Desafio dos 90 dias

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O juízo de Deus contra os chefes do povo
1.Então, o Espírito me levantou e me levou à porta oriental da Casa do SENHOR, a qual olha para o oriente. À entrada da porta, estavam vinte e cinco homens; no meio deles, vi a Jazanias, filho de Azur, e a Pelatias, filho de Benaías, príncipes do povo.
2.E disse-me: Filho do homem, são estes os homens que maquinam vilezas e aconselham perversamente nesta cidade,
3.os quais dizem: Não está próximo o tempo de construir casas; esta cidade é a panela, e nós, a carne.
4.Portanto, profetiza contra eles, profetiza, ó filho do homem.
5.Caiu, pois, sobre mim o Espírito do SENHOR e disse-me: Fala: Assim diz o SENHOR: Assim tendes dito, ó casa de Israel; porque, quanto às coisas que vos surgem à mente, eu as conheço.
6.Multiplicastes os vossos mortos nesta cidade e deles enchestes as suas ruas.
7.Portanto, assim diz o SENHOR Deus: Os que vós matastes e largastes no meio dela são a carne, e ela, a panela; a vós outros, porém, vos tirarei do meio dela.
8.Temestes a espada, mas a espada trarei sobre vós, diz o SENHOR Deus.
9.Tirar-vos-ei do meio dela, e vos entregarei nas mãos de estrangeiros, e executarei juízos entre vós.
10.Caireis à espada; nos confins de Israel, vos julgarei, e sabereis que eu sou o SENHOR.
11.Esta cidade não vos servirá de panela, nem vós servireis de carne no seu meio; nos confins de Israel, vos julgarei,
12.e sabereis que eu sou o SENHOR. Pois não andastes nos meus estatutos, nem executastes os meus juízos; antes, fizestes segundo os juízos das nações que estão em redor de vós.
13.Ao tempo em que eu profetizava, morreu Pelatias, filho de Benaías. Então, caí com o rosto em terra, clamei em alta voz e disse: ah! SENHOR Deus! Darás fim ao resto de Israel?
Promessa da restauração de Israel
14.Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
15.Filho do homem, teus irmãos, os teus próprios irmãos, os homens do teu parentesco e toda a casa de Israel, todos eles são aqueles a quem os habitantes de Jerusalém disseram: Apartai-vos para longe do SENHOR; esta terra se nos deu em possessão.
16.Portanto, dize: Assim diz o SENHOR Deus: Ainda que os lancei para longe entre as nações e ainda que os espalhei pelas terras, todavia, lhes servirei de santuário, por um pouco de tempo, nas terras para onde foram.
17.Dize ainda: Assim diz o SENHOR Deus: Hei de ajuntá-los do meio dos povos, e os recolherei das terras para onde foram lançados, e lhes darei a terra de Israel.
18.Voltarão para ali e tirarão dela todos os seus ídolos detestáveis e todas as suas abominações.
19.Dar-lhes-ei um só coração, espírito novo porei dentro deles; tirarei da sua carne o coração de pedra e lhes darei coração de carne;
20.para que andem nos meus estatutos, e guardem os meus juízos, e os executem; eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus.
21.Mas, quanto àqueles cujo coração se compraz em seus ídolos detestáveis e abominações, eu farei recair sobre sua cabeça as suas obras, diz o SENHOR Deus.
22.Então, os querubins elevaram as suas asas, e as rodas os acompanhavam; e a glória do Deus de Israel estava no alto, sobre eles.
23.A glória do SENHOR subiu do meio da cidade e se pôs sobre o monte que está ao oriente da cidade.
24.Depois, o Espírito de Deus me levantou e me levou na sua visão à Caldéia, para os do cativeiro; e de mim se foi a visão que eu tivera.
25.Então, falei aos do cativeiro todas as coisas que o SENHOR me havia mostrado.
O profeta descreve o cativeiro
1.Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
2.Filho do homem, tu habitas no meio da casa rebelde, que tem olhos para ver e não vê, tem ouvidos para ouvir e não ouve, porque é casa rebelde.
3.Tu, pois, ó filho do homem, prepara a bagagem de exílio e de dia sai, à vista deles, para o exílio; e, do lugar onde estás, parte para outro lugar, à vista deles. Bem pode ser que o entendam, ainda que eles são casa rebelde.
4.À vista deles, pois, traze para a rua, de dia, a tua bagagem de exílio; depois, à tarde, sairás, à vista deles, como quem vai para o exílio.
5.Abre um buraco na parede, à vista deles, e sai por ali.
6.À vista deles, aos ombros a levarás; às escuras, a transportarás; cobre o rosto para que não vejas a terra; porque por sinal te pus à casa de Israel.
7.Como se me ordenou, assim eu fiz: de dia, levei para fora a minha bagagem de exílio; então, à tarde, com as mãos abri para mim um buraco na parede; às escuras, eu saí e, aos ombros, transportei a bagagem, à vista deles.
8.Pela manhã, veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
9.Filho do homem, não te perguntou a casa de Israel, aquela casa rebelde: Que fazes tu?
10.Dize-lhes: Assim diz o SENHOR Deus: Esta sentença refere-se ao príncipe em Jerusalém e a toda a casa de Israel, que está no meio dela.
11.Dize: Eu sou o vosso sinal. Como eu fiz, assim se lhes fará a eles; irão para o exílio, para o cativeiro.
12.O príncipe que está no meio deles levará aos ombros a bagagem e, às escuras, sairá; abrirá um buraco na parede para sair por ele; cobrirá o rosto para que seus olhos não vejam a terra.
13.Também estenderei a minha rede sobre ele, e será apanhado nas minhas malhas; levá-lo-ei a Babilônia, à terra dos caldeus, mas não a verá, ainda que venha a morrer ali.
14.A todos os ventos espalharei todos os que, para o ajudarem, estão ao redor dele, e todas as suas tropas; desembainharei a espada após eles.
15.Saberão que eu sou o SENHOR, quando eu os dispersar entre as nações e os espalhar pelas terras.
16.Deles deixarei ficar alguns poucos, escapos da espada, da fome e da peste, para que publiquem todas as suas coisas abomináveis entre as nações para onde forem; e saberão que eu sou o SENHOR.
17.Então, veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
18.Filho do homem, o teu pão comerás com tremor e a tua água beberás com estremecimento e ansiedade;
19.e dirás ao povo da terra: Assim diz o SENHOR Deus acerca dos habitantes de Jerusalém, na terra de Israel: O seu pão comerão com ansiedade e a sua água beberão com espanto, pois que a sua terra será despojada de tudo quanto contém, por causa da violência de todos os que nela habitam.
20.As cidades habitadas cairão em ruínas, e a terra se tornará em desolação; e sabereis que eu sou o SENHOR.
21.Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
22.Filho do homem, que provérbio é esse que vós tendes na terra de Israel: Prolongue-se o tempo, e não se cumpra a profecia?
23.Portanto, dize-lhes: Assim diz o SENHOR Deus: Farei cessar esse provérbio, e já não se servirão dele em Israel; mas dize-lhes: Os dias estão próximos e o cumprimento de toda profecia.
24.Porque já não haverá visão falsa nenhuma, nem adivinhação lisonjeira, no meio da casa de Israel.
25.Porque eu, o SENHOR, falarei, e a palavra que eu falar se cumprirá e não será retardada; porque, em vossos dias, ó casa rebelde, falarei a palavra e a cumprirei, diz o SENHOR Deus.
26.Veio-me ainda a palavra do SENHOR, dizendo:
27.Filho do homem, eis que os da casa de Israel dizem: A visão que tem este é para muitos dias, e ele profetiza de tempos que estão mui longe.
28.Portanto, dize-lhes: Assim diz o SENHOR Deus: Não será retardada nenhuma das minhas palavras; e a palavra que falei se cumprirá, diz o SENHOR Deus.
