Leis acerca dos servos
1.São estes os estatutos que lhes proporás:
2.Se comprares um escravo hebreu, seis anos servirá; mas, ao sétimo, sairá forro, de graça.
3.Se entrou solteiro, sozinho sairá; se era homem casado, com ele sairá sua mulher.
4.Se o seu senhor lhe der mulher, e ela der à luz filhos e filhas, a mulher e seus filhos serão do seu senhor, e ele sairá sozinho.
5.Porém, se o escravo expressamente disser: Eu amo meu senhor, minha mulher e meus filhos, não quero sair forro.
6.Então, o seu senhor o levará aos juízes, e o fará chegar à porta ou à ombreira, e o seu senhor lhe furará a orelha com uma sovela; e ele o servirá para sempre.
7.Se um homem vender sua filha para ser escrava, esta não lhe sairá como saem os escravos.
8.Se ela não agradar ao seu senhor, que se comprometeu a desposá-la, ele terá de permitir-lhe o resgate; não poderá vendê-la a um povo estranho, pois será isso deslealdade para com ela.
9.Mas, se a casar com seu filho, tratá-la-á como se tratam as filhas.
10.Se ele der ao filho outra mulher, não diminuirá o mantimento da primeira, nem os seus vestidos, nem os seus direitos conjugais.
11.Se não lhe fizer estas três coisas, ela sairá sem retribuição, nem pagamento em dinheiro.
Leis acerca da violência
12.Quem ferir a outro, de modo que este morra, também será morto.
13.Porém, se não lhe armou ciladas, mas Deus lhe permitiu caísse em suas mãos, então, te designarei um lugar para onde ele fugirá.
14.Se alguém vier maliciosamente contra o próximo, matando-o à traição, tirá-lo-ás até mesmo do meu altar, para que morra.
15.Quem ferir seu pai ou sua mãe será morto.
16.O que raptar alguém e o vender, ou for achado na sua mão, será morto.
17.Quem amaldiçoar seu pai ou sua mãe será morto.
18.Se dois brigarem, ferindo um ao outro com pedra ou com o punho, e o ferido não morrer, mas cair de cama;
19.se ele tornar a levantar-se e andar fora, apoiado ao seu bordão, então, será absolvido aquele que o feriu; somente lhe pagará o tempo que perdeu e o fará curar-se totalmente.
20.Se alguém ferir com bordão o seu escravo ou a sua escrava, e o ferido morrer debaixo da sua mão, será punido;
21.porém, se ele sobreviver por um ou dois dias, não será punido, porque é dinheiro seu.
22.Se homens brigarem, e ferirem mulher grávida, e forem causa de que aborte, porém sem maior dano, aquele que feriu será obrigado a indenizar segundo o que lhe exigir o marido da mulher; e pagará como os juízes lhe determinarem.
23.Mas, se houver dano grave, então, darás vida por vida,
24.olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé,
25.queimadura por queimadura, ferimento por ferimento, golpe por golpe.
26.Se alguém ferir o olho do seu escravo ou o olho da sua escrava e o inutilizar, deixá-lo-á ir forro pelo seu olho.
27.E, se com violência fizer cair um dente do seu escravo ou da sua escrava, deixá-lo-á ir forro pelo seu dente.
28.Se algum boi chifrar homem ou mulher, que morra, o boi será apedrejado, e não lhe comerão a carne; mas o dono do boi será absolvido.
29.Mas, se o boi, dantes, era dado a chifrar, e o seu dono era disso conhecedor e não o prendeu, e o boi matar homem ou mulher, o boi será apedrejado, e também será morto o seu dono.
30.Se lhe for exigido resgate, dará, então, como resgate da sua vida tudo o que lhe for exigido.
31.Quer tenha chifrado um filho, quer tenha chifrado uma filha, este julgamento lhe será aplicado.
32.Se o boi chifrar um escravo ou uma escrava, dar-se-ão trinta siclos de prata ao senhor destes, e o boi será apedrejado.
33.Se alguém deixar aberta uma cova ou se alguém cavar uma cova e não a tapar, e nela cair boi ou jumento,
34.o dono da cova o pagará, pagará dinheiro ao seu dono, mas o animal morto será seu.
35.Se um boi de um homem ferir o boi de outro, e o boi ferido morrer, venderão o boi vivo e repartirão o valor; e dividirão entre si o boi morto.
36.Mas, se for notório que o boi era já, dantes, chifrador, e o seu dono não o prendeu, certamente, pagará boi por boi; porém o morto será seu.
Leis acerca da propriedade
1.Se alguém furtar boi ou ovelha e o abater ou vender, por um boi pagará cinco bois, e quatro ovelhas por uma ovelha.
2.Se um ladrão for achado arrombando uma casa e, sendo ferido, morrer, quem o feriu não será culpado do sangue.
3.Se, porém, já havia sol quando tal se deu, quem o feriu será culpado do sangue; neste caso, o ladrão fará restituição total. Se não tiver com que pagar, será vendido por seu furto.
4.Se aquilo que roubou for achado vivo em seu poder, seja boi, jumento ou ovelha, pagará o dobro.
5.Se alguém fizer pastar o seu animal num campo ou numa vinha e o largar para comer em campo de outrem, pagará com o melhor do seu próprio campo e o melhor da sua própria vinha.
6.Se irromper fogo, e pegar nos espinheiros, e destruir as medas de cereais, ou a messe, ou o campo, aquele que acendeu o fogo pagará totalmente o queimado.
7.Se alguém der ao seu próximo dinheiro ou objetos a guardar, e isso for furtado àquele que o recebeu, se for achado o ladrão, este pagará o dobro.
8.Se o ladrão não for achado, então, o dono da casa será levado perante os juízes, a ver se não meteu a mão nos bens do próximo.
9.Em todo negócio frauduloso, seja a respeito de boi, ou de jumento, ou de ovelhas, ou de roupas, ou de qualquer coisa perdida, de que uma das partes diz: Esta é a coisa, a causa de ambas as partes se levará perante os juízes; aquele a quem os juízes condenarem pagará o dobro ao seu próximo.
10.Se alguém der ao seu próximo a guardar jumento, ou boi, ou ovelha, ou outro animal qualquer, e este morrer, ou ficar aleijado, ou for afugentado, sem que ninguém o veja,
11.então, haverá juramento do SENHOR entre ambos, de que não meteu a mão nos bens do seu próximo; o dono aceitará o juramento, e o outro não fará restituição.
12.Porém, se, de fato, lhe for furtado, pagá-lo-á ao seu dono.
13.Se for dilacerado, trá-lo-á em testemunho disso e não pagará o dilacerado.
14.Se alguém pedir emprestado a seu próximo um animal, e este ficar aleijado ou morrer, não estando presente o dono, pagá-lo-á.
15.Se o dono esteve presente, não o pagará; se foi alugado, o preço do aluguel será o pagamento.
Leis civis e religiosas
16.Se alguém seduzir qualquer virgem que não estava desposada e se deitar com ela, pagará seu dote e a tomará por mulher.
17.Se o pai dela definitivamente recusar dar-lha, pagará ele em dinheiro conforme o dote das virgens.
18.A feiticeira não deixarás viver.
19.Quem tiver coito com animal será morto.
20.Quem sacrificar aos deuses e não somente ao SENHOR será destruído.
21.Não afligirás o forasteiro, nem o oprimirás; pois forasteiros fostes na terra do Egito.
22.A nenhuma viúva nem órfão afligireis.
23.Se de algum modo os afligirdes, e eles clamarem a mim, eu lhes ouvirei o clamor;
24.a minha ira se acenderá, e vos matarei à espada; vossas mulheres ficarão viúvas, e vossos filhos, órfãos.
25.Se emprestares dinheiro ao meu povo, ao pobre que está contigo, não te haverás com ele como credor que impõe juros.
