A parábola da panela
1.Veio a mim a palavra do SENHOR, em o nono ano, no décimo mês, aos dez dias do mês, dizendo:
2.Filho do homem, escreve o nome deste dia, deste mesmo dia; porque o rei da Babilônia se atira contra Jerusalém neste dia.
3.Propõe uma parábola à casa rebelde e dize-lhe: Assim diz o SENHOR Deus: Põe ao lume a panela, põe-na, deita-lhe água dentro,
4.ajunta nela pedaços de carne, todos os bons pedaços, as coxas e as espáduas; enche-a de ossos escolhidos.
5.Pega do melhor do rebanho e empilha lenha debaixo dela; faze-a ferver bem, e cozam-se dentro dela os ossos.
6.Portanto, assim diz o SENHOR Deus: Ai da cidade sanguinária, da panela cheia de ferrugem, ferrugem que não foi tirada dela! Tira de dentro a carne, pedaço por pedaço, sem escolha.
7.Porque a culpa de sangue está no meio dela; derramou-o sobre penha descalvada e não sobre a terra, para o cobrir com o pó;
8.para fazer subir a indignação, para tomar vingança, eu pus o seu sangue numa penha descalvada, para que não fosse coberto.
9.Portanto, assim diz o SENHOR Deus: Ai da cidade sanguinária! Também eu farei pilha grande.
10.Amontoa muita lenha, acende o fogo, cozinha a carne, engrossa o caldo, e ardam os ossos.
11.Então, porás a panela vazia sobre as brasas, para que ela aqueça, o seu cobre se torne candente, funda-se a sua imundícia dentro dela, e se consuma a sua ferrugem.
12.Trabalho inútil! Não sai dela a sua muita ferrugem, nem pelo fogo.
13.Na tua imundícia está a luxúria; porque eu quis purificar-te, e não te purificaste, não serás nunca purificada da tua imundícia, até que eu tenha satisfeito o meu furor contra ti.
14.Eu, o SENHOR, o disse: será assim, e eu o farei; não tornarei atrás, não pouparei, nem me arrependerei; segundo os teus caminhos e segundo os teus feitos, serás julgada, diz o SENHOR Deus.
A viuvez de Ezequiel
15.Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
16.Filho do homem, eis que, às súbitas, tirarei a delícia dos teus olhos, mas não lamentarás, nem chorarás, nem te correrão as lágrimas.
17.Geme em silêncio, não faças lamentação pelos mortos, prende o teu turbante, mete as tuas sandálias nos pés, não cubras os bigodes e não comas o pão que te mandam.
18.Falei ao povo pela manhã, e, à tarde, morreu minha mulher; na manhã seguinte, fiz segundo me havia sido mandado.
19.Então, me disse o povo: Não nos farás saber o que significam estas coisas que estás fazendo?
20.Eu lhes disse: Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
21.Dize à casa de Israel: Assim diz o SENHOR Deus: Eis que eu profanarei o meu santuário, objeto do vosso mais alto orgulho, delícia dos vossos olhos e anelo de vossa alma; vossos filhos e vossas filhas, que deixastes, cairão à espada.
22.Fareis como eu fiz: não cobrireis os bigodes, nem comereis o pão que vos mandam.
23.Trareis à cabeça os vossos turbantes e as vossas sandálias, nos pés; não lamentareis, nem chorareis, mas definhar-vos-eis nas vossas iniqüidades e gemereis uns com os outros.
24.Assim vos servirá Ezequiel de sinal; segundo tudo o que ele fez, assim fareis. Quando isso acontecer, sabereis que eu sou o SENHOR Deus.
25.Filho do homem, não sucederá que, no dia em que eu lhes tirar o objeto do seu orgulho, o seu júbilo, a sua glória, a delícia dos seus olhos e o anelo de sua alma e a seus filhos e suas filhas,
26.nesse dia, virá ter contigo algum que escapar, para te dar a notícia pessoalmente?
27.Nesse dia, abrir-se-á a tua boca para com aquele que escapar; falarás e já não ficarás mudo. Assim, lhes servirás de sinal, e saberão que eu sou o SENHOR.
Profecia contra Amom
1.Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
2.Filho do homem, volve o rosto contra os filhos de Amom e profetiza contra eles.
3.Dize aos filhos de Amom: Ouvi a palavra do SENHOR Deus: Assim diz o SENHOR Deus: Visto que tu disseste: Bem feito!, acerca do meu santuário, quando foi profanado; acerca da terra de Israel, quando foi assolada; e da casa de Judá, quando foi para o exílio,
4.eis que te entregarei ao poder dos filhos do Oriente, e estabelecerão em ti os seus acampamentos e porão em ti as suas moradas; eles comerão os teus frutos e beberão o teu leite.
5.Farei de Rabá uma estrebaria de camelos e dos filhos de Amom, um curral de ovelhas; e sabereis que eu sou o SENHOR.
6.Porque assim diz o SENHOR Deus: Visto como bateste as palmas, e pateaste, e, com toda a malícia de tua alma, te alegraste da terra de Israel,
7.eis que estendi a mão contra ti e te darei por despojo às nações; eliminar-te-ei dentre os povos e te farei perecer dentre as terras. Acabarei de todo contigo, e saberás que eu sou o SENHOR.
Profecia contra Moabe
8.Assim diz o SENHOR Deus: Visto como dizem Moabe e Seir: Eis que a casa de Judá é como todas as nações,
9.eis que eu abrirei o flanco de Moabe desde as cidades, desde as suas cidades fronteiras, a glória da terra, Bete-Jesimote, Baal-Meom e Quiriataim;
10.dá-las-ei aos povos do Oriente em possessão, como também os filhos de Amom, para que destes não haja memória entre as nações.
11.Também executarei juízos contra Moabe, e os moabitas saberão que eu sou o SENHOR.
Profecia contra Edom
12.Assim diz o SENHOR Deus: Visto que Edom se houve vingativamente para com a casa de Judá e se fez culpadíssimo, quando se vingou dela,
13.assim diz o SENHOR Deus: Também estenderei a mão contra Edom e eliminarei dele homens e animais; torná-lo-ei deserto, e desde Temã até Dedã cairão à espada.
14.Exercerei a minha vingança contra Edom, por intermédio do meu povo de Israel; este fará em Edom segundo a minha ira e segundo o meu furor; e os edomitas conhecerão a minha vingança, diz o SENHOR Deus.
Profecia contra a Filístia
15.Assim diz o SENHOR Deus: Visto que os filisteus se houveram vingativamente e com desprezo de alma executaram vingança, para destruírem com perpétua inimizade,
16.assim diz o SENHOR Deus: Eis que eu estendo a mão contra os filisteus, e eliminarei os queretitas, e farei perecer o resto da costa do mar.
17.Tomarei deles grandes vinganças, com furiosas repreensões; e saberão que eu sou o SENHOR, quando eu tiver exercido a minha vingança contra eles.