Profecia contra os falsos profetas
1.Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
2.Filho do homem, profetiza contra os profetas de Israel que, profetizando, exprimem, como dizes, o que lhes vem do coração. Ouvi a palavra do SENHOR.
3.Assim diz o SENHOR Deus: Ai dos profetas loucos, que seguem o seu próprio espírito sem nada ter visto!
4.Os teus profetas, ó Israel, são como raposas entre as ruínas.
5.Não subistes às brechas, nem fizestes muros para a casa de Israel, para que ela permaneça firme na peleja no Dia do SENHOR.
6.Tiveram visões falsas e adivinhação mentirosa os que dizem: O SENHOR disse; quando o SENHOR os não enviou; e esperam o cumprimento da palavra.
7.Não tivestes visões falsas e não falastes adivinhação mentirosa, quando dissestes: O SENHOR diz, sendo que eu tal não falei?
8.Portanto, assim diz o SENHOR Deus: Como falais falsidade e tendes visões mentirosas, por isso, eu sou contra vós outros, diz o SENHOR Deus.
9.Minha mão será contra os profetas que têm visões falsas e que adivinham mentiras; não estarão no conselho do meu povo, não serão inscritos nos registros da casa de Israel, nem entrarão na terra de Israel. Sabereis que eu sou o SENHOR Deus.
10.Visto que andam enganando, sim, enganando o meu povo, dizendo: Paz, quando não há paz, e quando se edifica uma parede, e os profetas a caiam,
11.dize aos que a caiam que ela ruirá. Haverá chuva de inundar. Vós, ó pedras de saraivada, caireis, e tu, vento tempestuoso, irromperás.
12.Ora, eis que, caindo a parede, não vos dirão: Onde está a cal com que a caiastes?
13.Portanto, assim diz o SENHOR Deus: Tempestuoso vento farei irromper no meu furor, e chuva de inundar haverá na minha ira, e pedras de saraivada, na minha indignação, para a consumir.
14.Derribarei a parede que caiastes, darei com ela por terra, e o seu fundamento se descobrirá; quando cair, perecereis no meio dela e sabereis que eu sou o SENHOR.
15.Assim, cumprirei o meu furor contra a parede e contra os que a caiaram e vos direi: a parede já não existe, nem aqueles que a caiaram,
16.os profetas de Israel que profetizaram a respeito de Jerusalém e para ela têm visões de paz, quando não há paz, diz o SENHOR Deus.
Contra as falsas profetisas
17.Tu, ó filho do homem, põe-te contra as filhas do teu povo que profetizam de seu coração, profetiza contra elas
18.e dize: Assim diz o SENHOR Deus: Ai das que cosem invólucros feiticeiros para todas as articulações das mãos e fazem véus para cabeças de todo tamanho, para caçarem almas! Querereis matar as almas do meu povo e preservar outras para vós mesmas?
19.Vós me profanastes entre o meu povo, por punhados de cevada e por pedaços de pão, para matardes as almas que não haviam de morrer e para preservardes com vida as almas que não haviam de viver, mentindo, assim, ao meu povo, que escuta mentiras.
20.Portanto, assim diz o SENHOR Deus: Eis aí vou eu contra vossos invólucros feiticeiros, com que vós caçais as almas como aves, e as arrancarei de vossas mãos; soltarei livres como aves as almas que prendestes.
21.Também rasgarei os vossos véus e livrarei o meu povo das vossas mãos, e nunca mais estará ao vosso alcance para ser caçado; e sabereis que eu sou o SENHOR.
22.Visto que com falsidade entristecestes o coração do justo, não o havendo eu entristecido, e fortalecestes as mãos do perverso para que não se desviasse do seu mau caminho e vivesse,
23.por isso, já não tereis visões falsas, nem jamais fareis adivinhações; livrarei o meu povo das vossas mãos, e sabereis que eu sou o SENHOR.
O castigo dos idólatras
1.Então, vieram ter comigo alguns dos anciãos de Israel e se assentaram diante de mim.
2.Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
3.Filho do homem, estes homens levantaram os seus ídolos dentro do seu coração, tropeço para a iniqüidade que sempre têm eles diante de si; acaso, permitirei que eles me interroguem?
4.Portanto, fala com eles e dize-lhes: Assim diz o SENHOR Deus: Qualquer homem da casa de Israel que levantar os seus ídolos dentro do seu coração, e tem tal tropeço para a sua iniqüidade, e vier ao profeta, eu, o SENHOR, vindo ele, lhe responderei segundo a multidão dos seus ídolos;
5.para que eu possa apanhar a casa de Israel no seu próprio coração, porquanto todos se apartaram de mim para seguirem os seus ídolos.
6.Portanto, dize à casa de Israel: Assim diz o SENHOR Deus: Convertei-vos, e apartai-vos dos vossos ídolos, e dai as costas a todas as vossas abominações,
7.porque qualquer homem da casa de Israel ou dos estrangeiros que moram em Israel que se alienar de mim, e levantar os seus ídolos dentro do seu coração, e tiver tal tropeço para a iniqüidade, e vier ao profeta, para me consultar por meio dele, a esse, eu, o SENHOR, responderei por mim mesmo.
8.Voltarei o rosto contra o tal homem, e o farei sinal e provérbio, e eliminá-lo-ei do meio do meu povo; e sabereis que eu sou o SENHOR.
9.Se o profeta for enganado e falar alguma coisa, fui eu, o SENHOR, que enganei esse profeta; estenderei a mão contra ele e o eliminarei do meio do meu povo de Israel.
10.Ambos levarão sobre si a sua iniqüidade; a iniqüidade daquele que consulta será como a do profeta;
11.para que a casa de Israel não se desvie mais de mim, nem mais se contamine com todas as suas transgressões. Então, diz o SENHOR Deus: Eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus.
A justiça dos castigos de Deus
12.Veio ainda a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
13.Filho do homem, quando uma terra pecar contra mim, cometendo graves transgressões, estenderei a mão contra ela, e tornarei instável o sustento do pão, e enviarei contra ela fome, e eliminarei dela homens e animais;
14.ainda que estivessem no meio dela estes três homens, Noé, Daniel e Jó, eles, pela sua justiça, salvariam apenas a sua própria vida, diz o SENHOR Deus.
15.Se eu fizer passar pela terra bestas-feras, e elas a assolarem, que fique assolada, e ninguém possa passar por ela por causa das feras;
16.tão certo como eu vivo, diz o SENHOR Deus, ainda que esses três homens estivessem no meio dela, não salvariam nem a seus filhos nem a suas filhas; só eles seriam salvos, e a terra seria assolada.
17.Ou se eu fizer vir a espada sobre essa terra e disser: Espada, passa pela terra; e eu eliminar dela homens e animais,
18.tão certo como eu vivo, diz o SENHOR Deus, ainda que esses três homens estivessem no meio dela, não salvariam nem a seus filhos nem a suas filhas; só eles seriam salvos.
19.Ou se eu enviar a peste sobre essa terra e derramar o meu furor sobre ela com sangue, para eliminar dela homens e animais,
20.tão certo como eu vivo, diz o SENHOR Deus, ainda que Noé, Daniel e Jó estivessem no meio dela, não salvariam nem a seu filho nem a sua filha; pela sua justiça salvariam apenas a sua própria vida.
21.Porque assim diz o SENHOR Deus: Quanto mais, se eu enviar os meus quatro maus juízos, a espada, a fome, as bestas-feras e a peste, contra Jerusalém, para eliminar dela homens e animais?
22.Mas eis que alguns restarão nela, que levarão fora tanto filhos como filhas; eis que eles virão a vós outros, e vereis o seu caminho e os seus feitos; e ficareis consolados do mal que eu fiz vir sobre Jerusalém, sim, de tudo o que fiz vir sobre ela.
23.Eles vos consolarão quando virdes o seu caminho e os seus feitos; e sabereis que não foi sem motivo tudo quanto fiz nela, diz o SENHOR Deus.