26.Se do teu próximo tomares em penhor a sua veste, lha restituirás antes do pôr-do-sol;
27.porque é com ela que se cobre, é a veste do seu corpo; em que se deitaria? Será, pois, que, quando clamar a mim, eu o ouvirei, porque sou misericordioso.
28.Contra Deus não blasfemarás, nem amaldiçoarás o príncipe do teu povo.
29.Não tardarás em trazer ofertas do melhor das tuas ceifas e das tuas vinhas; o primogênito de teus filhos me darás.
30.Da mesma sorte, farás com os teus bois e com as tuas ovelhas; sete dias ficará a cria com a mãe, e, ao oitavo dia, ma darás.
31.Ser-me-eis homens consagrados; portanto, não comereis carne dilacerada no campo; deitá-la-eis aos cães.
O testemunho falso e a injúria
1.Não espalharás notícias falsas, nem darás mão ao ímpio, para seres testemunha maldosa.
2.Não seguirás a multidão para fazeres mal; nem deporás, numa demanda, inclinando-te para a maioria, para torcer o direito.
3.Nem com o pobre serás parcial na sua demanda.
4.Se encontrares desgarrado o boi do teu inimigo ou o seu jumento, lho reconduzirás.
5.Se vires prostrado debaixo da sua carga o jumento daquele que te aborrece, não o abandonarás, mas ajudá-lo-ás a erguê-lo.
Deveres dos juízes
6.Não perverterás o julgamento do teu pobre na sua causa.
7.Da falsa acusação te afastarás; não matarás o inocente e o justo, porque não justificarei o ímpio.
8.Também suborno não aceitarás, porque o suborno cega até o perspicaz e perverte as palavras dos justos.
9.Também não oprimirás o forasteiro; pois vós conheceis o coração do forasteiro, visto que fostes forasteiros na terra do Egito.
O Ano de Descanso
10.Seis anos semearás a tua terra e recolherás os seus frutos;
11.porém, no sétimo ano, a deixarás descansar e não a cultivarás, para que os pobres do teu povo achem o que comer, e do sobejo comam os animais do campo. Assim farás com a tua vinha e com o teu olival.
O Sábado
12.Seis dias farás a tua obra, mas, ao sétimo dia, descansarás; para que descanse o teu boi e o teu jumento; e para que tome alento o filho da tua serva e o forasteiro.
13.Em tudo o que vos tenho dito, andai apercebidos; do nome de outros deuses nem vos lembreis, nem se ouça de vossa boca.
As três festas
14.Três vezes no ano me celebrareis festa.
15.Guardarás a Festa dos Pães Asmos; sete dias comerás pães asmos, como te ordenei, ao tempo apontado no mês de abibe, porque nele saíste do Egito; ninguém apareça de mãos vazias perante mim.
16.Guardarás a Festa da Sega, dos primeiros frutos do teu trabalho, que houveres semeado no campo, e a Festa da Colheita, à saída do ano, quando recolheres do campo o fruto do teu trabalho.
17.Três vezes no ano, todo homem aparecerá diante do SENHOR Deus.
18.Não oferecerás o sangue do meu sacrifício com pão levedado, nem ficará gordura da minha festa durante a noite até pela manhã.
19.As primícias dos frutos da tua terra trarás à Casa do SENHOR, teu Deus. Não cozerás o cabrito no leite da sua própria mãe.
Deus promete a posse da terra
20.Eis que eu envio um Anjo adiante de ti, para que te guarde pelo caminho e te leve ao lugar que tenho preparado.
21.Guarda-te diante dele, e ouve a sua voz, e não te rebeles contra ele, porque não perdoará a vossa transgressão; pois nele está o meu nome.
22.Mas, se diligentemente lhe ouvires a voz e fizeres tudo o que eu disser, então, serei inimigo dos teus inimigos e adversário dos teus adversários.
23.Porque o meu Anjo irá adiante de ti e te levará aos amorreus, aos heteus, aos ferezeus, aos cananeus, aos heveus e aos jebuseus; e eu os destruirei.
24.Não adorarás os seus deuses, nem lhes darás culto, nem farás conforme as suas obras; antes, os destruirás totalmente e despedaçarás de todo as suas colunas.
25.Servireis ao SENHOR, vosso Deus, e ele abençoará o vosso pão e a vossa água; e tirará do vosso meio as enfermidades.
26.Na tua terra, não haverá mulher que aborte, nem estéril; completarei o número dos teus dias.
27.Enviarei o meu terror diante de ti, confundindo a todo povo onde entrares; farei que todos os teus inimigos te voltem as costas.
28.Também enviarei vespas diante de ti, que lancem os heveus, os cananeus e os heteus de diante de ti.
29.Não os lançarei de diante de ti num só ano, para que a terra se não torne em desolação, e as feras do campo se não multipliquem contra ti.
30.Pouco a pouco, os lançarei de diante de ti, até que te multipliques e possuas a terra por herança.
31.Porei os teus limites desde o mar Vermelho até ao mar dos filisteus e desde o deserto até ao Eufrates; porque darei nas tuas mãos os moradores da terra, para que os lances de diante de ti.
32.Não farás aliança nenhuma com eles, nem com os seus deuses.
33.Eles não habitarão na tua terra, para que te não façam pecar contra mim; se servires aos seus deuses, isso te será cilada.
A aliança de Deus com Israel
1.Disse também Deus a Moisés: Sobe ao SENHOR, tu, e Arão, e Nadabe, e Abiú, e setenta dos anciãos de Israel; e adorai de longe.
2.Só Moisés se chegará ao SENHOR; os outros não se chegarão, nem o povo subirá com ele.
3.Veio, pois, Moisés e referiu ao povo todas as palavras do SENHOR e todos os estatutos; então, todo o povo respondeu a uma voz e disse: Tudo o que falou o SENHOR faremos.
4.Moisés escreveu todas as palavras do SENHOR e, tendo-se levantado pela manhã de madrugada, erigiu um altar ao pé do monte e doze colunas, segundo as doze tribos de Israel.
5.E enviou alguns jovens dos filhos de Israel, os quais ofereceram ao SENHOR holocaustos e sacrifícios pacíficos de novilhos.
6.Moisés tomou metade do sangue e o pôs em bacias; e a outra metade aspergiu sobre o altar.
7.E tomou o Livro da Aliança e o leu ao povo; e eles disseram: Tudo o que falou o SENHOR faremos e obedeceremos.
8.Então, tomou Moisés aquele sangue, e o aspergiu sobre o povo, e disse: Eis aqui o sangue da aliança que o SENHOR fez convosco a respeito de todas estas palavras.
9.E subiram Moisés, e Arão, e Nadabe, e Abiú, e setenta dos anciãos de Israel.
10.E viram o Deus de Israel, sob cujos pés havia uma como pavimentação de pedra de safira, que se parecia com o céu na sua claridade.
11.Ele não estendeu a mão sobre os escolhidos dos filhos de Israel; porém eles viram a Deus, e comeram, e beberam.
Moisés e os anciãos sobem novamente ao monte
12.Então, disse o SENHOR a Moisés: Sobe a mim, ao monte, e fica lá; dar-te-ei tábuas de pedra, e a lei, e os mandamentos que escrevi, para os ensinares.
13.Levantou-se Moisés com Josué, seu servidor; e, subindo Moisés ao monte de Deus,
14.disse aos anciãos: Esperai-nos aqui até que voltemos a vós outros. Eis que Arão e Hur ficam convosco; quem tiver alguma questão se chegará a eles.
15.Tendo Moisés subido, uma nuvem cobriu o monte.
16.E a glória do SENHOR pousou sobre o monte Sinai, e a nuvem o cobriu por seis dias; ao sétimo dia, do meio da nuvem chamou o SENHOR a Moisés.
17.O aspecto da glória do SENHOR era como um fogo consumidor no cimo do monte, aos olhos dos filhos de Israel.
18.E Moisés, entrando pelo meio da nuvem, subiu ao monte; e lá permaneceu quarenta dias e quarenta noites.