Profecia contra Tiro
1.No undécimo ano, no primeiro dia do mês, veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
2.Filho do homem, visto que Tiro disse no tocante a Jerusalém: Bem feito! Está quebrada a porta dos povos; abriu-se para mim; eu me tornarei rico, agora que ela está assolada,
3.assim diz o SENHOR Deus: Eis que eu estou contra ti, ó Tiro, e farei subir contra ti muitas nações, como faz o mar subir as suas ondas.
4.Elas destruirão os muros de Tiro e deitarão abaixo as suas torres; e eu varrerei o seu pó, e farei dela penha descalvada.
5.No meio do mar, virá a ser um enxugadouro de redes, porque eu o anunciei, diz o SENHOR Deus; e ela servirá de despojo para as nações.
6.Suas filhas que estão no continente serão mortas à espada; e saberão que eu sou o SENHOR.
7.Porque assim diz o SENHOR Deus: Eis que eu trarei contra Tiro a Nabucodonosor, rei da Babilônia, desde o Norte, o rei dos reis, com cavalos, carros e cavaleiros e com a multidão de muitos povos.
8.As tuas filhas que estão no continente, ele as matará à espada; levantará baluarte contra ti; contra ti levantará terrapleno e um telhado de paveses.
9.Disporá os seus aríetes contra os teus muros e, com os seus ferros, deitará abaixo as tuas torres.
10.Pela multidão de seus cavalos, te cobrirá de pó; os teus muros tremerão com o estrondo dos cavaleiros, das carretas e dos carros, quando ele entrar pelas tuas portas, como pelas entradas de uma cidade em que se fez brecha.
11.Com as unhas dos seus cavalos, socará todas as tuas ruas; ao teu povo matará à espada, e as tuas fortes colunas cairão por terra.
12.Roubarão as tuas riquezas, saquearão as tuas mercadorias, derribarão os teus muros e arrasarão as tuas casas preciosas; as tuas pedras, as tuas madeiras e o teu pó lançarão no meio das águas.
13.Farei cessar o arruído das tuas cantigas, e já não se ouvirá o som das tuas harpas.
14.Farei de ti uma penha descalvada; virás a ser um enxugadouro de redes, jamais serás edificada, porque eu, o SENHOR, o falei, diz o SENHOR Deus.
15.Assim diz o SENHOR Deus a Tiro: Não tremerão as terras do mar com o estrondo da tua queda, quando gemerem os traspassados, quando se fizer espantosa matança no meio de ti?
16.Todos os príncipes do mar descerão dos seus tronos, tirarão de si os seus mantos e despirão as suas vestes bordadas; de tremores se vestirão, assentar-se-ão na terra e estremecerão a cada momento; e, por tua causa, pasmarão.
17.Levantarão lamentações sobre ti e te dirão: Como pereceste, ó bem povoada e afamada cidade, que foste forte no mar, tu e os teus moradores, que atemorizastes a todos os teus visitantes!
18.Agora, estremecerão as ilhas no dia da tua queda; as ilhas, que estão no mar, turbar-se-ão com tua saída.
19.Porque assim diz o SENHOR Deus: Quando eu te fizer cidade assolada, como as cidades que não se habitam, quando eu fizer vir sobre ti as ondas do mar e as muitas águas te cobrirem,
20.então, te farei descer com os que descem à cova, ao povo antigo, e te farei habitar nas mais baixas partes da terra, em lugares desertos antigos, com os que descem à cova, para que não sejas habitada; e criarei coisas gloriosas na terra dos viventes.
21.Farei de ti um grande espanto, e já não serás; quando te buscarem, jamais serás achada, diz o SENHOR Deus.
Lamentação sobre Tiro
1.Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
2.Tu, pois, ó filho do homem, levanta lamentação sobre Tiro;
3.dize a Tiro, que habita nas entradas do mar e negocia com os povos em muitas terras do mar: Assim diz o SENHOR Deus: Ó Tiro, tu dizes: Eu sou perfeita em formosura.
4.No coração dos mares, estão os teus limites; os que te edificaram aperfeiçoaram a tua formosura.
5.Fabricaram todos os teus conveses de ciprestes de Senir; trouxeram cedros do Líbano, para te fazerem mastros.
6.Fizeram os teus remos de carvalhos de Basã; os teus bancos, fizeram-nos de marfim engastado em pinho das ilhas dos quiteus.
7.De linho fino bordado do Egito era a tua vela, para servir de estandarte; azul e púrpura das ilhas de Elisá eram o teu toldo.
8.Os moradores de Sidom e de Arvade foram os teus remeiros; os teus sábios, ó Tiro, que se achavam em ti, esses foram os teus pilotos.
9.Os anciãos de Gebal e os seus sábios foram em ti os teus calafates; todos os navios do mar e os marinheiros se acharam em ti, para trocar as tuas mercadorias.
10.Os persas, os lídios e os de Pute se acharam em teu exército e eram teus homens de guerra; escudos e capacetes penduraram em ti; manifestaram a tua glória.
11.Os filhos de Arvade e o teu exército estavam sobre os teus muros em redor, e os gamaditas, nas torres; penduravam os seus escudos nos teus muros em redor; aperfeiçoavam a tua formosura.
12.Társis negociava contigo, por causa da abundância de toda sorte de riquezas; trocavam por tuas mercadorias prata, ferro, estanho e chumbo.
13.Javã, Tubal e Meseque eram os teus mercadores; em troca das tuas mercadorias, davam escravos e objetos de bronze.
14.Os da casa de Togarma, em troca das tuas mercadorias, davam cavalos, ginetes e mulos.
15.Os filhos de Dedã eram os teus mercadores; muitas terras do mar eram o mercado das tuas manufaturas; em troca, traziam dentes de marfim e madeira de ébano.
16.A Síria negociava contigo por causa da multidão das tuas manufaturas; por tuas mercadorias, eles davam esmeralda, púrpura, obras bordadas, linho fino, coral e pedras preciosas.
17.Judá e a terra de Israel eram os teus mercadores; pelas tuas mercadorias, trocavam o trigo de Minite, confeitos, mel, azeite e bálsamo.
18.Damasco negociava contigo, por causa da multidão das tuas manufaturas, por causa da abundância de toda sorte de riquezas, dando em troca vinho de Helbom e lã de Saar.
19.Também Dã e Javã, de Uzal, pelas tuas mercadorias, davam em troca ferro trabalhado, cássia e cálamo, que assim entravam no teu comércio.
20.Dedã negociava contigo com baixeiros para cavalgaduras.
21.A Arábia e todos os príncipes de Quedar eram mercadores ao teu serviço; negociavam contigo com cordeiros, carneiros e bodes; nisto, negociavam contigo.
22.Os mercadores de Sabá e Raamá eram os teus mercadores; pelas tuas mercadorias, davam em troca os mais finos aromas, pedras preciosas e ouro.
