Desafio dos 90 dias

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Exortações da Sabedoria a obedecer ao Senhor
1.Filho meu, não te esqueças dos meus ensinos, e o teu coração guarde os meus mandamentos;
2.porque eles aumentarão os teus dias e te acrescentarão anos de vida e paz.
3.Não te desamparem a benignidade e a fidelidade; ata-as ao pescoço; escreve-as na tábua do teu coração
4.e acharás graça e boa compreensão diante de Deus e dos homens.
5.Confia no SENHOR de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento.
6.Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas.
7.Não sejas sábio aos teus próprios olhos; teme ao SENHOR e aparta-te do mal;
8.será isto saúde para o teu corpo e refrigério, para os teus ossos.
9.Honra ao SENHOR com os teus bens e com as primícias de toda a tua renda;
10.e se encherão fartamente os teus celeiros, e transbordarão de vinho os teus lagares.
11.Filho meu, não rejeites a disciplina do SENHOR, nem te enfades da sua repreensão.
12.Porque o SENHOR repreende a quem ama, assim como o pai, ao filho a quem quer bem.
13.Feliz o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire conhecimento;
14.porque melhor é o lucro que ela dá do que o da prata, e melhor a sua renda do que o ouro mais fino.
15.Mais preciosa é do que pérolas, e tudo o que podes desejar não é comparável a ela.
16.O alongar-se da vida está na sua mão direita, na sua esquerda, riquezas e honra.
17.Os seus caminhos são caminhos deliciosos, e todas as suas veredas, paz.
18.É árvore de vida para os que a alcançam, e felizes são todos os que a retêm.
19.O SENHOR com sabedoria fundou a terra, com inteligência estabeleceu os céus.
20.Pelo seu conhecimento os abismos se rompem, e as nuvens destilam orvalho.
21.Filho meu, não se apartem estas coisas dos teus olhos; guarda a verdadeira sabedoria e o bom siso;
22.porque serão vida para a tua alma e adorno ao teu pescoço.
23.Então, andarás seguro no teu caminho, e não tropeçará o teu pé.
24.Quando te deitares, não temerás; deitar-te-ás, e o teu sono será suave.
25.Não temas o pavor repentino, nem a arremetida dos perversos, quando vier.
26.Porque o SENHOR será a tua segurança e guardará os teus pés de serem presos.
27.Não te furtes a fazer o bem a quem de direito, estando na tua mão o poder de fazê-lo.
28.Não digas ao teu próximo: Vai e volta amanhã; então, to darei, se o tens agora contigo.
29.Não maquines o mal contra o teu próximo, pois habita junto de ti confiadamente.
30.Jamais pleiteies com alguém sem razão, se te não houver feito mal.
31.Não tenhas inveja do homem violento, nem sigas nenhum de seus caminhos;
32.porque o SENHOR abomina o perverso, mas aos retos trata com intimidade.
33.A maldição do SENHOR habita na casa do perverso, porém a morada dos justos ele abençoa.
34.Certamente, ele escarnece dos escarnecedores, mas dá graça aos humildes.
35.Os sábios herdarão honra, mas os loucos tomam sobre si a ignomínia.
Exortação paternal
1.Ouvi, filhos, a instrução do pai e estai atentos para conhecerdes o entendimento;
2.porque vos dou boa doutrina; não deixeis o meu ensino.
3.Quando eu era filho em companhia de meu pai, tenro e único diante de minha mãe,
4.então, ele me ensinava e me dizia: Retenha o teu coração as minhas palavras; guarda os meus mandamentos e vive;
5.adquire a sabedoria, adquire o entendimento e não te esqueças das palavras da minha boca, nem delas te apartes.
6.Não desampares a sabedoria, e ela te guardará; ama-a, e ela te protegerá.
7.O princípio da sabedoria é: Adquire a sabedoria; sim, com tudo o que possuis, adquire o entendimento.
8.Estima-a, e ela te exaltará; se a abraçares, ela te honrará;
9.dará à tua cabeça um diadema de graça e uma coroa de glória te entregará.
10.Ouve, filho meu, e aceita as minhas palavras, e se te multiplicarão os anos de vida.
11.No caminho da sabedoria, te ensinei e pelas veredas da retidão te fiz andar.
12.Em andando por elas, não se embaraçarão os teus passos; se correres, não tropeçarás.
13.Retém a instrução e não a largues; guarda-a, porque ela é a tua vida.
14.Não entres na vereda dos perversos, nem sigas pelo caminho dos maus.