Deus manda trazer ofertas para o tabernáculo
1.Disse o SENHOR a Moisés:
2.Fala aos filhos de Israel que me tragam oferta; de todo homem cujo coração o mover para isso, dele recebereis a minha oferta.
3.Esta é a oferta que dele recebereis: ouro, e prata, e bronze,
4.e estofo azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino, e pêlos de cabra,
5.e peles de carneiro tintas de vermelho, e peles finas, e madeira de acácia,
6.azeite para a luz, especiarias para o óleo de unção e para o incenso aromático,
7.pedras de ônix e pedras de engaste, para a estola sacerdotal e para o peitoral.
8.E me farão um santuário, para que eu possa habitar no meio deles.
9.Segundo tudo o que eu te mostrar para modelo do tabernáculo e para modelo de todos os seus móveis, assim mesmo o fareis.
A arca
10.Também farão uma arca de madeira de acácia; de dois côvados e meio será o seu comprimento, de um côvado e meio, a largura, e de um côvado e meio, a altura.
11.De ouro puro a cobrirás; por dentro e por fora a cobrirás e farás sobre ela uma bordadura de ouro ao redor.
12.Fundirás para ela quatro argolas de ouro e as porás nos quatro cantos da arca: duas argolas num lado dela e duas argolas noutro lado.
13.Farás também varais de madeira de acácia e os cobrirás de ouro;
14.meterás os varais nas argolas aos lados da arca, para se levar por meio deles a arca.
15.Os varais ficarão nas argolas da arca e não se tirarão dela.
16.E porás na arca o Testemunho, que eu te darei.
O propiciatório
17.Farás também um propiciatório de ouro puro; de dois côvados e meio será o seu comprimento, e a largura, de um côvado e meio.
18.Farás dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório;
19.um querubim, na extremidade de uma parte, e o outro, na extremidade da outra parte; de uma só peça com o propiciatório fareis os querubins nas duas extremidades dele.
20.Os querubins estenderão as asas por cima, cobrindo com elas o propiciatório; estarão eles de faces voltadas uma para a outra, olhando para o propiciatório.
21.Porás o propiciatório em cima da arca; e dentro dela porás o Testemunho, que eu te darei.
22.Ali, virei a ti e, de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins que estão sobre a arca do Testemunho, falarei contigo acerca de tudo o que eu te ordenar para os filhos de Israel.
A mesa
23.Também farás a mesa de madeira de acácia; terá o comprimento de dois côvados, a largura, de um côvado, e a altura, de um côvado e meio;
24.de ouro puro a cobrirás e lhe farás uma bordadura de ouro ao redor.
25.Também lhe farás moldura ao redor, da largura de quatro dedos, e lhe farás uma bordadura de ouro ao redor da moldura.
26.Também lhe farás quatro argolas de ouro; e porás as argolas nos quatro cantos, que estão nos seus quatro pés.
27.Perto da moldura estarão as argolas, como lugares para os varais, para se levar a mesa.
28.Farás, pois, estes varais de madeira de acácia e os cobrirás de ouro; por meio deles, se levará a mesa.
29.Também farás os seus pratos, e os seus recipientes para incenso, e as suas galhetas, e as suas taças em que se hão de oferecer libações; de ouro puro os farás.
30.Porás sobre a mesa os pães da proposição diante de mim perpetuamente.
O candelabro
31.Farás também um candelabro de ouro puro; de ouro batido se fará este candelabro; o seu pedestal, a sua hástea, os seus cálices, as suas maçanetas e as suas flores formarão com ele uma só peça.
32.Seis hásteas sairão dos seus lados: três de um lado e três do outro.
33.Numa hástea, haverá três cálices com formato de amêndoas, uma maçaneta e uma flor; e três cálices, com formato de amêndoas na outra hástea, uma maçaneta e uma flor; assim serão as seis hásteas que saem do candelabro.
34.Mas no candelabro mesmo haverá quatro cálices com formato de amêndoas, com suas maçanetas e com suas flores.
35.Haverá uma maçaneta sob duas hásteas que saem dele; e ainda uma maçaneta sob duas outras hásteas que saem dele; e ainda mais uma maçaneta sob duas outras hásteas que saem dele; assim se fará com as seis hásteas que saem do candelabro.
36.As suas maçanetas e as suas hásteas serão do mesmo; tudo será de uma só peça, obra batida de ouro puro.
37.Também lhe farás sete lâmpadas, as quais se acenderão para alumiar defronte dele.
38.As suas espevitadeiras e os seus apagadores serão de ouro puro.
39.De um talento de ouro puro se fará o candelabro com todos estes utensílios.
40.Vê, pois, que tudo faças segundo o modelo que te foi mostrado no monte.
As cortinas do tabernáculo
1.Farás o tabernáculo, que terá dez cortinas, de linho retorcido, estofo azul, púrpura e carmesim; com querubins, as farás de obra de artista.
2.O comprimento de cada cortina será de vinte e oito côvados, e a largura, de quatro côvados; todas as cortinas serão de igual medida.
3.Cinco cortinas serão ligadas umas às outras; e as outras cinco também ligadas umas às outras.
4.Farás laçadas de estofo azul na orla da cortina extrema do primeiro agrupamento; e de igual modo farás na orla da cortina extrema do segundo agrupamento.
5.Cinqüenta laçadas farás numa cortina, e cinqüenta, na outra cortina no extremo do segundo agrupamento; as laçadas serão contrapostas uma à outra.
6.Farás cinqüenta colchetes de ouro, com os quais prenderás as cortinas uma à outra; e o tabernáculo passará a ser um todo.
7.Farás também de pêlos de cabra cortinas para servirem de tenda sobre o tabernáculo; onze cortinas farás.
8.O comprimento de cada cortina será de trinta côvados, e a largura, de quatro côvados; as onze cortinas serão de igual medida.
9.Ajuntarás à parte cinco cortinas entre si, e de igual modo as seis restantes, a sexta das quais dobrarás na parte dianteira da tenda.
10.Farás cinqüenta laçadas na orla da cortina extrema do primeiro agrupamento e cinqüenta laçadas na orla da cortina extrema do segundo agrupamento.
11.Farás também cinqüenta colchetes de bronze, e meterás os colchetes nas laçadas, e ajuntarás a tenda, para que venha a ser um todo.
12.A parte que restar das cortinas da tenda, a saber, a meia cortina que sobrar, penderá às costas do tabernáculo.
13.O côvado de um lado e o côvado de outro lado, do que sobejar no comprimento das cortinas da tenda, penderão de um e de outro lado do tabernáculo para o cobrir.
A coberta de peles e as tábuas
14.Também farás de peles de carneiro tintas de vermelho uma coberta para a tenda e outra coberta de peles finas.
15.Farás também de madeira de acácia as tábuas para o tabernáculo, as quais serão colocadas verticalmente.
16.Cada uma das tábuas terá dez côvados de comprimento e côvado e meio de largura.
17.Cada tábua terá dois encaixes, travados um com o outro; assim farás com todas as tábuas do tabernáculo.
18.No preparar as tábuas para o tabernáculo, farás vinte delas para o lado sul.
19.Farás também quarenta bases de prata debaixo das vinte tábuas: duas bases debaixo de uma tábua para os seus dois encaixes e duas bases debaixo de outra tábua para os seus dois encaixes.
20.Também haverá vinte tábuas ao outro lado do tabernáculo, para o lado norte,
21.com as suas quarenta bases de prata: duas bases debaixo de uma tábua e duas bases debaixo de outra tábua;
22.ao lado posterior do tabernáculo para o ocidente, farás seis tábuas.
23.Farás também duas tábuas para os cantos do tabernáculo, na parte posterior;
24.as quais, por baixo, estarão separadas, mas, em cima, se ajustarão à primeira argola; assim se fará com as duas tábuas; serão duas para cada um dos dois cantos.
25.Assim serão as oito tábuas com as suas bases de prata, dezesseis bases: duas bases debaixo de uma tábua e duas debaixo de outra tábua.