23.Harã, Cane e Éden, mercadores de Sabá, Assíria e Quilmade negociavam contigo.
24.Estes eram teus mercadores em toda sorte de mercadorias, em pano de púrpura e bordados, tapetes de várias cores e cordas trançadas e fortes.
25.Os navios de Társis eram as tuas caravanas para as tuas mercadorias; e te enriqueceste e ficaste mui famosa no coração dos mares.
26.Os teus remeiros te conduziram sobre grandes águas; o vento oriental te quebrou no coração dos mares.
27.As tuas riquezas, as tuas mercadorias, os teus bens, os teus marinheiros, os teus pilotos, os calafates, os que faziam os teus negócios e todos os teus soldados que estão em ti, juntamente com toda a multidão do povo que está no meio de ti, se afundarão no coração dos mares no dia da tua ruína.
28.Ao estrondo da gritaria dos teus pilotos, tremerão as praias.
29.Todos os que pegam no remo, os marinheiros, e todos os pilotos do mar descerão de seus navios e pararão em terra;
30.farão ouvir a sua voz sobre ti e gritarão amargamente; lançarão pó sobre a cabeça e na cinza se revolverão;
31.far-se-ão calvos por tua causa, cingir-se-ão de pano de saco e chorarão sobre ti, com amargura de alma, com amargura e lamentação.
32.Levantarão lamentações sobre ti no seu pranto, lamentarão sobre ti, dizendo: Quem foi como Tiro, como a que está reduzida ao silêncio no meio do mar?
33.Quando as tuas mercadorias eram exportadas pelos mares, fartaste a muitos povos; com a multidão da tua riqueza e do teu negócio, enriqueceste os reis da terra.
34.No tempo em que foste quebrada nos mares, nas profundezas das águas se afundaram os teus negócios e toda a tua multidão, no meio de ti.
35.Todos os moradores das terras dos mares se espantam por tua causa; os seus reis tremem sobremaneira e estão de rosto perturbado.
36.Os mercadores dentre os povos assobiam contra ti; vens a ser objeto de espanto e jamais subsistirás.
Profecia contra o rei de Tiro
1.Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
2.Filho do homem, dize ao príncipe de Tiro: Assim diz o SENHOR Deus: Visto que se eleva o teu coração, e dizes: Eu sou Deus, sobre a cadeira de Deus me assento no coração dos mares, e não passas de homem e não és Deus, ainda que estimas o teu coração como se fora o coração de Deus—
3.sim, és mais sábio que Daniel, não há segredo algum que se possa esconder de ti;
4.pela tua sabedoria e pelo teu entendimento, alcançaste o teu poder e adquiriste ouro e prata nos teus tesouros;
5.pela extensão da tua sabedoria no teu comércio, aumentaste as tuas riquezas; e, por causa delas, se eleva o teu coração—,
6.assim diz o SENHOR Deus: Visto que estimas o teu coração como se fora o coração de Deus,
7.eis que eu trarei sobre ti os mais terríveis estrangeiros dentre as nações, os quais desembainharão a espada contra a formosura da tua sabedoria e mancharão o teu resplendor.
8.Eles te farão descer à cova, e morrerás da morte dos traspassados no coração dos mares.
9.Dirás ainda diante daquele que te matar: Eu sou Deus? Pois não passas de homem e não és Deus, no poder do que te traspassa.
10.Da morte de incircuncisos morrerás, por intermédio de estrangeiros, porque eu o falei, diz o SENHOR Deus.
Outra lamentação contra o rei de Tiro
11.Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
12.Filho do homem, levanta uma lamentação contra o rei de Tiro e dize-lhe: Assim diz o SENHOR Deus: Tu és o sinete da perfeição, cheio de sabedoria e formosura.
13.Estavas no Éden, jardim de Deus; de todas as pedras preciosas te cobrias: o sárdio, o topázio, o diamante, o berilo, o ônix, o jaspe, a safira, o carbúnculo e a esmeralda; de ouro se te fizeram os engastes e os ornamentos; no dia em que foste criado, foram eles preparados.
14.Tu eras querubim da guarda ungido, e te estabeleci; permanecias no monte santo de Deus, no brilho das pedras andavas.
15.Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado até que se achou iniqüidade em ti.
16.Na multiplicação do teu comércio, se encheu o teu interior de violência, e pecaste; pelo que te lançarei, profanado, fora do monte de Deus e te farei perecer, ó querubim da guarda, em meio ao brilho das pedras.
17.Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; lancei-te por terra, diante dos reis te pus, para que te contemplem.
18.Pela multidão das tuas iniqüidades, pela injustiça do teu comércio, profanaste os teus santuários; eu, pois, fiz sair do meio de ti um fogo, que te consumiu, e te reduzi a cinzas sobre a terra, aos olhos de todos os que te contemplam.
19.Todos os que te conhecem entre os povos estão espantados de ti; vens a ser objeto de espanto e jamais subsistirás.
Profecia contra Sidom
20.Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
21.Filho do homem, volve o rosto contra Sidom, profetiza contra ela
22.e dize: Assim diz o SENHOR Deus: Eis-me contra ti, ó Sidom, e serei glorificado no meio de ti; saberão que eu sou o SENHOR, quando nela executar juízos e nela me santificar.
23.Pois enviarei contra ela a peste e o sangue nas suas ruas, e os traspassados cairão no meio dela, pela espada contra ela, por todos os lados; e saberão que eu sou o SENHOR.
24.Para a casa de Israel já não haverá espinho que a pique, nem abrolho que cause dor, entre todos os vizinhos que a tratam com desprezo; e saberão que eu sou o SENHOR Deus.
25.Assim diz o SENHOR Deus: Quando eu congregar a casa de Israel dentre os povos entre os quais estão espalhados e eu me santificar entre eles, perante as nações, então, habitarão na terra que dei a meu servo, a Jacó.
26.Habitarão nela seguros, edificarão casas e plantarão vinhas; sim, habitarão seguros, quando eu executar juízos contra todos os que os tratam com desprezo ao redor deles; e saberão que eu sou o SENHOR, seu Deus.
Profecia contra o Egito
1.No décimo ano, no décimo mês, aos doze dias do mês, veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
2.Filho do homem, volve o rosto contra Faraó, rei do Egito, e profetiza contra ele e contra todo o Egito.
3.Fala e dize: Assim diz o SENHOR Deus: Eis-me contra ti, ó Faraó, rei do Egito, crocodilo enorme, que te deitas no meio dos seus rios e que dizes: O meu rio é meu, e eu o fiz para mim mesmo.
4.Mas eu porei anzóis em teus queixos e farei que os peixes dos teus rios se apeguem às tuas escamas; tirar-te-ei do meio dos teus rios, juntamente com todos os peixes dos teus rios que se apeguem às tuas escamas.
5.Lançar-te-ei para o deserto, a ti e a todo peixe dos teus rios; sobre o campo aberto cairás; não serás recolhido, nem sepultado; aos animais da terra e às aves do céu te dei por pasto.
