Desafio dos 90 dias

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1.O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do SENHOR.
2.Todos os caminhos do homem são puros aos seus olhos, mas o SENHOR pesa o espírito.
3.Confia ao SENHOR as tuas obras, e os teus desígnios serão estabelecidos.
4.O SENHOR fez todas as coisas para determinados fins e até o perverso, para o dia da calamidade.
5.Abominável é ao SENHOR todo arrogante de coração; é evidente que não ficará impune.
6.Pela misericórdia e pela verdade, se expia a culpa; e pelo temor do SENHOR os homens evitam o mal.
7.Sendo o caminho dos homens agradável ao SENHOR, este reconcilia com eles os seus inimigos.
8.Melhor é o pouco, havendo justiça, do que grandes rendimentos com injustiça.
9.O coração do homem traça o seu caminho, mas o SENHOR lhe dirige os passos.
10.Nos lábios do rei se acham decisões autorizadas; no julgar não transgrida, pois, a sua boca.
11.Peso e balança justos pertencem ao SENHOR; obra sua são todos os pesos da bolsa.
12.A prática da impiedade é abominável para os reis, porque com justiça se estabelece o trono.
13.Os lábios justos são o contentamento do rei, e ele ama o que fala coisas retas.
14.O furor do rei são uns mensageiros de morte, mas o homem sábio o apazigua.
15.O semblante alegre do rei significa vida, e a sua benevolência é como a nuvem que traz chuva serôdia.
16.Quanto melhor é adquirir a sabedoria do que o ouro! E mais excelente, adquirir a prudência do que a prata!
17.O caminho dos retos é desviar-se do mal; o que guarda o seu caminho preserva a sua alma.
18.A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito, a queda.
19.Melhor é ser humilde de espírito com os humildes do que repartir o despojo com os soberbos.
20.O que atenta para o ensino acha o bem, e o que confia no SENHOR, esse é feliz.
21.O sábio de coração é chamado prudente, e a doçura no falar aumenta o saber.
22.O entendimento, para aqueles que o possuem, é fonte de vida; mas, para o insensato, a sua estultícia lhe é castigo.
23.O coração do sábio é mestre de sua boca e aumenta a persuasão nos seus lábios.
24.Palavras agradáveis são como favo de mel: doces para a alma e medicina para o corpo.
25.Há caminho que parece direito ao homem, mas afinal são caminhos de morte.
26.A fome do trabalhador o faz trabalhar, porque a sua boca a isso o incita.
27.O homem depravado cava o mal, e nos seus lábios há como que fogo ardente.
28.O homem perverso espalha contendas, e o difamador separa os maiores amigos.
29.O homem violento alicia o seu companheiro e guia-o por um caminho que não é bom.
30.Quem fecha os olhos imagina o mal, e, quando morde os lábios, o executa.
31.Coroa de honra são as cãs, quando se acham no caminho da justiça.
32.Melhor é o longânimo do que o herói da guerra, e o que domina o seu espírito, do que o que toma uma cidade.
33.A sorte se lança no regaço, mas do SENHOR procede toda decisão.
1.Melhor é um bocado seco e tranqüilidade do que a casa farta de carnes e contendas.
2.O escravo prudente dominará sobre o filho que causa vergonha e, entre os irmãos, terá parte na herança.
3.O crisol prova a prata, e o forno, o ouro; mas aos corações prova o SENHOR.
4.O malfazejo atenta para o lábio iníquo; o mentiroso inclina os ouvidos para a língua maligna.
5.O que escarnece do pobre insulta ao que o criou; o que se alegra da calamidade não ficará impune.
6.Coroa dos velhos são os filhos dos filhos; e a glória dos filhos são os pais.
7.Ao insensato não convém a palavra excelente; quanto menos ao príncipe, o lábio mentiroso!
8.Pedra mágica é o suborno aos olhos de quem o dá, e para onde quer que se volte terá seu proveito.
9.O que encobre a transgressão adquire amor, mas o que traz o assunto à baila separa os maiores amigos.
10.Mais fundo entra a repreensão no prudente do que cem açoites no insensato.
11.O rebelde não busca senão o mal; por isso, mensageiro cruel se enviará contra ele.
12.Melhor é encontrar-se uma ursa roubada dos filhos do que o insensato na sua estultícia.
13.Quanto àquele que paga o bem com o mal, não se apartará o mal da sua casa.
14.Como o abrir-se da represa, assim é o começo da contenda; desiste, pois, antes que haja rixas.
15.O que justifica o perverso e o que condena o justo abomináveis são para o SENHOR, tanto um como o outro.