26.Farás travessas de madeira de acácia; cinco para as tábuas de um lado do tabernáculo,
27.cinco para as tábuas do outro lado do tabernáculo e cinco para as tábuas do tabernáculo ao lado posterior que olha para o ocidente.
28.A travessa do meio passará ao meio das tábuas de uma extremidade à outra.
29.Cobrirás de ouro as tábuas e de ouro farás as suas argolas, pelas quais hão de passar as travessas; e cobrirás também de ouro as travessas.
30.Levantarás o tabernáculo segundo o modelo que te foi mostrado no monte.
O véu, o reposteiro e as colunas
31.Farás também um véu de estofo azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino retorcido; com querubins, o farás de obra de artista.
32.Suspendê-lo-ás sobre quatro colunas de madeira de acácia, cobertas de ouro; os seus colchetes serão de ouro, sobre quatro bases de prata.
33.Pendurarás o véu debaixo dos colchetes e trarás para lá a arca do Testemunho, para dentro do véu; o véu vos fará separação entre o Santo Lugar e o Santo dos Santos.
34.Porás a coberta do propiciatório sobre a arca do Testemunho no Santo dos Santos.
35.A mesa porás fora do véu e o candelabro, defronte da mesa, ao lado do tabernáculo, para o sul; e a mesa porás para o lado norte.
36.Farás também para a porta da tenda um reposteiro de estofo azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino retorcido, obra de bordador.
37.Para este reposteiro farás cinco colunas de madeira de acácia e as cobrirás de ouro; os seus colchetes serão de ouro, e para elas fundirás cinco bases de bronze.
O altar do holocausto
1.Farás também o altar de madeira de acácia; de cinco côvados será o seu comprimento, e de cinco, a largura ( será quadrado o altar ), e de três côvados, a altura.
2.Dos quatro cantos farás levantar-se quatro chifres, os quais formarão uma só peça com o altar; e o cobrirás de bronze.
3.Far-lhe-ás também recipientes para recolher a sua cinza, e pás, e bacias, e garfos, e braseiros; todos esses utensílios farás de bronze.
4.Far-lhe-ás também uma grelha de bronze em forma de rede, à qual farás quatro argolas de metal nos seus quatro cantos,
5.e as porás dentro do rebordo do altar para baixo, de maneira que a rede chegue até ao meio do altar.
6.Farás também varais para o altar, varais de madeira de acácia, e os cobrirás de bronze.
7.Os varais se meterão nas argolas, de um e de outro lado do altar, quando for levado.
8.Oco e de tábuas o farás; como se te mostrou no monte, assim o farão.
O átrio do tabernáculo
9.Farás também o átrio do tabernáculo; ao lado meridional ( que dá para o sul ), o átrio terá cortinas de linho fino retorcido; o comprimento de cada lado será de cem côvados.
10.Também as suas vinte colunas e as suas vinte bases serão de bronze; os ganchos das colunas e as sua vergas serão de prata.
11.De igual modo, para o lado norte ao comprido, haverá cortinas de cem côvados de comprimento; e as suas vinte colunas e as suas vinte bases serão de bronze; os ganchos das colunas e as suas vergas serão de prata.
12.Na largura do átrio para o lado do ocidente, haverá cortinas de cinqüenta côvados; as colunas serão dez, e as suas bases, dez.
13.A largura do átrio do lado oriental ( para o levante ) será de cinqüenta côvados.
14.As cortinas para um lado da entrada serão de quinze côvados; as suas colunas serão três, e as suas bases, três.
15.Para o outro lado da entrada, haverá cortinas de quinze côvados; as suas colunas serão três, e as suas bases, três.
16.À porta do átrio, haverá um reposteiro de vinte côvados, de estofo azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino retorcido, obra de bordador; as suas colunas serão quatro, e as suas bases, quatro.
17.Todas as colunas ao redor do átrio serão cingidas de vergas de prata; os seus ganchos serão de prata, mas as suas bases, de bronze.
18.O átrio terá cem côvados de comprimento, e cinqüenta de largura por todo o lado, e cinco de altura; as suas cortinas serão de linho fino retorcido, e as suas bases, de bronze.
19.Todos os utensílios do tabernáculo em todo o seu serviço, e todas as suas estacas, e todas as estacas do átrio serão de bronze.
O azeite para o candelabro
20.Ordenarás aos filhos de Israel que te tragam azeite puro de oliveira, batido, para o candelabro, para que haja lâmpada acesa continuamente.
21.Na tenda da congregação fora do véu, que está diante do Testemunho, Arão e seus filhos a conservarão em ordem, desde a tarde até pela manhã, perante o SENHOR; estatuto perpétuo será este a favor dos filhos de Israel pelas suas gerações.
Deus escolhe Arão e seus filhos para sacerdotes
1.Faze também vir para junto de ti Arão, teu irmão, e seus filhos com ele, dentre os filhos de Israel, para me oficiarem como sacerdotes, a saber, Arão e seus filhos Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar.
2.Farás vestes sagradas para Arão, teu irmão, para glória e ornamento.
As vestes sacerdotais
3.Falarás também a todos os homens hábeis a quem enchi do espírito de sabedoria, que façam vestes para Arão para consagrá-lo, para que me ministre o ofício sacerdotal.
4.As vestes, pois, que farão são estas: um peitoral, uma estola sacerdotal, uma sobrepeliz, uma túnica bordada, mitra e cinto. Farão vestes sagradas para Arão, teu irmão, e para seus filhos, para me oficiarem como sacerdotes.
5.Tomarão ouro, estofo azul, púrpura, carmesim e linho fino
6.e farão a estola sacerdotal de ouro, e estofo azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino retorcido, obra esmerada.
7.Terá duas ombreiras que se unam às suas duas extremidades, e assim se unirá.
8.E o cinto de obra esmerada, que estará sobre a estola sacerdotal, será de obra igual, da mesma obra de ouro, e estofo azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino retorcido.
9.Tomarás duas pedras de ônix e gravarás nelas os nomes dos filhos de Israel:
10.seis de seus nomes numa pedra e os outros seis na outra pedra, segundo a ordem do seu nascimento.
11.Conforme a obra de lapidador, como lavores de sinete, gravarás as duas pedras com os nomes dos filhos de Israel; engastadas ao redor de ouro, as farás.
12.E porás as duas pedras nas ombreiras da estola sacerdotal, por pedras de memória aos filhos de Israel; e Arão levará os seus nomes sobre ambos os seus ombros, para memória diante do SENHOR.
13.Farás também engastes de ouro
14.e duas correntes de ouro puro; obra de fieira as farás; e as correntes de fieira prenderás nos engastes.
15.Farás também o peitoral do juízo de obra esmerada, conforme a obra da estola sacerdotal o farás: de ouro, e estofo azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino retorcido o farás.
16.Quadrado e duplo, será de um palmo o seu comprimento, e de um palmo, a sua largura.
17.Colocarás nele engaste de pedras, com quatro ordens de pedras: a ordem de sárdio, topázio e carbúnculo será a primeira ordem;
18.a segunda ordem será de esmeralda, safira e diamante;
19.a terceira ordem será de jacinto, ágata e ametista;
20.a quarta ordem será de berilo, ônix e jaspe; elas serão guarnecidas de ouro nos seus engastes.
21.As pedras serão conforme os nomes dos filhos de Israel, doze, segundo os seus nomes; serão esculpidas como sinetes, cada uma com o seu nome, para as doze tribos.
22.Para o peitoral farás correntes como cordas, de obra trançada de ouro puro.
23.Também farás para o peitoral duas argolas de ouro e porás as duas argolas nas extremidades do peitoral.
24.Então, meterás as duas correntes de ouro nas duas argolas, nas extremidades do peitoral.
25.As duas pontas das correntes prenderás nos dois engastes e as porás nas ombreiras da estola sacerdotal na frente dele.
26.Farás também duas argolas de ouro e as porás nas duas extremidades do peitoral, na sua orla interior junto à estola sacerdotal.