15.Evita-o; não passes por ele; desvia-te dele e passa de largo;
16.pois não dormem, se não fizerem mal, e foge deles o sono, se não fizerem tropeçar alguém;
17.porque comem o pão da impiedade e bebem o vinho das violências.
18.Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.
19.O caminho dos perversos é como a escuridão; nem sabem eles em que tropeçam.
20.Filho meu, atenta para as minhas palavras; aos meus ensinamentos inclina os ouvidos.
21.Não os deixes apartar-se dos teus olhos; guarda-os no mais íntimo do teu coração.
22.Porque são vida para quem os acha e saúde, para o seu corpo.
23.Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida.
24.Desvia de ti a falsidade da boca e afasta de ti a perversidade dos lábios.
25.Os teus olhos olhem direito, e as tuas pálpebras, diretamente diante de ti.
26.Pondera a vereda de teus pés, e todos os teus caminhos sejam retos.
27.Não declines nem para a direita nem para a esquerda; retira o teu pé do mal.
Advertência contra a lascívia
1.Filho meu, atende a minha sabedoria; à minha inteligência inclina os ouvidos
2.para que conserves a discrição, e os teus lábios guardem o conhecimento;
3.porque os lábios da mulher adúltera destilam favos de mel, e as suas palavras são mais suaves do que o azeite;
4.mas o fim dela é amargoso como o absinto, agudo, como a espada de dois gumes.
5.Os seus pés descem à morte; os seus passos conduzem-na ao inferno.
6.Ela não pondera a vereda da vida; anda errante nos seus caminhos e não o sabe.
7.Agora, pois, filho, dá-me ouvidos e não te desvies das palavras da minha boca.
8.Afasta o teu caminho da mulher adúltera e não te aproximes da porta da sua casa;
9.para que não dês a outrem a tua honra, nem os teus anos, a cruéis;
10.para que dos teus bens não se fartem os estranhos, e o fruto do teu trabalho não entre em casa alheia;
11.e gemas no fim de tua vida, quando se consumirem a tua carne e o teu corpo,
12.e digas: Como aborreci o ensino! E desprezou o meu coração a disciplina!
13.E não escutei a voz dos que me ensinavam, nem a meus mestres inclinei os ouvidos!
14.Quase que me achei em todo mal que sucedeu no meio da assembléia e da congregação.
15.Bebe a água da tua própria cisterna e das correntes do teu poço.
16.Derramar-se-iam por fora as tuas fontes, e, pelas praças, os ribeiros de águas?
17.Sejam para ti somente e não para os estranhos contigo.
18.Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade,
19.corça de amores e gazela graciosa. Saciem-te os seus seios em todo o tempo; e embriaga-te sempre com as suas carícias.
20.Por que, filho meu, andarias cego pela estranha e abraçarias o peito de outra?
21.Porque os caminhos do homem estão perante os olhos do SENHOR, e ele considera todas as suas veredas.
22.Quanto ao perverso, as suas iniqüidades o prenderão, e com as cordas do seu pecado será detido.
23.Ele morrerá pela falta de disciplina, e, pela sua muita loucura, perdido, cambaleia.
Advertência contra o servir de fiador
1.Filho meu, se ficaste por fiador do teu companheiro e se te empenhaste ao estranho,
2.estás enredado com o que dizem os teus lábios, estás preso com as palavras da tua boca.
3.Agora, pois, faze isto, filho meu, e livra-te, pois caíste nas mãos do teu companheiro: vai, prostra-te e importuna o teu companheiro;
4.não dês sono aos teus olhos, nem repouso às tuas pálpebras;
5.livra-te, como a gazela, da mão do caçador e, como a ave, da mão do passarinheiro.
Advertência contra a preguiça
6.Vai ter com a formiga, ó preguiçoso, considera os seus caminhos e sê sábio.
7.Não tendo ela chefe, nem oficial, nem comandante,
8.no estio, prepara o seu pão, na sega, ajunta o seu mantimento.
9.Ó preguiçoso, até quando ficarás deitado? Quando te levantarás do teu sono?
10.Um pouco para dormir, um pouco para tosquenejar, um pouco para encruzar os braços em repouso,
11.assim sobrevirá a tua pobreza como um ladrão, e a tua necessidade, como um homem armado.
Advertência contra a maldade
12.O homem de Belial, o homem vil, é o que anda com a perversidade na boca,
13.acena com os olhos, arranha com os pés e faz sinais com os dedos.