16.De que serviria o dinheiro na mão do insensato para comprar a sabedoria, visto que não tem entendimento?
17.Em todo tempo ama o amigo, e na angústia se faz o irmão.
18.O homem falto de entendimento compromete-se, ficando por fiador do seu próximo.
19.O que ama a contenda ama o pecado; o que faz alta a sua porta facilita a própria queda.
20.O perverso de coração jamais achará o bem; e o que tem a língua dobre vem a cair no mal.
21.O filho estulto é tristeza para o pai, e o pai do insensato não se alegra.
22.O coração alegre é bom remédio, mas o espírito abatido faz secar os ossos.
23.O perverso aceita suborno secretamente, para perverter as veredas da justiça.
24.A sabedoria é o alvo do inteligente, mas os olhos do insensato vagam pelas extremidades da terra.
25.O filho insensato é tristeza para o pai e amargura para quem o deu à luz.
26.Não é bom punir ao justo; é contra todo direito ferir ao príncipe.
27.Quem retém as palavras possui o conhecimento, e o sereno de espírito é homem de inteligência.
28.Até o estulto, quando se cala, é tido por sábio, e o que cerra os lábios, por sábio.
1.O solitário busca o seu próprio interesse e insurge-se contra a verdadeira sabedoria.
2.O insensato não tem prazer no entendimento, senão em externar o seu interior.
3.Vindo a perversidade, vem também o desprezo; e, com a ignomínia, a vergonha.
4.Águas profundas são as palavras da boca do homem, e a fonte da sabedoria, ribeiros transbordantes.
5.Não é bom ser parcial com o perverso, para torcer o direito contra os justos.
6.Os lábios do insensato entram na contenda, e por açoites brada a sua boca.
7.A boca do insensato é a sua própria destruição, e os seus lábios, um laço para a sua alma.
8.As palavras do maldizente são doces bocados que descem para o mais interior do ventre.
9.Quem é negligente na sua obra já é irmão do desperdiçador.
10.Torre forte é o nome do SENHOR, à qual o justo se acolhe e está seguro.
11.Os bens do rico lhe são cidade forte e, segundo imagina, uma alta muralha.
12.Antes da ruína, gaba-se o coração do homem, e diante da honra vai a humildade.
13.Responder antes de ouvir é estultícia e vergonha.
14.O espírito firme sustém o homem na sua doença, mas o espírito abatido, quem o pode suportar?
15.O coração do sábio adquire o conhecimento, e o ouvido dos sábios procura o saber.
16.O presente que o homem faz alarga-lhe o caminho e leva-o perante os grandes.
17.O que começa o pleito parece justo, até que vem o outro e o examina.
18.Pelo lançar da sorte, cessam os pleitos, e se decide a causa entre os poderosos.
19.O irmão ofendido resiste mais que uma fortaleza; suas contendas são ferrolhos de um castelo.
20.Do fruto da boca o coração se farta, do que produzem os lábios se satisfaz.
21.A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto.
22.O que acha uma esposa acha o bem e alcançou a benevolência do SENHOR.
23.O pobre fala com súplicas, porém o rico responde com durezas.
24.O homem que tem muitos amigos sai perdendo; mas há amigo mais chegado do que um irmão.
1.Melhor é o pobre que anda na sua integridade do que o perverso de lábios e tolo.
2.Não é bom proceder sem refletir, e peca quem é precipitado.
3.A estultícia do homem perverte o seu caminho, mas é contra o SENHOR que o seu coração se ira.
4.As riquezas multiplicam os amigos; mas, ao pobre, o seu próprio amigo o deixa.
5.A falsa testemunha não fica impune, e o que profere mentiras não escapa.
6.Ao generoso, muitos o adulam, e todos são amigos do que dá presentes.
7.Se os irmãos do pobre o aborrecem, quanto mais se afastarão dele os seus amigos! Corre após eles com súplicas, mas não os alcança.
8.O que adquire entendimento ama a sua alma; o que conserva a inteligência acha o bem.
9.A falsa testemunha não fica impune, e o que profere mentiras perece.
10.Ao insensato não convém a vida regalada, quanto menos ao escravo dominar os príncipes!
11.A discrição do homem o torna longânimo, e sua glória é perdoar as injúrias.
12.Como o bramido do leão, assim é a indignação do rei; mas seu favor é como o orvalho sobre a erva.
13.O filho insensato é a desgraça do pai, e um gotejar contínuo, as contenções da esposa.
14.A casa e os bens vêm como herança dos pais; mas do SENHOR, a esposa prudente.