Jerusalém é qual videira inútil
1.Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
2.Filho do homem, por que mais é o sarmento de videira que qualquer outro, o sarmento que está entre as árvores do bosque?
3.Toma-se dele madeira para fazer alguma obra? Ou toma-se dele alguma estaca, para que se lhe pendure algum objeto?
4.Eis que é lançado no fogo, para ser consumido; se ambas as suas extremidades consome o fogo, e o meio dele fica também queimado, serviria, acaso, para alguma obra?
5.Ora, se, estando inteiro, não servia para obra alguma, quanto menos sendo consumido pelo fogo ou sendo queimado, se faria dele qualquer obra?
6.Portanto, assim diz o SENHOR Deus: Como o sarmento da videira entre as árvores do bosque, que dei ao fogo para que seja consumido, assim entregarei os habitantes de Jerusalém.
7.Voltarei o rosto contra eles; ainda que saiam do fogo, o fogo os consumirá; e sabereis que eu sou o SENHOR, quando tiver voltado o rosto contra eles.
8.Tornarei a terra em desolação, porquanto cometeram graves transgressões, diz o SENHOR Deus.
A infidelidade de Jerusalém
1.Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
2.Filho do homem, faze conhecer a Jerusalém as suas abominações;
3.e dize: Assim diz o SENHOR Deus a Jerusalém: A tua origem e o teu nascimento procedem da terra dos cananeus; teu pai era amorreu, e tua mãe, hetéia.
4.Quanto ao teu nascimento, no dia em que nasceste, não te foi cortado o umbigo, nem foste lavada com água para te limpar, nem esfregada com sal, nem envolta em faixas.
5.Não se apiedou de ti olho algum, para te fazer alguma destas coisas, compadecido de ti; antes, foste lançada em pleno campo, no dia em que nasceste, porque tiveram nojo de ti.
6.Passando eu por junto de ti, vi-te a revolver-te no teu sangue e te disse: Ainda que estás no teu sangue, vive; sim, ainda que estás no teu sangue, vive.
7.Eu te fiz multiplicar como o renovo do campo; cresceste, e te engrandeceste, e chegaste a grande formosura; formaram-se os teus seios, e te cresceram cabelos; no entanto, estavas nua e descoberta.
8.Passando eu por junto de ti, vi-te, e eis que o teu tempo era tempo de amores; estendi sobre ti as abas do meu manto e cobri a tua nudez; dei-te juramento e entrei em aliança contigo, diz o SENHOR Deus; e passaste a ser minha.
9.Então, te lavei com água, e te enxuguei do teu sangue, e te ungi com óleo.
10.Também te vesti de roupas bordadas, e te calcei com couro da melhor qualidade, e te cingi de linho fino, e te cobri de seda.
11.Também te adornei com enfeites e te pus braceletes nas mãos e colar à roda do teu pescoço.
12.Coloquei-te um pendente no nariz, arrecadas nas orelhas e linda coroa na cabeça.
13.Assim, foste ornada de ouro e prata; o teu vestido era de linho fino, de seda e de bordados; nutriste-te de flor de farinha, de mel e azeite; eras formosa em extremo e chegaste a ser rainha.
14.Correu a tua fama entre as nações, por causa da tua formosura, pois era perfeita, por causa da minha glória que eu pusera em ti, diz o SENHOR Deus.
15.Mas confiaste na tua formosura e te entregaste à lascívia, graças à tua fama; e te ofereceste a todo o que passava, para seres dele.
16.Tomaste dos teus vestidos e fizeste lugares altos adornados de diversas cores, nos quais te prostituíste; tais coisas nunca se deram e jamais se darão.
17.Tomaste as tuas jóias de enfeite, que eu te dei do meu ouro e da minha prata, fizeste estátuas de homens e te prostituíste com elas.
18.Tomaste os teus vestidos bordados e as cobriste; o meu óleo e o meu perfume puseste diante delas.
19.O meu pão, que te dei, a flor da farinha, o óleo e o mel, com que eu te sustentava, também puseste diante delas em aroma suave; e assim se fez, diz o SENHOR Deus.
20.Demais, tomaste a teus filhos e tuas filhas, que me geraste, os sacrificaste a elas, para serem consumidos. Acaso, é pequena a tua prostituição?
21.Mataste a meus filhos e os entregaste a elas como oferta pelo fogo.
22.Em todas as tuas abominações e nas tuas prostituições, não te lembraste dos dias da tua mocidade, quando estavas nua e descoberta, a revolver-te no teu sangue.
23.Depois de toda a tua maldade ( Ai, ai de ti! —diz o SENHOR Deus ),
24.edificaste prostíbulo de culto e fizeste elevados altares por todas as praças.
25.A cada canto do caminho, edificaste o teu altar, e profanaste a tua formosura, e abriste as pernas a todo que passava, e multiplicaste as tuas prostituições.
26.Também te prostituíste com os filhos do Egito, teus vizinhos de grandes membros, e multiplicaste a tua prostituição, para me provocares à ira.
27.Por isso, estendi a mão contra ti e diminuí a tua porção; e te entreguei à vontade das que te aborrecem, as filhas dos filisteus, as quais se envergonhavam do teu caminho depravado.
28.Também te prostituíste com os filhos da Assíria, porquanto eras insaciável; e, prostituindo-te com eles, nem ainda assim te fartaste;
29.antes, multiplicaste as tuas prostituições na terra de Canaã até a Caldéia e ainda com isso não te fartaste.
30.Quão fraco é o teu coração, diz o SENHOR Deus, fazendo tu todas estas coisas, só próprias de meretriz descarada.
31.Edificando tu o teu prostíbulo de culto à entrada de cada rua e os teus elevados altares em cada praça, não foste sequer como a meretriz, pois desprezaste a paga;
32.foste como a mulher adúltera, que, em lugar de seu marido, recebe os estranhos.
33.A todas as meretrizes se dá a paga, mas tu dás presentes a todos os teus amantes; e o fazes para que venham a ti de todas as partes adulterar contigo.
34.Contigo, nas tuas prostituições, sucede o contrário do que se dá com outras mulheres, pois não te procuram para prostituição, porque, dando tu a paga e a ti não sendo dada, fazes o contrário.
35.Portanto, ó meretriz, ouve a palavra do SENHOR.
36.Assim diz o SENHOR Deus: Por se ter exagerado a tua lascívia e se ter descoberto a tua nudez nas tuas prostituições com os teus amantes; e por causa também das abominações de todos os teus ídolos e do sangue de teus filhos a estes sacrificados,
37.eis que ajuntarei todos os teus amantes, com os quais te deleitaste, como também todos os que amaste, com todos os que aborreceste; ajuntá-los-ei de todas as partes contra ti e descobrirei as tuas vergonhas diante deles, para que todos as vejam.
38.Julgar-te-ei como são julgadas as adúlteras e as sanguinárias; e te farei vítima de furor e de ciúme.
39.Entregar-te-ei nas suas mãos, e derribarão o teu prostíbulo de culto e os teus elevados altares; despir-te-ão de teus vestidos, tomarão as tuas finas jóias e te deixarão nua e descoberta.
40.Farão subir contra ti uma multidão, apedrejar-te-ão e te traspassarão com suas espadas.
41.Queimarão as tuas casas e executarão juízos contra ti, à vista de muitas mulheres; farei cessar o teu meretrício, e já não darás paga.
42.Desse modo, satisfarei em ti o meu furor, os meus ciúmes se apartarão de ti, aquietar-me-ei e jamais me indignarei.
43.Visto que não te lembraste dos dias da tua mocidade e me provocaste à ira com tudo isto, eis que também eu farei recair sobre a tua cabeça o castigo do teu procedimento, diz o SENHOR Deus; e a todas as tuas abominações não acrescentarás esta depravação.
44.Eis que todo o que usa de provérbios usará contra ti este, dizendo: Tal mãe, tal filha.