14.No seu coração há perversidade; todo o tempo maquina o mal; anda semeando contendas.
15.Pelo que a sua destruição virá repentinamente; subitamente, será quebrantado, sem que haja cura.
16.Seis coisas o SENHOR aborrece, e a sétima a sua alma abomina:
17.olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente,
18.coração que trama projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal,
19.testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contendas entre irmãos.
Advertência contra a mulher adúltera
20.Filho meu, guarda o mandamento de teu pai e não deixes a instrução de tua mãe;
21.ata-os perpetuamente ao teu coração, pendura-os ao pescoço.
22.Quando caminhares, isso te guiará; quando te deitares, te guardará; quando acordares, falará contigo.
23.Porque o mandamento é lâmpada, e a instrução, luz; e as repreensões da disciplina são o caminho da vida;
24.para te guardarem da vil mulher e das lisonjas da mulher alheia.
25.Não cobices no teu coração a sua formosura, nem te deixes prender com as suas olhadelas.
26.Por uma prostituta o máximo que se paga é um pedaço de pão, mas a adúltera anda à caça de vida preciosa.
27.Tomará alguém fogo no seio, sem que as suas vestes se incendeiem?
28.Ou andará alguém sobre brasas, sem que se queimem os seus pés?
29.Assim será com o que se chegar à mulher do seu próximo; não ficará sem castigo todo aquele que a tocar.
30.Não é certo que se despreza o ladrão, quando furta para saciar-se, tendo fome?
31.Pois este, quando encontrado, pagará sete vezes tanto; entregará todos os bens de sua casa.
32.O que adultera com uma mulher está fora de si; só mesmo quem quer arruinar-se é que pratica tal coisa.
33.Achará açoites e infâmia, e o seu opróbrio nunca se apagará.
34.Porque o ciúme excita o furor do marido; e não terá compaixão no dia da vingança.
35.Não se contentará com o resgate, nem aceitará presentes, ainda que sejam muitos.
Mais advertências contra a mulher adúltera
1.Filho meu, guarda as minhas palavras e conserva dentro de ti os meus mandamentos.
2.Guarda os meus mandamentos e vive; e a minha lei, como a menina dos teus olhos.
3.Ata-os aos dedos, escreve-os na tábua do teu coração.
4.Dize à Sabedoria: Tu és minha irmã; e ao Entendimento chama teu parente;
5.para te guardarem da mulher alheia, da estranha que lisonjeia com palavras.
6.Porque da janela da minha casa, por minhas grades, olhando eu,
7.vi entre os simples, descobri entre os jovens um que era carecente de juízo,
8.que ia e vinha pela rua junto à esquina da mulher estranha e seguia o caminho da sua casa,
9.à tarde do dia, no crepúsculo, na escuridão da noite, nas trevas.
10.Eis que a mulher lhe sai ao encontro, com vestes de prostituta e astuta de coração.
11.É apaixonada e inquieta, cujos pés não param em casa;
12.ora está nas ruas, ora, nas praças, espreitando por todos os cantos.
13.Aproximou-se dele, e o beijou, e de cara impudente lhe diz:
14.Sacrifícios pacíficos tinha eu de oferecer; paguei hoje os meus votos.
15.Por isso, saí ao teu encontro, a buscar-te, e te achei.
16.Já cobri de colchas a minha cama, de linho fino do Egito, de várias cores;
17.já perfumei o meu leito com mirra, aloés e cinamomo.
18.Vem, embriaguemo-nos com as delícias do amor, até pela manhã; gozemos amores.
19.Porque o meu marido não está em casa, saiu de viagem para longe.
20.Levou consigo um saquitel de dinheiro; só por volta da lua cheia ele tornará para casa.
21.Seduziu-o com as suas muitas palavras, com as lisonjas dos seus lábios o arrastou.
22.E ele num instante a segue, como o boi que vai ao matadouro; como o cervo que corre para a rede,
23.até que a flecha lhe atravesse o coração; como a ave que se apressa para o laço, sem saber que isto lhe custará a vida.
24.Agora, pois, filho, dá-me ouvidos e sê atento às palavras da minha boca;
25.não se desvie o teu coração para os caminhos dela, e não andes perdido nas suas veredas;
26.porque a muitos feriu e derribou; e são muitos os que por ela foram mortos.
27.A sua casa é caminho para a sepultura e desce para as câmaras da morte.
A excelência da Sabedoria
1.Não clama, porventura, a Sabedoria, e o Entendimento não faz ouvir a sua voz?