6.E saberão todos os moradores do Egito que eu sou o SENHOR, pois se tornaram um bordão de cana para a casa de Israel.
7.Tomando-te eles pela mão, tu te rachaste e lhes rasgaste o ombro; e, encostando-se eles a ti, tu te quebraste, fazendo tremer os lombos deles.
8.Por isso, assim diz o SENHOR Deus: Eis que trarei sobre ti a espada e eliminarei de ti homem e animal.
9.A terra do Egito se tornará em desolação e deserto; e saberão que eu sou o SENHOR.
10.Visto que disseste: O rio é meu, e eu o fiz, eis que eu estou contra ti e contra os teus rios; tornarei a terra do Egito deserta, em completa desolação, desde Migdol até Sevene, até às fronteiras da Etiópia.
11.Não passará por ela pé de homem, nem pé de animal passará por ela, nem será habitada quarenta anos,
12.porquanto tornarei a terra do Egito em desolação, no meio de terras desoladas; as suas cidades no meio das cidades desertas se tornarão em desolação por quarenta anos; espalharei os egípcios entre as nações e os derramarei pelas terras.
13.Mas assim diz o SENHOR Deus: Ao cabo de quarenta anos, ajuntarei os egípcios dentre os povos para o meio dos quais foram espalhados.
14.Restaurarei a sorte dos egípcios e os farei voltar à terra de Patros, à terra de sua origem; e serão ali um reino humilde.
15.Tornar-se-á o mais humilde dos reinos e nunca mais se exaltará sobre as nações; porque os diminuirei, para que não dominem sobre as nações.
16.Já não terá a confiança da casa de Israel, confiança essa que me traria à memória a iniqüidade de Israel quando se voltava a ele à procura de socorro; antes, saberão que eu sou o SENHOR Deus.
17.No vigésimo sétimo ano, no mês primeiro, no primeiro dia do mês, veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
18.Filho do homem, Nabucodonosor, rei da Babilônia, fez que o seu exército me prestasse grande serviço contra Tiro; toda cabeça se tornou calva, e de todo ombro saiu a pele, e não houve paga de Tiro para ele, nem para o seu exército, pelo serviço que prestou contra ela.
19.Portanto, assim diz o SENHOR Deus: Eis que eu darei a Nabucodonosor, rei da Babilônia, a terra do Egito; ele levará a sua multidão, e tomará o seu despojo, e roubará a sua presa, e isto será a paga para o seu exército.
20.Por paga do seu trabalho, com que serviu contra ela, lhe dei a terra do Egito, visto que trabalharam por mim, diz o SENHOR Deus.
21.Naquele dia, farei brotar o poder na casa de Israel e te darei que fales livremente no meio deles; e saberão que eu sou o SENHOR.
O Egito será conquistado pela Babilônia
1.Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
2.Filho do homem, profetiza e dize: Assim diz o SENHOR Deus: Gemei: Ah! Aquele dia!
3.Porque está perto o dia, sim, está perto o Dia do SENHOR, dia nublado; será o tempo dos gentios.
4.A espada virá contra o Egito, e haverá grande dor na Etiópia, quando caírem os traspassados no Egito; o seu povo será levado para o cativeiro, e serão destruídos os seus fundamentos.
5.A Etiópia, Pute e Lude e toda a Arábia, os de Cube e os outros aliados do Egito cairão juntamente com ele à espada.
6.Assim diz o SENHOR: Também cairão os que sustêm o Egito, e será humilhado o orgulho do seu poder; desde Migdol até Sevene, cairão à espada, diz o SENHOR Deus.
7.Serão desolados no meio das terras desertas; e as suas cidades estarão no meio das cidades devastadas.
8.Saberão que eu sou o SENHOR, quando eu tiver posto fogo no Egito e se acharem destruídos todos os que lhe prestavam auxílio.
9.Naquele dia, sairão mensageiros de diante de mim em navios, para espantarem a Etiópia descuidada; e sobre ela haverá angústia, como no dia do Egito; pois eis que já vem.
10.Assim diz o SENHOR Deus: Eu, pois, farei cessar a pompa do Egito, por intermédio de Nabucodonosor, rei da Babilônia.
11.Ele e o seu povo com ele, os mais terríveis das nações, serão levados para destruírem a terra; desembainharão a espada contra o Egito e encherão de traspassados a terra.
12.Secarei os rios e venderei a terra, entregando-a nas mãos dos maus; por meio de estrangeiros, farei desolada a terra e tudo o que nela houver; eu, o SENHOR, é que falei.
13.Assim diz o SENHOR Deus: Também destruirei os ídolos e darei cabo das imagens em Mênfis; já não haverá príncipe na terra do Egito, onde implantarei o terror.
14.Farei desolada a Patros, porei fogo em Zoã e executarei juízo em Nô.
15.Derramarei o meu furor sobre Sim, fortaleza do Egito, e exterminarei a multidão de Nô.
16.Atearei fogo no Egito; Sim terá grande angústia, Nô será destruída, e Mênfis terá adversários em pleno dia.
17.Os jovens de Áven e de Pi-Besete cairão à espada, e estas cidades cairão em cativeiro.
18.Em Tafnes, se escurecerá o dia, quando eu quebrar ali os jugos do Egito e nela cessar o orgulho do seu poder; uma nuvem a cobrirá, e suas filhas cairão em cativeiro.
19.Assim, executarei juízo no Egito, e saberão que eu sou o SENHOR.
20.No undécimo ano, no mês primeiro, aos sete dias do mês, veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
21.Filho do homem, eu quebrei o braço de Faraó, rei do Egito, e eis que não foi atado, nem tratado com remédios, nem lhe porão ligaduras, para tornar-se forte e pegar da espada.
22.Portanto, assim diz o SENHOR Deus: Eis que eu estou contra Faraó, rei do Egito; quebrar-lhe-ei os braços, tanto o forte como o que já está quebrado, e lhe farei cair da mão a espada.
23.Espalharei os egípcios entre as nações e os derramarei pelas terras.
24.Fortalecerei os braços do rei da Babilônia e lhe porei na mão a minha espada; mas quebrarei os braços de Faraó, que, diante dele, gemerá como geme o traspassado.
25.Levantarei os braços do rei da Babilônia, mas os braços de Faraó cairão; e saberão que eu sou o SENHOR, quando eu puser a minha espada na mão do rei da Babilônia e ele a estender contra a terra do Egito.
26.Espalharei os egípcios entre as nações e os derramarei pelas terras; assim, saberão que eu sou o SENHOR.
O destino do Egito
1.No undécimo ano, no terceiro mês, no primeiro dia do mês, veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
2.Filho do homem, dize a Faraó, rei do Egito, e à multidão do seu povo: A quem és semelhante na tua grandeza?