45.Tu és filha de tua mãe, que teve nojo de seu marido e de seus filhos; e tu és irmã de tuas irmãs, que tiveram nojo de seus maridos e de seus filhos; vossa mãe foi hetéia, e vosso pai, amorreu.
46.E tua irmã, a maior, é Samaria, que habita à tua esquerda com suas filhas; e a tua irmã, a menor, que habita à tua mão direita, é Sodoma e suas filhas.
47.Todavia, não só andaste nos seus caminhos, nem só fizeste segundo as suas abominações; mas, como se isto fora mui pouco, ainda te corrompeste mais do que elas, em todos os teus caminhos.
48.Tão certo como eu vivo, diz o SENHOR Deus, não fez Sodoma, tua irmã, ela e suas filhas, como tu fizeste, e também tuas filhas.
49.Eis que esta foi a iniqüidade de Sodoma, tua irmã: soberba, fartura de pão e próspera tranqüilidade teve ela e suas filhas; mas nunca amparou o pobre e o necessitado.
50.Foram arrogantes e fizeram abominações diante de mim; pelo que, em vendo isto, as removi dali.
51.Também Samaria não cometeu metade de teus pecados; pois tu multiplicaste as tuas abominações mais do que elas e assim justificaste a tuas irmãs com todas as abominações que fizeste.
52.Tu, pois, levas a tua ignomínia, tu que advogaste a causa de tuas irmãs; pelos pecados que cometeste, mais abomináveis do que elas, mais justas são elas do que tu; envergonha-te logo também e leva a tua ignomínia, pois justificaste a tuas irmãs.
53.Restaurarei a sorte delas, a de Sodoma e de suas filhas, a de Samaria e de suas filhas e a tua própria sorte entre elas,
54.para que leves a tua ignomínia e sejas envergonhada por tudo o que fizeste, servindo-lhes de consolação.
55.Quando tuas irmãs, Sodoma e suas filhas, tornarem ao seu primeiro estado, e Samaria e suas filhas tornarem ao seu, também tu e tuas filhas tornareis ao vosso primeiro estado.
56.Não usaste como provérbio o nome Sodoma, tua irmã, nos dias da tua soberba,
57.antes que se descobrisse a tua maldade? Agora, te tornaste, como ela, objeto de opróbrio das filhas da Síria e de todos os que estão ao redor dela, as filhas dos filisteus que te desprezam.
58.As tuas depravações e as tuas abominações tu levarás, diz o SENHOR.
59.Porque assim diz o SENHOR Deus: Eu te farei a ti como fizeste, pois desprezaste o juramento, invalidando a aliança.
60.Mas eu me lembrarei da aliança que fiz contigo nos dias da tua mocidade e estabelecerei contigo uma aliança eterna.
61.Então, te lembrarás dos teus caminhos e te envergonharás quando receberes as tuas irmãs, tanto as mais velhas como as mais novas, e tas darei por filhas, mas não pela tua aliança.
62.Estabelecerei a minha aliança contigo, e saberás que eu sou o SENHOR,
63.para que te lembres e te envergonhes, e nunca mais fale a tua boca soberbamente, por causa do teu opróbrio, quando eu te houver perdoado tudo quanto fizeste, diz o SENHOR Deus.
A parábola das duas águias e da videira
1.Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
2.Filho do homem, propõe um enigma e usa de uma parábola para com a casa de Israel;
3.e dize: Assim diz o SENHOR Deus: Uma grande águia, de grandes asas, de comprida plumagem, farta de penas de várias cores, veio ao Líbano e levou a ponta de um cedro.
4.Arrancou a ponta mais alta dos seus ramos e a levou para uma terra de negociantes; na cidade de mercadores, a deixou.
5.Tomou muda da terra e a plantou num campo fértil; tomou-a e pôs junto às muitas águas, como salgueiro.
6.Ela cresceu e se tornou videira mui larga, de pouca altura, virando para a águia os seus ramos, porque as suas raízes estavam debaixo dela; assim, se tornou em videira, e produzia ramos, e lançava renovos.
7.Houve outra grande águia, de grandes asas e de muitas penas; e eis que a videira lançou para ela as suas raízes e estendeu para ela os seus ramos, desde a cova do seu plantio, para que a regasse.
8.Em boa terra, à borda de muitas águas, estava ela plantada, para produzir ramos, e dar frutos, e ser excelente videira.
9.Dize: Assim diz o SENHOR Deus: Acaso, prosperará ela? Não lhe arrancará a águia as raízes e não cortará o seu fruto, para que se sequem todas as folhas de seus renovos? Não será necessário nem poderoso braço nem muita gente para a arrancar por suas raízes.
10.Mas, ainda plantada, prosperará? Acaso, tocando-lhe o vento oriental, de todo não se secará? Desde a cova do seu plantio se secará.
11.Então, veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
12.Dize agora à casa rebelde: Não sabeis o que significam estas coisas? Dize: Eis que veio o rei da Babilônia a Jerusalém, e tomou o seu rei e os seus príncipes, e os levou consigo para a Babilônia;
13.tomou um da estirpe real e fez aliança com ele; também tomou dele juramento, levou os poderosos da terra,
14.para que o reino ficasse humilhado e não se levantasse, mas, guardando a sua aliança, pudesse subsistir.
15.Mas ele se rebelou contra o rei da Babilônia, enviando os seus mensageiros ao Egito, para que se lhe mandassem cavalos e muita gente. Prosperará, escapará aquele que faz tais coisas? Violará a aliança e escapará?
16.Tão certo como eu vivo, diz o SENHOR Deus, no lugar em que habita o rei que o fez reinar, cujo juramento desprezou e cuja aliança violou, sim, junto dele, no meio da Babilônia será morto.
17.Faraó, nem com grande exército, nem com numerosa companhia, o ajudará na guerra, levantando tranqueiras e edificando baluartes, para destruir muitas vidas.
18.Pois desprezou o juramento, violando a aliança feita com aperto de mão, e praticou todas estas coisas; por isso, não escapará.
19.Portanto, assim diz o SENHOR Deus: Tão certo como eu vivo, o meu juramento que desprezou e a minha aliança que violou, isto farei recair sobre a sua cabeça.
20.Estenderei sobre ele a minha rede, e ficará preso no meu laço; levá-lo-ei à Babilônia e ali entrarei em juízo com ele por causa da rebeldia que praticou contra mim.
21.Todos os seus fugitivos, com todas as suas tropas, cairão à espada, e os que restarem serão espalhados a todos os ventos; e sabereis que eu, o SENHOR, o disse.
22.Assim diz o SENHOR Deus: Também eu tomarei a ponta de um cedro e a plantarei; do principal dos seus ramos cortarei o renovo mais tenro e o plantarei sobre um monte alto e sublime.
23.No monte alto de Israel, o plantarei, e produzirá ramos, dará frutos e se fará cedro excelente. Debaixo dele, habitarão animais de toda sorte, e à sombra dos seus ramos se aninharão aves de toda espécie.
24.Saberão todas as árvores do campo que eu, o SENHOR, abati a árvore alta, elevei a baixa, sequei a árvore verde e fiz reverdecer a seca; eu, o SENHOR, o disse e o fiz.
A responsabilidade é pessoal
1.Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
2.Que tendes vós, vós que, acerca da terra de Israel, proferis este provérbio, dizendo: Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos é que se embotaram?
3.Tão certo como eu vivo, diz o SENHOR Deus, jamais direis este provérbio em Israel.
4.Eis que todas as almas são minhas; como a alma do pai, também a alma do filho é minha; a alma que pecar, essa morrerá.
5.Sendo, pois, o homem justo e fazendo juízo e justiça,
6.não comendo carne sacrificada nos altos, nem levantando os olhos para os ídolos da casa de Israel, nem contaminando a mulher do seu próximo, nem se chegando à mulher na sua menstruação;
7.não oprimindo a ninguém, tornando ao devedor a coisa penhorada, não roubando, dando o seu pão ao faminto e cobrindo ao nu com vestes;
8.não dando o seu dinheiro à usura, não recebendo juros, desviando a sua mão da injustiça e fazendo verdadeiro juízo entre homem e homem;
9.andando nos meus estatutos, guardando os meus juízos e procedendo retamente, o tal justo, certamente, viverá, diz o SENHOR Deus.