2.No cimo das alturas, junto ao caminho, nas encruzilhadas das veredas ela se coloca;
3.junto às portas, à entrada da cidade, à entrada das portas está gritando:
4.A vós outros, ó homens, clamo; e a minha voz se dirige aos filhos dos homens.
5.Entendei, ó simples, a prudência; e vós, néscios, entendei a sabedoria.
6.Ouvi, pois falarei coisas excelentes; os meus lábios proferirão coisas retas.
7.Porque a minha boca proclamará a verdade; os meus lábios abominam a impiedade.
8.São justas todas as palavras da minha boca; não há nelas nenhuma coisa torta, nem perversa.
9.Todas são retas para quem as entende e justas, para os que acham o conhecimento.
10.Aceitai o meu ensino, e não a prata, e o conhecimento, antes do que o ouro escolhido.
11.Porque melhor é a sabedoria do que jóias, e de tudo o que se deseja nada se pode comparar com ela.
12.Eu, a Sabedoria, habito com a prudência e disponho de conhecimentos e de conselhos.
13.O temor do SENHOR consiste em aborrecer o mal; a soberba, a arrogância, o mau caminho e a boca perversa, eu os aborreço.
14.Meu é o conselho e a verdadeira sabedoria, eu sou o Entendimento, minha é a fortaleza.
15.Por meu intermédio, reinam os reis, e os príncipes decretam justiça.
16.Por meu intermédio, governam os príncipes, os nobres e todos os juízes da terra.
17.Eu amo os que me amam; os que me procuram me acham.
18.Riquezas e honra estão comigo, bens duráveis e justiça.
19.Melhor é o meu fruto do que o ouro, do que o ouro refinado; e o meu rendimento, melhor do que a prata escolhida.
20.Ando pelo caminho da justiça, no meio das veredas do juízo,
21.para dotar de bens os que me amam e lhes encher os tesouros.
A eternidade da Sabedoria
22.O SENHOR me possuía no início de sua obra, antes de suas obras mais antigas.
23.Desde a eternidade fui estabelecida, desde o princípio, antes do começo da terra.
24.Antes de haver abismos, eu nasci, e antes ainda de haver fontes carregadas de águas.
25.Antes que os montes fossem firmados, antes de haver outeiros, eu nasci.
26.Ainda ele não tinha feito a terra, nem as amplidões, nem sequer o princípio do pó do mundo.
27.Quando ele preparava os céus, aí estava eu; quando traçava o horizonte sobre a face do abismo;
28.quando firmava as nuvens de cima; quando estabelecia as fontes do abismo;
29.quando fixava ao mar o seu limite, para que as águas não traspassassem os seus limites; quando compunha os fundamentos da terra;
30.então, eu estava com ele e era seu arquiteto, dia após dia, eu era as suas delícias, folgando perante ele em todo o tempo;
31.regozijando-me no seu mundo habitável e achando as minhas delícias com os filhos dos homens.
32.Agora, pois, filhos, ouvi-me, porque felizes serão os que guardarem os meus caminhos.
33.Ouvi o ensino, sede sábios e não o rejeiteis.
34.Feliz o homem que me dá ouvidos, velando dia a dia às minhas portas, esperando às ombreiras da minha entrada.
35.Porque o que me acha acha a vida e alcança favor do SENHOR.
36.Mas o que peca contra mim violenta a própria alma. Todos os que me aborrecem amam a morte.
O banquete da Sabedoria
1.A Sabedoria edificou a sua casa, lavrou as suas sete colunas.
2.Carneou os seus animais, misturou o seu vinho e arrumou a sua mesa.
3.Já deu ordens às suas criadas e, assim, convida desde as alturas da cidade:
4.Quem é simples, volte-se para aqui. Aos faltos de senso diz:
5.Vinde, comei do meu pão e bebei do vinho que misturei.
6.Deixai os insensatos e vivei; andai pelo caminho do entendimento.
7.O que repreende o escarnecedor traz afronta sobre si; e o que censura o perverso a si mesmo se injuria.
8.Não repreendas o escarnecedor, para que te não aborreça; repreende o sábio, e ele te amará.
9.Dá instrução ao sábio, e ele se fará mais sábio ainda; ensina ao justo, e ele crescerá em prudência.
10.O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo é prudência.
11.Porque por mim se multiplicam os teus dias, e anos de vida se te acrescentarão.
12.Se és sábio, para ti mesmo o és; se és escarnecedor, tu só o suportarás.