27.Farás também duas argolas de ouro e as porás nas duas ombreiras da estola sacerdotal, abaixo, na frente dele, perto da sua juntura, sobre o cinto de obra esmerada da estola sacerdotal.
28.E ligarão o peitoral com as suas argolas às argolas da estola sacerdotal por cima com uma fita azul, para que esteja sobre o cinto da estola sacerdotal; e nunca o peitoral se separará da estola sacerdotal.
29.Assim, Arão levará os nomes dos filhos de Israel no peitoral do juízo sobre o seu coração, quando entrar no santuário, para memória diante do SENHOR continuamente.
30.Também porás no peitoral do juízo o Urim e o Tumim, para que estejam sobre o coração de Arão, quando entrar perante o SENHOR; assim, Arão levará o juízo dos filhos de Israel sobre o seu coração diante do SENHOR continuamente.
31.Farás também a sobrepeliz da estola sacerdotal toda de estofo azul.
32.No meio dela, haverá uma abertura para a cabeça; será debruada essa abertura, como a abertura de uma saia de malha, para que não se rompa.
33.Em toda a orla da sobrepeliz, farás romãs de estofo azul, e púrpura, e carmesim; e campainhas de ouro no meio delas.
34.Haverá em toda a orla da sobrepeliz uma campainha de ouro e uma romã, outra campainha de ouro e outra romã.
35.Esta sobrepeliz estará sobre Arão quando ministrar, para que se ouça o seu sonido, quando entrar no santuário diante do SENHOR e quando sair; e isso para que não morra.
36.Farás também uma lâmina de ouro puro e nela gravarás à maneira de gravuras de sinetes: Santidade ao SENHOR.
37.Atá-la-ás com um cordão de estofo azul, de maneira que esteja na mitra; bem na frente da mitra estará.
38.E estará sobre a testa de Arão, para que Arão leve a iniqüidade concernente às coisas santas que os filhos de Israel consagrarem em todas as ofertas de suas coisas santas; sempre estará sobre a testa de Arão, para que eles sejam aceitos perante o SENHOR.
39.Tecerás, quadriculada, a túnica de linho fino e farás uma mitra de linho fino e um cinto de obra de bordador.
40.Para os filhos de Arão farás túnicas, e cintos, e tiaras; fá-los-ás para glória e ornamento.
41.E, com isso, vestirás Arão, teu irmão, bem como seus filhos; e os ungirás, e consagrarás, e santificarás, para que me oficiem como sacerdotes.
42.Faze-lhes também calções de linho, para cobrirem a pele nua; irão da cintura às coxas.
43.E estarão sobre Arão e sobre seus filhos, quando entrarem na tenda da congregação ou quando se chegarem ao altar para ministrar no santuário, para que não levem iniqüidade e morram; isto será estatuto perpétuo para ele e para sua posteridade depois dele.
O sacrifício e as cerimônias da consagração
1.Isto é o que lhes farás, para os consagrar, a fim de que me oficiem como sacerdotes: toma um novilho, e dois carneiros sem defeito,
2.e pães asmos, e bolos asmos, amassados com azeite, e obreias asmas untadas com azeite; de flor de farinha de trigo os farás,
3.e os porás num cesto, e no cesto os trarás; trarás também o novilho e os dois carneiros.
4.Então, farás que Arão e seus filhos se cheguem à porta da tenda da congregação e os lavarás com água;
5.depois, tomarás as vestes, e vestirás Arão da túnica, da sobrepeliz, da estola sacerdotal e do peitoral, e o cingirás com o cinto de obra esmerada da estola sacerdotal;
6.pôr-lhe-ás a mitra na cabeça e sobre a mitra, a coroa sagrada.
7.Então, tomarás o óleo da unção e lho derramarás sobre a cabeça; assim o ungirás.
8.Farás, depois, que se cheguem os filhos de Arão, e os vestirás de túnicas,
9.e os cingirás com o cinto, Arão e seus filhos, e lhes atarás as tiaras, para que tenham o sacerdócio por estatuto perpétuo, e consagrarás Arão e seus filhos.
10.Farás chegar o novilho diante da tenda da congregação, e Arão e seus filhos porão as mãos sobre a cabeça dele.
11.Imolarás o novilho perante o SENHOR, à porta da tenda da congregação.
12.Depois, tomarás do sangue do novilho e o porás com o teu dedo sobre os chifres do altar; o restante do sangue derramá-lo-ás à base do altar.
13.Também tomarás toda a gordura que cobre as entranhas, o redenho do fígado, os dois rins e a gordura que está neles e queimá-los-ás sobre o altar;
14.mas a carne do novilho, a pele e os excrementos, queimá-los-ás fora do arraial; é sacrifício pelo pecado.
15.Depois, tomarás um carneiro, e Arão e seus filhos porão as mãos sobre a cabeça dele.
16.Imolarás o carneiro, e tomarás o seu sangue, e o jogarás sobre o altar ao redor;
17.partirás o carneiro em seus pedaços e, lavadas as entranhas e as pernas, pô-las-ás sobre os pedaços e sobre a cabeça.
18.Assim, queimarás todo o carneiro sobre o altar; é holocausto para o SENHOR, de aroma agradável, oferta queimada ao SENHOR.
19.Depois, tomarás o outro carneiro, e Arão e seus filhos porão as mãos sobre a cabeça dele.
20.Imolarás o carneiro, e tomarás do seu sangue, e o porás sobre a ponta da orelha direita de Arão e sobre a ponta da orelha direita de seus filhos, como também sobre o polegar da sua mão direita e sobre o polegar do seu pé direito; o restante do sangue jogarás sobre o altar ao redor.
21.Tomarás, então, do sangue sobre o altar e do óleo da unção e os aspergirás sobre Arão e suas vestes e sobre seus filhos e as vestes de seus filhos com ele; para que ele seja santificado, e as suas vestes, e também seus filhos e as vestes de seus filhos com ele.
22.Depois, tomarás do carneiro a gordura, a cauda gorda, a gordura que cobre as entranhas, o redenho do fígado, os dois rins, a gordura que está neles e a coxa direita, porque é carneiro da consagração;
23.e também um pão, um bolo de pão azeitado e uma obreia do cesto dos pães asmos que estão diante do SENHOR.
24.Todas estas coisas porás nas mãos de Arão e nas de seus filhos e, movendo-as de um lado para outro, as oferecerás como ofertas movidas perante o SENHOR.
25.Depois, as tomarás das suas mãos e as queimarás sobre o altar; é holocausto para o SENHOR, de agradável aroma, oferta queimada ao SENHOR.
26.Tomarás o peito do carneiro da consagração, que é de Arão, e, movendo-o de um lado para outro, o oferecerás como oferta movida perante o SENHOR; e isto será a tua porção.
27.Consagrarás o peito da oferta movida e a coxa da porção que foi movida, a qual se tirou do carneiro da consagração, que é de Arão e de seus filhos.
28.Isto será a obrigação perpétua dos filhos de Israel, devida a Arão e seus filhos, por ser a porção do sacerdote, oferecida, da parte dos filhos de Israel, dos sacrifícios pacíficos; é a sua oferta ao SENHOR.
29.As vestes santas de Arão passarão a seus filhos depois dele, para serem ungidos nelas e consagrados nelas.
30.Sete dias as vestirá o filho que for sacerdote em seu lugar, quando entrar na tenda da congregação para ministrar no santuário.
31.Tomarás o carneiro da consagração e cozerás a sua carne no lugar santo;
32.e Arão e seus filhos comerão a carne deste carneiro e o pão que está no cesto à porta da tenda da congregação
33.e comerão das coisas com que for feita a expiação, para consagrá-los e para santificá-los; o estranho não comerá delas, porque são santas.
34.Se sobrar alguma coisa da carne das consagrações ou do pão, até pela manhã, queimarás o que restar; não se comerá, porque é santo.