10.Se ele gerar um filho ladrão, derramador de sangue, que fizer a seu irmão qualquer destas coisas
11.e não cumprir todos aqueles deveres, mas, antes, comer carne sacrificada nos altos, contaminar a mulher de seu próximo,
12.oprimir ao pobre e necessitado, praticar roubos, não tornar o penhor, levantar os olhos para os ídolos, cometer abominação,
13.emprestar com usura e receber juros, porventura, viverá? Não viverá. Todas estas abominações ele fez e será morto; o seu sangue será sobre ele.
14.Eis que, se ele gerar um filho que veja todos os pecados que seu pai fez, e, vendo-os, não cometer coisas semelhantes,
15.não comer carne sacrificada nos altos, não levantar os olhos para os ídolos da casa de Israel e não contaminar a mulher de seu próximo;
16.não oprimir a ninguém, não retiver o penhor, não roubar, der o seu pão ao faminto, cobrir ao nu com vestes;
17.desviar do pobre a mão, não receber usura e juros, fizer os meus juízos e andar nos meus estatutos, o tal não morrerá pela iniqüidade de seu pai; certamente, viverá.
18.Quanto a seu pai, porque praticou extorsão, roubou os bens do próximo e fez o que não era bom no meio de seu povo, eis que ele morrerá por causa de sua iniqüidade.
19.Mas dizeis: Por que não leva o filho a iniqüidade do pai? Porque o filho fez o que era reto e justo, e guardou todos os meus estatutos, e os praticou, por isso, certamente, viverá.
20.A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniqüidade do pai, nem o pai, a iniqüidade do filho; a justiça do justo ficará sobre ele, e a perversidade do perverso cairá sobre este.
21.Mas, se o perverso se converter de todos os pecados que cometeu, e guardar todos os meus estatutos, e fizer o que é reto e justo, certamente, viverá; não será morto.
22.De todas as transgressões que cometeu não haverá lembrança contra ele; pela justiça que praticou, viverá.
23.Acaso, tenho eu prazer na morte do perverso? —diz o SENHOR Deus; não desejo eu, antes, que ele se converta dos seus caminhos e viva?
24.Mas, desviando-se o justo da sua justiça e cometendo iniqüidade, fazendo segundo todas as abominações que faz o perverso, acaso, viverá? De todos os atos de justiça que tiver praticado não se fará memória; na sua transgressão com que transgrediu e no seu pecado que cometeu, neles morrerá.
25.No entanto, dizeis: O caminho do Senhor não é direito. Ouvi, agora, ó casa de Israel: Não é o meu caminho direito? Não são os vossos caminhos tortuosos?
26.Desviando-se o justo da sua justiça e cometendo iniqüidade, morrerá por causa dela; na iniqüidade que cometeu, morrerá.
27.Mas, convertendo-se o perverso da perversidade que cometeu e praticando o que é reto e justo, conservará ele a sua alma em vida.
28.Pois se considera e se converte de todas as transgressões que cometeu, certamente, viverá; não será morto.
29.No entanto, diz a casa de Israel: O caminho do Senhor não é direito. Não são os meus caminhos direitos, ó casa de Israel? E não são os vossos caminhos tortuosos?
30.Portanto, eu vos julgarei, a cada um segundo os seus caminhos, ó casa de Israel, diz o SENHOR Deus. Convertei-vos e desviai-vos de todas as vossas transgressões; e a iniqüidade não vos servirá de tropeço.
31.Lançai de vós todas as vossas transgressões com que transgredistes e criai em vós coração novo e espírito novo; pois, por que morreríeis, ó casa de Israel?
32.Porque não tenho prazer na morte de ninguém, diz o SENHOR Deus. Portanto, convertei-vos e vivei.
A parábola do leão enjaulado
1.E tu levanta uma lamentação sobre os príncipes de Israel
2.e dize: Quem é tua mãe? Uma leoa entre leões, a qual, deitada entre os leõezinhos, criou os seus filhotes.
3.Criou um dos seus filhotinhos, o qual veio a ser leãozinho, e aprendeu a apanhar a presa, e devorou homens.
4.As nações ouviram falar dele, e foi ele apanhado na cova que elas fizeram e levado com ganchos para a terra do Egito.
5.Vendo a leoa frustrada e perdida a sua esperança, tomou outro dos seus filhotes e o fez leãozinho.
6.Este, andando entre os leões, veio a ser um leãozinho, e aprendeu a apanhar a presa, e devorou homens.
7.Aprendeu a fazer viúvas e a tornar desertas as cidades deles; ficaram estupefatos a terra e seus habitantes, ao ouvirem o seu rugido.
8.Então, se ajuntaram contra ele as gentes das províncias em roda, estenderam sobre ele a rede, e foi apanhado na cova que elas fizeram.
9.Com gancho, meteram-no em jaula, e o levaram ao rei da Babilônia, e fizeram-no entrar nos lugares fortes, para que se não ouvisse mais a sua voz nos montes de Israel.
A parábola da videira arruinada
10.Tua mãe, de sua natureza, era qual videira plantada junto às águas; plantada à borda, ela frutificou e se encheu de ramos, por causa das muitas águas.
11.Tinha galhos fortes para cetros de dominadores; elevou-se a sua estatura entre os espessos ramos, e foi vista na sua altura com a multidão deles.
12.Mas foi arrancada com furor e lançada por terra, e o vento oriental secou-lhe o fruto; quebraram-se e secaram os seus fortes galhos, e o fogo os consumiu.
13.Agora, está plantada no deserto, numa terra seca e sedenta.
14.Dos galhos dos seus ramos saiu fogo que consumiu o seu fruto, de maneira que já não há nela galho forte que sirva de cetro para dominar. Esta é uma lamentação e ficará servindo de lamentação.
As abominações da casa de Israel depois do êxodo
1.No quinto mês do sétimo ano, aos dez dias do mês, vieram alguns dos anciãos de Israel para consultar ao SENHOR; e assentaram-se diante de mim.
2.Então, veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
3.Filho do homem, fala aos anciãos de Israel e dize-lhes: Assim diz o SENHOR Deus: Acaso, viestes consultar-me? Tão certo como eu vivo, diz o SENHOR Deus, vós não me consultareis.
4.Julgá-los-ias tu, ó filho do homem, julgá-los-ias? Faze-lhes saber as abominações de seus pais
5.e dize-lhes: Assim diz o SENHOR Deus: No dia em que escolhi a Israel, levantando a mão, jurei à descendência da casa de Jacó e me dei a conhecer a eles na terra do Egito; levantei-lhes a mão e jurei: Eu sou o SENHOR, vosso Deus.
6.Naquele dia, levantei-lhes a mão e jurei tirá-los da terra do Egito para uma terra que lhes tinha previsto, a qual mana leite e mel, coroa de todas as terras.
7.Então, lhes disse: Cada um lance de si as abominações de que se agradam os seus olhos, e não vos contamineis com os ídolos do Egito; eu sou o SENHOR, vosso Deus.
8.Mas rebelaram-se contra mim e não me quiseram ouvir; ninguém lançava de si as abominações de que se agradavam os seus olhos, nem abandonava os ídolos do Egito. Então, eu disse que derramaria sobre eles o meu furor, para cumprir a minha ira contra eles, no meio da terra do Egito.
9.O que fiz, porém, foi por amor do meu nome, para que não fosse profanado diante das nações no meio das quais eles estavam, diante das quais eu me dei a conhecer a eles, para os tirar da terra do Egito.
10.Tirei-os da terra do Egito e os levei para o deserto.
11.Dei-lhes os meus estatutos e lhes fiz conhecer os meus juízos, os quais, cumprindo-os o homem, viverá por eles.