15.A preguiça faz cair em profundo sono, e o ocioso vem a padecer fome.
16.O que guarda o mandamento guarda a sua alma; mas o que despreza os seus caminhos, esse morre.
17.Quem se compadece do pobre ao SENHOR empresta, e este lhe paga o seu benefício.
18.Castiga a teu filho, enquanto há esperança, mas não te excedas a ponto de matá-lo.
19.Homem de grande ira tem de sofrer o dano; porque, se tu o livrares, virás ainda a fazê-lo de novo.
20.Ouve o conselho e recebe a instrução, para que sejas sábio nos teus dias por vir.
21.Muitos propósitos há no coração do homem, mas o desígnio do SENHOR permanecerá.
22.O que torna agradável o homem é a sua misericórdia; o pobre é preferível ao mentiroso.
23.O temor do SENHOR conduz à vida; aquele que o tem ficará satisfeito, e mal nenhum o visitará.
24.O preguiçoso mete a mão no prato e não quer ter o trabalho de a levar à boca.
25.Quando ferires ao escarnecedor, o simples aprenderá a prudência; repreende ao sábio, e crescerá em conhecimento.
26.O que maltrata a seu pai ou manda embora a sua mãe filho é que envergonha e desonra.
27.Filho meu, se deixas de ouvir a instrução, desviar-te-ás das palavras do conhecimento.
28.A testemunha de Belial escarnece da justiça, e a boca dos perversos devora a iniqüidade.
29.Preparados estão os juízos para os escarnecedores e os açoites, para as costas dos insensatos.
1.O vinho é escarnecedor, e a bebida forte, alvoroçadora; todo aquele que por eles é vencido não é sábio.
2.Como o bramido do leão, é o terror do rei; o que lhe provoca a ira peca contra a sua própria vida.
3.Honroso é para o homem o desviar-se de contendas, mas todo insensato se mete em rixas.
4.O preguiçoso não lavra por causa do inverno, pelo que, na sega, procura e nada encontra.
5.Como águas profundas, são os propósitos do coração do homem, mas o homem de inteligência sabe descobri-los.
6.Muitos proclamam a sua própria benignidade; mas o homem fidedigno, quem o achará?
7.O justo anda na sua integridade; felizes lhe são os filhos depois dele.
8.Assentando-se o rei no trono do juízo, com os seus olhos dissipa todo mal.
9.Quem pode dizer: Purifiquei o meu coração, limpo estou do meu pecado?
10.Dois pesos e duas medidas, uns e outras são abomináveis ao SENHOR.
11.Até a criança se dá a conhecer pelas suas ações, se o que faz é puro e reto.
12.O ouvido que ouve e o olho que vê, o SENHOR os fez, tanto um como o outro.
13.Não ames o sono, para que não empobreças; abre os olhos e te fartarás do teu próprio pão.
14.Nada vale, nada vale, diz o comprador, mas, indo-se, então, se gaba.
15.Há ouro e abundância de pérolas, mas os lábios instruídos são jóia preciosa.
16.Tome-se a roupa àquele que fica fiador por outrem; e, por penhor, àquele que se obriga por estrangeiros.
17.Suave é ao homem o pão ganho por fraude, mas, depois, a sua boca se encherá de pedrinhas de areia.
18.Os planos mediante os conselhos têm bom êxito; faze a guerra com prudência.
19.O mexeriqueiro revela o segredo; portanto, não te metas com quem muito abre os lábios.
20.A quem amaldiçoa a seu pai ou a sua mãe, apagar-se-lhe-á a lâmpada nas mais densas trevas.
21.A posse antecipada de uma herança no fim não será abençoada.
22.Não digas: Vingar-me-ei do mal; espera pelo SENHOR, e ele te livrará.
23.Dois pesos são coisa abominável ao SENHOR, e balança enganosa não é boa.
24.Os passos do homem são dirigidos pelo SENHOR; como, pois, poderá o homem entender o seu caminho?
25.Laço é para o homem o dizer precipitadamente: É santo! E só refletir depois de fazer o voto.
26.O rei sábio joeira os perversos e faz passar sobre eles a roda.
27.O espírito do homem é a lâmpada do SENHOR, a qual esquadrinha todo o mais íntimo do corpo.
28.Amor e fidelidade preservam o rei, e com benignidade sustém ele o seu trono.
29.O ornato dos jovens é a sua força, e a beleza dos velhos, as suas cãs.
30.Os vergões das feridas purificam do mal, e os açoites, o mais íntimo do corpo.