3.Eis que a Assíria era um cedro no Líbano, de lindos ramos, de sombrosa folhagem, de grande estatura, cujo topo estava entre os ramos espessos.
4.As águas o fizeram crescer, as fontes das profundezas da terra o exalçaram e fizeram correr as torrentes no lugar em que estava plantado, enviando ribeiros para todas as árvores do campo.
5.Por isso, se elevou a sua estatura sobre todas as árvores do campo, e se multiplicaram os seus ramos, e se alongaram as suas varas, por causa das muitas águas durante o seu crescimento.
6.Todas as aves do céu se aninhavam nos seus ramos, todos os animais do campo geravam debaixo da sua fronde, e todos os grandes povos se assentavam à sua sombra.
7.Assim, era ele formoso na sua grandeza e na extensão dos seus ramos, porque a sua raiz estava junto às muitas águas.
8.Os cedros no jardim de Deus não lhe eram rivais; os ciprestes não igualavam os seus ramos, e os plátanos não tinham renovos como os seus; nenhuma árvore no jardim de Deus se assemelhava a ele na sua formosura.
9.Formoso o fiz com a multidão dos seus ramos; todas as árvores do Éden, que estavam no jardim de Deus, tiveram inveja dele.
10.Portanto, assim diz o SENHOR Deus: Como sobremaneira se elevou, e se levantou o seu topo no meio dos espessos ramos, e o seu coração se exalçou na sua altura,
11.eu o entregarei nas mãos da mais poderosa das nações, que lhe dará o tratamento segundo merece a sua perversidade; lançá-lo-ei fora.
12.Os mais terríveis estrangeiros das nações o cortaram e o deixaram; caíram os seus ramos sobre os montes e por todos os vales; os seus renovos foram quebrados por todas as correntes da terra; todos os povos da terra se retiraram da sua sombra e o deixaram.
13.Todas as aves do céu habitarão na sua ruína, e todos os animais do campo se acolherão sob os seus ramos,
14.para que todas as árvores junto às águas não se exaltem na sua estatura, nem levantem o seu topo no meio dos ramos espessos, nem as que bebem as águas venham a confiar em si, por causa da sua altura; porque todos os orgulhosos estão entregues à morte e se abismarão às profundezas da terra, no meio dos filhos dos homens, com os que descem à cova.
15.Assim diz o SENHOR Deus: No dia em que ele passou para o além, fiz eu que houvesse luto; por sua causa, cobri a profundeza da terra, retive as suas correntes, e as suas muitas águas se detiveram; cobri o Líbano de preto, por causa dele, e todas as árvores do campo desfaleceram por causa dele.
16.Ao som da sua queda, fiz tremer as nações, quando o fiz passar para o além com os que descem à cova; todas as árvores do Éden, a fina flor e o melhor do Líbano, todas as que foram regadas pelas águas se consolavam nas profundezas da terra.
17.Também estas, com ele, passarão para o além, a juntar-se aos que foram traspassados à espada; sim, aos que foram seu braço e que estavam assentados à sombra no meio das nações.
18.A quem, pois, és semelhante em glória e em grandeza entre as árvores do Éden? Todavia, descerás com as árvores do Éden às profundezas da terra; no meio dos incircuncisos, jazerás com os que foram traspassados à espada; este é Faraó e toda a sua pompa, diz o SENHOR Deus.
Lamentação contra Faraó, rei do Egito
1.No ano duodécimo, no duodécimo mês, no primeiro dia do mês, veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
2.Filho do homem, levanta uma lamentação contra Faraó, rei do Egito, e dize-lhe: Foste comparado a um filho de leão entre as nações, mas não passas de um crocodilo nas águas; agitavas as águas, turvando-as com os pés, sujando os rios.
3.Assim diz o SENHOR Deus: Estenderei sobre ti a minha rede no meio de muitos povos, que te puxarão para fora na minha rede.
4.Então, te deixarei em terra; no campo aberto, te lançarei e farei morar sobre ti todas as aves do céu; e se fartarão de ti os animais de toda a terra.
5.Porei as tuas carnes sobre os montes e encherei os vales da tua corpulência.
6.Com o teu sangue que se derrama, regarei a terra até aos montes, e dele se encherão as correntes.
7.Quando eu te extinguir, cobrirei os céus e farei enegrecer as suas estrelas; encobrirei o sol com uma nuvem, e a lua não resplandecerá a sua luz.
8.Por tua causa, vestirei de preto todos os brilhantes luminares do céu e trarei trevas sobre o teu país, diz o SENHOR Deus.
9.Afligirei o coração de muitos povos, quando se levar às nações, às terras que não conheceste, a notícia da tua destruição.
10.Farei que muitos povos fiquem pasmados a teu respeito, e os seus reis tremam sobremaneira, quando eu brandir a minha espada ante o seu rosto; estremecerão a cada momento, cada um pela sua vida, no dia da tua queda.
11.Pois assim diz o SENHOR Deus: A espada do rei da Babilônia virá contra ti.
12.Farei cair a tua multidão com as espadas dos valentes, que são todos os mais terríveis dos povos; eles destruirão a soberba do Egito, e toda a sua pompa será destruída.
13.Farei perecer todos os seus animais ao longo de muitas águas; pé de homem não as turbará, nem as turbarão unhas de animais.
14.Então, farei assentar as suas águas; e farei correr os seus rios como o azeite, diz o SENHOR Deus.
15.Quando eu tornar a terra do Egito em desolação e a terra for destituída de tudo que a enchia, e quando eu ferir a todos os que nela habitam, então, saberão que eu sou o SENHOR.
16.Esta é a lamentação que se fará, que farão as filhas das nações; sobre o Egito e toda sua pompa se lamentará, diz o SENHOR Deus.
Os egípcios com outras nações no além
17.Também no ano duodécimo, aos quinze dias do primeiro mês, veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
18.Filho do homem, pranteia sobre a multidão do Egito, faze-a descer, a ela e as filhas das nações formosas, às profundezas da terra, juntamente com os que descem à cova.
19.A quem sobrepujas tu em beleza? Desce e deita-te com os incircuncisos.
20.No meio daqueles que foram traspassados à espada, eles cairão; à espada, ele está entregue; arrastai o Egito e a toda a sua multidão.
21.Os mais poderosos dos valentes, juntamente com os que o socorrem, lhe gritarão do além: Desceram e lá jazem eles, os incircuncisos, traspassados à espada.
22.Ali, está a Assíria com todo o seu povo; em redor dela, todos os seus sepulcros; todos eles foram traspassados e caíram à espada.
23.Os seus sepulcros foram postos nas extremidades da cova, e todo o seu povo se encontra ao redor do seu sepulcro; todos foram traspassados, e caíram à espada os que tinham causado espanto na terra dos viventes.
24.Ali, está Elão com todo o seu povo, em redor do seu sepulcro; todos eles foram traspassados e caíram à espada; eles, os incircuncisos, desceram às profundezas da terra, causaram terror na terra dos viventes e levaram a sua vergonha com os que desceram à cova.