12.Também lhes dei os meus sábados, para servirem de sinal entre mim e eles, para que soubessem que eu sou o SENHOR que os santifica.
13.Mas a casa de Israel se rebelou contra mim no deserto, não andando nos meus estatutos e rejeitando os meus juízos, os quais, cumprindo-os o homem, viverá por eles; e profanaram grandemente os meus sábados. Então, eu disse que derramaria sobre eles o meu furor no deserto, para os consumir.
14.O que fiz, porém, foi por amor do meu nome, para que não fosse profanado diante das nações perante as quais os fiz sair.
15.Demais, levantei-lhes no deserto a mão e jurei não deixá-los entrar na terra que lhes tinha dado, a qual mana leite e mel, coroa de todas as terras.
16.Porque rejeitaram os meus juízos, e não andaram nos meus estatutos, e profanaram os meus sábados, pois o seu coração andava após os seus ídolos.
17.Não obstante, os meus olhos lhes perdoaram, e eu não os destruí, nem os consumi de todo no deserto.
18.Mas disse eu a seus filhos no deserto: Não andeis nos estatutos de vossos pais, nem guardeis os seus juízos, nem vos contamineis com os seus ídolos.
19.Eu sou o SENHOR, vosso Deus; andai nos meus estatutos, e guardai os meus juízos, e praticai-os;
20.santificai os meus sábados, pois servirão de sinal entre mim e vós, para que saibais que eu sou o SENHOR, vosso Deus.
21.Mas também os filhos se rebelaram contra mim e não andaram nos meus estatutos, nem guardaram os meus juízos, os quais, cumprindo-os o homem, viverá por eles; antes, profanaram os meus sábados. Então, eu disse que derramaria sobre eles o meu furor, para cumprir contra eles a minha ira no deserto.
22.Mas detive a mão e o fiz por amor do meu nome, para que não fosse profanado diante das nações perante as quais os fiz sair.
23.Também levantei-lhes no deserto a mão e jurei espalhá-los entre as nações e derramá-los pelas terras;
24.porque não executaram os meus juízos, rejeitaram os meus estatutos, profanaram os meus sábados, e os seus olhos se iam após os ídolos de seus pais;
25.pelo que também lhes dei estatutos que não eram bons e juízos pelos quais não haviam de viver;
26.e permiti que eles se contaminassem com seus dons sacrificiais, como quando queimavam tudo o que abre a madre, para horrorizá-los, a fim de que soubessem que eu sou o SENHOR.
27.Portanto, fala à casa de Israel, ó filho do homem, e dize-lhes: Assim diz o SENHOR Deus: Ainda nisto me blasfemaram vossos pais e transgrediram contra mim.
28.Porque, havendo-os eu introduzido na terra sobre a qual eu, levantando a mão, jurara dar-lha, onde quer que viam um outeiro alto e uma árvore frondosa, aí ofereciam os seus sacrifícios, apresentavam suas ofertas provocantes, punham os seus suaves aromas e derramavam as suas libações.
29.Eu lhes disse: Que alto é este, aonde vós ides? O seu nome tem sido Lugar Alto, até ao dia de hoje.
30.Portanto, dize à casa de Israel: Assim diz o SENHOR Deus: Vós vos contaminais a vós mesmos, à maneira de vossos pais, e vos prostituís com as suas abominações?
31.Ao oferecerdes os vossos dons sacrificiais, como quando queimais os vossos filhos, vós vos contaminais com todos os vossos ídolos, até ao dia de hoje. Porventura, me consultaríeis, ó casa de Israel? Tão certo como eu vivo, diz o SENHOR Deus, vós não me consultareis.
32.O que vos ocorre à mente de maneira nenhuma sucederá; isto que dizeis: Seremos como as nações, como as outras gerações da terra, servindo às árvores e às pedras.
33.Tão certo como eu vivo, diz o SENHOR Deus, com mão poderosa, com braço estendido e derramado furor, hei de reinar sobre vós;
34.tirar-vos-ei dentre os povos e vos congregarei das terras nas quais andais espalhados, com mão forte, com braço estendido e derramado furor.
35.Levar-vos-ei ao deserto dos povos e ali entrarei em juízo convosco, face a face.
36.Como entrei em juízo com vossos pais, no deserto da terra do Egito, assim entrarei em juízo convosco, diz o SENHOR Deus.
37.Far-vos-ei passar debaixo do meu cajado e vos sujeitarei à disciplina da aliança;
38.separarei dentre vós os rebeldes e os que transgrediram contra mim; da terra das suas moradas eu os farei sair, mas não entrarão na terra de Israel; e sabereis que eu sou o SENHOR.
39.Quanto a vós outros, vós, ó casa de Israel, assim diz o SENHOR Deus: Ide; cada um sirva aos seus ídolos, agora e mais tarde, pois que a mim não me quereis ouvir; mas não profaneis mais o meu santo nome com as vossas dádivas e com os vossos ídolos.
40.Porque no meu santo monte, no monte alto de Israel, diz o SENHOR Deus, ali toda a casa de Israel me servirá, toda, naquela terra; ali me agradarei deles, ali requererei as vossas ofertas e as primícias das vossas dádivas, com todas as vossas coisas santas.
41.Agradar-me-ei de vós como de aroma suave, quando eu vos tirar dentre os povos e vos congregar das terras em que andais espalhados; e serei santificado em vós perante as nações.
42.Sabereis que eu sou o SENHOR, quando eu vos der entrada na terra de Israel, na terra que, levantando a mão, jurei dar a vossos pais.
43.Ali, vos lembrareis dos vossos caminhos e de todos os vossos feitos com que vos contaminastes e tereis nojo de vós mesmos, por todas as vossas iniqüidades que tendes cometido.
44.Sabereis que eu sou o SENHOR, quando eu proceder para convosco por amor do meu nome, não segundo os vossos maus caminhos, nem segundo os vossos feitos corruptos, ó casa de Israel, diz o SENHOR Deus.
A profecia contra o Sul
45.Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
46.Filho do homem, volve o rosto para o Sul e derrama as tuas palavras contra ele; profetiza contra o bosque do campo do Sul
47.e dize ao bosque do Sul: Ouve a palavra do SENHOR: Assim diz o SENHOR Deus: Eis que acenderei em ti um fogo que consumirá em ti toda árvore verde e toda árvore seca; não se apagará a chama flamejante; antes, com ela se queimarão todos os rostos, desde o Sul até ao Norte.
48.E todos os homens verão que eu, o SENHOR, o acendi; não se apagará.
49.Então, disse eu: ah! SENHOR Deus! Eles dizem de mim: Não é ele proferidor de parábolas?
A espada do Senhor
1.Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
2.Filho do homem, volve o rosto contra Jerusalém, derrama as tuas palavras contra os santuários e profetiza contra a terra de Israel.
3.Dize à terra de Israel: Assim diz o SENHOR: Eis que sou contra ti, e tirarei a minha espada da bainha, e eliminarei do meio de ti tanto o justo como o perverso.
4.Porque hei de eliminar do meio de ti o justo e o perverso, a minha espada sairá da bainha contra todo vivente, desde o Sul até ao Norte.
5.Saberão todos os homens que eu, o SENHOR, tirei da bainha a minha espada; jamais voltará a ela.
6.Tu, porém, ó filho do homem, suspira; à vista deles, suspira de coração quebrantado e com amargura.
7.Quando te perguntarem: Por que suspiras tu? Então, dirás: Por causa das novas. Quando elas vêm, todo coração desmaia, todas as mãos se afrouxam, todo espírito se angustia, e todos os joelhos se desfazem em água; eis que elas vêm e se cumprirão, diz o SENHOR Deus.
8.Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
9.Filho do homem, profetiza e dize: Assim diz o Senhor: A espada, a espada está afiada e polida;
10.afiada para matança, polida para reluzir como relâmpago. Israel diz: Alegremo-nos! O cetro do meu filho despreza qualquer outra madeira.