O convite da mulher-loucura
13.A loucura é mulher apaixonada, é ignorante e não sabe coisa alguma.
14.Assenta-se à porta de sua casa, nas alturas da cidade, toma uma cadeira,
15.para dizer aos que passam e seguem direito o seu caminho:
16.Quem é simples, volte-se para aqui. E aos faltos de senso diz:
17.As águas roubadas são doces, e o pão comido às ocultas é agradável.
18.Eles, porém, não sabem que ali estão os mortos, que os seus convidados estão nas profundezas do inferno.
O justo em contraste com o perverso
1.Provérbios de Salomão. O filho sábio alegra a seu pai, mas o filho insensato é a tristeza de sua mãe.
2.Os tesouros da impiedade de nada aproveitam, mas a justiça livra da morte.
3.O SENHOR não deixa ter fome o justo, mas rechaça a avidez dos perversos.
4.O que trabalha com mão remissa empobrece, mas a mão dos diligentes vem a enriquecer-se.
5.O que ajunta no verão é filho sábio, mas o que dorme na sega é filho que envergonha.
6.Sobre a cabeça do justo há bênçãos, mas na boca dos perversos mora a violência.
7.A memória do justo é abençoada, mas o nome dos perversos cai em podridão.
8.O sábio de coração aceita os mandamentos, mas o insensato de lábios vem a arruinar-se.
9.Quem anda em integridade anda seguro, mas o que perverte os seus caminhos será conhecido.
10.O que acena com os olhos traz desgosto, e o insensato de lábios vem a arruinar-se.
11.A boca do justo é manancial de vida, mas na boca dos perversos mora a violência.
12.O ódio excita contendas, mas o amor cobre todas as transgressões.
13.Nos lábios do prudente, se acha sabedoria, mas a vara é para as costas do falto de senso.
14.Os sábios entesouram o conhecimento, mas a boca do néscio é uma ruína iminente.
15.Os bens do rico são a sua cidade forte; a pobreza dos pobres é a sua ruína.
16.A obra do justo conduz à vida, e o rendimento do perverso, ao pecado.
17.O caminho para a vida é de quem guarda o ensino, mas o que abandona a repreensão anda errado.
18.O que retém o ódio é de lábios falsos, e o que difama é insensato.
19.No muito falar não falta transgressão, mas o que modera os lábios é prudente.
20.Prata escolhida é a língua do justo, mas o coração dos perversos vale mui pouco.
21.Os lábios do justo apascentam a muitos, mas, por falta de senso, morrem os tolos.
22.A bênção do SENHOR enriquece, e, com ela, ele não traz desgosto.
23.Para o insensato, praticar a maldade é divertimento; para o homem inteligente, o ser sábio.
24.Aquilo que teme o perverso, isso lhe sobrevém, mas o anelo dos justos Deus o cumpre.
25.Como passa a tempestade, assim desaparece o perverso, mas o justo tem perpétuo fundamento.
26.Como vinagre para os dentes e fumaça para os olhos, assim é o preguiçoso para aqueles que o mandam.
27.O temor do SENHOR prolonga os dias da vida, mas os anos dos perversos serão abreviados.
28.A esperança dos justos é alegria, mas a expectação dos perversos perecerá.
29.O caminho do SENHOR é fortaleza para os íntegros, mas ruína aos que praticam a iniqüidade.
30.O justo jamais será abalado, mas os perversos não habitarão a terra.
31.A boca do justo produz sabedoria, mas a língua da perversidade será desarraigada.
32.Os lábios do justo sabem o que agrada, mas a boca dos perversos, somente o mal.
1.Balança enganosa é abominação para o SENHOR, mas o peso justo é o seu prazer.
2.Em vindo a soberba, sobrevém a desonra, mas com os humildes está a sabedoria.
3.A integridade dos retos os guia; mas, aos pérfidos, a sua mesma falsidade os destrói.
4.As riquezas de nada aproveitam no dia da ira, mas a justiça livra da morte.
5.A justiça do íntegro endireita o seu caminho, mas pela sua impiedade cai o perverso.
6.A justiça dos retos os livrará, mas na sua maldade os pérfidos serão apanhados.
7.Morrendo o homem perverso, morre a sua esperança, e a expectação da iniqüidade se desvanece.
8.O justo é libertado da angústia, e o perverso a recebe em seu lugar.
9.O ímpio, com a boca, destrói o próximo, mas os justos são libertados pelo conhecimento.
10.No bem-estar dos justos exulta a cidade, e, perecendo os perversos, há júbilo.