35.Assim, pois, farás a Arão e a seus filhos, conforme tudo o que te hei ordenado; por sete dias, os consagrarás.
36.Também cada dia prepararás um novilho como oferta pelo pecado para as expiações; e purificarás o altar, fazendo expiação por ele mediante oferta pelo pecado; e o ungirás para consagrá-lo.
37.Sete dias farás expiação pelo altar e o consagrarás; e o altar será santíssimo; tudo o que o tocar será santo.
Ofertas contínuas
38.Isto é o que oferecerás sobre o altar: dois cordeiros de um ano, cada dia, continuamente.
39.Um cordeiro oferecerás pela manhã e o outro, ao pôr-do-sol.
40.Com um cordeiro, a décima parte de um efa de flor de farinha, amassada com a quarta parte de um him de azeite batido; e, para libação, a quarta parte de um him de vinho;
41.o outro cordeiro oferecerás ao pôr-do-sol, como oferta de manjares, e a libação como de manhã, de aroma agradável, oferta queimada ao SENHOR.
42.Este será o holocausto contínuo por vossas gerações, à porta da tenda da congregação, perante o SENHOR, onde vos encontrarei, para falar contigo ali.
43.Ali, virei aos filhos de Israel, para que, por minha glória, sejam santificados,
44.e consagrarei a tenda da congregação e o altar; também santificarei Arão e seus filhos, para que me oficiem como sacerdotes.
45.E habitarei no meio dos filhos de Israel e serei o seu Deus.
46.E saberão que eu sou o SENHOR, seu Deus, que os tirou da terra do Egito, para habitar no meio deles; eu sou o SENHOR, seu Deus.
O altar do incenso
1.Farás também um altar para queimares nele o incenso; de madeira de acácia o farás.
2.Terá um côvado de comprimento, e um de largura ( será quadrado ), e dois de altura; os chifres formarão uma só peça com ele.
3.De ouro puro o cobrirás, a parte superior, as paredes ao redor e os chifres; e lhe farás uma bordadura de ouro ao redor.
4.Também lhe farás duas argolas de ouro debaixo da bordadura; de ambos os lados as farás; nelas, se meterão os varais para se levar o altar.
5.De madeira de acácia farás os varais e os cobrirás de ouro.
6.Porás o altar defronte do véu que está diante da arca do Testemunho, diante do propiciatório que está sobre o Testemunho, onde me avistarei contigo.
7.Arão queimará sobre ele o incenso aromático; cada manhã, quando preparar as lâmpadas, o queimará.
8.Quando, ao crepúsculo da tarde, acender as lâmpadas, o queimará; será incenso contínuo perante o SENHOR, pelas vossas gerações.
9.Não oferecereis sobre ele incenso estranho, nem holocausto, nem ofertas de manjares; nem tampouco derramareis libações sobre ele.
10.Uma vez no ano, Arão fará expiação sobre os chifres do altar com o sangue da oferta pelo pecado; uma vez no ano, fará expiação sobre ele, pelas vossas gerações; santíssimo é ao SENHOR.
O pagamento do resgate
11.Disse mais o SENHOR a Moisés:
12.Quando fizeres recenseamento dos filhos de Israel, cada um deles dará ao SENHOR o resgate de si próprio, quando os contares; para que não haja entre eles praga nenhuma, quando os arrolares.
13.Todo aquele que passar ao arrolamento dará isto: metade de um siclo, segundo o siclo do santuário ( este siclo é de vinte geras ); a metade de um siclo é a oferta ao SENHOR.
14.Qualquer que entrar no arrolamento, de vinte anos para cima, dará a oferta ao SENHOR.
15.O rico não dará mais de meio siclo, nem o pobre, menos, quando derem a oferta ao SENHOR, para fazerdes expiação pela vossa alma.
16.Tomarás o dinheiro das expiações dos filhos de Israel e o darás ao serviço da tenda da congregação; e será para memória aos filhos de Israel diante do SENHOR, para fazerdes expiação pela vossa alma.
A bacia de bronze
17.Disse mais o SENHOR a Moisés:
18.Farás também uma bacia de bronze com o seu suporte de bronze, para lavar. Pô-la-ás entre a tenda da congregação e o altar e deitarás água nela.
19.Nela, Arão e seus filhos lavarão as mãos e os pés.
20.Quando entrarem na tenda da congregação, lavar-se-ão com água, para que não morram; ou quando se chegarem ao altar para ministrar, para acender a oferta queimada ao SENHOR.
21.Lavarão, pois, as mãos e os pés, para que não morram; e isto lhes será por estatuto perpétuo, a ele e à sua posteridade, através de suas gerações.
O óleo da santa unção
22.Disse mais o SENHOR a Moisés:
23.Tu, pois, toma das mais excelentes especiarias: de mirra fluida quinhentos siclos, de cinamomo odoroso a metade, a saber, duzentos e cinqüenta siclos, e de cálamo aromático duzentos e cinqüenta siclos,
24.e de cássia quinhentos siclos, segundo o siclo do santuário, e de azeite de oliveira um him.
25.Disto farás o óleo sagrado para a unção, o perfume composto segundo a arte do perfumista; este será o óleo sagrado da unção.
26.Com ele ungirás a tenda da congregação, e a arca do Testemunho,
27.e a mesa com todos os seus utensílios, e o candelabro com os seus utensílios, e o altar do incenso,
28.e o altar do holocausto com todos os utensílios, e a bacia com o seu suporte.
29.Assim consagrarás estas coisas, para que sejam santíssimas; tudo o que tocar nelas será santo.
30.Também ungirás Arão e seus filhos e os consagrarás para que me oficiem como sacerdotes.
31.Dirás aos filhos de Israel: Este me será o óleo sagrado da unção nas vossas gerações.
32.Não se ungirá com ele o corpo do homem que não seja sacerdote, nem fareis outro semelhante, da mesma composição; é santo e será santo para vós outros.
33.Qualquer que compuser óleo igual a este ou dele puser sobre um estranho será eliminado do seu povo.
O incenso sagrado
34.Disse mais o SENHOR a Moisés: Toma substâncias odoríferas, estoraque, ônica e gálbano; estes arômatas com incenso puro, cada um de igual peso;
35.e disto farás incenso, perfume segundo a arte do perfumista, temperado com sal, puro e santo.
36.Uma parte dele reduzirás a pó e o porás diante do Testemunho na tenda da congregação, onde me avistarei contigo; será para vós outros santíssimo.
37.Porém o incenso que fareis, segundo a composição deste, não o fareis para vós mesmos; santo será para o SENHOR.
38.Quem fizer tal como este para o cheirar será eliminado do seu povo.
Os artífices da obra do tabernáculo
1.Disse mais o SENHOR a Moisés:
2.Eis que chamei pelo nome a Bezalel, filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá,
3.e o enchi do Espírito de Deus, de habilidade, de inteligência e de conhecimento, em todo artifício,
4.para elaborar desenhos e trabalhar em ouro, em prata, em bronze,
5.para lapidação de pedras de engaste, para entalho de madeira, para toda sorte de lavores.
6.Eis que lhe dei por companheiro Aoliabe, filho de Aisamaque, da tribo de Dã; e dei habilidade a todos os homens hábeis, para que me façam tudo o que tenho ordenado:
7.a tenda da congregação, e a arca do Testemunho, e o propiciatório que está por cima dela, e todos os pertences da tenda;
8.e a mesa com os seus utensílios, e o candelabro de ouro puro com todos os seus utensílios, e o altar do incenso;
9.e o altar do holocausto com todos os seus utensílios e a bacia com seu suporte;
10.e as vestes finamente tecidas, e as vestes sagradas do sacerdote Arão, e as vestes de seus filhos, para oficiarem como sacerdotes;
11.e o óleo da unção e o incenso aromático para o santuário; eles farão tudo segundo tenho ordenado.
O sábado santo e as duas tábuas do Testemunho
12.Disse mais o SENHOR a Moisés:
13.Tu, pois, falarás aos filhos de Israel e lhes dirás: Certamente, guardareis os meus sábados; pois é sinal entre mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que eu sou o SENHOR, que vos santifica.