11.Mas Deus responde: Deu-se a espada a polir, para ser manejada; ela está afiada e polida, para ser posta na mão do matador.
12.Grita e geme, ó filho do homem, porque ela será contra o meu povo, contra todos os príncipes de Israel. Estes, juntamente com o meu povo, estão entregues à espada; dá, pois, pancadas na tua coxa.
13.Pois haverá uma prova; e que haverá, se o próprio cetro que desprezou a todos não vier a subsistir? —diz o SENHOR Deus.
14.Tu, pois, ó filho do homem, profetiza e bate com as palmas uma na outra; duplique a espada o seu golpe, triplique-o a espada da matança, da grande matança, que os rodeia;
15.para que desmaie o seu coração, e se multiplique o seu tropeçar junto a todas as portas. Faço reluzir a espada. Ah! Ela foi feita para ser raio e está afiada para matar.
16.Ó espada, vira-te, com toda a força, para a direita, vira-te para a esquerda, para onde quer que o teu rosto se dirigir.
17.Também eu baterei as minhas palmas uma na outra e desafogarei o meu furor; eu, o SENHOR, é que falei.
18.Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
19.Tu, pois, ó filho do homem, propõe dois caminhos por onde venha a espada do rei da Babilônia; ambos procederão da mesma terra; põe neles marcos indicadores, põe-nos na entrada do caminho para a cidade.
20.Indica o caminho para que a espada chegue à Rabá dos filhos de Amom, a Judá e a Jerusalém, a fortificada.
21.Porque o rei da Babilônia pára na encruzilhada, na entrada dos dois caminhos, para consultar os oráculos: sacode as flechas, interroga os ídolos do lar, examina o fígado.
22.Caiu-lhe o oráculo para a direita, sobre Jerusalém, para dispor os aríetes, para abrir a boca com ordens de matar, para lançar gritos de guerra, para colocar os aríetes contra as portas, para levantar terraplenos, para edificar baluartes.
23.Aos judeus, lhes parecerá isto oráculo enganador, pois têm em seu favor juramentos solenes; mas Deus se lembrará da iniqüidade deles, para que sejam apreendidos.
24.Portanto, assim diz o SENHOR Deus: Visto que me fazeis lembrar da vossa iniqüidade, descobrindo-se as vossas transgressões, aparecendo os vossos pecados em todos os vossos atos, e visto que me viestes à memória, sereis apreendidos por causa disso.
25.E tu, ó profano e perverso, príncipe de Israel, cujo dia virá no tempo do seu castigo final;
26.assim diz o SENHOR Deus: Tira o diadema e remove a coroa; o que é já não será o mesmo; será exaltado o humilde e abatido o soberbo.
27.Ruína! Ruína! A ruínas a reduzirei, e ela já não será, até que venha aquele a quem ela pertence de direito; a ele a darei.
28.E tu, ó filho do homem, profetiza e dize: Assim diz o SENHOR Deus acerca dos filhos de Amom e acerca dos seus insultos; dize, pois: A espada, a espada está desembainhada, polida para a matança, para consumir, para reluzir como relâmpago;
29.para ser posta no pescoço dos profanos, dos perversos, cujo dia virá no tempo do castigo final, ao passo que te pregam visões falsas e te adivinham mentiras.
30.Torna a tua espada à sua bainha. No lugar em que foste formado, na terra do teu nascimento, te julgarei.
31.Derramarei sobre ti a minha indignação, assoprarei contra ti o fogo do meu furor e te entregarei nas mãos de homens brutais, mestres de destruição.
32.Servirás de pasto ao fogo, o teu sangue será derramado no meio da terra, já não serás lembrado; pois eu, o SENHOR, é que falei.
As abominações de Jerusalém
1.Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
2.Tu, pois, ó filho do homem, acaso, julgarás, julgarás a cidade sanguinária? Faze-lhe conhecer, pois, todas as suas abominações
3.e dize: Assim diz o SENHOR Deus: Ai da cidade que derrama sangue no meio de si, para que venha o seu tempo, e que faz ídolos contra si mesma, para se contaminar!
4.Pelo teu sangue, por ti mesma derramado, tu te fizeste culpada e pelos teus ídolos, por ti mesma fabricados, tu te contaminaste e fizeste chegar o dia do teu julgamento e o término de teus anos; por isso, eu te fiz objeto de opróbrio das nações e de escárnio de todas as terras.
5.As que estão perto de ti e as que estão longe escarnecerão de ti, ó infamada, cheia de inquietação.
6.Eis que os príncipes de Israel, cada um segundo o seu poder, nada mais intentam, senão derramar sangue.
7.No meio de ti, desprezam o pai e a mãe, praticam extorsões contra o estrangeiro e são injustos para com o órfão e a viúva.
8.Desprezaste as minhas coisas santas e profanaste os meus sábados.
9.Homens caluniadores se acham no meio de ti, para derramarem sangue; no meio de ti, comem carne sacrificada nos montes e cometem perversidade.
10.No teu meio, descobrem a vergonha de seu pai e abusam da mulher no prazo da sua menstruação.
11.Um comete abominação com a mulher do seu próximo, outro contamina torpemente a sua nora, e outro humilha no meio de ti a sua irmã, filha de seu pai.
12.No meio de ti, aceitam subornos para se derramar sangue; usura e lucros tomaste, extorquindo-o; exploraste o teu próximo com extorsão; mas de mim te esqueceste, diz o SENHOR Deus.
13.Eis que bato as minhas palmas com furor contra a exploração que praticaste e por causa da tua culpa de sangue, que há no meio de ti. Estará firme o teu coração?
14.Estarão fortes as tuas mãos, nos dias em que eu vier a tratar contigo? Eu, o SENHOR, o disse e o farei.
15.Espalhar-te-ei entre as nações, e te dispersarei em outras terras, e porei termo à tua imundícia.
16.Serás profanada em ti mesma, à vista das nações, e saberás que eu sou o SENHOR.
17.Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
18.Filho do homem, a casa de Israel se tornou para mim em escória; todos eles são cobre, estanho, ferro e chumbo no meio do forno; em escória de prata se tornaram.
19.Portanto, assim diz o SENHOR Deus: Pois que todos vós vos tornastes em escória, eis que vos ajuntarei no meio de Jerusalém.
20.Como se ajuntam a prata, e o cobre, e o ferro, e o chumbo, e o estanho no meio do forno, para assoprar o fogo sobre eles, a fim de se fundirem, assim vos ajuntarei na minha ira e no meu furor, e ali vos deixarei, e fundirei.
21.Congregar-vos-ei e assoprarei sobre vós o fogo do meu furor; e sereis fundidos no meio de Jerusalém.
22.Como se funde a prata no meio do forno, assim sereis fundidos no meio dela; e sabereis que eu, o SENHOR, derramei o meu furor sobre vós.
23.Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
24.Filho do homem, dize-lhe: Tu és terra que não está purificada e que não tem chuva no dia da indignação.
25.Conspiração dos seus profetas há no meio dela; como um leão que ruge, que arrebata a presa, assim eles devoram as almas; tesouros e coisas preciosas tomam, multiplicam as suas viúvas no meio dela.
26.Os seus sacerdotes transgridem a minha lei e profanam as minhas coisas santas; entre o santo e o profano, não fazem diferença, nem discernem o imundo do limpo e dos meus sábados escondem os olhos; e, assim, sou profanado no meio deles.
27.Os seus príncipes no meio dela são como lobos que arrebatam a presa para derramarem o sangue, para destruírem as almas e ganharem lucro desonesto.
28.Os seus profetas lhes encobrem isto com cal por visões falsas, predizendo mentiras e dizendo: Assim diz o SENHOR Deus, sem que o SENHOR tenha falado.
29.Contra o povo da terra praticam extorsão, andam roubando, fazem violência ao aflito e ao necessitado e ao estrangeiro oprimem sem razão.