1.Como ribeiros de águas assim é o coração do rei na mão do SENHOR; este, segundo o seu querer, o inclina.
2.Todo caminho do homem é reto aos seus próprios olhos, mas o SENHOR sonda os corações.
3.Exercitar justiça e juízo é mais aceitável ao SENHOR do que sacrifício.
4.Olhar altivo e coração orgulhoso, a lâmpada dos perversos, são pecado.
5.Os planos do diligente tendem à abundância, mas a pressa excessiva, à pobreza.
6.Trabalhar por adquirir tesouro com língua falsa é vaidade e laço mortal.
7.A violência dos perversos os arrebata, porque recusam praticar a justiça.
8.Tortuoso é o caminho do homem carregado de culpa, mas reto, o proceder do honesto.
9.Melhor é morar no canto do eirado do que junto com a mulher rixosa na mesma casa.
10.A alma do perverso deseja o mal; nem o seu vizinho recebe dele compaixão.
11.Quando o escarnecedor é castigado, o simples se torna sábio; e, quando o sábio é instruído, recebe o conhecimento.
12.O Justo considera a casa dos perversos e os arrasta para o mal.
13.O que tapa o ouvido ao clamor do pobre também clamará e não será ouvido.
14.O presente que se dá em segredo abate a ira, e a dádiva em sigilo, uma forte indignação.
15.Praticar a justiça é alegria para o justo, mas espanto, para os que praticam a iniqüidade.
16.O homem que se desvia do caminho do entendimento na congregação dos mortos repousará.
17.Quem ama os prazeres empobrecerá, quem ama o vinho e o azeite jamais enriquecerá.
18.O perverso serve de resgate para o justo; e, para os retos, o pérfido.
19.Melhor é morar numa terra deserta do que com a mulher rixosa e iracunda.
20.Tesouro desejável e azeite há na casa do sábio, mas o homem insensato os desperdiça.
21.O que segue a justiça e a bondade achará a vida, a justiça e a honra.
22.O sábio escala a cidade dos valentes e derriba a fortaleza em que ela confia.
23.O que guarda a boca e a língua guarda a sua alma das angústias.
24.Quanto ao soberbo e presumido, zombador é seu nome; procede com indignação e arrogância.
25.O preguiçoso morre desejando, porque as suas mãos recusam trabalhar.
26.O cobiçoso cobiça todo o dia, mas o justo dá e nada retém.
27.O sacrifício dos perversos já é abominação; quanto mais oferecendo-o com intenção maligna!
28.A testemunha falsa perecerá, mas a auricular falará sem ser contestada.
29.O homem perverso mostra dureza no rosto, mas o reto considera o seu caminho.
30.Não há sabedoria, nem inteligência, nem mesmo conselho contra o SENHOR.
31.O cavalo prepara-se para o dia da batalha, mas a vitória vem do SENHOR.
1.Mais vale o bom nome do que as muitas riquezas; e o ser estimado é melhor do que a prata e o ouro.
2.O rico e o pobre se encontram; a um e a outro faz o SENHOR.
3.O prudente vê o mal e esconde-se; mas os simples passam adiante e sofrem a pena.
4.O galardão da humildade e o temor do SENHOR são riquezas, e honra, e vida.
5.Espinhos e laços há no caminho do perverso; o que guarda a sua alma retira-se para longe deles.
6.Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.
7.O rico domina sobre o pobre, e o que toma emprestado é servo do que empresta.
8.O que semeia a injustiça segará males; e a vara da sua indignação falhará.
9.O generoso será abençoado, porque dá do seu pão ao pobre.
10.Lança fora o escarnecedor, e com ele se irá a contenda; cessarão as demandas e a ignomínia.
11.O que ama a pureza do coração e é grácil no falar terá por amigo o rei.
12.Os olhos do SENHOR conservam aquele que tem conhecimento, mas as palavras do iníquo ele transtornará.
13.Diz o preguiçoso: Um leão está lá fora; serei morto no meio das ruas.
14.Cova profunda é a boca da mulher estranha; aquele contra quem o SENHOR se irar cairá nela.
15.A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela.
16.O que oprime ao pobre para enriquecer a si ou o que dá ao rico certamente empobrecerá.
Preceitos e admoestações dos sábios
17.Inclina o ouvido, e ouve as palavras dos sábios, e aplica o coração ao meu conhecimento.
18.Porque é coisa agradável os guardares no teu coração e os aplicares todos aos teus lábios.
19.Para que a tua confiança esteja no SENHOR, quero dar-te hoje a instrução, a ti mesmo.