25.No meio dos traspassados, lhe puseram um leito entre todo o seu povo; ao redor dele, estão os seus sepulcros; todos eles são incircuncisos, traspassados à espada, porque causaram terror na terra dos viventes e levaram a sua vergonha com os que desceram à cova; no meio dos traspassados, foram postos.
26.Ali, estão Meseque e Tubal com todo o seu povo; ao redor deles, estão os seus sepulcros; todos eles são incircuncisos e traspassados à espada, porquanto causaram terror na terra dos viventes.
27.E não se acharão com os valentes de outrora que, dentre os incircuncisos, caíram e desceram ao sepulcro com as suas próprias armas de guerra e com a espada debaixo da cabeça; a iniqüidade deles está sobre os seus ossos, porque eram o terror dos heróis na terra dos viventes.
28.Também tu, Egito, serás quebrado no meio dos incircuncisos e jazerás com os que foram traspassados à espada.
29.Ali, está Edom, os seus reis e todos os seus príncipes, que, apesar do seu poder, foram postos com os que foram traspassados à espada; estes jazem com os incircuncisos e com os que desceram à cova.
30.Ali, estão os príncipes do Norte, todos eles, e todos os sidônios, que desceram com os traspassados, envergonhados com o terror causado pelo seu poder; e jazem incircuncisos com os que foram traspassados à espada e levam a sua vergonha com os que desceram à cova.
31.Faraó os verá e se consolará com toda a sua multidão; sim, o próprio Faraó e todo o seu exército, pelo que jazerá no meio dos traspassados à espada, diz o SENHOR Deus.
32.Porque também eu pus o meu espanto na terra dos viventes; pelo que jazerá, no meio dos incircuncisos, com os traspassados à espada, Faraó e todo o seu povo, diz o SENHOR Deus.
O dever do verdadeiro atalaia
1.Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
2.Filho do homem, fala aos filhos de teu povo e dize-lhes: Quando eu fizer vir a espada sobre a terra, e o povo da terra tomar um homem dos seus limites, e o constituir por seu atalaia;
3.e, vendo ele que a espada vem sobre a terra, tocar a trombeta e avisar o povo;
4.se aquele que ouvir o som da trombeta não se der por avisado, e vier a espada e o abater, o seu sangue será sobre a sua cabeça.
5.Ele ouviu o som da trombeta e não se deu por avisado; o seu sangue será sobre ele; mas o que se dá por avisado salvará a sua vida.
6.Mas, se o atalaia vir que vem a espada e não tocar a trombeta, e não for avisado o povo; se a espada vier e abater uma vida dentre eles, este foi abatido na sua iniqüidade, mas o seu sangue demandarei do atalaia.
7.A ti, pois, ó filho do homem, te constituí por atalaia sobre a casa de Israel; tu, pois, ouvirás a palavra da minha boca e lhe darás aviso da minha parte.
8.Se eu disser ao perverso: Ó perverso, certamente, morrerás; e tu não falares, para avisar o perverso do seu caminho, morrerá esse perverso na sua iniqüidade, mas o seu sangue eu o demandarei de ti.
9.Mas, se falares ao perverso, para o avisar do seu caminho, para que dele se converta, e ele não se converter do seu caminho, morrerá ele na sua iniqüidade, mas tu livraste a tua alma.
10.Tu, pois, filho do homem, dize à casa de Israel: Assim falais vós: Visto que as nossas prevaricações e os nossos pecados estão sobre nós, e nós desfalecemos neles, como, pois, viveremos?
11.Dize-lhes: Tão certo como eu vivo, diz o SENHOR Deus, não tenho prazer na morte do perverso, mas em que o perverso se converta do seu caminho e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois por que haveis de morrer, ó casa de Israel?
12.Tu, pois, filho do homem, dize aos filhos do teu povo: A justiça do justo não o livrará no dia da sua transgressão; quanto à perversidade do perverso, não cairá por ela, no dia em que se converter da sua perversidade; nem o justo pela justiça poderá viver no dia em que pecar.
13.Quando eu disser ao justo que, certamente, viverá, e ele, confiando na sua justiça, praticar iniqüidade, não me virão à memória todas as suas justiças, mas na sua iniqüidade, que pratica, ele morrerá.
14.Quando eu também disser ao perverso: Certamente, morrerás; se ele se converter do seu pecado, e fizer juízo e justiça,
15.e restituir esse perverso o penhor, e pagar o furtado, e andar nos estatutos da vida, e não praticar iniqüidade, certamente, viverá; não morrerá.
16.De todos os seus pecados que cometeu não se fará memória contra ele; juízo e justiça fez; certamente, viverá.
17.Todavia, os filhos do teu povo dizem: Não é reto o caminho do Senhor; mas o próprio caminho deles é que não é reto.
18.Desviando-se o justo da sua justiça e praticando iniqüidade, morrerá nela.
19.E, convertendo-se o perverso da sua perversidade e fazendo juízo e justiça, por isto mesmo viverá.
20.Todavia, vós dizeis: Não é reto o caminho do Senhor. Mas eu vos julgarei, cada um segundo os seus caminhos, ó casa de Israel.
O castigo de Israel por causa da sua presunção
21.No ano duodécimo do nosso exílio, aos cinco dias do décimo mês, veio a mim um que tinha escapado de Jerusalém, dizendo: Caiu a cidade.
22.Ora, a mão do SENHOR estivera sobre mim pela tarde, antes que viesse o que tinha escapado; abrira-se-me a boca antes de, pela manhã, vir ter comigo o tal homem; e, uma vez aberta, já não fiquei em silêncio.
23.Então, veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
24.Filho do homem, os moradores destes lugares desertos da terra de Israel falam, dizendo: Abraão era um só; no entanto, possuiu esta terra; ora, sendo nós muitos, certamente, esta terra nos foi dada em possessão.
25.Dize-lhes, portanto: Assim diz o SENHOR Deus: Comeis a carne com sangue, levantais os olhos para os vossos ídolos e derramais sangue; porventura, haveis de possuir a terra?
26.Vós vos estribais sobre a vossa espada, cometeis abominações, e contamina cada um a mulher do seu próximo; e possuireis a terra?
27.Assim lhes dirás: Assim diz o SENHOR Deus: Tão certo como eu vivo, os que estiverem em lugares desertos cairão à espada, e o que estiver em campo aberto, o entregarei às feras, para que o devorem, e os que estiverem em fortalezas e em cavernas morrerão de peste.
28.Tornarei a terra em desolação e espanto, e será humilhado o orgulho do seu poder; os montes de Israel ficarão tão desolados, que ninguém passará por eles.
29.Então, saberão que eu sou o SENHOR, quando eu tornar a terra em desolação e espanto, por todas as abominações que cometeram.