11.Pela bênção que os retos suscitam, a cidade se exalta, mas pela boca dos perversos é derribada.
12.O que despreza o próximo é falto de senso, mas o homem prudente, este se cala.
13.O mexeriqueiro descobre o segredo, mas o fiel de espírito o encobre.
14.Não havendo sábia direção, cai o povo, mas na multidão de conselheiros há segurança.
15.Quem fica por fiador de outrem sofrerá males, mas o que foge de o ser estará seguro.
16.A mulher graciosa alcança honra, como os poderosos adquirem riqueza.
17.O homem bondoso faz bem a si mesmo, mas o cruel a si mesmo se fere.
18.O perverso recebe um salário ilusório, mas o que semeia justiça terá recompensa verdadeira.
19.Tão certo como a justiça conduz para a vida, assim o que segue o mal, para a sua morte o faz.
20.Abomináveis para o SENHOR são os perversos de coração, mas os que andam em integridade são o seu prazer.
21.O mau, é evidente, não ficará sem castigo, mas a geração dos justos é livre.
22.Como jóia de ouro em focinho de porco, assim é a mulher formosa que não tem discrição.
23.O desejo dos justos tende somente para o bem, mas a expectação dos perversos redunda em ira.
24.A quem dá liberalmente, ainda se lhe acrescenta mais e mais; ao que retém mais do que é justo, ser-lhe-á em pura perda.
25.A alma generosa prosperará, e quem dá a beber será dessedentado.
26.Ao que retém o trigo, o povo o amaldiçoa, mas bênção haverá sobre a cabeça do seu vendedor.
27.Quem procura o bem alcança favor, mas ao que corre atrás do mal, este lhe sobrevirá.
28.Quem confia nas suas riquezas cairá, mas os justos reverdecerão como a folhagem.
29.O que perturba a sua casa herda o vento, e o insensato é servo do sábio de coração.
30.O fruto do justo é árvore de vida, e o que ganha almas é sábio.
31.Se o justo é punido na terra, quanto mais o perverso e o pecador!
1.Quem ama a disciplina ama o conhecimento, mas o que aborrece a repreensão é estúpido.
2.O homem de bem alcança o favor do SENHOR, mas ao homem de perversos desígnios, ele o condena.
3.O homem não se estabelece pela perversidade, mas a raiz dos justos não será removida.
4.A mulher virtuosa é a coroa do seu marido, mas a que procede vergonhosamente é como podridão nos seus ossos.
5.Os pensamentos do justo são retos, mas os conselhos do perverso, engano.
6.As palavras dos perversos são emboscadas para derramar sangue, mas a boca dos retos livra homens.
7.Os perversos serão derribados e já não são, mas a casa dos justos permanecerá.
8.Segundo o seu entendimento, será louvado o homem, mas o perverso de coração será desprezado.
9.Melhor é o que se estima em pouco e faz o seu trabalho do que o vanglorioso que tem falta de pão.
10.O justo atenta para a vida dos seus animais, mas o coração dos perversos é cruel.
11.O que lavra a sua terra será farto de pão, mas o que corre atrás de coisas vãs é falto de senso.
12.O perverso quer viver do que caçam os maus, mas a raiz dos justos produz o seu fruto.
13.Pela transgressão dos lábios o mau se enlaça, mas o justo sairá da angústia.
14.Cada um se farta de bem pelo fruto da sua boca, e o que as mãos do homem fizerem ser-lhe-á retribuído.
15.O caminho do insensato aos seus próprios olhos parece reto, mas o sábio dá ouvidos aos conselhos.
16.A ira do insensato num instante se conhece, mas o prudente oculta a afronta.
17.O que diz a verdade manifesta a justiça, mas a testemunha falsa, a fraude.
18.Alguém há cuja tagarelice é como pontas de espada, mas a língua dos sábios é medicina.
19.O lábio veraz permanece para sempre, mas a língua mentirosa, apenas um momento.
20.Há fraude no coração dos que maquinam mal, mas alegria têm os que aconselham a paz.
21.Nenhum agravo sobrevirá ao justo, mas os perversos, o mal os apanhará em cheio.
22.Os lábios mentirosos são abomináveis ao SENHOR, mas os que agem fielmente são o seu prazer.
23.O homem prudente oculta o conhecimento, mas o coração dos insensatos proclama a estultícia.
24.A mão diligente dominará, mas a remissa será sujeita a trabalhos forçados.