20.Porventura, não te escrevi excelentes coisas acerca de conselhos e conhecimentos,
21.para mostrar-te a certeza das palavras da verdade, a fim de que possas responder claramente aos que te enviarem?
22.Não roubes ao pobre, porque é pobre, nem oprimas em juízo ao aflito,
23.porque o SENHOR defenderá a causa deles e tirará a vida aos que os despojam.
24.Não te associes com o iracundo, nem andes com o homem colérico,
25.para que não aprendas as suas veredas e, assim, enlaces a tua alma.
26.Não estejas entre os que se comprometem e ficam por fiadores de dívidas,
27.pois, se não tens com que pagar, por que arriscas perder a cama de debaixo de ti?
28.Não removas os marcos antigos que puseram teus pais.
29.Vês a um homem perito na sua obra? Perante reis será posto; não entre a plebe.
1.Quando te assentares a comer com um governador, atenta bem para aquele que está diante de ti;
2.mete uma faca à tua garganta, se és homem glutão.
3.Não cobices os seus delicados manjares, porque são comidas enganadoras.
4.Não te fatigues para seres rico; não apliques nisso a tua inteligência.
5.Porventura, fitarás os olhos naquilo que não é nada? Pois, certamente, a riqueza fará para si asas, como a águia que voa pelos céus.
6.Não comas o pão do invejoso, nem cobices os seus delicados manjares.
7.Porque, como imagina em sua alma, assim ele é; ele te diz: Come e bebe; mas o seu coração não está contigo.
8.Vomitarás o bocado que comeste e perderás as tuas suaves palavras.
9.Não fales aos ouvidos do insensato, porque desprezará a sabedoria das tuas palavras.
10.Não removas os marcos antigos, nem entres nos campos dos órfãos,
11.porque o seu Vingador é forte e lhes pleiteará a causa contra ti.
12.Aplica o coração ao ensino e os ouvidos às palavras do conhecimento.
13.Não retires da criança a disciplina, pois, se a fustigares com a vara, não morrerá.
14.Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno.
15.Filho meu, se o teu coração for sábio, alegrar-se-á também o meu;
16.exultará o meu íntimo, quando os teus lábios falarem coisas retas.
17.Não tenha o teu coração inveja dos pecadores; antes, no temor do SENHOR perseverarás todo dia.
18.Porque deveras haverá bom futuro; não será frustrada a tua esperança.
19.Ouve, filho meu, e sê sábio; guia retamente no caminho o teu coração.
20.Não estejas entre os bebedores de vinho nem entre os comilões de carne.
21.Porque o beberrão e o comilão caem em pobreza; e a sonolência vestirá de trapos o homem.
22.Ouve a teu pai, que te gerou, e não desprezes a tua mãe, quando vier a envelhecer.
23.Compra a verdade e não a vendas; compra a sabedoria, a instrução e o entendimento.
24.Grandemente se regozijará o pai do justo, e quem gerar a um sábio nele se alegrará.
25.Alegrem-se teu pai e tua mãe, e regozije-se a que te deu à luz.
26.Dá-me, filho meu, o teu coração, e os teus olhos se agradem dos meus caminhos.
27.Pois cova profunda é a prostituta, poço estreito, a alheia.
28.Ela, como salteador, se põe a espreitar e multiplica entre os homens os infiéis.
29.Para quem são os ais? Para quem, os pesares? Para quem, as rixas? Para quem, as queixas? Para quem, as feridas sem causa? E para quem, os olhos vermelhos?
30.Para os que se demoram em beber vinho, para os que andam buscando bebida misturada.
31.Não olhes para o vinho, quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente.
32.Pois ao cabo morderá como a cobra e picará como o basilisco.
33.Os teus olhos verão coisas esquisitas, e o teu coração falará perversidades.
34.Serás como o que se deita no meio do mar e como o que se deita no alto do mastro
35.e dirás: Espancaram-me, e não me doeu; bateram-me, e não o senti; quando despertarei? Então, tornarei a beber.
1.Não tenhas inveja dos homens malignos, nem queiras estar com eles,
2.porque o seu coração maquina violência, e os seus lábios falam para o mal.
3.Com a sabedoria edifica-se a casa, e com a inteligência ela se firma;
4.pelo conhecimento se encherão as câmaras de toda sorte de bens, preciosos e deleitáveis.
5.Mais poder tem o sábio do que o forte, e o homem de conhecimento, mais do que o robusto.
6.Com medidas de prudência farás a guerra; na multidão de conselheiros está a vitória.