30.Quanto a ti, ó filho do homem, os filhos do teu povo falam de ti junto aos muros e nas portas das casas; fala um com o outro, cada um a seu irmão, dizendo: Vinde, peço-vos, e ouvi qual é a palavra que procede do SENHOR.
31.Eles vêm a ti, como o povo costuma vir, e se assentam diante de ti como meu povo, e ouvem as tuas palavras, mas não as põem por obra; pois, com a boca, professam muito amor, mas o coração só ambiciona lucro.
32.Eis que tu és para eles como quem canta canções de amor, que tem voz suave e tange bem; porque ouvem as tuas palavras, mas não as põem por obra.
33.Mas, quando vier isto e aí vem, então, saberão que houve no meio deles um profeta.
Profecia contra os pastores infiéis de Israel
1.Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
2.Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel; profetiza e dize-lhes: Assim diz o SENHOR Deus: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não apascentarão os pastores as ovelhas?
3.Comeis a gordura, vestis-vos da lã e degolais o cevado; mas não apascentais as ovelhas.
4.A fraca não fortalecestes, a doente não curastes, a quebrada não ligastes, a desgarrada não tornastes a trazer e a perdida não buscastes; mas dominais sobre elas com rigor e dureza.
5.Assim, se espalharam, por não haver pastor, e se tornaram pasto para todas as feras do campo.
6.As minhas ovelhas andam desgarradas por todos os montes e por todo elevado outeiro; as minhas ovelhas andam espalhadas por toda a terra, sem haver quem as procure ou quem as busque.
7.Portanto, ó pastores, ouvi a palavra do SENHOR:
8.Tão certo como eu vivo, diz o SENHOR Deus, visto que as minhas ovelhas foram entregues à rapina e se tornaram pasto para todas as feras do campo, por não haver pastor, e que os meus pastores não procuram as minhas ovelhas, pois se apascentam a si mesmos e não apascentam as minhas ovelhas, —
9.portanto, ó pastores, ouvi a palavra do SENHOR:
10.Assim diz o SENHOR Deus: Eis que eu estou contra os pastores e deles demandarei as minhas ovelhas; porei termo no seu pastoreio, e não se apascentarão mais a si mesmos; livrarei as minhas ovelhas da sua boca, para que já não lhes sirvam de pasto.
O cuidado do Senhor pelo seu rebanho
11.Porque assim diz o SENHOR Deus: Eis que eu mesmo procurarei as minhas ovelhas e as buscarei.
12.Como o pastor busca o seu rebanho, no dia em que encontra ovelhas dispersas, assim buscarei as minhas ovelhas; livrá-las-ei de todos os lugares para onde foram espalhadas no dia de nuvens e de escuridão.
13.Tirá-las-ei dos povos, e as congregarei dos diversos países, e as introduzirei na sua terra; apascentá-las-ei nos montes de Israel, junto às correntes e em todos os lugares habitados da terra.
14.Apascentá-las-ei de bons pastos, e nos altos montes de Israel será a sua pastagem; deitar-se-ão ali em boa pastagem e terão pastos bons nos montes de Israel.
15.Eu mesmo apascentarei as minhas ovelhas e as farei repousar, diz o SENHOR Deus.
16.A perdida buscarei, a desgarrada tornarei a trazer, a quebrada ligarei e a enferma fortalecerei; mas a gorda e a forte destruirei; apascentá-las-ei com justiça.
17.Quanto a vós outras, ó ovelhas minhas, assim diz o SENHOR Deus: Eis que julgarei entre ovelhas e ovelhas, entre carneiros e bodes.
18.Acaso, não vos basta a boa pastagem? Haveis de pisar aos pés o resto do vosso pasto? E não vos basta o terdes bebido as águas claras? Haveis de turvar o resto com os pés?
19.Quanto às minhas ovelhas, elas pastam o que haveis pisado com os pés e bebem o que haveis turvado com os pés.
20.Por isso, assim lhes diz o SENHOR Deus: Eis que eu mesmo julgarei entre ovelhas gordas e ovelhas magras.
21.Visto que, com o lado e com o ombro, dais empurrões e, com os chifres, impelis as fracas até as espalhardes fora,
22.eu livrarei as minhas ovelhas, para que já não sirvam de rapina, e julgarei entre ovelhas e ovelhas.
23.Suscitarei para elas um só pastor, e ele as apascentará; o meu servo Davi é que as apascentará; ele lhes servirá de pastor.
24.Eu, o SENHOR, lhes serei por Deus, e o meu servo Davi será príncipe no meio delas; eu, o SENHOR, o disse.
25.Farei com elas aliança de paz e acabarei com as bestas 02416 -feras da terra; seguras habitarão no deserto e dormirão nos bosques.
26.Delas e dos lugares ao redor do meu outeiro, eu farei bênção; farei descer a chuva a seu tempo, serão chuvas de bênçãos.
27.As árvores do campo darão o seu fruto, e a terra dará a sua novidade, e estarão seguras na sua terra; e saberão que eu sou o SENHOR, quando eu quebrar as varas do seu jugo e as livrar das mãos dos que as escravizavam.
28.Já não servirão de rapina aos gentios, e as feras da terra nunca mais as comerão; e habitarão seguramente, e ninguém haverá que as espante.
29.Levantar-lhes-ei plantação memorável, e nunca mais serão consumidas pela fome na terra, nem mais levarão sobre si o opróbrio dos gentios.
30.Saberão, porém, que eu, o SENHOR, seu Deus, estou com elas e que elas são o meu povo, a casa de Israel, diz o SENHOR Deus.
31.Vós, pois, ó ovelhas minhas, ovelhas do meu pasto; homens sois, mas eu sou o vosso Deus, diz o SENHOR Deus.
Profecia contra o monte Seir
1.Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
2.Filho do homem, volve o rosto contra o monte Seir e profetiza contra ele.
3.Dize-lhe: Assim diz o SENHOR Deus: Eis que eu estou contra ti, ó monte Seir, e estenderei a mão contra ti, e te farei desolação e espanto.
4.Farei desertas as tuas cidades, e tu serás desolado; e saberás que eu sou o SENHOR.
5.Pois guardaste inimizade perpétua e abandonaste os filhos de Israel à violência da espada, no tempo da calamidade e do castigo final.
6.Por isso, diz o SENHOR Deus, tão certo como eu vivo, eu te fiz sangrar, e sangue te perseguirá; visto que não aborreceste o sangue, o sangue te perseguirá.
7.Farei do monte Seir extrema desolação e eliminarei dele o que por ele passa e o que por ele volta.
8.Encherei os seus montes dos seus traspassados; nos teus outeiros, nos teus vales e em todas as tuas correntes, cairão os traspassados à espada.
9.Em perpétuas desolações, te porei, e as tuas cidades jamais serão habitadas; assim sabereis que eu sou o SENHOR.