14.Portanto, guardareis o sábado, porque é santo para vós outros; aquele que o profanar morrerá; pois qualquer que nele fizer alguma obra será eliminado do meio do seu povo.
15.Seis dias se trabalhará, porém o sétimo dia é o sábado do repouso solene, santo ao SENHOR; qualquer que no dia do sábado fizer alguma obra morrerá.
16.Pelo que os filhos de Israel guardarão o sábado, celebrando-o por aliança perpétua nas suas gerações.
17.Entre mim e os filhos de Israel é sinal para sempre; porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, e, ao sétimo dia, descansou, e tomou alento.
18.E, tendo acabado de falar com ele no monte Sinai, deu a Moisés as duas tábuas do Testemunho, tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus.
O bezerro de ouro
1.Mas, vendo o povo que Moisés tardava em descer do monte, acercou-se de Arão e lhe disse: Levanta-te, faze-nos deuses que vão adiante de nós; pois, quanto a este Moisés, o homem que nos tirou do Egito, não sabemos o que lhe terá sucedido.
2.Disse-lhes Arão: Tirai as argolas de ouro das orelhas de vossas mulheres, vossos filhos e vossas filhas e trazei-mas.
3.Então, todo o povo tirou das orelhas as argolas e as trouxe a Arão.
4.Este, recebendo-as das suas mãos, trabalhou o ouro com buril e fez dele um bezerro fundido. Então, disseram: São estes, ó Israel, os teus deuses, que te tiraram da terra do Egito.
5.Arão, vendo isso, edificou um altar diante dele e, apregoando, disse: Amanhã, será festa ao SENHOR.
6.No dia seguinte, madrugaram, e ofereceram holocaustos, e trouxeram ofertas pacíficas; e o povo assentou-se para comer e beber e levantou-se para divertir-se.
7.Então, disse o SENHOR a Moisés: Vai, desce; porque o teu povo, que fizeste sair do Egito, se corrompeu
8.e depressa se desviou do caminho que lhe havia eu ordenado; fez para si um bezerro fundido, e o adorou, e lhe sacrificou, e diz: São estes, ó Israel, os teus deuses, que te tiraram da terra do Egito.
9.Disse mais o SENHOR a Moisés: Tenho visto este povo, e eis que é povo de dura cerviz.
10.Agora, pois, deixa-me, para que se acenda contra eles o meu furor, e eu os consuma; e de ti farei uma grande nação.
Moisés intercede pelo povo
11.Porém Moisés suplicou ao SENHOR, seu Deus, e disse: Por que se acende, SENHOR, a tua ira contra o teu povo, que tiraste da terra do Egito com grande fortaleza e poderosa mão?
12.Por que hão de dizer os egípcios: Com maus intentos os tirou, para matá-los nos montes e para consumi-los da face da terra? Torna-te do furor da tua ira e arrepende-te deste mal contra o teu povo.
13.Lembra-te de Abraão, de Isaque e de Israel, teus servos, aos quais por ti mesmo tens jurado e lhes disseste: Multiplicarei a vossa descendência como as estrelas do céu, e toda esta terra de que tenho falado, dá-la-ei à vossa descendência, para que a possuam por herança eternamente.
14.Então, se arrependeu o SENHOR do mal que dissera havia de fazer ao povo.
15.E, voltando-se, desceu Moisés do monte com as duas tábuas do Testemunho nas mãos, tábuas escritas de ambos os lados; de um e de outro lado estavam escritas.
16.As tábuas eram obra de Deus; também a escritura era a mesma escritura de Deus, esculpida nas tábuas.
17.Ouvindo Josué a voz do povo que gritava, disse a Moisés: Há alarido de guerra no arraial.
18.Respondeu-lhe Moisés: Não é alarido dos vencedores nem alarido dos vencidos, mas alarido dos que cantam é o que ouço.
19.Logo que se aproximou do arraial, viu ele o bezerro e as danças; então, acendendo-se-lhe a ira, arrojou das mãos as tábuas e quebrou-as ao pé do monte;
20.e, pegando no bezerro que tinham feito, queimou-o, e o reduziu a pó, que espalhou sobre a água, e deu de beber aos filhos de Israel.
21.Depois, perguntou Moisés a Arão: Que te fez este povo, que trouxeste sobre ele tamanho pecado?
22.Respondeu-lhe Arão: Não se acenda a ira do meu senhor; tu sabes que o povo é propenso para o mal.
23.Pois me disseram: Faze-nos deuses que vão adiante de nós; pois, quanto a este Moisés, o homem que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o que lhe terá acontecido.
24.Então, eu lhes disse: quem tem ouro, tire-o. Deram-mo; e eu o lancei no fogo, e saiu este bezerro.
Moisés manda matar os idólatras
25.Vendo Moisés que o povo estava desenfreado, pois Arão o deixara à solta para vergonha no meio dos seus inimigos,
26.pôs-se em pé à entrada do arraial e disse: Quem é do SENHOR venha até mim. Então, se ajuntaram a ele todos os filhos de Levi,
27.aos quais disse: Assim diz o SENHOR, o Deus de Israel: Cada um cinja a espada sobre o lado, passai e tornai a passar pelo arraial de porta em porta, e mate cada um a seu irmão, cada um, a seu amigo, e cada um, a seu vizinho.
28.E fizeram os filhos de Levi segundo a palavra de Moisés; e caíram do povo, naquele dia, uns três mil homens.
29.Pois Moisés dissera: Consagrai-vos, hoje, ao SENHOR; cada um contra o seu filho e contra o seu irmão, para que ele vos conceda, hoje, bênção.
Moisés intercede pelo povo
30.No dia seguinte, disse Moisés ao povo: Vós cometestes grande pecado; agora, porém, subirei ao SENHOR e, porventura, farei propiciação pelo vosso pecado.
31.Tornou Moisés ao SENHOR e disse: Ora, o povo cometeu grande pecado, fazendo para si deuses de ouro.
32.Agora, pois, perdoa-lhe o pecado; ou, se não, risca-me, peço-te, do livro que escreveste.
33.Então, disse o SENHOR a Moisés: Riscarei do meu livro todo aquele que pecar contra mim.
34.Vai, pois, agora, e conduze o povo para onde te disse; eis que o meu Anjo irá adiante de ti; porém, no dia da minha visitação, vingarei, neles, o seu pecado.
35.Feriu, pois, o SENHOR ao povo, porque fizeram o bezerro que Arão fabricara.
O Anjo de Deus irá adiante do povo
1.Disse o SENHOR a Moisés: Vai, sobe daqui, tu e o povo que tiraste da terra do Egito, para a terra a respeito da qual jurei a Abraão, a Isaque e a Jacó, dizendo: à tua descendência a darei.
2.Enviarei o Anjo adiante de ti; lançarei fora os cananeus, os amorreus, os heteus, os ferezeus, os heveus e os jebuseus.
3.Sobe para uma terra que mana leite e mel; eu não subirei no meio de ti, porque és povo de dura cerviz, para que te não consuma eu no caminho.
4.Ouvindo o povo estas más notícias, pôs-se a prantear, e nenhum deles vestiu seus atavios.
5.Porquanto o SENHOR tinha dito a Moisés: Dize aos filhos de Israel: És povo de dura cerviz; se por um momento eu subir no meio de ti, te consumirei; tira, pois, de ti os atavios, para que eu saiba o que te hei de fazer.
6.Então, os filhos de Israel tiraram de si os seus atavios desde o monte Horebe em diante.
7.Ora, Moisés costumava tomar a tenda e armá-la para si, fora, bem longe do arraial; e lhe chamava a tenda da congregação. Todo aquele que buscava ao SENHOR saía à tenda da congregação, que estava fora do arraial.
8.Quando Moisés saía para a tenda, fora, todo o povo se erguia, cada um em pé à porta da sua tenda, e olhavam pelas costas, até entrar ele na tenda.
