel, firmemente, não contaminar-se com as finas iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; então, pediu ao chefe dos eunucos que lhe permitisse não contaminar-se.
9.Ora, Deus concedeu a Daniel misericórdia e compreensão da parte do chefe dos eunucos.
10.Disse o chefe dos eunucos a Daniel: Tenho medo do meu senhor, o rei, que determinou a vossa comida e a vossa bebida; por que, pois, veria ele o vosso rosto mais abatido do que o dos outros jovens da vossa idade? Assim, poríeis em perigo a minha cabeça para com o rei.
11.Então, disse Daniel ao cozinheiro-chefe, a quem o chefe dos eunucos havia encarregado de cuidar de Daniel, Hananias, Misael e Azarias:
12.Experimenta, peço-te, os teus servos dez dias; e que se nos dêem legumes a comer e água a beber.
13.Então, se veja diante de ti a nossa aparência e a dos jovens que comem das finas iguarias do rei; e, segundo vires, age com os teus servos.
14.Ele atendeu e os experimentou dez dias.
15.No fim dos dez dias, a sua aparência era melhor; estavam eles mais robustos do que todos os jovens que comiam das finas iguarias do rei.
16.Com isto, o cozinheiro-chefe tirou deles as finas iguarias e o vinho que deviam beber e lhes dava legumes.
17.Ora, a estes quatro jovens Deus deu o conhecimento e a inteligência em toda cultura e sabedoria; mas a Daniel deu inteligência de todas as visões e sonhos.
18.Vencido o tempo determinado pelo rei para que os trouxessem, o chefe dos eunucos os trouxe à presença de Nabucodonosor.
19.Então, o rei falou com eles; e, entre todos, não foram achados outros como Daniel, Hananias, Misael e Azarias; por isso, passaram a assistir diante do rei.
20.Em toda matéria de sabedoria e de inteligência sobre que o rei lhes fez perguntas, os achou dez vezes mais doutos do que todos os magos e encantadores que havia em todo o seu reino.
21.Daniel continuou até ao primeiro ano do rei Ciro.
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
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