10.Visto que dizes: Os dois povos e as duas terras serão meus, e os possuirei, ainda que o SENHOR se achava ali,
11.por isso, tão certo como eu vivo, diz o SENHOR Deus, procederei segundo a tua ira e segundo a tua inveja, com que, no teu ódio, os trataste; e serei conhecido deles, quando te julgar.
12.Saberás que eu, o SENHOR, ouvi todas as blasfêmias que proferiste contra os montes de Israel, dizendo: Já estão desolados, a nós nos são entregues por pasto.
13.Vós vos engrandecestes contra mim com a vossa boca e multiplicastes as vossas palavras contra mim; eu o ouvi.
14.Assim diz o SENHOR Deus: Ao alegrar-se toda a terra, eu te reduzirei à desolação.
15.Como te alegraste com a sorte da casa de Israel, porque foi desolada, assim também farei a ti; desolado serás, ó monte Seir e todo o Edom, sim, todo; e saberão que eu sou o SENHOR.
Profecia aos montes de Israel
1.Tu, ó filho do homem, profetiza aos montes de Israel e dize: Montes de Israel, ouvi a palavra do SENHOR.
2.Assim diz o SENHOR Deus: Visto que diz o inimigo contra vós outros: Bem feito!, e também: Os eternos lugares altos são nossa herança,
3.portanto, profetiza e dize: Assim diz o SENHOR Deus: Visto que vos assolaram e procuraram abocar-vos de todos os lados, para que fôsseis possessão do resto das nações e andais em lábios paroleiros e na infâmia do povo,
4.portanto, ouvi, ó montes de Israel, a palavra do SENHOR Deus: Assim diz o SENHOR Deus aos montes e aos outeiros, às correntes e aos vales, aos lugares desertos e desolados e às cidades desamparadas, que se tornaram rapina e escárnio para o resto das nações circunvizinhas.
5.Portanto, assim diz o SENHOR Deus: Certamente, no fogo do meu zelo, falei contra o resto das nações e contra todo o Edom. Eles se apropriaram da minha terra, com alegria de todo o coração e com menosprezo de alma, para despovoá-la e saqueá-la.
6.Portanto, profetiza sobre a terra de Israel e dize aos montes e aos outeiros, às correntes e aos vales: Assim diz o SENHOR Deus: Eis que falei no meu zelo e no meu furor, porque levastes sobre vós o opróbrio das nações.
7.Portanto, assim diz o SENHOR Deus: Levantando eu a mão, jurei que as nações que estão ao redor de vós levem o seu opróbrio sobre si mesmas.
8.Mas vós, ó montes de Israel, vós produzireis os vossos ramos e dareis o vosso fruto para o meu povo de Israel, o qual está prestes a vir.
9.Porque eis que eu estou convosco; voltar-me-ei para vós outros, e sereis lavrados e semeados.
10.Multiplicarei homens sobre vós, a toda a casa de Israel, sim, toda; as cidades serão habitadas, e os lugares devastados serão edificados.
11.Multiplicarei homens e animais sobre vós; eles se multiplicarão e serão fecundos; fá-los-ei habitar-vos como dantes e vos tratarei melhor do que outrora; e sabereis que eu sou o SENHOR.
12.Farei andar sobre vós homens, o meu povo de Israel; eles vos possuirão, e sereis a sua herança e jamais os desfilhareis.
13.Assim diz o SENHOR Deus: Visto que te dizem: Tu és terra que devora os homens e és terra que desfilha o seu povo,
14.por isso, tu não devorarás mais os homens, nem desfilharás mais o teu povo, diz o SENHOR Deus.
15.Não te permitirei jamais que ouças a ignomínia dos gentios; não mais levarás sobre ti o opróbrio dos povos, nem mais farás tropeçar o teu povo, diz o SENHOR Deus.
A restauração de Israel
16.Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
17.Filho do homem, quando os da casa de Israel habitavam na sua terra, eles a contaminaram com os seus caminhos e as suas ações; como a imundícia de uma mulher em sua menstruação, tal era o seu caminho perante mim.
18.Derramei, pois, o meu furor sobre eles, por causa do sangue que derramaram sobre a terra e por causa dos seus ídolos com que a contaminaram.
19.Espalhei-os entre as nações, e foram derramados pelas terras; segundo os seus caminhos e segundo os seus feitos, eu os julguei.
20.Em chegando às nações para onde foram, profanaram o meu santo nome, pois deles se dizia: São estes o povo do SENHOR, porém tiveram de sair da terra dele.
21.Mas tive compaixão do meu santo nome, que a casa de Israel profanou entre as nações para onde foi.
22.Dize, portanto, à casa de Israel: Assim diz o SENHOR Deus: Não é por amor de vós que eu faço isto, ó casa de Israel, mas pelo meu santo nome, que profanastes entre as nações para onde fostes.
23.Vindicarei a santidade do meu grande nome, que foi profanado entre as nações, o qual profanastes no meio delas; as nações saberão que eu sou o SENHOR, diz o SENHOR Deus, quando eu vindicar a minha santidade perante elas.
24.Tomar-vos-ei de entre as nações, e vos congregarei de todos os países, e vos trarei para a vossa terra.
25.Então, aspergirei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícias e de todos os vossos ídolos vos purificarei.
26.Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne.
27.Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis.
28.Habitareis na terra que eu dei a vossos pais; vós sereis o meu povo, e eu serei o vosso Deus.
29.Livrar-vos-ei de todas as vossas imundícias; farei vir o trigo, e o multiplicarei, e não trarei fome sobre vós.
30.Multiplicarei o fruto das árvores e a novidade do campo, para que jamais recebais o opróbrio da fome entre as nações.
31.Então, vos lembrareis dos vossos maus caminhos e dos vossos feitos que não foram bons; tereis nojo de vós mesmos por causa das vossas iniqüidades e das vossas abominações.
32.Não é por amor de vós, fique bem entendido, que eu faço isto, diz o SENHOR Deus. Envergonhai-vos e confundi-vos por causa dos vossos caminhos, ó casa de Israel.
33.Assim diz o SENHOR Deus: No dia em que eu vos purificar de todas as vossas iniqüidades, então, farei que sejam habitadas as cidades e sejam edificados os lugares desertos.
34.Lavrar-se-á a terra deserta, em vez de estar desolada aos olhos de todos os que passam.
35.Dir-se-á: Esta terra desolada ficou como o jardim do Éden; as cidades desertas, desoladas e em ruínas estão fortificadas e habitadas.
36.Então, as nações que tiverem restado ao redor de vós saberão que eu, o SENHOR, reedifiquei as cidades destruídas e replantei o que estava abandonado. Eu, o SENHOR, o disse e o farei.
37.Assim diz o SENHOR Deus: Ainda nisto permitirei que seja eu solicitado pela casa de Israel: que lhe multiplique eu os homens como um rebanho.
38.Como um rebanho de santos, o rebanho de Jerusalém nas suas festas fixas, assim as cidades desertas se encherão de rebanhos de homens; e saberão que eu sou o SENHOR.
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