30.Busquei entre eles um homem que tapasse o muro e se colocasse na brecha perante mim, a favor desta terra, para que eu não a destruísse; mas a ninguém achei.
31.Por isso, eu derramei sobre eles a minha indignação, com o fogo do meu furor os consumi; fiz cair-lhes sobre a cabeça o castigo do seu procedimento, diz o SENHOR Deus.
Oolá e Oolibá, as duas meretrizes
1.Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
2.Filho do homem, houve duas mulheres, filhas de uma só mãe.
3.Estas se prostituíram no Egito; prostituíram-se na sua mocidade; ali foram apertados os seus peitos e apalpados os seios da sua virgindade.
4.Os seus nomes eram: Oolá, a mais velha, e Oolibá, sua irmã; e foram minhas e tiveram filhos e filhas; e, quanto ao seu nome, Samaria é Oolá, e Jerusalém é Oolibá.
5.Prostituiu-se Oolá, quando era minha; inflamou-se pelos seus amantes, pelos assírios, seus vizinhos,
6.que se vestiam de azul, governadores e sátrapas, todos jovens de cobiçar, cavaleiros montados a cavalo.
7.Assim, cometeu ela as suas devassidões com eles, que eram todos a fina flor dos filhos da Assíria, e com todos aqueles pelos quais se inflamava; com todos os seus ídolos se contaminou.
8.As suas impudicícias, que trouxe do Egito, não as deixou; porque com ela se deitaram na sua mocidade, e eles apalparam os seios da sua virgindade e derramaram sobre ela a sua impudicícia.
9.Por isso, a entreguei nas mãos dos seus amantes, nas mãos dos filhos da Assíria, pelos quais se inflamara.
10.Estes descobriram as vergonhas dela, levaram seus filhos e suas filhas; porém a ela mataram à espada; e ela se tornou falada entre as mulheres, e sobre ela executaram juízos.
11.Vendo isto sua irmã Oolibá, corrompeu a sua paixão mais do que ela, e as suas devassidões foram maiores do que as de sua irmã.
12.Inflamou-se pelos filhos da Assíria, governadores e sátrapas, seus vizinhos, vestidos com primor, cavaleiros montados a cavalo, todos jovens de cobiçar.
13.Vi que se tinha contaminado; o caminho de ambas era o mesmo.
14.Aumentou as suas impudicícias, porque viu homens pintados na parede, imagens dos caldeus, pintados de vermelho:
15.de lombos cingidos e turbantes pendentes da cabeça, todos com aparência de oficiais, semelhantes aos filhos da Babilônia, na Caldéia, em terra do seu nascimento.
16.Vendo-os, inflamou-se por eles e lhes mandou mensageiros à Caldéia.
17.Então, vieram ter com ela os filhos da Babilônia, para o leito dos amores, e a contaminaram com as suas impudicícias; ela, após contaminar-se com eles, enojada, os deixou.
18.Assim, tendo ela posto a descoberto as suas devassidões e sua nudez, a minha alma se alienou dela, como já se dera com respeito à sua irmã.
19.Ela, todavia, multiplicou as suas impudicícias, lembrando-se dos dias da sua mocidade, em que se prostituíra na terra do Egito.
20.Inflamou-se pelos seus amantes, cujos membros eram como o de jumento e cujo fluxo é como o fluxo de cavalos.
21.Assim, trouxeste à memória a luxúria da tua mocidade, quando os do Egito apalpavam os teus seios, os peitos da tua mocidade.
22.Por isso, ó Oolibá, assim diz o SENHOR Deus: Eis que eu suscitarei contra ti os teus amantes, os quais, enojada, tu os deixaras, e os trarei contra ti de todos os lados:
23.os filhos da Babilônia e todos os caldeus de Pecode, de Soa, de Coa e todos os filhos da Assíria com eles, jovens de cobiçar, governadores e sátrapas, príncipes e homens de renome, todos montados a cavalo.
24.Virão contra ti do Norte, com carros e carretas e com multidão de povos; pôr-se-ão contra ti em redor, com paveses, e escudos, e capacetes; e porei diante deles o juízo, e julgar-te-ão segundo os seus direitos.
25.Porei contra ti o meu zelo, e eles te tratarão com furor; cortar-te-ão o nariz e as orelhas, e o que restar cairá à espada; levarão teus filhos e tuas filhas, e quem ainda te restar será consumido pelo fogo.
26.Despojar-te-ão dos teus vestidos e tomarão as tuas jóias de adorno.
27.Assim, farei cessar em ti a tua luxúria e a tua prostituição, provenientes da terra do Egito; não levantarás os olhos para eles e já não te lembrarás do Egito.
28.Porque assim diz o SENHOR Deus: Eis que eu te entregarei nas mãos daqueles a quem aborreces, nas mãos daqueles que, enojada, tu deixaste.
29.Eles te tratarão com ódio, e levarão todo o fruto do teu trabalho, e te deixarão nua e despida; descobrir-se-á a vergonha da tua prostituição, a tua luxúria e as tuas devassidões.
30.Estas coisas se te farão, porque te prostituíste com os gentios e te contaminaste com os seus ídolos.
31.Andaste no caminho de tua irmã; por isso, entregarei o seu copo na tua mão.
32.Assim diz o SENHOR Deus: Beberás o copo de tua irmã, fundo e largo; servirás de riso e escárnio; pois nele cabe muito.
33.Encher-te-ás de embriaguez e de dor; o copo de tua irmã Samaria é copo de espanto e de desolação.
34.Tu o beberás, e esgotá-lo-ás, e lhe roerás os cacos, e te rasgarás os peitos, pois eu o falei, diz o SENHOR Deus.
35.Portanto, assim diz o SENHOR Deus: Como te esqueceste de mim e me viraste as costas, também carregarás com a tua luxúria e as tuas devassidões.
36.Disse-me ainda o SENHOR: Filho do homem, julgarás tu a Oolá e a Oolibá? Declara-lhes, pois, as suas abominações.
37.Porque adulteraram, e nas suas mãos há culpa de sangue; com seus ídolos adulteraram, e até os seus filhos, que me geraram, ofereceram a eles para serem consumidos pelo fogo.
38.Ainda isto me fizeram: no mesmo dia contaminaram o meu santuário e profanaram os meus sábados.
39.Pois, havendo sacrificado seus filhos aos ídolos, vieram, no mesmo dia, ao meu santuário para o profanarem; e assim o fizeram no meio da minha casa.
40.E mais ainda: mandaram vir uns homens de longe; fora-lhes enviado um mensageiro, e eis que vieram; por amor deles, te banhaste, coloriste os olhos e te ornaste de enfeites;
41.e te assentaste num suntuoso leito, diante do qual se achava mesa preparada, sobre que puseste o meu incenso e o meu óleo.
42.Com ela se ouvia a voz de muita gente que folgava; com homens de classe baixa foram trazidos do deserto uns bêbados, que puseram braceletes nas mãos delas e, na cabeça, coroas formosas.
43.Então, disse eu da envelhecida em adultérios: continuará ela em suas prostituições?
44.E passaram a estar com ela, como quem freqüenta a uma prostituta; assim, passaram a freqüentar a Oolá e a Oolibá, mulheres depravadas,
45.de maneira que homens justos as julgarão como se julgam as adúlteras e as sanguinárias; porque são adúlteras, e, nas suas mãos, há culpa de sangue.
46.Pois assim diz o SENHOR Deus: Farei subir contra elas grande multidão e as entregarei ao tumulto e ao saque.
47.A multidão as apedrejará e as golpeará com as suas espadas; a seus filhos e suas filhas matarão e as suas casas queimarão.
48.Assim, farei cessar a luxúria da terra, para que se escarmentem todas as mulheres e não façam segundo a luxúria delas.
49.O castigo da vossa luxúria recairá sobre vós, e levareis os pecados dos vossos ídolos; e sabereis que eu sou o SENHOR Deus.
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
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