9.Uma vez dentro Moisés da tenda, descia a coluna de nuvem e punha-se à porta da tenda; e o SENHOR falava com Moisés.
10.Todo o povo via a coluna de nuvem que se detinha à porta da tenda; todo o povo se levantava, e cada um, à porta da sua tenda, adorava ao SENHOR.
11.Falava o SENHOR a Moisés face a face, como qualquer fala a seu amigo; então, voltava Moisés para o arraial, porém o moço Josué, seu servidor, filho de Num, não se apartava da tenda.
Moisés roga a Deus a sua presença
12.Disse Moisés ao SENHOR: Tu me dizes: Faze subir este povo, porém não me deste saber a quem hás de enviar comigo; contudo, disseste: Conheço-te pelo teu nome; também achaste graça aos meus olhos.
13.Agora, pois, se achei graça aos teus olhos, rogo-te que me faças saber neste momento o teu caminho, para que eu te conheça e ache graça aos teus olhos; e considera que esta nação é teu povo.
14.Respondeu-lhe: A minha presença irá contigo, e eu te darei descanso.
15.Então, lhe disse Moisés: Se a tua presença não vai comigo, não nos faças subir deste lugar.
16.Pois como se há de saber que achamos graça aos teus olhos, eu e o teu povo? Não é, porventura, em andares conosco, de maneira que somos separados, eu e o teu povo, de todos os povos da terra?
Moisés roga a Deus que lhe mostre a sua glória
17.Disse o SENHOR a Moisés: Farei também isto que disseste; porque achaste graça aos meus olhos, e eu te conheço pelo teu nome.
18.Então, ele disse: Rogo-te que me mostres a tua glória.
19.Respondeu-lhe: Farei passar toda a minha bondade diante de ti e te proclamarei o nome do SENHOR; terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia e me compadecerei de quem eu me compadecer.
20.E acrescentou: Não me poderás ver a face, porquanto homem nenhum verá a minha face e viverá.
21.Disse mais o SENHOR: Eis aqui um lugar junto a mim; e tu estarás sobre a penha.
22.Quando passar a minha glória, eu te porei numa fenda da penha e com a mão te cobrirei, até que eu tenha passado.
23.Depois, em tirando eu a mão, tu me verás pelas costas; mas a minha face não se verá.
As segundas tábuas da lei
1.Então, disse o SENHOR a Moisés: Lavra duas tábuas de pedra, como as primeiras; e eu escreverei nelas as mesmas palavras que estavam nas primeiras tábuas, que quebraste.
2.E prepara-te para amanhã, para que subas, pela manhã, ao monte Sinai e ali te apresentes a mim no cimo do monte.
3.Ninguém suba contigo, ninguém apareça em todo o monte; nem ainda ovelhas nem gado se apascentem defronte dele.
4.Lavrou, pois, Moisés duas tábuas de pedra, como as primeiras; e, levantando-se pela manhã de madrugada, subiu ao monte Sinai, como o SENHOR lhe ordenara, levando nas mãos as duas tábuas de pedra.
5.Tendo o SENHOR descido na nuvem, ali esteve junto dele e proclamou o nome do SENHOR.
6.E, passando o SENHOR por diante dele, clamou: SENHOR, SENHOR Deus compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade;
7.que guarda a misericórdia em mil gerações, que perdoa a iniqüidade, a transgressão e o pecado, ainda que não inocenta o culpado, e visita a iniqüidade dos pais nos filhos e nos filhos dos filhos, até à terceira e quarta geração!
8.E, imediatamente, curvando-se Moisés para a terra, o adorou;
9.e disse: Senhor, se, agora, achei graça aos teus olhos, segue em nosso meio conosco; porque este povo é de dura cerviz. Perdoa a nossa iniqüidade e o nosso pecado e toma-nos por tua herança.
Deus faz uma aliança e admoesta contra a infidelidade
10.Então, disse: Eis que faço uma aliança; diante de todo o teu povo farei maravilhas que nunca se fizeram em toda a terra, nem entre nação alguma, de maneira que todo este povo, em cujo meio tu estás, veja a obra do SENHOR; porque coisa terrível é o que faço contigo.
11.Guarda o que eu te ordeno hoje: eis que lançarei fora da sua presença os amorreus, os cananeus, os heteus, os ferezeus, os heveus e os jebuseus.
12.Abstém-te de fazer aliança com os moradores da terra para onde vais, para que te não sejam por cilada.
13.Mas derribareis os seus altares, quebrareis as suas colunas e cortareis os seus postes-ídolos
14.( porque não adorarás outro deus; pois o nome do SENHOR é Zeloso; sim, Deus zeloso é ele );
15.para que não faças aliança com os moradores da terra; não suceda que, em se prostituindo eles com os deuses e lhes sacrificando, alguém te convide, e comas dos seus sacrifícios
16.e tomes mulheres das suas filhas para os teus filhos, e suas filhas, prostituindo-se com seus deuses, façam que também os teus filhos se prostituam com seus deuses.
17.Não farás para ti deuses fundidos.
As três festas
18.Guardarás a Festa dos Pães Asmos; sete dias comerás pães asmos, como te ordenei, no tempo indicado no mês de abibe; porque no mês de abibe saíste do Egito.
19.Todo o que abre a madre é meu; também de todo o teu gado, sendo macho, o que abre a madre de vacas e de ovelhas.
20.O jumento, porém, que abrir a madre, resgatá-lo-ás com cordeiro; mas, se o não resgatares, será desnucado. Remirás todos os primogênitos de teus filhos. Ninguém aparecerá diante de mim de mãos vazias.
21.Seis dias trabalharás, mas, ao sétimo dia, descansarás, quer na aradura, quer na sega.
22.Também guardarás a Festa das Semanas, que é a das primícias da sega do trigo, e a Festa da Colheita no fim do ano.
23.Três vezes no ano, todo homem entre ti aparecerá perante o SENHOR Deus, Deus de Israel.
24.Porque lançarei fora as nações de diante de ti e alargarei o teu território; ninguém cobiçará a tua terra quando subires para comparecer na presença do SENHOR, teu Deus, três vezes no ano.
25.Não oferecerás o sangue do meu sacrifício com pão levedado; nem ficará o sacrifício da Festa da Páscoa da noite para a manhã.
26.As primícias dos primeiros frutos da tua terra trarás à Casa do SENHOR, teu Deus. Não cozerás o cabrito no leite da sua própria mãe.
27.Disse mais o SENHOR a Moisés: Escreve estas palavras, porque, segundo o teor destas palavras, fiz aliança contigo e com Israel.
28.E, ali, esteve com o SENHOR quarenta dias e quarenta noites; não comeu pão, nem bebeu água; e escreveu nas tábuas as palavras da aliança, as dez palavras.
O rosto de Moisés resplandece
29.Quando desceu Moisés do monte Sinai, tendo nas mãos as duas tábuas do Testemunho, sim, quando desceu do monte, não sabia Moisés que a pele do seu rosto resplandecia, depois de haver Deus falado com ele.
30.Olhando Arão e todos os filhos de Israel para Moisés, eis que resplandecia a pele do seu rosto; e temeram chegar-se a ele.
31.Então, Moisés os chamou; Arão e todos os príncipes da congregação tornaram a ele, e Moisés lhes falou.
32.Depois, vieram também todos os filhos de Israel, aos quais ordenou ele tudo o que o SENHOR lhe falara no monte Sinai.
33.Tendo Moisés acabado de falar com eles, pôs um véu sobre o rosto.
34.Porém, vindo Moisés perante o SENHOR para falar-lhe, removia o véu até sair; e, saindo, dizia aos filhos de Israel tudo o que lhe tinha sido ordenado.
35.Assim, pois, viam os filhos de Israel o rosto de Moisés, viam que a pele do seu rosto resplandecia; porém Moisés cobria de novo o rosto com o véu até entrar a falar com ele.
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
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