7.A sabedoria é alta demais para o insensato; no juízo, a sua boca não terá palavra.
8.Ao que cuida em fazer o mal, mestre de intrigas lhe chamarão.
9.Os desígnios do insensato são pecado, e o escarnecedor é abominável aos homens.
10.Se te mostras fraco no dia da angústia, a tua força é pequena.
11.Livra os que estão sendo levados para a morte e salva os que cambaleiam indo para serem mortos.
12.Se disseres: Não o soubemos, não o perceberá aquele que pesa os corações? Não o saberá aquele que atenta para a tua alma? E não pagará ele ao homem segundo as suas obras?
13.Filho meu, saboreia o mel, porque é saudável, e o favo, porque é doce ao teu paladar.
14.Então, sabe que assim é a sabedoria para a tua alma; se a achares, haverá bom futuro, e não será frustrada a tua esperança.
15.Não te ponhas de emboscada, ó perverso, contra a habitação do justo, nem assoles o lugar do seu repouso,
16.porque sete vezes cairá o justo e se levantará; mas os perversos são derribados pela calamidade.
17.Quando cair o teu inimigo, não te alegres, e não se regozije o teu coração quando ele tropeçar;
18.para que o SENHOR não veja isso, e lhe desagrade, e desvie dele a sua ira.
19.Não te aflijas por causa dos malfeitores, nem tenhas inveja dos perversos,
20.porque o maligno não terá bom futuro, e a lâmpada dos perversos se apagará.
21.Teme ao SENHOR, filho meu, e ao rei e não te associes com os revoltosos.
22.Porque de repente levantará a sua perdição, e a ruína que virá daqueles dois, quem a conhecerá?
Mais alguns provérbios dos sábios
23.São também estes provérbios dos sábios. Parcialidade no julgar não é bom.
24.O que disser ao perverso: Tu és justo; pelo povo será maldito e detestado pelas nações.
25.Mas os que o repreenderem se acharão bem, e sobre eles virão grandes bênçãos.
26.Como beijo nos lábios, é a resposta com palavras retas.
27.Cuida dos teus negócios lá fora, apronta a lavoura no campo e, depois, edifica a tua casa.
28.Não sejas testemunha sem causa contra o teu próximo, nem o enganes com os teus lábios.
29.Não digas: Como ele me fez a mim, assim lhe farei a ele; pagarei a cada um segundo a sua obra.
30.Passei pelo campo do preguiçoso e junto à vinha do homem falto de entendimento;
31.eis que tudo estava cheio de espinhos, a sua superfície, coberta de urtigas, e o seu muro de pedra, em ruínas.
32.Tendo-o visto, considerei; vi e recebi a instrução.
33.Um pouco para dormir, um pouco para tosquenejar, um pouco para encruzar os braços em repouso,
34.assim sobrevirá a tua pobreza como um ladrão, e a tua necessidade, como um homem armado.
Símiles e lições morais
1.São também estes provérbios de Salomão, os quais transcreveram os homens de Ezequias, rei de Judá.
2.A glória de Deus é encobrir as coisas, mas a glória dos reis é esquadrinhá-las.
3.Como a altura dos céus e a profundeza da terra, assim o coração dos reis é insondável.
4.Tira da prata a escória, e sairá vaso para o ourives;
5.tira o perverso da presença do rei, e o seu trono se firmará na justiça.
6.Não te glories na presença do rei, nem te ponhas no meio dos grandes;
7.porque melhor é que te digam: Sobe para aqui!, do que seres humilhado diante do príncipe. A respeito do que os teus olhos viram,
8.não te apresses a litigar, pois, ao fim, que farás, quando o teu próximo te puser em apuros?
9.Pleiteia a tua causa diretamente com o teu próximo e não descubras o segredo de outrem;
10.para que não te vitupere aquele que te ouvir, e não se te apegue a tua infâmia.
11.Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo.
12.Como pendentes e jóias de ouro puro, assim é o sábio repreensor para o ouvido atento.
13.Como o frescor de neve no tempo da ceifa, assim é o mensageiro fiel para com os que o enviam, porque refrigera a alma dos seus senhores.
14.Como nuvens e ventos que não trazem chuva, assim é o homem que se gaba de dádivas que não fez.
15.A longanimidade persuade o príncipe, e a língua branda esmaga ossos.
16.Achaste mel? Come apenas o que te basta, para que não te fartes dele e venhas a vomitá-lo.
17.Não sejas freqüente na casa do teu próximo, para que não se enfade de ti e te aborreça.
18.Maça, espada e flecha aguda é o homem que levanta falso testemunho contra o seu próximo.