25.A ansiedade no coração do homem o abate, mas a boa palavra o alegra.
26.O justo serve de guia para o seu companheiro, mas o caminho dos perversos os faz errar.
27.O preguiçoso não assará a sua caça, mas o bem precioso do homem é ser ele diligente.
28.Na vereda da justiça, está a vida, e no caminho da sua carreira não há morte.
1.O filho sábio ouve a instrução do pai, mas o escarnecedor não atende à repreensão.
2.Do fruto da boca o homem comerá o bem, mas o desejo dos pérfidos é a violência.
3.O que guarda a boca conserva a sua alma, mas o que muito abre os lábios a si mesmo se arruína.
4.O preguiçoso deseja e nada tem, mas a alma dos diligentes se farta.
5.O justo aborrece a palavra de mentira, mas o perverso faz vergonha e se desonra.
6.A justiça guarda ao que anda em integridade, mas a malícia subverte ao pecador.
7.Uns se dizem ricos sem terem nada; outros se dizem pobres, sendo mui ricos.
8.Com as suas riquezas se resgata o homem, mas ao pobre não ocorre ameaça.
9.A luz dos justos brilha intensamente, mas a lâmpada dos perversos se apagará.
10.Da soberba só resulta a contenda, mas com os que se aconselham se acha a sabedoria.
11.Os bens que facilmente se ganham, esses diminuem, mas o que ajunta à força do trabalho terá aumento.
12.A esperança que se adia faz adoecer o coração, mas o desejo cumprido é árvore de vida.
13.O que despreza a palavra a ela se apenhora, mas o que teme o mandamento será galardoado.
14.O ensino do sábio é fonte de vida, para que se evitem os laços da morte.
15.A boa inteligência consegue favor, mas o caminho dos pérfidos é intransitável.
16.Todo prudente procede com conhecimento, mas o insensato espraia a sua loucura.
17.O mau mensageiro se precipita no mal, mas o embaixador fiel é medicina.
18.Pobreza e afronta sobrevêm ao que rejeita a instrução, mas o que guarda a repreensão será honrado.
19.O desejo que se cumpre agrada a alma, mas apartar-se do mal é abominável para os insensatos.
20.Quem anda com os sábios será sábio, mas o companheiro dos insensatos se tornará mau.
21.A desventura persegue os pecadores, mas os justos serão galardoados com o bem.
22.O homem de bem deixa herança aos filhos de seus filhos, mas a riqueza do pecador é depositada para o justo.
23.A terra virgem dos pobres dá mantimento em abundância, mas a falta de justiça o dissipa.
24.O que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, cedo, o disciplina.
25.O justo tem o bastante para satisfazer o seu apetite, mas o estômago dos perversos passa fome.
1.A mulher sábia edifica a sua casa, mas a insensata, com as próprias mãos, a derriba.
2.O que anda na retidão teme ao SENHOR, mas o que anda em caminhos tortuosos, esse o despreza.
3.Está na boca do insensato a vara para a sua própria soberba, mas os lábios do prudente o preservarão.
4.Não havendo bois, o celeiro fica limpo, mas pela força do boi há abundância de colheitas.
5.A testemunha verdadeira não mente, mas a falsa se desboca em mentiras.
6.O escarnecedor procura a sabedoria e não a encontra, mas para o prudente o conhecimento é fácil.
7.Foge da presença do homem insensato, porque nele não divisarás lábios de conhecimento.
8.A sabedoria do prudente é entender o seu próprio caminho, mas a estultícia dos insensatos é enganadora.
9.Os loucos zombam do pecado, mas entre os retos há boa vontade.
10.O coração conhece a sua própria amargura, e da sua alegria não participará o estranho.
11.A casa dos perversos será destruída, mas a tenda dos retos florescerá.
12.Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte.
13.Até no riso tem dor o coração, e o fim da alegria é tristeza.
14.O infiel de coração dos seus próprios caminhos se farta, como do seu próprio proceder, o homem de bem.
15.O simples dá crédito a toda palavra, mas o prudente atenta para os seus passos.
16.O sábio é cauteloso e desvia-se do mal, mas o insensato encoleriza-se e dá-se por seguro.
17.O que presto se ira faz loucuras, e o homem de maus desígnios é odiado.
18.Os simples herdam a estultícia, mas os prudentes se coroam de conhecimento.
19.Os maus inclinam-se perante a face dos bons, e os perversos, junto às portas do justo.
20.O pobre é odiado até do vizinho, mas o rico tem muitos amigos.