19.Como dente quebrado e pé sem firmeza, assim é a confiança no desleal, no tempo da angústia.
20.Como quem se despe num dia de frio e como vinagre sobre feridas, assim é o que entoa canções junto ao coração aflito.
21.Se o que te aborrece tiver fome, dá-lhe pão para comer; se tiver sede, dá-lhe água para beber,
22.porque assim amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça, e o SENHOR te retribuirá.
23.O vento norte traz chuva, e a língua fingida, o rosto irado.
24.Melhor é morar no canto do eirado do que junto com a mulher rixosa na mesma casa.
25.Como água fria para o sedento, tais são as boas-novas vindas de um país remoto.
26.Como fonte que foi turvada e manancial corrupto, assim é o justo que cede ao perverso.
27.Comer muito mel não é bom; assim, procurar a própria honra não é honra.
28.Como cidade derribada, que não tem muros, assim é o homem que não tem domínio próprio.
1.Como a neve no verão e como a chuva na ceifa, assim, a honra não convém ao insensato.
2.Como o pássaro que foge, como a andorinha no seu vôo, assim, a maldição sem causa não se cumpre.
3.O açoite é para o cavalo, o freio, para o jumento, e a vara, para as costas dos insensatos.
4.Não respondas ao insensato segundo a sua estultícia, para que não te faças semelhante a ele.
5.Ao insensato responde segundo a sua estultícia, para que não seja ele sábio aos seus próprios olhos.
6.Os pés corta e o dano sofre quem manda mensagens por intermédio do insensato.
7.As pernas do coxo pendem bambas; assim é o provérbio na boca dos insensatos.
8.Como o que atira pedra preciosa num montão de ruínas, assim é o que dá honra ao insensato.
9.Como galho de espinhos na mão do bêbado, assim é o provérbio na boca dos insensatos.
10.Como um flecheiro que a todos fere, assim é o que assalaria os insensatos e os transgressores.
11.Como o cão que torna ao seu vômito, assim é o insensato que reitera a sua estultícia.
12.Tens visto a um homem que é sábio a seus próprios olhos? Maior esperança há no insensato do que nele.
13.Diz o preguiçoso: Um leão está no caminho; um leão está nas ruas.
14.Como a porta se revolve nos seus gonzos, assim, o preguiçoso, no seu leito.
15.O preguiçoso mete a mão no prato e não quer ter o trabalho de a levar à boca.
16.Mais sábio é o preguiçoso a seus próprios olhos do que sete homens que sabem responder bem.
17.Quem se mete em questão alheia é como aquele que toma pelas orelhas um cão que passa.
18.Como o louco que lança fogo, flechas e morte,
19.assim é o homem que engana a seu próximo e diz: Fiz isso por brincadeira.
20.Sem lenha, o fogo se apaga; e, não havendo maldizente, cessa a contenda.
21.Como o carvão é para a brasa, e a lenha, para o fogo, assim é o homem contencioso para acender rixas.
22.As palavras do maldizente são comida fina, que desce para o mais interior do ventre.
23.Como vaso de barro coberto de escórias de prata, assim são os lábios amorosos e o coração maligno.
24.Aquele que aborrece dissimula com os lábios, mas no íntimo encobre o engano;
25.quando te falar suavemente, não te fies nele, porque sete abominações há no seu coração.
26.Ainda que o seu ódio se encobre com engano, a sua malícia se descobrirá publicamente.
27.Quem abre uma cova nela cairá; e a pedra rolará sobre quem a revolve.
28.A língua falsa aborrece a quem feriu, e a boca lisonjeira é causa de ruína.
1.Não te glories do dia de amanhã, porque não sabes o que trará à luz.
2.Seja outro o que te louve, e não a tua boca; o estrangeiro, e não os teus lábios.
3.Pesada é a pedra, e a areia é uma carga; mas a ira do insensato é mais pesada do que uma e outra.
4.Cruel é o furor, e impetuosa, a ira, mas quem pode resistir à inveja?
5.Melhor é a repreensão franca do que o amor encoberto.
6.Leais são as feridas feitas pelo que ama, porém os beijos de quem odeia são enganosos.
7.A alma farta pisa o favo de mel, mas à alma faminta todo amargo é doce.
8.Qual ave que vagueia longe do seu ninho, tal é o homem que anda vagueando longe do seu lar.
9.Como o óleo e o perfume alegram o coração, assim, o amigo encontra doçura no conselho cordial.
10.Não abandones o teu amigo, nem o amigo de teu pai, nem entres na casa de teu irmão no dia da tua adversidade. Mais vale o vizinho perto do que o irmão longe.
11.Sê sábio, filho meu, e alegra o meu coração, para que eu saiba responder àqueles que me afrontam.
12.O prudente vê o mal e esconde-se; mas os simples passam adiante e sofrem a pena.
13.Tome-se a roupa àquele que fica fiador por outrem; e, por penhor, àquele que se obriga por mulher estranha.
14.O que bendiz ao seu vizinho em alta voz, logo de manhã, por maldição lhe atribuem o que faz.
15.O gotejar contínuo no dia de grande chuva e a mulher rixosa são semelhantes;
16.contê-la seria conter o vento, seria pegar o óleo na mão.
17.Como o ferro com o ferro se afia, assim, o homem, ao seu amigo.
18.O que trata da figueira comerá do seu fruto; e o que cuida do seu senhor será honrado.
19.Como na água o rosto corresponde ao rosto, assim, o coração do homem, ao homem.
20.O inferno e o abismo nunca se fartam, e os olhos do homem nunca se satisfazem.
21.Como o crisol prova a prata, e o forno, o ouro, assim, o homem é provado pelos louvores que recebe.
22.Ainda que pises o insensato com mão de gral entre grãos pilados de cevada, não se vai dele a sua estultícia.
23.Procura conhecer o estado das tuas ovelhas e cuida dos teus rebanhos,
24.porque as riquezas não duram para sempre, nem a coroa, de geração em geração.
25.Quando, removido o feno, aparecerem os renovos e se recolherem as ervas dos montes,
26.então, os cordeiros te darão as vestes, os bodes, o preço do campo,
27.e as cabras, leite em abundância para teu alimento, para alimento da tua casa e para sustento das tuas servas.
Provérbios antitéticos
1.Fogem os perversos, sem que ninguém os persiga; mas o justo é intrépido como o leão.
2.Por causa da transgressão da terra, mudam-se freqüentemente os príncipes, mas por um, sábio e prudente, se faz estável a sua ordem.
3.O homem pobre que oprime os pobres é como chuva que a tudo arrasta e não deixa trigo.
4.Os que desamparam a lei louvam o perverso, mas os que guardam a lei se indignam contra ele.
5.Os homens maus não entendem o que é justo, mas os que buscam o SENHOR entendem tudo.
6.Melhor é o pobre que anda na sua integridade do que o perverso, nos seus caminhos, ainda que seja rico.
7.O que guarda a lei é filho prudente, mas o companheiro de libertinos envergonha a seu pai.
8.O que aumenta os seus bens com juros e ganância ajunta-os para o que se compadece do pobre.
9.O que desvia os ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável.
10.O que desvia os retos para o mau caminho, ele mesmo cairá na cova que fez, mas os íntegros herdarão o bem.
11.O homem rico é sábio aos seus próprios olhos; mas o pobre que é sábio sabe sondá-lo.
12.Quando triunfam os justos, há grande festividade; quando, porém, sobem os perversos, os homens se escondem.
13.O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia.
14.Feliz o homem constante no temor de Deus; mas o que endurece o coração cairá no mal.
15.Como leão que ruge e urso que ataca, assim é o perverso que domina sobre um povo pobre.
16.O príncipe falto de inteligência multiplica as opressões, mas o que aborrece a avareza viverá muitos anos.
17.O homem carregado do sangue de outrem fugirá até à cova; ninguém o detenha.
18.O que anda em integridade será salvo, mas o perverso em seus caminhos cairá logo.
19.O que lavra a sua terra virá a fartar-se de pão, mas o que se ajunta a vadios se fartará de pobreza.
20.O homem fiel será cumulado de bênçãos, mas o que se apressa a enriquecer não passará sem castigo.
21.Parcialidade não é bom, porque até por um bocado de pão o homem prevaricará.
22.Aquele que tem olhos invejosos corre atrás das riquezas, mas não sabe que há de vir sobre ele a penúria.
23.O que repreende ao homem achará, depois, mais favor do que aquele que lisonjeia com a língua.
24.O que rouba a seu pai ou a sua mãe e diz: Não é pecado, companheiro é do destruidor.
25.O cobiçoso levanta contendas, mas o que confia no SENHOR prosperará.
26.O que confia no seu próprio coração é insensato, mas o que anda em sabedoria será salvo.
27.O que dá ao pobre não terá falta, mas o que dele esconde os olhos será cumulado de maldições.
28.Quando sobem os perversos, os homens se escondem, mas, quando eles perecem, os justos se multiplicam.
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
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