21.O que despreza ao seu vizinho peca, mas o que se compadece dos pobres é feliz.
22.Acaso, não erram os que maquinam o mal? Mas amor e fidelidade haverá para os que planejam o bem.
23.Em todo trabalho há proveito; meras palavras, porém, levam à penúria.
24.Aos sábios a riqueza é coroa, mas a estultícia dos insensatos não passa de estultícia.
25.A testemunha verdadeira livra almas, mas o que se desboca em mentiras é enganador.
26.No temor do SENHOR, tem o homem forte amparo, e isso é refúgio para os seus filhos.
27.O temor do SENHOR é fonte de vida para evitar os laços da morte.
28.Na multidão do povo, está a glória do rei, mas, na falta de povo, a ruína do príncipe.
29.O longânimo é grande em entendimento, mas o de ânimo precipitado exalta a loucura.
30.O ânimo sereno é a vida do corpo, mas a inveja é a podridão dos ossos.
31.O que oprime ao pobre insulta aquele que o criou, mas a este honra o que se compadece do necessitado.
32.Pela sua malícia é derribado o perverso, mas o justo, ainda morrendo, tem esperança.
33.No coração do prudente, repousa a sabedoria, mas o que há no interior dos insensatos vem a lume.
34.A justiça exalta as nações, mas o pecado é o opróbrio dos povos.
35.O servo prudente goza do favor do rei, mas o que procede indignamente é objeto do seu furor.
1.A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira.
2.A língua dos sábios adorna o conhecimento, mas a boca dos insensatos derrama a estultícia.
3.Os olhos do SENHOR estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons.
4.A língua serena é árvore de vida, mas a perversa quebranta o espírito.
5.O insensato despreza a instrução de seu pai, mas o que atende à repreensão consegue a prudência.
6.Na casa do justo há grande tesouro, mas na renda dos perversos há perturbação.
7.A língua dos sábios derrama o conhecimento, mas o coração dos insensatos não procede assim.
8.O sacrifício dos perversos é abominável ao SENHOR, mas a oração dos retos é o seu contentamento.
9.O caminho do perverso é abominação ao SENHOR, mas este ama o que segue a justiça.
10.Disciplina rigorosa há para o que deixa a vereda, e o que odeia a repreensão morrerá.
11.O além e o abismo estão descobertos perante o SENHOR; quanto mais o coração dos filhos dos homens!
12.O escarnecedor não ama àquele que o repreende, nem se chegará para os sábios.
13.O coração alegre aformoseia o rosto, mas com a tristeza do coração o espírito se abate.
14.O coração sábio procura o conhecimento, mas a boca dos insensatos se apascenta de estultícia.
15.Todos os dias do aflito são maus, mas a alegria do coração é banquete contínuo.
16.Melhor é o pouco, havendo o temor do SENHOR, do que grande tesouro onde há inquietação.
17.Melhor é um prato de hortaliças onde há amor do que o boi cevado e, com ele, o ódio.
18.O homem iracundo suscita contendas, mas o longânimo apazigua a luta.
19.O caminho do preguiçoso é como que cercado de espinhos, mas a vereda dos retos é plana.
20.O filho sábio alegra a seu pai, mas o homem insensato despreza a sua mãe.
21.A estultícia é alegria para o que carece de entendimento, mas o homem sábio anda retamente.
22.Onde não há conselho fracassam os projetos, mas com os muitos conselheiros há bom êxito.
23.O homem se alegra em dar resposta adequada, e a palavra, a seu tempo, quão boa é!
24.Para o sábio há o caminho da vida que o leva para cima, a fim de evitar o inferno, embaixo.
25.O SENHOR deita por terra a casa dos soberbos; contudo, mantém a herança da viúva.
26.Abomináveis são para o SENHOR os desígnios do mau, mas as palavras bondosas lhe são aprazíveis.
27.O que é ávido por lucro desonesto transtorna a sua casa, mas o que odeia o suborno, esse viverá.
28.O coração do justo medita o que há de responder, mas a boca dos perversos transborda maldades.
29.O SENHOR está longe dos perversos, mas atende à oração dos justos.
30.O olhar de amigo alegra ao coração; as boas-novas fortalecem até os ossos.
31.Os ouvidos que atendem à repreensão salutar no meio dos sábios têm a sua morada.
32.O que rejeita a disciplina menospreza a sua alma, porém o que atende à repreensão adquire entendimento.
33.O temor do SENHOR é a instrução da sabedoria, e a humildade precede a honra.
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
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